segunda-feira, 29 de novembro de 2010

BLOG Bully No Bullying em destaque!

Não se trata de uma simples brincadeira
Trechos da Reportagem, o conteúdo completo pode ser visto em:
(FONTE http://www.cpopular.com.br/ Data 28 de novembro de 2010)

"Houve um tempo em que o que hoje chamamos de bullying era tido como uma brincadeira de criança. Um comportamento típico do ambiente escolar, sem grandes consequências, que merecia pouca atenção. Naquele tempo, as agressões sofridas por crianças e adolescentes eram negligenciadas por pais e educadores, levados pela crença de aquilo um dia ia passar. Mas não passa. “O bullying pode mudar o destino de uma vida, principalmente quando o alvo sofre com as consequências por um longo período, tornando-as irreversíveis”, afirma a pedagoga Carolina Giannoni Camargo, autora de Brincadeiras que fazem chorar! Introdução ao fenômenore bullying (All Print Editora) e coordenadora de uma assessoria especializada nesse tipo de violência.

A ocorrência de situações extremamente graves e o crescente número de casos chamaram a atenção dos pesquisadores e da mídia. O fenômeno passou a ser estudado com afinco, discutido dentro e fora da escola. Hoje, sabemos que bullying, tão antigo quanto as próprias instituições de ensino, é coisa séria. E está bastante presente na escola brasileira. Pesquisa realizada pela Plan Brasil revela que 10% dos alunos entrevistados afirmaram ter praticado bullying (maus tratos a colegas com frequência superior a três vezes), no ano passado, com maior incidência nas regiões Sudeste e Centro-Oeste. Os casos envolvem, principalmente, adolescentes ente 11 e 15 anos, estudantes da 6a série do ensino fundamental. Quando se considera ao menos uma situação violenta no período, a porcentagem de envolvidos é de 30%. 4

Ainda de acordo com o estudo Bullying no ambiente escolar, quanto mais frequentes os atos repetitivos de maus tratos contra um aluno, mais longa é a duração da manifestação dessa violência. Ou seja, a repetição das ações agressivas fortalece a iniciativa dos agressores e reduz as possibilidades de defesa das vítimas. As chances de se defender dos ataques ficam ainda menores se considerarmos que, agora, eles ultrapassam os muros da instituição.

“Antes, o alvo podia sair da escola, onde sofria as agressões, e ir para sua casa encontrar momentos de tranquilidade e paz, espaço para refletir sobre as situações vividas. Hoje, sai da escola e as agressões continuam. Ele recebe mensagens maldosas, ameaças por celular, encontra na internet páginas, sites, comunidades que o humilham, que o fazem chorar”, comenta Carolina.

Na modalidade batizada de ciberbullying são empregadas ferramentas tecnológicas como celulares, filmadoras, máquinas fotográficas, internet e recursos como o e-mail, o meio mais usado entre os garotos ouvidos pela Plan Brasil. Já as meninas disseram utilizar mais ferramentas e sites de relacionamento na hora de agredir virtualmente. Invasão de e-mails pessoais e o ato de se passar por outra pessoa também aparecem. Dos entrevistados na pesquisa, 17,7% afirmaram ser praticantes de ciberbullying e 16,8%, vítimas; outros 3,5% disseram ser, ao mesmo tempo, vítimas e praticantes.

Agressores no raio-x

Num perfil generalizado também dos bullies podem ser listadas características como impulsividade, egocentrismo, autoconfiança, ar de superioridade e arrogância ao agir, falar e vestir, além do desejo de levar vantagem sobre os demais. Agressores costumam mentir muito bem, com a mesma convicção com que negam as reclamações que podem vir da escola. Quase sempre muito populares, têm seu relacionamento com o outro permeado por brincadeiras de mau gosto, gozações, apelidos pejorativos, difamações, ameaças, constrangimento e menosprezo. E por uma manipulação da qual lançam mão para se safar de encrencas, já que tendem a resolver os problemas de maneira agressiva.

“O autor de bullying, dentro da relação entre pares, sente necessidade de se destacar e escolhe o caminho da violência para conseguir seu objetivo, que é ser o valentão da turma. Por isso, precisa de um alvo e, claro, de plateia. Não haveria motivos para agredir o alvo se não existissem espectadores para suas ações. Afinal, o autor se destacaria para quem?”, comenta Carolina Camargo. A maneira como os pais conduzem a educação das crianças influencia. A falta ou o excesso de limites pode acabar criando um bullie.

