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domingo, 7 de novembro de 2010

Autor de bullying.


Como podemos punir o autor de bullying? O autor de bullying pode ser alvo em outro lugar? Há conseqüências para este envolvido?

Como educadores, antes de pensarmos em punir o autor de bullying, é importante pensarmos em trazê-los a um convívio social adequado, ensinando-os a conviverem de maneira afetiva, destacando-se por suas qualidades e não pelo caminho da agressividade.
É importante termos em mente que, muitas vezes, o autor de bullying é vítima de uma educação violenta ou permissiva demais, nas quais não foram ensinados valores como respeito ao próximo e justiça.
Por isso, como punir uma criança ou um adolescente que não aprendeu a resolver seus conflitos de maneira assertiva ou não aprendeu a valorizar-se como cidadão?
Além das possibilidades apresentadas acima, um autor de bullying pode agir desta maneira na escola, por ser vítima de alguma violência em casa, por exemplo. Muitos utilizam a violência como uma válvula de escape para os seus problemas.
Por isso, os sinais que os autores de bullying nos dão, por meio dos comportamentos apresentados por eles, nos permitem ajudá-los para que deixem de envolver outras crianças ou adolescentes em seus problemas não resolvidos.
Esta preocupação é grande por dois motivos: o primeiro nos permiti ajudar os autores, e como conseqüência, obtermos uma diminuição dos casos de bullying praticados por ele. O segundo motivo diz respeito às conseqüências sofridas pelos autores de bullying devido ao seu próprio comportamento agressivo. Apresento as conseqüências para que vejamos a gravidade das mesmas:
·         Queda do rendimento escolar
·         Envolvimento com drogas lícitas e ilícitas (Alcoolismo)
·         Participação em gangues
·         Abandono escolar
·         Maior chance de envolvimento com a criminalidade
·         Arrogância extrema
·         Comportamentos problemáticos e delinqüentes
·         Práticas de furto e roubo
Vejamos como as conseqüências extrapolam os muros da escola e atingem toda a sociedade. Por isso, mais do que ajudar os autores de bullying, prevenir e combater o fenômeno na escola é uma atitude de cidadania.  
Por outro lado, os pais dos alvos encontram na justiça uma forma de resolução do caso. Atualmente, existem inúmeros processos abertos contra a escola, contra os pais dos autores de bullying ou, até mesmo, contra os próprios autores da violência quando estes são maiores de idade.

Carolina Giannoni Camargo

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Por que EU?


O autor de bullying escolhe o seu alvo aleatoriamente? É possível ter mais de um alvo ou mais de um autor de bullying em um mesmo caso? É por causa da aparência física que uma pessoa se torna alvo de bullying?

O autor de bullying, dentro de uma relação entre pares, sente a necessidade de se destacar e escolhe o caminho da violência para conseguir o seu objetivo: ser o valentão da turma.
Por isso, o autor precisa de um alvo, e é claro, de uma platéia. Não haveria motivos para agredir o alvo se não existissem espectadores para as suas ações, afinal, o autor se destacaria para quem?
O autor de bullying não escolhe seu alvo aleatoriamente. Por outro lado, o alvo não precisa ter provocado as agressões, já que uma das características deste fenômeno é a violência gratuita. Por que, então, algumas pessoas tornam-se alvos e outras não?
O autor de bullying, antes de olhar as características físicas de seu futuro alvo, ele o escolhe, inicialmente, pelas seguintes características:
·        Timidez
·        Baixa auto-estima
·        Pouca sociabilidade
·        Submissão
·        Insegurança
·        Passividade
È importante entendermos que essas características estão presentes na maioria dos alvos e podem ser temporárias ou permanentes.
As características descritas acima são permanentes quando fazem parte do temperamento do alvo. Ou, podem ser temporárias quando aparecem em detrimento a alguma situação, como por exemplo, o aluno novo na escola.
Quando o aluno é novo na escola, este precisa inserir-se em um grupo, familiarizar-se com o ambiente e as pessoas, enfim, adaptar-se. Logo, as características como timidez, pouca sociabilidade, insegurança podem aparecer neste primeiro momento, tornando-se um possível alvo de bullying.
Portanto, para o autor de bullying são mais importantes as características psicológicas que o alvo possui, do que as características físicas.
O autor de bullying possui um ou mais alvos para as suas agressões e, geralmente, está acompanhado.
Uma situação interessante é que nem sempre quem o acompanha é um autor de bullying, muitas vezes os espectadores preferem estar ao lado de quem comete as agressões - mesmo sem concordarem totalmente com as ações agressivas - do que estar ao lado do alvo e tornar-se a próxima vítima.
Este pensamento gera a continuidade dos casos de bullying na escola e, ainda, garante mais força ao autor das agressões.
Por isso, um trabalho de prevenção ao fenômeno é muito importante nas escolas, para que possamos mostrar aos espectadores como, por meio de simples atitudes, eles são importantes no combate ao bullying.

