sábado, 26 de junho de 2010

Lei de Combate ao Bullying no ESTADO de São Paulo

Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou, há um mês, um projeto de lei que obriga as escolas públicas e privadas do estado a adotarem medidas preventivas contra o bullying  escolar – formas de intimidação, agressão e pressão psicológica repetitiva, sem motivação evidente. Para entrar em vigor, o projeto depende da sanção do governador José Serra (PSDB). A expectativa é que o projeto seja aprovado na próxima semana.

Entenda o bullying escolar
Se sancionada pelo governador, a lei também contemplará os professores, que são vítimas desse tipo de violência na escola. Pelo projeto, cada escola terá autonomia para aprovar um plano de ações para a implantação das medidas previstas no programa, entre elas capacitar os docentes e profissionais da escola; criar regras no regimento escolar contra o bullying; observar e identificar quem são os praticantes e quem são as vítimas do bullying e auxiliar as vítimas e agressores.
O projeto também prevê a realização de convênios e parcerias, além do encaminhamento vítimas e agressores aos serviços de assistência médica, social, psicológica e jurídica.
Segundo o deputado Paulo Alexandre Barbosa (PSDB), autor do projeto de lei, no Brasil não há números recentes sobre o assunto. No entanto, ele aponta que uma pesquisa feita em Portugal, com sete mil alunos, constatou que um em cada cinco estudantes já foi vítima desse tipo de agressão. O estudo mostrou que os locais mais comuns de violência são os pátios de recreio, em 78% dos casos, seguidos dos corredores (31,5%).

Outros casos
O deputado lembrou que em 2004, um aluno de 18 anos de uma escola de Taiúva, no interior de São Paulo, feriu oito pessoas com disparos de um revólver calibre 38, suicidando-se em seguida. O jovem era obeso e, por isso, era uma vítima constante de apelidos humilhantes.
Na Paraíba, um aluno menor de idade, criou um perfil no Orkut onde aparecia numa foto armado e afirmava ser vítima de bullying e ameaçava a escola. Diante da situação, a escola instalou detectores de metal e pediu ajuda à polícia. O jovem se entregou e afirmou estar arrependido.

(Notícia retirada do site do deputado Paulo Alexandre Barbosa, autor do projeto de lei no dia 15 de jungo de 2010) 

Lei de combate ao bullying entra em vigor nas escolas de Mato Grosso do Sul

(http://www.folhadoms.com.br/site/index.php?option=com_content&view=article&id=18806:lei-de-combate-bullying-entra-em-vigor-nas-escolas-de-ms-&catid=1:ultimas) acessado em 24 de jungo de 2010, matéria de 10 de maio de 2010 Fonte: ALMS
  
Conforme a publicado no Diário Oficial desta sexta-feira (7), está em vigor a lei 3.887, que institui o programa de inclusão de medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying escolar no projeto pedagógico elaborado pelas instituições de ensino de Mato Grosso do Sul. O autor da proposta é o deputado Maurício Picarelli (PMDB).

Embora o projeto tenha sido apresentado pelo parlamentar em novembro do ano passado à Assembleia Legislativa, Picarelli já vinha lutando e realizando palestras de conscientização nas escolas e instituições de ensino superior para intensificar ainda mais a medida proposta.

Conforme o peemedebista, os casos de bullying - intimidação de alunos, através de xingamentos ostensivos e colocação de apelidos, além de força física - nas escolas têm causado preocupação aos diretores, professores, famílias, enfim, à sociedade em geral.

"O bullying tem tomado proporções gritantes, já que nas escolas públicas, a prevenção é dirigida aos professores, vistos como multiplicadores do saber. Em alguns casos, muitos chegam a ser humilhados em plena sala de aula", adianta o parlamentar.

Pela lei sancionada, o programa consiste na capacitação de docentes e equipe pedagógica para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação, solução e inclusão de regras contra o bullying no regimento interno das escolas públicas e privadas sul-mato-grossenses.

Apesar de não haver números oficiais, a prática de atazanar colegas - muitas vezes confundida por pais e educadores com uma simples brincadeira - já envolve 45% dos estudantes brasileiros, segundo estimativa do Cemeobes (Centro Multidisciplinar de Estudos e Orientação sobre o Bullying Escolar), organização com sede em Brasília (DF). O índice está acima da média mundial, que variaria entre 6% e 40%.

"Essas atitudes podem descambar para a hostilidade sistemática e conduzir alguns alunos ao isolamento dentro da turma e à exclusão de atividades recreativas. Há casos em que a agressão física, em geral por alguém mais forte, passa a ser frequente", destaca Picarelli.
Cyberbullying - O cyberbullying é uma das variantes de bullying que tem dado mais trabalho para escolas, pais e estudantes. Comunidades criadas por alunos no Orkut entram em forma anônima ou não e falam mal de outros, acarretando em um desrespeito pela internet.

De modo geral, alguns colégios particulares vetam o uso de celular em sala de aula - o que evita que se filme alguma cena constrangedora para depois jogá-la na web, um tipo possível de cyberbullying. Sufocar completamente o cyberbullying é, porém, uma missão complexa, porque muitas das agressões virtuais são feitas pelos alunos a partir de suas casas.

Cipave - Picarelli também é autor da lei 3.364, que cria o programa permanente de prevenção de acidentes e violência nas escolas de Mato Grosso do Sul, através das Cipaves (Comissões Internas de Prevenção de Acidentes e Violência Escolar).