Que prejuízos são mais frequentes entre as vítimas?

_Desinteresse pela escola
_Problemas psicossomáticos
_Problemas comportamentais e psíquicos, como transtorno do pânico, depressão, anorexia e bulimia
_Fobia escolar e social
_Ansiedade generalizada
_Em casos mais graves, podem-se observar esquizofrenia, homicídio e suicídio
_Queda nas notas e no rendimento escolar
_Depressão
_Diminuição da autoestima
_Ansiedade
_Fobia social
_Transtornos alimentares e comportamentais
_Estresse
_Desconcentração nas atividades escolares
_Pensamentos suicidas
- Agravamento de problemas preexistentes, por conta do tempo prolongado de estresse a que a vítima é submetida

Contra a violência

O projeto Todos contra o bullying, iniciativa da Semeare Assessoria Pedagógica, surge como reforço para a ainda frágil rede de combate à violência entre estudantes e volta suas atenções à capacitação de educadores, acreditando ser esse o principal meio de prevenir e combater o fenômeno nas escolas. A ação envolve curso de capacitação e distribuição de materiais. Outra iniciativa que vem somar esforços na luta contra o problema é o blog www.bullynobullying.blogspot.com, de Carolina Giannoni Camargo. A página foi criada em 2009 e tem hoje mais de 32 mil visitantes.



Obrigada, amigos, pelas mensagens de carinho.
Todos contra o Bullying! Todos pela Educação!
Carolina Giannoni Camargo.

domingo, 28 de novembro de 2010

Bullying custa caro! E como.

Violência na escola pode custar US$ 943 milhões ao ano no Brasil, diz relatório

De acordo com a organização de defesa das crianças o bullying atinge países desenvolvidos e em desenvolvimento. Um estudo internacional estima que o custo da violência nas escolas no Brasil pode chegar a US$ 943 milhões por ano.


 A pesquisa foi feita pela organização britânica de defesa das crianças Plan International e o Instituto Overseas Development (ODI, na sigla em inglês). Segundo o relatório publicado, o custo da violência nas escolas, apenas levando em conta os benefícios sociais aplicados anteriormente, pode chegar a US$ 60 bilhões se computados todos os 13 países pesquisados.

No cálculo foi considerada a perda de ganhos de uma pessoa que deixa de comparecer à aula ou desiste da escola por causa da violência e mediu também as perdas do investimento público em educação devido às faltas dos alunos nas escolas.

De acordo com o relatório, os Estados Unidos, por exemplo, pagam um alto preço pela violência entre jovens, dentro e fora da escola. A Plan International estima que o custo total de todas as formas de violência juvenil entre os americanos chega a US$ 158 bilhões.
E para o Brasil, o caso não parece ser diferente, segundo o levantamento.

"Muitas escolas no Brasil se transformaram em lugares perigosos para crianças, com violência brutal e até homicídio, além de abuso sexual, roubos e danos à propriedade", alerta o documento.

"84% dos estudantes que participaram da pesquisa feita em seis capitais brasileiras acharam suas escolas violentas e 70% disseram que foram vítimas de abusos."

"Isto reflete os altos níveis de violência na sociedade brasileira. A estimativa é de que a violência entre jovens tenha um custo de US$ 19 bilhões por ano, sendo que destes US$ 943 milhões podem ser ligados a violência na escola", informou o relatório.

Poucos dados

Segundo o documento da Plan International, a violência nas escolas é um problema que afeta igualmente países desenvolvidos e em desenvolvimento. No entanto, a organização reconhece que é "impossível calcular a verdadeira extensão (do problema), pois as crianças geralmente têm muita vergonha ou muito medo de falar a qualquer um sobre isso".

O relatório descreve uma "relação próxima" entre o bullying nas escolas e a violência entre jovens. De acordo com o estudo, entre 20% e 65% das crianças no mundo todo afirmam que sofreram bullying, mas esta proporção pode ser maior, pois a organização afirma que a violência na escola é pouco denunciada.

Nos Estados Unidos, por exemplo, cerca de um quinto dos estudantes do equivalente ao ensino médio afirmaram que foram vítimas de abuso várias vezes, de acordo com dados coletados pelo Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês).