Autoria Carolina Giannoni Camargo

Dúvidas sobre cyberbullying...


O cyberbullying é diferente do bullying? Existe punição para quem comete Cyberbullying? Como posso descobrir quem é o autor dessa violência pela internet?

O cyberbullying é o bullying praticado por vias tecnológicas. Acontece quando, pela Internet ou por mensagens de celulares, alguém publica fotos, apelidos, gozações, difamações, e outros tipos de chacotas referentes a uma pessoa da qual queira fazer tais agressões, a ponto de humilhar a vítima.
O autor de bullying, através da Internet, tem o poder de espalhar tais agressões de forma rápida, apenas publicando-as. Neste meio de comunicação, as informações são repassadas de forma mais fácil e ligeira e, hoje, se tornou o meio pelo qual inúmeras pessoas se comunicam, principalmente os jovens.
Quem comete o cyberbullying tem como defesa o anonimato. Pela internet você pode fingir ser qualquer pessoa, ter qualquer idade, enfim, é mais difícil a identificação do autor das agressões.
Porém, quando o alvo do cyberbullying faz uma denúncia e busca ajuda judicial para a resolução do caso, é possível que o advogado consiga a quebra do número IP (Internet Protocol) do computador que se origina as mensagens maldosas, conseguindo desta maneira, a localização de quem as comete.
Infelizmente, muitos autores de cyberbullying utilizam os computadores de Lan House para praticarem as agressões, dificultando sua identificação.
É importante divulgar que existe uma lei estadual (12.228/06), que obriga as lan houses e cybercafés do estado de São Paulo a manterem um cadastro detalhado de seus usuários, com endereço, horário e computador utilizado; deverão barrar menores de 18 anos após a meia-noite e só admitirão jovens entre 12 e 16 anos com permissão escrita dos pais. Adolescentes com menos de 12 anos só poderão visitar as lan houses na companhia de pais ou responsáveis.
Além disso, a lei determina uma pausa de 30 minutos a cada três horas de uso contínuo das máquinas. Para os estabelecimentos infratores, a norma prevê multa entre três a dez mil reais. A reincidência pode custar o fechamento das lojas.  
Por isso, para evitarmos casos de cyberbullying, é importante que haja a denúncia desses estabelecimentos caso não cumpram a lei, já que o objetivo dela é disciplinar a operação destas casas, além de coibir o uso das lan houses em crimes virtuais como o cyberbullying.  
Desse modo, o autor de cyberbullying pode ser identificado e juridicamente punido, através de um processo aberto pelo alvo das agressões. Basta que o alvo denuncie para iniciar a busca pelo autor do cyberbullying.

Autoria Carolina Giannoni Camargo

Desde quando existe bullying?

O bullying sempre existiu. Então, por que hoje em dia falamos tanto nele?