Conforme a lei, em cada colégio do estado devem ser instaladas comissões internas para monitorar as condições e situações de risco que os alunos são submetidos, a comissão também pode propor a adoção de medidas que acabem com o problema no contexto escolar. A Cipave precisa ser composta por representantes dos alunos, pais, professores, diretores e funcionários.
 

quinta-feira, 24 de junho de 2010

Dá para acreditar, sim!


Será preciso quantos casos como este para que a escola assuma seu papel de PROFISSIONAL DE EDUCAÇÃO e passe a elaborar projetos de prevenção ao fenômeno dignos de reduzirem casos de bullying?

Não adianta passar uma filminho ou outro para os alunos, não adianta os professores lerem um livro sobre o tema, é preciso muito mais... um trabalho semanal, diário, um projeto bem elaborado, professores capacitados. 

A escola, de fato, precisa parar de se preocupar tanto em fazer o aluno passar no vestibular (porque é bonito né? colocar no outdoor X APROVADOS NA USP, UNICAMP, 1º LUGAR NO ENEM! etc...) e deve preocupar-se mais em formar cidadãos de bem, responsáveis e comprometidos com suas açoes...

Bully: No Bullying ... de cara nova!

Olá Amigos,professores, alunos, pesquisadores, pais, parceiros ... o blog BULLY: NO BULLYING está de cara nova, espero que gostem! 

Estou muito contente com o retorno de vocês... conversarmos sobre o bullying é o primeiro passo para entendermos melhor do que se trata. Somente assim, conhecendo bem as características do bullying é que, de fato, poderemos prevení-lo e combatê-lo!

Contem comigo ... me dedico exclusivamente a esta luta, pois, no passado, já senti na pele o que é ser alvo de bullying!

Grande Abraço,

Carolina,
contato.bullying@yahoo.com.br

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Ranking do bullying segundo IBGE

(Reportagem do G1 Educação: de 15 de junho de 2010.)

Pesquisa do IBGE aponta Brasília como campeã de bullying

35,6% dos estudantes disseram ser vítimas constantes da agressão no DF.
Belo Horizonte (35,3%) e Curitiba (35,2%) ocupam segundo e terceiro lugar.

Pesquisa realizada pelo IBGE apontou Brasília como a capital do bulliyng. Segundo o estudo, 35,6% dos estudantes entrevistados disseram ser vítimas constantes da agressão. Belo Horizonte, em segundo lugar com 35,3%, e Curitiba, em terceiro lugar com 35,2 %, foram, junto com Brasília, as capitais com maior frequência de estudantes que declararam ter sofrido bulliyng alguma vez.
Unidade da Federação Percentual de estudantes que sofreram bullying
Distrito Federal 35,6%
Belo Horizonte 35,3%
Curitiba 35,2%
Vitória 33,3%
Porto Alegre 32,6%
João Pessoa 32,2%
São Paulo 31,6%
Campo Grande 31,4%
Goiânia 31,2%
Teresina e Rio Branco 30,8%

O bulliyng compreende comportamentos com diversos níveis de violência que vão desde chateações inoportunas ou hostis até fatos agressivos, sob forma verbal ou não, intencionais e repetidas, sem motivação aparente, provocado por um ou mais estudantes em relação a outros, causando dor, angústia, exclusão, humilhação e discriminação.

A população-alvo da pesquisa foi formada por estudantes do 9º ano do ensino fundamental (antiga 8ª série) de escolas públicas ou privadas das capitais dos estados e do Distrito Federal. O cadastro de seleção da amostra foi constituído por 6.780 escolas.

Durante a pesquisa, foi feita a seguinte pergunta aos estudantes: "Nos últimos 30 dias, com que frequência algum dos seus colegas de escola te esculacharam, zoaram, mangaram, intimidaram ou caçoaram tanto que você ficou magoado, incomodado ou aborrecido?”
Os resultados mostraram que 69,2% dos estudantes disseram não ter sofrido bullying. O percentual dos que foram vítimas deste tipo de violência, raramente ou às vezes, foi de 25,4% e a proporção dos que disseram ter sofrido bullying na maior parte das vezes ou sempre foi de 5,4%.

No ranking das capitais com mais vítimas de bullying, aparecem ainda Vitória, Porto Alegre, João Pessoa, São Paulo, Campo Grande e Goiânia. Teresina e Rio Branco estão empatadas na 10ª posição. São Paulo ocupa a 7ª posição. Palmas apresenta o melhor resultado da pesquisa. Na capital do Tocantins, 26,2 % dos estudantes afirmaram ter sofrido bullying. Em seguida, estão Natal e Belém, ambas com 26,7%, e Salvador, com 27,2%.
Providências
Em Brasília, o maior número de casos ocorreu nas escolas particulares: 35,9%, contra 29,5% nas escolas públicas. Segundo a pesquisa, o bullying é mais frequente entre os estudantes do sexo masculino (32,6%) do que entre os escolares do sexo feminino (28,3%).

Para combater o problema, o governo do Distrito Federal (GDF)  criou Conselhos de Segurança nas escolas. “Vamos resolver os nossos conflitos tendo como mediadores os nossos colegas, professores e os pais”, disse a subsecretária de Educação Integral Ivana Santana Torres. "Os estudantes também estão recebendo aulas de respeito à diversidade. Mas o resultado disso precisa também da vigilância dos pais", completou.
“Nós temos prestado atenção nisso, nós temos o Observatório da Violência nas escolas particulares, temos capacitado os professores, pais e alunos para essa questão do bulliyng”, afirmou a presidente dos Estabelecimentos Particulares de Ensino Amábile Pácios

Uma das consequências do bullying!