A prevalência do bullying nas escolas americanas é tão alta que o CDC trata o problema como uma questão de saúde pública. "Como resultado, você não vai à escola, você está perdendo a oportunidade de aprender", afirma Julie Hertzog, diretora do Centro Nacional Americano para Prevenção do Bullying, dirigido pela organização de defesa das crianças Pacer.

Para o diretor-executivo do grupo de defesa americano CeaseFire, Gary Slutkin, o bullying não está diretamente ligado à violência entre jovens.
"Bullying não é a mesma coisa que violência letal mas pode se agravar progressivamente, e a sociedade americana está gradualmente tomando a decisão de que (o bullying) não é mais aceito como algo normal", disse Slutkin, cuja organização trata a violência entre jovens com o uso de um modelo de saúde pública.

Outros países
O relatório da Plan International diz ainda que em 88 países, incluindo a França e alguns Estados americanos, os professores tem permissão legal para punir fisicamente os alunos.
E cita casos como o do Egito, no qual 80% dos meninos e 67% das meninas já sofreram punição corporal.

O documento menciona ainda a situação na Etiópia, onde a punição corporal é proibida, mas as leis de proteção à criança não são aplicadas e as punições continuam sendo aplicadas. Um estudo naquele país mostra que 80% das crianças foram obrigadas a ajoelhar, receberam pancadas na cabeça, tapas ou pancadas com uma vara.

Outro problema levantado é a violência sexual. Um estudo realizado por estudantes em Serra Leoa mostrou que 59% das meninas tinham sofrido abuso sexual. No Equador 37% das adolescentes que foram vítimas de violência sexual apontaram professores como os responsáveis. Na África do Sul, professores foram considerados culpados de um terço dos estupros de crianças. 


(Fonte: Estadao.com.br -  http://www.estadao.com.br/noticias/geral,violencia-na-escola-pode-custar-us-943-milhoes-ao-ano-no-brasil-diz-relatorio,630036,0.htm)

Infelizmente, os prejuízos vão além de valores monetários, o valor de uma vida e de uma vida com qualidade não tem preço. Todos contra o bullying.

Carolina Giannoni Camargo.

 


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

Os dois lados das história

Assistam, é bem bacana:


Vou tentar colocar a tradução neste final de semana, espero que dê tempo!

Abraços,
Carol.

Revista Metrópole - Campinas

Olá pessoal,

Revista Metrópole - Jornal Correio Popular Campinas



Para quem é de Campinas e região, neste domingo, na revista metrópole, sairá uma reportagem sobre bullying na qual responderei algumas perguntas. Não percam, está bem interessante...
Obrigada pelo carinho de vocês ...

Carolina Giannoni Camargo.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Vídeo Polêmico - Rafinha Bastos

Oi pessoal,

Tem muita gente me escrevendo sobre um vídeo – do comediante Rafinha Bastos – que está disponível aqui neste post para vocês darem uma olhadinha e entenderem melhor a polêmica sobre ele...

Algumas pessoas condenaram, outras disseram apenas ser uma brincadeira para chamar a atenção sobre o assunto, bullying. Sobre o vídeo, tenho algumas considerações a fazer:

  *   Um comediante, ao falar sobre um assunto sério (minha opinião) gera um contraste que considero positivo, pois chama a atenção das pessoas e, neste caso, mostra que bullying não é brincadeira nem para os mais brincalhões.
  *     Porém, o próprio comediante, ao chamar o homem que aparece no vídeo de gordo e idiota, deixa dúvida sobre o significado do bullying, pois confunde os espectadores. Afinal, nem toda ofensa, xingamento e humilhação é bullying. Este fenômeno possui características próprias, como por exemplo, a freqüência (repetição).
Como o vídeo não deixa claro a sua finalidade - apoiar ou criticar o bullying - as diferentes interpretações sobre o vídeo me deixam preocupada. Ouvi comentários dizendo que o comediante quis mostrar, por meio do vídeo, que "bullying faz parte do ser humano! Afinal, quem não pratica bullying!?" O que é um tremendo ABSURDO... Uma coisa é você brigar, “explodir” de vez em quando. Outra coisa é você praticar bullying.
* Considero válidas todas as iniciativas que ajudam no esclarecimento do assunto. Existe uma preocupação muito grande de não banalizarmos o termo bullying. Portanto, os vídeos devem ser claros, ajudando de fato na prevenção ao fenômeno.

Assistam ao vídeo e deixem sua opinião.
Para os professores, este vídeo pode ser bem bacana para iniciar um debate com os alunos sobre bullying. Valeu!