            O bullying na escola nasceu juntamente com a história desta instituição. Ou seja, é uma situação muito antiga, e as discussões sobre o assunto iniciaram por volta da década de setenta do século passado.
            Foi através do trabalho do psicólogo Dan Olweus, que estudava casos de suicídio na infância e na adolescência, que se descobriu a agressão, física e/ou psicológica, ocorrida de maneira freqüente, repetida, hoje denominada bullying.
Nos últimos anos, o bullying tem tomado proporções maiores, e se antes ele acontecia dentro dos muros da escola, hoje, ele ultrapassa esta barreira e invade a vida do seu alvo por completo.
Isso porque, o alvo de bullying antes podia sair da escola - onde sofria com as agressões - e ir para sua casa encontrar momentos de tranqüilidade, paz, espaço para refletir sobre as situações vividas.  
Hoje, o alvo sai da escola e as agressões continuam. Recebe mensagens maldosas, ameaça por celular, encontra na Internet páginas, sites, comunidades que o humilha, que o faz chorar.
Não há mais tempo para o alvo pensar que ele não é a “lata de lixo”, o “fracassado”, o “encardido” - apelidos pejorativos freqüentes no bullying. A intensidade da dor causada pelo bullying o sufoca, potencializando as conseqüências sofridas.
Além deste fato, antigamente acreditava-se que este fenômeno não passava de brincadeira entre os adolescentes, situações típicas da escola ou brincadeira sem conseqüências psicológicas. Era como se este tipo de comportamento acabasse sozinho, quando a maturidade chegasse, sem deixar seqüelas para os envolvidos.
A situação atual do país vivencia uma enxurrada de informação sobre o fenômeno na mídia, novas pessoas interessadas em pesquisar sobre o assunto, pais e escolas preocupados em combater esta violência e alunos cada dia mais informados de que o bullying é coisa séria.
Há muito a se fazer, uma vez que são divulgadas falsas idéias sobre o bullying na mídia; devido à existência de uma possível banalização da palavra, pois, por não serem preparados, os pais acreditam que toda briga trata-se de bullying; e, também, por causa do despreparo das escolas ao elaborarem um projeto. Muitas vezes a lei existe, porém, não são oferecidos meios para que os professores sejam capacitados a lidarem com os casos de bullying.        

Autoria Carolina Giannoni Camargo

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Bullying é uma doença?

O bullying pode ser considerado uma doença? Há tratamento para o bullying? O que acontece a quem sofre por causa do bullying?

O bullying não é uma doença, é um fenômeno que envolve violência e agressão. O que ocorre é que existem alguns motivos que justificam o comportamento agressivo do autor de bullying e, um deles, é o transtorno psicológico.
Observando as características dos autores de bullying e relacionando com as atitudes destes indivíduos, podemos concluir que o autor de bullying pratica a violência e possui determinado comportamento, devido a uma das seguintes possibilidades:
·         Educação Violenta: é muito comum ouvirmos casos de pais que educam seus filhos de maneira agressiva. Gritam, batem, utilizam palavrões e abusam de castigos violentos no cotidiano do lar. Crianças que crescem recebendo e aprendendo a se relacionar com o outro de maneira agressiva, não aprendem a respeitar o próximo, e ainda, repetem a pratica violenta nas suas ações, inclusive dentro da escola.     
·         Educação Permissiva: outra justificativa origina-se da educação sem limite e permissiva em excesso, que faz com que a criança cresça sem parâmetros do que é certo e errado, do que pode e o que não pode. No futuro, estas crianças tendem a não aceitar as regras, reagir de maneira agressiva e exagerada com as frustrações pessoais e não temer a nada e nem a ninguém.
·         Transtorno de conduta: é importante lembrarmos que a agressividade pode ser desencadeada pela falta de limites, ausência de carinho e atenção, acontecimentos passageiros na vida da criança, como a morte de um ente querido ou o nascimento de um novo irmão. Porém, quando a agressividade aparece de maneira insistente, sem que exista alguma das possibilidades descritas acima, pode haver algum transtorno comportamental e, então, o encaminhamento ao especialista é necessário e quanto antes melhor.  
·         Antes alvo, agora autor: muitos autores de bullying são vítimas de alguma violência fora da escola, podendo até mesmo serem alvos de bullying em casa e utilizar a escola como uma válvula de escape, tornando-se um autor de bullying neste local.
Quanto ao “tratamento” para o bullying, o melhor que se tem a fazer é a elaboração de um projeto contra o fenômeno.
Projeto este que envolva toda a comunidade escolar por meio de palestras, cursos de capacitação para os educadores, debates, assembléias, dinâmicas, elaboração de um veículo para as denúncias anônimas, enfim, são muitas as possibilidades para se trabalhar o bullying dentro dos espaços escolares.
Esse projeto é tão necessário que já virou lei em inúmeras cidades do Brasil, e um projeto de lei federal está sendo discutido para que este se estenda a nível nacional.
A preocupação é grande, pois o bullying não traz problemas apenas para o alvo das agressões. As conseqüências estendem-se para o autor de bullying, a escola, a família, o bairro e toda a sociedade.
Os alvos de bullying dificilmente denunciam o caso, e os motivos são inúmeros: medo por causa das ameaças, vergonha, falta de confiança em outra pessoa, crença de que o caso não poderá ser resolvido.
Com isso, o alvo vive muito tempo dentro de uma situação de bullying, potencializando as conseqüências por causa das agressões físicas e/ou psicológicas sofridas. Faço referência às seguintes conseqüências:
·         Desinteresse pela escola ou por alguma disciplina oferecida nessa instituição;
·         Baixa auto-estima;
·         Tristeza e angústia em excesso;
·         Falta de vínculo afetivo com colegas;
·         Ansiedade;
·         Depressão;
·         Pensamentos suicidas;
·         Transtorno comportamental;
·         Queda no rendimento escolar;
·         Doenças crônicas como alergias, queda de cabelo, gastrite, dores de cabeça e stress;   
·         Assassinatos;
·         Suicídio.