MAIS NOTÍCIAS...
 
Uma das conseqüências para o autor de bullying é a maior chance de se envolver com drogas lícitas e ilícitas antes de completar 21 anos de idade. Além, é claro, do envolvimento com a criminalidade, abandono escolar, dificuldade de lidar com frustrações, e outras conseqüências...
Mas, para relacionar com a reportagem abaixo, o nosso foco segue no uso das drogas e do álcool. Quando trabalhamos o bullying, de verdade, por meio de um projeto na escola, o índice de bullying tende a diminuir, logo, o de autores e de alvos de bullying também caem.
Quem sabe, se um projeto a nível nacional surgisse para prevenir e combater o bullying, os índices abaixo apresentados não seriam diferentes?
Pensem nisso!
Segue a matéria que tirei do portal Terra hoje, às 11:00, grande abraço! 

 Estudo: 49% dos universitários já usaram drogas; 86%, álcool

 De acordo com o 1º Levantamento Nacional sobre Uso de Álcool, Tabaco e Outras Drogas entre Universitários das 27 Capitais Brasileiras, divulgado pelo governo federal nesta quarta-feira, 49% dos quase 18 mil estudantes entrevistados disseram que já ter consumido alguma droga ilícita pelo menos uma vez na vida. Ainda segundo o documento, 86% disseram já ter consumido álcool, índice que baixa para 80% entre os menores de idade.
O estudo foi realizado pela Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas (Senad), em parceria com o Grupo Interdisciplinar de Estudos de Álcool e Drogas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (GREAFMUSP). A análise foi feita entre os estudantes matriculados no ano letivo de 2009 de 100 instituições públicas e privadas de ensino superior. As perguntas foram feitas por meio de um questionário preenchido pelos próprios entrevistados. O levantamento pesquisou o uso das substâncias em alguma vez na vida, nos últimos 12 meses e nos últimos 30 dias.
Ainda de acordo com a pesquisa, 21% dos universitários fazem uso de produtos derivados do tabaco atualmente. Segundo os dados divulgados, 47% disseram já ter experimentado cigarro ou outros pelo menos uma vez na vida.
O consumo de drogas lícitas e ilícitas entre os universitários é mais frequente que entre a população em geral, de acordo com a pesquisa. Entre os que mais consomem as drogas ilícitas, estão os universitários de instituições privadas, do Sul e Sudeste do País, da área de Humanas, que frequentam as aulas no período noturno e por aqueles com mais de 35 anos.
Segundo a pesquisa, os dados levantados no Brasil são semelhantes aos observados entre os estudantes universitários americanos em relação ao uso de álcool, tabaco e drogas ilícitas. No entanto, os brasileiros preferem os inalantes, enquanto que nos EUA a droga mais usada é maconha.
"O levantamento é o primeiro no País a analisar o comportamento de jovens universitários em relação ao uso de drogas", disse a secretária adjunta de Políticas sobre Drogas, Paulina do Carmo Arruda Vieira Duarte. Segundo ela, o Brasil possui hoje 2.252 instituições de ensino superior, totalizando mais de 5,8 milhões de estudantes universitários. De acordo com Paulina, a entrada na universidade, muitas vezes, inaugura um período de maior autonomia, possibilitando novas experiências, mas também se constitui em um momento de maior vulnerabilidade, tornando-os mais suscetíveis ao uso de drogas.
(Redção Terra às 10:05 data: 23/06/2010)

Palestra para Pais!



 