Carolina Giannoni Camargo
contato.bullying@yahoo.com.br  
 

O (último) caso de Massachussetts

Suicídio de garota após bullying leva a indiciamento de 9 adolescentes nos EUA

Nove adolescentes foram indiciados pela Justiça do Estado americano de Massachussetts após o suicídio de uma estudante de 15 anos que teria sido supostamente vítima de bullying (intimidações físicas e psicológicas) do grupo.

Phoebe Prince, que havia imigrado recentemente com a família da Irlanda para a cidade de South Hadley, em Massaschussetts, foi encontrada enforcada na escada do prédio onde morava no dia 14 de janeiro.

Segundo a promotora que cuida do caso, Elizabeth D. Scheibel, Phoebe teria se matado após uma série de ataques físicos e verbais, culminando com um dia descrito como “torturante” no qual ela teria sido vítima de calúnias e atacada com uma lata de bebida.

Phoebe teria começado a ser perseguida por colegas de escola após um curto relacionamento com um colega popular, terminado seis semanas antes de seu suicídio.
Os ataques teriam ocorrido principalmente dentro da escola, mas também por meio de mensagens por celular e em sites de relacionamento social na internet.

Abuso sexual
Dois dos adolescentes indiciados foram acusados de abuso sexual, mas a promotora não deu detalhes. Outras sete garotas foram indiciadas por perseguição, assédio criminoso e por violação dos direitos civis de Phoebe.

Segundo Scheibel, o suicídio de Phoebe foi “a culminação de uma campanha de quase três meses de comportamento verbalmente intimidatório e ameaças de danos físicos”.
A lista de indiciados não inclui nenhum funcionário da escola onde a adolescente estudava, apesar de a promotora ter afirmado que a direção e os professores sabiam dos abusos.
Pelo menos quatro estudantes e dois professores teriam tentado impedir os ataques contra Phoebe ou teriam relatado o problema à direção da escola.

“Uma falta de entendimento sobre intimidações associadas com relacionamentos entre adolescentes parece ter sido comum na South Hadley High School”, disse Scheibel. “Isso, por sua vez, levou a uma interpretação inconsistente do código de conduta da escola quando os incidentes foram observados e relatados.”

“As ações ou inações de alguns dos adultos da escola são preocupantes”, afirmou a promotora. Segundo ela, a mãe da garota havia conversado com pelo menos dois funcionários da escola e os problemas eram “amplamente conhecidos” pela direção.
Scheibel afirmou ainda que mais uma pessoa poderá ser indiciada, mas não deu mais detalhes.


Fonte:
http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2010/03/100330_adolescente_bullying_rw.shtml?print=1 

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Não vale a pena...

Olá Amigos...

Esta foi uma semana muito triste para o mundo. Muitos jovens  tiraram a própria vida por causa do bullying. Digo aos alvos que não vale a pena, não é a melhor solução, aliás, não é uma solução... Vamos juntos nessa caminhada em busca de um mundo melhor, um mundo onde pessoas insensíveis deixem-nos em paz e passem a entender que palavras podem acabar com uma vida... Acreditem, os bullies tem muito mais a perder do que os alvos, afinal eles são pequenos demais para entender que a vida é feita de pessoas, e que as pessoas, gostando eles ou não, devem ser respeitadas. Peça ajuda, hoje todo mundo sabe que o bullying é uma violência e deve ser levado a sério. Denuncie, mova o mundo, mas não deixe que os bullies tirem o brilho, único e especial, que é você. Você, com certeza, é mais importante do que imagina...

Contem comigo... Vamos caminhar juntos!

Grande Abraço,

Carol.


Reportagens interessantes

Primeira



Segunda:

Suicídio por causa de bullying

EUA: Jovem gay de 14 anos se mata após sofrer bullying 
    Por Redação 9/11/2010 - 17:55 - reposrtagem uol