Autoria Carolina Giannoni Camargo

Existe bullying na Educação Infantil?


Existe bullying na educação infantil? Podemos encontrar um autor de bullying ainda na primeira infância? Como agir quando a criança sabe que determinada situação é errada, porém, mesmo assim a faz?

O bullying é revelado por ações agressivas. A agressividade está presente em qualquer série, ciclo, faixa etária, sendo notada até mesmo, na educação infantil.
Para identificar e prevenir o fenômeno bullying ainda cedo, é muito importante conhecer as esferas da agressividade na educação infantil e saber discernir o que é, e também o que não é, de fato, esperado para determinada faixa etária, sexo e fase de desenvolvimento cognitivo que a criança se encontra.
A agressividade, nesta fase, tende a sofrer mudanças em sua forma, freqüência e na motivação para esta ação.
Ao longo dos anos, a agressividade tende a diminuir ou modificar-se conforme a criança passa pelas etapas do seu desenvolvimento cognitivo; vivencia experiências construtivas; socializa-se e encontra na professora, no professor ou nos pais, um mediador para as suas ações.
Para mediarmos os conflitos e as situações de agressividade ocorridos em nossa sala de aula de maneira assertiva e construtiva, primeiro é preciso entendê-los. E nada melhor do que começarmos dando atenção aos envolvidos nestes episódios.
É importante pensarmos que todo conflito envolvendo agressividade entre as crianças, durante a educação infantil, deve ser uma ponte que os leva a um caminho de autoconfiança e construção.
Ao pensarmos em uma situação no qual, como conseqüência de um atrito, uma criança de dois anos bate ou morde um colega da sua turma, não podemos dizer que esta é uma criança agressiva e que possui um transtorno de conduta.
Com esta idade o seu melhor e mais rápido mecanismo para alcançar o seu objetivo é por meio da linguagem corporal e pode utilizar-se da mordida com essa finalidade. A criança não entende que está machucando, pois o seu estágio atual do desenvolvimento cognitivo não permite que esta se coloque no lugar do outro.
Por volta dos cinco anos de idade, a criança já é capaz de agredir intencionalmente e, também, é capaz de inventar apelidos, formar panelinhas e, até mesmo, fazer “brincadeiras” de mau gosto mesmo sabendo ser errado.
É nesta fase que os comportamentos de agressões físicas e morais e a baixa auto estima devem ser trabalhados evitando que tais características se acentuem.
A personalidade da criança é construída nos primeiros anos de vida e coincide com sua passagem pela educação infantil. Por isso, o papel e o exemplo dos pais e dos professores e, também, a forma com que eles resolvem os conflitos do dia a dia, ajudam a formar a base da educação da criança, evitando até mesmo que se envolvam com o fenômeno no futuro, seja como alvo ou autores de bullying.
A agressividade existe na educação infantil e pode ser desencadeada pela falta de limites, ausência de carinho e atenção, acontecimentos passageiros na vida da criança, transtorno comportamental ou, até mesmo, por não saber interagir com o outro senão, por meio da agressão.
O educador deve mostrar para a criança outras maneiras de resolver os conflitos sem a utilização da violência, evitando encaminhar ao especialista, crianças que não possuem transtorno de conduta. 
È importante saber que a educação infantil é o período ideal para o início das práticas de prevenção ao bullying. 

Autora Carolina Giannoni Camrgo.
 

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