terça-feira, 22 de junho de 2010

Reportagem Assédio Moral - 4


Fases da humilhação no trabalho
 
A humilhação no trabalho envolve os fenômenos vertical e horizontal.
O fenômeno vertical se caracteriza por relações autoritárias, desumanas e aéticas, onde predomina os desmandos, a manipulação do medo, a competitividade, os programas de qualidade total associado a produtividade. Com a reestruturação e reorganização do trabalho, novas características foram incorporadas à função: qualificação, polifuncionalidade, visão sistêmica do processo produtivo, rotação das tarefas, autonomia e ’flexibilização’. Exige-se dos trabalhadores/as maior escolaridade, competência, eficiência, espírito competitivo, criatividade, qualificação, responsabilidade pela manutenção do seu próprio emprego (empregabilidade) visando produzir mais a baixo custo.
A ’flexibilização’ inclui a agilidade das empresas diante do mercado, agora globalizado, sem perder os conteúdos tradicionais e as regras das relações industriais. Se para os empresários competir significa ’dobrar-se elegantemente’ ante as flutuações do mercado, com os trabalhadores não acontece o mesmo, pois são obrigados a adaptar-se e aceitar as constantes mudanças e novas exigências das políticas competitivas dos empregadores no mercado global.
A "flexibilização", que na prática significa desregulamentação para os trabalhadores/as, envolve a precarização, eliminação de postos de trabalho e de direitos duramente conquistados, assimetria no contrato de trabalho, revisão permanente dos salários em função da conjuntura, imposição de baixos salários, jornadas prolongadas, trabalhar mais com menos pessoas, terceirização dos riscos, eclosão de novas doenças, mortes, desemprego massivo, informalidade, bicos e sub-empregos, dessindicalização, aumento da pobreza urbana e viver com incertezas. A ordem hegemônica do neoliberalismo abarca reestruturação produtiva, privatização acelerada, estado mínimo, políticas fiscais etc. que sustentam o abuso de poder e manipulação do medo, revelando a degradação deliberada das condições de trabalho.
O fenômeno horizontal está relacionado à pressão para produzir com qualidade e baixo custo. O medo de perder o emprego e não voltar ao mercado formal favorece a submissão e fortalecimento da tirania. O enraizamento e disseminação do medo no ambiente de trabalho, reforça atos individualistas, tolerância aos desmandos e práticas autoritárias no interior das empresas que sustentam a ’cultura do contentamento geral’. Enquanto os adoecidos ocultam a doença e trabalham com dores e sofrimentos, os sadios que não apresentam dificuldades produtivas, mas que ’carregam’ a incerteza de vir a tê-las, mimetizam o discurso das chefias e passam a discriminar os ’improdutivos’, humilhando-os.
A competição sistemática entre os trabalhadores incentivada pela empresa, provoca comportamentos agressivos e de indiferença ao sofrimento do outro. A exploração de mulheres e homens no trabalho explicita a excessiva freqüência de violência vivida no mundo do trabalho. A globalização da economia provoca, ela mesma, na sociedade uma deriva feita de exclusão, de desigualdades e de injustiças, que sustenta, por sua vez, um clima repleto de agressividades, não somente no mundo do trabalho, mas socialmente. Este fenômeno se caracteriza por algumas variáveis:
• Internalização, reprodução, reatualização e disseminação das práticas agressivas nas relações entre os pares, gerando indiferença ao sofrimento do outro e naturalização dos desmandos dos chefes.
• Dificuldade para enfrentar as agressões da organização do trabalho e interagir em equipe.
• Rompimento dos laços afetivos entre os pares, relações afetivas frias e endurecidas, aumento do individualismo e instauração do ’pacto do silêncio’ no coletivo.
• Comprometimento da saúde, da identidade e dignidade, podendo culminar em morte.
• Sentimento de inutilidade e coisificação. Descontentamento e falta de prazer no trabalho.
• Aumento do absenteísmo, diminuição da produtividade.
• Demissão forçada e desemprego.
A organização e condições de trabalho, assim como as relações entre os trabalhadores condicionam em grande parte a qualidade da vida. O que acontece dentro das empresas é, fundamental para a democracia e os direitos humanos. Portanto, lutar contra o assédio moral no trabalho é estar contribuindo com o exercício concreto e pessoal de todas as liberdades fundamentais. É sempre positivo que associações, sindicatos, coletivos e pessoas sensibilizadas individualmente intervenham para ajudar as vítimas e para alertar sobre os danos a saúde deste tipo de assédio.

Frases discriminatórias freqüentemente utilizadas pelo agressor
 
• Você é mesmo difícil... Não consegue aprender as coisas mais simples! Até uma criança faz isso... e só você não consegue!
• É melhor você desistir! É muito difícil e isso é pra quem tem garra!! Não é para gente como você!
• Não quer trabalhar... fique em casa! Lugar de doente é em casa! Quer ficar folgando... descansando.... de férias pra dormir até mais tarde....
• A empresa não é lugar para doente. Aqui você só atrapalha!
• Se você não quer trabalhar... por que não dá o lugar pra outro?
• Teu filho vai colocar comida em sua casa? Não pode sair! Escolha: ou trabalho ou toma conta do filho!
• Lugar de doente é no hospital... Aqui é pra trabalhar.
• Ou você trabalha ou você vai a médico. É pegar ou largar... não preciso de funcionário indeciso como você!
• Pessoas como você... Está cheio aí fora!
• Você é mole... frouxo... Se você não tem capacidade para trabalhar... Então porque não fica em casa? Vá pra casa lavar roupa!
• Não posso ficar com você! A empresa precisa de quem dá produção! E você só atrapalha!
• Reconheço que foi acidente... mas você tem de continuar trabalhando! Você não pode ir a médico! O que interessa é a produção!
• É melhor você pedir demissão... Você está doente... está indo muito a médicos!
• Para que você foi a médico? Que frescura é essa? Tá com frescura? Se quiser ir pra casa de dia... tem de trabalhar à noite!
• Se não pode pegar peso... dizem piadinhas "Ah... tá muito bom para você! Trabalhar até às duas e ir para casa. Eu também quero essa doença!"
• Não existe lugar aqui pra quem não quer trabalhar!
• Se você ficar pedindo saída eu vou ter de transferir você de empresa... de posto de trabalho... de horário...
• Seu trabalho é ótimo, maravilhoso... mas a empresa neste momento não precisa de você!
• Como você pode ter um currículo tão extenso e não consegue fazer essa coisa tão simples?
• Você me enganou com seu currículo... Não sabe fazer metade do que colocou no papel.
• Vou ter de arranjar alguém que tenha uma memória boa, pra trabalhar comigo, porque você... Esquece tudo!
• A empresa não precisa de incompetente igual a você!
• Ela faz confusão com tudo... É muito encrenqueira! É histérica! É mal casada! Não dormiu bem... é falta de ferro!
• Vamos ver que brigou com o marido!

O que a vítima deve fazer?
 