 
O jornal “The Daily Item” publicou reportagem sobre o jovem Brandon Bitner, que se suicidou aos 14 anos. Segundo os colegas do garoto, o que levou o jovem a encerrar a sua vida foi o bullying.
Na madrugada da última sexta-feira (05), Brandon saiu de casa, deixou um bihete de suicídio e se jogou na frente de um caminhão. Segundo relataram alguns colegas de Brandon, ele foi vítima de humilhação pública e foi intimidado por um grupo de rapazes que estudam no mesmo colégio. Takara Folk, amiga do jovem, escreveu uma carta à redação do jornal.
Na carta, ela afirma que Brandon era vítima constante de bullying. “Ele era perseguido e intimidado por conta de sua orientação sexual e também por causa do seu estilo de se vestir”, revelou a amiga do estudante.
Brandon era estudante da High School MiddWest, em Middleburg. Segundo a reportagem, o jovem se vestia no estilo “emo” e por conta disso era motivo de piadas. “Qualquer um em nossa escola que é diferente é torturado”, declarou ao jornal Emily Beall, estudante da escola.
Poucos dias antes do suicídio de Brandon, a escola havia promovido atividades e assembleia a respeito do bullying, mas, segundo os alunos, ninguém levou a sério.
 






domingo, 7 de novembro de 2010

Podem copiar!

Olá Amigos do Blog Bully: No bullying!

Vocês podem copiar todos os meus posts para acrescentar em trabalhos, monografias, teses, etc...Basta acrescentar na bibliografia a seguinte referência: (Exemplo: Segue a referência do último post: Aconteceu... E agora?)  

Camargo, Carolina Giannoni: Aconteceu... E agora? Brasil: Bully: No Bullying 2009-2010. Bully: No Bullying é um blog sobre o fenômeno bullying; acesso em sete de novembro de 2010. Disponível em: http://www.bullynobullying.blogspot.com


Ok? Obrigada pelos emails e comentários ...
Abraços,
Carol. 
 

Aconteceu ... e agora?

O que de fato posso fazer para combater o fenômeno? Existem estratégias para a prevenção do bullying? O aluno deve resolver sozinho o seu caso de bullying?

O aluno não possui condições psicológicas para resolver um problema tão grande quanto o bullying. O alvo encontra-se abalado e fragilizado, e o autor está envolvido demais com as agressões, que não pensa nem nos afazeres escolares, quanto mais em refletir sobre suas ações.
Por isso, definitivamente, os envolvidos precisam da ajuda de terceiros para conseguirem se livrar desses terríveis papéis.
As estratégias são inúmeras e todos podem ajudar. Pensando na prevenção e, também, no combate ao bullying, a escola deve:
·         Capacitar seus educadores, ajudando-os a identificarem e combaterem os casos dentro dos espaços escolares;
·         Fazer reuniões com os funcionários para que juntos busquem ações, dentro de suas práticas, para identificarem e prevenirem os casos;
·         Buscar um profissional especializado para fazer uma palestra aos pais e funcionários sobre o assunto;
·         Chamar os pais e mães para debaterem o assunto;
·         Palestras para os alunos;
·         Elaborar um projeto que envolva filme, teatro, pesquisas, elaboração de um estatuto contra o bullying e um canal para as denúncias anônimas, além da criação de comissão de alunos e assembléias;
·         Buscar apoio psicológico para os envolvidos e solucionar o caso assim que descoberto.
Os pais podem contribuir para a prevenção do bullying da seguinte maneira:
·         Educar seus filhos ensinando o respeito, a justiça e a cooperação;
·         Lendo sobre bullying;
·         Pedir a escola uma palestra sobre bullying;
·         Prestarem atenção no comportamento de seus filhos, buscando identificar possíveis mudanças e a causa delas;
·         Ser pais e amigos de seus filhos, criando como hábito o diálogo;
·         Estipular limite de tempo diário para o uso da internet;
·         Acompanhar o que seus filhos fazem na internet e ajudá-los a entender a seriedade do cyberbullying e de outras violências virtuais;
·         Assim que identificarem um possível envolvimento de seus filhos com o fenômeno, buscar ajuda da escola.
Os alunos podem:
·         Pedir um projeto sobre bullying para a escola;
·         Ler e se informar sobre o assunto;
·         Refletir sobre as gozações e chacotas referentes ao colega alvo de bullying e não levar adiante apelidos maldosos;
·         Pensar nas conseqüências antes de postar algum comentário ou foto na internet;
·         Denunciar aos pais, professores ou alguém que confie os casos de bullying presenciados ou sofridos.
Desse modo, podemos juntos diminuir os casos de bullying na escola evitando que as conseqüências cresçam atingindo a todos nós. Ajudar um envolvido pode salvar vidas.
Espero, por meio deste artigo, ter esclarecido algumas dúvidas existentes sobre este fenômeno.
O bullying está presente na escola, nos clubes, no trabalho e dentro das famílias. Ele não escolhe classe social, econômica, raça, cor ou etnia, o bullying acontece em todas as esferas.
            É preciso que haja a capacitação dos educadores no assunto para preveni-lo e combatê-lo. Afinal, não se trata de uma brincadeira.