• Resistir: anotar com detalhes toda as humilhações sofridas (dia, mês, ano, hora, local ou setor, nome do agressor, colegas que testemunharam, conteúdo da conversa e o que mais você achar necessário).
• Dar visibilidade, procurando a ajuda dos colegas, principalmente daqueles que testemunharam o fato ou que já sofreram humilhações do agressor.
• Organizar. O apoio é fundamental dentro e fora da empresa.
• Evitar conversar com o agressor, sem testemunhas. Ir sempre com colega de trabalho ou representante sindical.
• Exigir por escrito, explicações do ato agressor e permanecer com cópia da carta enviada ao D.P. ou R.H e da eventual resposta do agressor. Se possível mandar sua carta registrada, por correio, guardando o recibo.
• Procurar seu sindicato e relatar o acontecido para diretores e outras instancias como: médicos ou advogados do sindicato assim como: Ministério Público, Justiça do Trabalho, Comissão de Direitos Humanos e Conselho Regional de Medicina (ver Resolução do Conselho Federal de Medicina n.1488/98 sobre saúde do trabalhador).
• Recorrer ao Centro de Referencia em Saúde dos Trabalhadores e contar a humilhação sofrida ao médico, assistente social ou psicólogo.
• Buscar apoio junto a familiares, amigos e colegas, pois o afeto e a solidariedade são fundamentais para recuperação da auto-estima, dignidade, identidade e cidadania.
Importante:
Se você é testemunha de cena(s) de humilhação no trabalho supere seu medo, seja solidário com seu colega. Você poderá ser "a próxima vítima" e nesta hora o apoio dos seus colegas também será precioso. Não esqueça que o medo reforça o poder do agressor!
Lembre-se:
O assédio moral no trabalho não é um fato isolado, como vimos ele se baseia na repetição ao longo do tempo de práticas vexatórias e constrangedoras, explicitando a degradação deliberada das condições de trabalho num contexto de desemprego, dessindicalização e aumento da pobreza urbana. A batalha para recuperar a dignidade, a identidade, o respeito no trabalho e a auto-estima, deve passar pela organização de forma coletiva através dos representantes dos trabalhadores do seu sindicato, das CIPAS, das organizações por local de trabalho (OLP), Comissões de Saúde e procura dos Centros de Referencia em Saúde dos Trabalhadores (CRST e CEREST), Comissão de Direitos Humanos e dos Núcleos de Promoção de Igualdade e Oportunidades e de Combate a Discriminação em matéria de Emprego e Profissão que existem nas Delegacias Regionais do Trabalho.
O basta à humilhação depende também da informação, organização e mobilização dos trabalhadores. Um ambiente de trabalho saudável é uma conquista diária possível na medida em que haja "vigilância constante" objetivando condições de trabalho dignas, baseadas no respeito ’ao outro como legítimo outro’, no incentivo a criatividade, na cooperação.
O combate de forma eficaz ao assédio moral no trabalho exige a formação de um coletivo multidisciplinar, envolvendo diferentes atores sociais: sindicatos, advogados, médicos do trabalho e outros profissionais de saúde, sociólogos, antropólogos e grupos de reflexão sobre o assédio moral. Estes são passos iniciais para conquistarmos um ambiente de trabalho saneado de riscos e violências e que seja sinônimo de cidadania.
(FONTE: www.assediomoral.org - pesquisa realizada no dia 22.06.2010)

Reportagem Assédio Moral - 3


 O bullying na sala ao lado
 O bullying parece estar cada vez mais presente – e pior, aceito – dentro do ambiente de trabalho. Muitos desses comportamentos foram aprendidos em outros locais, como a escola e até mesmo em casa e são responsáveis pela diminuição do bem-estar dos trabalhadores. O pior, nesses casos, é que muitos patrões e chefias – que deveriam zelar pela saúde de todos no trabalho – não interferem nesse cenário.
Entretanto, os empregados, companhias, pesquisadores e legisladores do tema também estão mais atentos a esse tipo de atitude, que muitas vezes faz parte da cultura empresária e que precisa mudar. As evidências sobre os malefícios para a saúde, dos motivos que desengatilham esse tipo de violência e como reagir a isso contribuem com esse processo de mudança. Mas para realmente erradicar esse comportamento, os pesquisadores dizem que é necessário defini-lo melhor, de forma que as pessoas reconheçam exatamente o que combater.
Os outros nomes do bullying
Má-educação, abuso verbal, agressão psicológica, implicância: vários nomes para a mesma violência em diversos graus. E a pesquisa nessa área é particularmente recente. A maioria dos estudos vem de países como Suécia, Dinamarca, Noruega, Reino Unido e Canadá. Alguns começam a ser desenvolvidos nos EUA. No Brasil, até mesmo o termo bullying vem sendo ouvido há poucos anos.
Um estudo amplo feito nos EUA, em 2003, mostrou que os números do bullying no ambiente de trabalho atingiam 24% das empresas entrevistadas. Mas Paula Grubb, pesquisadora envolvida no estudo, diz que os dados podem ser incompletos, pois havia muitas dúvidas sobre os níveis e tipos de violência que caracterizavam o bullying.
A má-educação, ou falta de civilidade, por exemplo, pode ser definida como “um comportamento errático de baixa intensidade com intenção de ofender um indivíduo ou as normas de respeito vigentes em um ambiente”, como definem Lynne Anderson e Christine Pearson, em um estudo publicado no periódico Academy of Management Review.
Gary Namie, do Instituto sobre Bullying e Traumas ligados ao Trabalho, EUA, acredita que a mesma atitude seja apenas um comportamento descortês. Para o pesquisador, o bullying é algo feito repetidamente, com ofensas que possam infligir danos à saúde de um ou mais trabalhadores e manifestadas de forma verbal, ameaçadora ou intimidadora e que interfira nos interesses legítimos da empresa onde ocorreu o fato.
Mas outras atitudes podem estar envolvidas, diz Charlotte Rayner da Universidade de Portsmouth, Reino Unido, como excluir pessoas de reuniões, não repassar informações e mesmo não enviar e-mails por desacreditar do potencial de uma pessoa, o que pode influenciar na reputação profissional desse indivíduo. Isso também seria bullying, feito de forma mais sofisticada. Charlotte também é radical: não interessa se houve intenção, mas se o ato causou algum tipo de mal.
Mas para vários pesquisadores, os pontos principais do bullying no local de trabalho podem ser definidos em termos gerais por comportamentos que incluam:
• Ofensas verbais e não verbais (excluindo contato físico);
• Padrões e repetição nos ataques;
• Não respeitar os padrões de convivência social no ambiente de trabalho;
• Causar algum tipo de mal à saúde física e psicológica a outra pessoa;
• Intenção de controle das funções e violência contra alguém;
• Abusar de poderes relacionados a um cargo superior para conseguir algum tipo de vantagem;
• Comportamentos de evitação, dentro do local de trabalho, de pessoas que precisariam trabalhar conjuntamente e, por motivos que se desconhece ou não são claros, também pode ocultar casos de bullying por uma das partes envolvidas.
-(Notícias retirada do site uol em 21.05.2010 com informações da American Psychological Association)

Reportagem Assédio Moral - 2

Bullying no trabalho é mais traumático que o divórcio

O bullying no trabalho causa dores de cabeça, taquicardia e outros males. Mas por que seu chefe não faz nada? Na verdade, vários chefes são os responsáveis diretos por isso e, agindo de maneira equivocada, acabam mudando projetos da noite para o dia, pressionando pelo sacrifício da vida social de seus subordinados, passando informações erradas, cobrando metas absurdas e aproveitando do trabalho dos outros para se autopromover, sem reconhecer aqueles que o apoiaram nas tarefas.
O pior é que muitas vezes os subordinados não sabem a quem recorrer. O gerente acima do seu chefe pode achar que é um assunto isolado ou que você é quem tem algum problema pessoal com ele. O RH também não vai passar por cima de ninguém, e as psicólogas da empresa – se é que há alguma – muitas vezes estão mais preocupadas com a seleção da próxima leva de funcionários do que em sanar os problemas de funcionários que não estão em cargos decisivos (uma postura algumas vezes comum).
Ao ser vítima de bullying – e não ser amparado – você pode se sentir isolado e com sentimentos de medo (afinal, você depende do seu salário). O padrão de sono pode se alterar, o despertar torna-se mais difícil e muitas vezes vem acompanhado de dores de cabeça. Você pode não saber, mas sua pressão sanguínea também vai estar nas alturas.

Uma violência sutil
As formas de agressão podem, muitas vezes, ser sutis o suficiente para que os termos “atacado” ou “violência” sejam vistos como exagero ou ainda como descaso, mas os efeitos duram muito tempo e incluem sintomas físicos, emocionais, comportamentais e mentais, afetando a vida pessoal, social e, claro, a produtividade no trabalho.

De acordo com uma pesquisa feita pela Universidade de Columbia, EUA, aproximadamente 33% dos trabalhadores já foram ofendidos verbalmente no ambiente de trabalho. Além disso, outros tipos de atitudes, como não passar informações completas sobre os trabalhos a serem desenvolvidos, isolar colaboradores, adotar condutas que incluem xingamentos e espalhar rumores ou fofocas também são considerados comportamentos de bullying.

Casos extremos podem ser comparados a traumas intensos, como o divórcio
Um estudo de Ståle Einarsen, da Universidade de Bergen, na Noruega, mostrou que esses trabalhadores abusados verbal ou psicologicamente também se tornam mais desconfiados nas suas relações sociais e afetivas, dormem pior e rendem muito menos, devido a uma baixa na atenção. Em casos extremos, esses indivíduos mostram sintomas de estresse pós-traumático.

Outro estudo de Einarsen, desenvolvido com Stig Matthiensen e publicado no British Journal of Guidance & Counselling, demonstrou ainda que o bullying no trabalho é mais traumático do que eventos como o divórcio.

Kevin Kelloway, do Centro Nacional de Saúde Laboral do Canadá, aponta que esses trabalhadores têm níveis de ansiedade constantemente altíssimos. Além disso, um estudo da Organização Mundial da Saúde relatou que o bullying no ambiente de trabalho pode levar à depressão, ansiedade e ataques de pânico, além de irritabilidade constante, apatia, hipersensibilidade do humor, insegurança e sensação de perseguição.

Problema é persistente
Kathleen Rospenda, da Universidade de Illinois, EUA, aponta ainda que esses indivíduos, muitas vezes, acabam utilizando estratégias para lidar com a situação que agrava sua saúde física. Não é incomum encontrar trabalhadores que sofrem com o bullying se envolvendo com o abuso de álcool ou se tornando tabagistas. A pesquisadora aponta ainda que os efeitos do bullying no trabalho podem durar até mais de um ano após a mudança para um ambiente mais saudável.

E apesar da sociedade, no geral, achar que o bullying no trabalho é uma situação incômoda, mas inerente ao ambiente de trabalho, uma mudança nessa atitude é inevitável, dizem os pesquisadores. Eles apontam os problemas de saúde entre empregados – fato cada vez mais presente nas empresas – são sentidos nos números: baixa produtividade, alta rotatividade de empregados, processos sofridos na Justiça do Trabalho, tudo isso indica os custos do bullying.