Autoria Carolina Giannoni Camargo

Bullying, de quem é a culpa?


Existe um culpado para o acontecimento do bullying? Como devemos punir os responsáveis?

São inúmeros os motivos que levam um autor a praticar o bullying, assim como são várias as causas para um alvo se tornar tão frágil diante as agressões.
Quando se trata de culpados verificamos que existem muitos lados a serem analisados.
Os espectadores de bullying são alunos que não estão diretamente ligados ao caso, ou seja, não são alvos e nem autores, porém presenciam as agressões.
Sem a existência de um público, os autores de bullying não teriam para quem se destacar, uma vez que a violência é entre pares. Podemos concluir que o bullying só existe por causa dos espectadores, pois, o autor, busca aplausos da platéia.
Porém, este motivo não é o suficiente para culparmos os espectadores pela existência do bullying, uma vez que encontramos os seguintes aspectos a serem analisados:
·         Ainda hoje, muitos espectadores não sabem da existência do fenômeno ou da gravidade das suas conseqüências, por isso, acham naturais e consideram uma brincadeira as atitudes dos autores de bullying;
·         Os espectadores, normalmente, não são estimulados a refletirem sobre a agressão verbal, moral e psicológica e acabam por adotarem apelidos pejorativos e difamações relacionadas a algumas pessoas, dando continuidade ao ciclo do bullying;
·         Outros, como meio de defesa, aliam-se aos autores de bullying e os apóiam na hora da agressão. Pensam que é melhor estar junto de quem bate, do que ao lado de quem apanha. Neste caso, o autor de bullying ganha o apoio da platéia e fica fortalecido.
·         Os espectadores, sem o incentivo da escola por meio de um projeto, não sabem que ações simples como não rir ou levar adiante apelidos pejorativos, podem fazer a diferença. Estimulá-los a denunciarem os casos é uma grande maneira de identificarmos o quanto antes, evitando que suas conseqüências tornem-se irreversíveis.
Outro lado a ser analisado é a grande queixa da maioria das escolas: a negligência dos pais diante a educação de seus filhos.
Hoje, encontramos muitos pais que incentivam a violência dentro de casa, substituindo a conversa e o ensinamento pelas agressões e gritos. Ainda, encontramos aqueles que não colocam limite aos filhos, permitindo que eles façam tudo aquilo que tem vontade, sem se preocupar em respeitar as pessoas, os lugares, os objetos e animais.
O resultado:
·         As crianças vão à escola e refletem a maneira que vivem em casa, resolvem seus problemas como lhe ensinaram, por isso, se aprendem apanhando, por que não se relacionar com o outro, impondo suas vontades, batendo?
·         Uma criança que não aprende a dividir, preservar o que é do outro, e que não respeita seus pais, quando chegar à escola, respeitará amigos e professores?
·         A escola pode ajudar os pais a identificarem um possível envolvimento de seus filhos com o fenômeno bullying. Através de uma palestra, indicação de livros e debates sobre bullying, estes poderão identificar o quanto antes o envolvimento de seus filhos com o fenômeno e buscar ajuda antes que as conseqüências se agravem.
Existe, ainda, uma questão muito importante a ser discutida: a omissão da escola frente aos casos de bullying.
·         Identificamos que muitas escolas preferem omitir seus casos ao invés de resolvê-los, deixando de lado as graves conseqüências para os alunos, escola e sociedade.
·         É importante lembrar que esta instituição tem o dever de formar alunos e cidadãos e garantir-lhes a tranqüilidade física e mental, dentro de seus espaços escolares, para que estas crianças e jovens desenvolvam-se plenamente.
·         Existem muitas escolas que fazem um excelente trabalho de prevenção e combate ao bullying, pois elaboram um projeto envolvendo pais, alunos, funcionários e educadores.
Portanto, não falamos em culpados, mas sim em pessoas responsáveis no combate e prevenção a esta violência, cada qual com seus deveres e papéis. Caso contrário, a punição aos responsáveis acontece por meio judicial.

Carolina Giannoni Camargo