As empresas começam a sentir como a boa saúde dos trabalhadores é necessária para a boa saúde nos negócios e isso, ao se intensificar, vai gerar uma mudança nos ambientes de trabalho, um processo “civilizatório”, necessário para um novo estilo de trabalhar, ou seja, a criação inevitável de um estilo mais saudável de relacionamentos.
(Esta matéria foi tirada do site uol em 10.06.2010 e possui informacoes da American Psychology Association - APA)
 

Reportagem Assédio Moral - 1


Esta matéria é uma contribuição de André Archangelo que retirou a notícia do site uol : (http://oqueeutenho.uol.com.br/portal/2010/06/17/empresas-nao-estao-preparadas-para-combater-o-bullying-no-trabalho/)
Empresas não estão preparadas para combater o bullying no trabalho
Vítimas de abusos no trabalho também vêm nas chefias um caso de omissão. Fechar os olhos para os problemas entre empregados e não analisar corretamente de forma imparcial e séria o que pode estar acontecendo só piora as coisas para os trabalhadores. Não ver, não ouvir e não falar: esses são os três erros mais comuns dos chefes e gerentes no caso de bullying no ambiente de trabalho, fazendo que a exceção se torne regra e deixando os empregados com péssima saúde mental.

Uma pesquisa da American Psychological Association (APA) aponta que um evento de bullying no trabalho simplesmente apaga qualquer efeito positivo anterior (como uma promoção ou um aumento) sendo entre 5 e 6 vezes o evento mais lembrado pelos trabalhadores após o final de um contrato de trabalho, por exemplo.
Um artigo publicado no periódico British Journal of Guidance & Counselling, indica que algumas companhias, acompanhadas em pesquisas de percepção, até mesmo acham o bullying aceitável. Algumas chefias se agrupam com os bullies (aqueles que praticam o bullying) e outras simplesmente não intervêm. Para alguns executivos, o bullying é visto como uma forma de deixar outros indivíduos mais fortes (um “mal necessário” para construir caráter). 
Outras empresas acham confuso distinguir bullying dos conflitos pessoais comuns entre os empregados. Nessas empresas, a ideia vigente é que ambas as partes estão erradas. Pat Ferris, psicóloga especialista e consultora da área de saúde no trabalho, aponta que nos consultórios de diversos profissionais de saúde mental, a lógica, muitas vezes, é se concentrar na preparação daqueles que sofrem bullying para que eles saibam que ninguém intercederá por eles. Isso porque as empresas não estão preparadas para lidar com o problema.
Problema é passado adiante
Outro estudo, feito por Bennet Tepper, da Universidade Estadual da Geórgia, EUA, e publicado no periódico Personnel Psychology, acompanhou os níveis de estresse de militares que se sentiam vítimas de bullying. O estudo de Tepper e sua equipe mostrou que esses militares muitas vezes desenvolviam depressão e, para surpresa dos pesquisadores, repetiam o mesmo comportamento abusivo em seus subordinados.
“O modo como os chefes são tratados pode se refletir em como eles tratam sua equipe”, diz Tepper. Um estudo similar, publicado no Academy of Management Journal por Thereza Glomb, da Universidade de Minnesota, também observou que quando uma empresa estabelece normas para combater o bullying dentro do trabalho, um grupo acaba se formando naturalmente e reagindo de forma violenta: as vítimas de bullying passam a cometer atos de excesso, talvez como forma de “pagar na mesma moeda”. E rapidamente a sensação de ser agredido pode gerar mais tensão no ambiente de trabalho.        Uma questão de poder
Kathryne Dupré e Julian Barling, autores de uma pesquisa publicada no Journal of Occupational Health Psychology, apontam que alguns indivíduos agem agressivamente contra outros pela simples razão de controlarem a sua situação – ou posição – profissional. Estas pessoas, normalmente, acham que seu ambiente de trabalho é um local injusto e que seu profissionalismo não está sendo levado em conta.
Para combater essa “onda” de agressividade, Dupré e Barling sugerem que os chefes e gerentes tenham em mente um ambiente mais colaborativo e onde a opinião dos subordinados tenha algum poder decisório sobre as ações tomadas dentro da empresa: ao ver suas opiniões incluídas nas ações tomadas pela sua equipe, os bullies podem se tornar menos agressivos, sugerem os pesquisadores. Mas isso não aplaca a dor de quem já sofreu com as agressões e a “herança maldita”, se não enfrentada, vai continuar a rondar os corredores da empresa.
(17.06.2010 - com informações da American Psychological Association)

Assédio Moral


Bom Dia Amigos...

Hoje falaremos de Assédio Moral

Quando não existe uma intervenção positiva no combate ao bullying desde cedo, a criança ou o adolescente pode, no futuro, continuar sofrendo ou praticando bullying até mesmo no trabalho. 

Daí chamamos de assédio moral, e o autor desta violência geralmente utiliza do seu poder hierárquico, como por exemplo um chefe para com o seu subordinado, ou, até mesmo, entre pares, entre funcionários no qual um queira se destacar e subir de cargo a custas do menosprezo, da agressão psicológica a outro com o mesmo potencial que ele, para se beneficiar. 

É um assunto complicado, delicado, mas, importante de ser discutido. Vamos lá! Compartilhem notícias, depoimentos, casos ... será muito interessante!

Grande Abraço,

Carolina Giannoni Camargo
contato.bullying@yahoo.com.br

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Nova Página aqui no blog BULLY: NO BULLYING!


Olá Pessoal, boa noite!

Agora, aqui no blog, vocês encontram a página BULLYING que contém informações sobre o fenômeno. Assim, vocês podem acrescentar, ainda mais, a pesquisa de vocês com informações confiáveis sobre o bullying, como agir, cyberbullying, etc...
Dia a dia acrescentarei dados sobre pesquisas recentes, informações sobre o tema, ajuda aos envolvidos, formas de ação e prevenção.
Espero que gostem e que eu possa contribuir um pouquinho para divulgar o bullying e dar um BASTA a esta violência!

Abraços, Carol!

contato.bullying@yahoo.com.br

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Apenas repassando uma matéria do portal Terra.


Filha de Monique Evans é vítima de bullying na faculdade
15 de junho de 2010 • 08h00

A modelo Bárbara Evans, filha de Monique Evans, foi vítima de ofensas e agressões verbais no campus Brás da Universidade Anhembi Morumbi, em São Paulo, onde estuda Nutrição. De acordo com a coluna Olá!, do jornal Agora São Paulo, seu nome apareceu escrito em xingamentos anônimos na garagem da instituição.

Além dela, o nome de sua mãe também foi citado. À publicação, Monique disse que procura um advogado para cuidar do caso e se colocou à disposição da Universidade para auxiliar nas investigações. Bárbara disse que não pretende abandonar o curso.

A apresentadora Monique Evans está disposta a não deixar passar em batido as agressões promovidas por alunos da faculdade Anhembi Morumbi à sua filha, Bárbara Evans, que estuda Nutrição na instituição.

Conforme noticiado na terça-feira (15) pelo Terra, Bárbara encontrou mensagens ofensivas escritas no estacionamento da Universidade. "Hoje tenho terapia e vou na delegacia perto da faculdade da Baby!! Quero abrir um inquérito pra descobrir quem fez aquilo!!!", disse Monique em seu Twitter.

A loira aproveitou para desabafar e falar que também foi vítima de ofensas. "Se preciso de terapia hoje em dia é porque fizeram muitas coisas como essa no passado!!Com a minha filha, não vão fazer não!!Vou ate o final!", escreveu.

(Uni duas reportagens em uma só, ambas retiradas do portal Terra em 16 de junho de 2010 às 15:00. Carolina Giannoni Camargo)
  

Notícias de Portugal...


 Cruz Vermelha lança programa de prevenção do bullying

Campanha em cooperação com a Câmara Municipal de Setúbal visa identificação de problemas de violência entre jovens


A prevenção do bullying e outras formas de violência entre jovens é o principal objectivo de uma iniciativa da Cruz Vermelha, que foi apresentada esta segunda-feira na Escola Básica 2,3 Luísa Todi, em Setúbal.

A campanha de sensibilização de alunos do 8ºano, no âmbito de um protocolo de cooperação com a Câmara Municipal, visa permitir uma melhor identificação com os problemas de violência entre jovens e ajudá-los a perceber como devem lidar com este tipo de situações.

«Trata-se de um programa de prevenção da violência entre os jovens, que tem como objectivo a capacitação desses mesmos jovens para a intervenção no âmbito de uma metodologia que se chama intervenção inter pares», disse à Lusa Pedro Pina, adjunto executivo da Cruz Vermelha de Setúbal.

«É um projecto-piloto, que está a ser desenvolvido em Braga, Guimarães e Setúbal, que visa dar aos jovens competências para que eles, de uma forma mais capaz, mais competente, mais atenta, sejam sensíveis e interpretarem aquilo que são os sinais da violência», acrescentou.

Os trabalhos realizados pelos alunos da Escola Básica Luísa Todi já lhes permitiram um melhor conhecimento do que são os problemas de violência entre jovens, mas também perceber que devem recorrer aos pais e professores para os evitar.

«Aprendi o que é a violência ocasional, o bullying e a violência no namoro», contou o jovem Filipe Rodrigues, que colabora neste projecto da Cruz Vermelha.

«O bullying é uma violência entre jovens, física ou psicológica», acrescentou Ana Santos, também aluna, salientando que estes problemas não devem ser omitidos aos pais e aos professores.

«Não devemos esconder nada de ninguém. Os adultos e os nossos pais estão cá para nos ajudar», concluiu a jovem, co-autora de um dos trabalhos escolares sobre violência entre jovens.  

Por Redaccao/VG| 10-05-2010  15: 44 (notícia retirada do iol Portugal)

Para conhecermos mais sobre a Cruz Vermelha...
"Estimular a noção de solidariedade para o bem entre as nações é combater a guerra." (Henri Dunant)


A Cruz Vermelha é uma entidade internacional, com sede em vários países do globo, cuja missão é levar assistência a quem necessite, nas mais diversas condições: feridos, prisioneiros, refugiados, enfermos.


Na guerra ou na paz, a Cruz Vermelha tem como primeiro objetivo promover o bem-estar; por isto, suas atividades podem se estender ao campo da educação, da assistência social, da prevenção de doenças, do combate de epidemias, fome e muito mais.


O importante é que a Cruz Vermelha não age sob interesse de nenhum país, empresa ou organização. Seu interesse maior é a vida, sem discriminar etnia ou nacionalidade.


Sua data é comemorada no dia do nascimento de Henri Dunant, que primeiro concebeu a idéia da Cruz Vermelha e acompanhou sua criação. Dunant ganhou o primeiro Prêmio Nobel da Paz, em 1901, e morreu em 1910. 

No Brasil, a Cruz Vermelha foi fundada em 1908, no Rio de Janeiro, tornando-se reconhecida pelo seu comitê internacional em 1912, dois anos depois da morte de seu fundador Henri Dunant. (Fonte IBGE)

Abraços, Carol.



Atendimento On Line

Você também precisa de orientação para solucionar um caso de bullying? Você é o responsável por uma criança que está sofrendo bullyin...