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quinta-feira, 30 de abril de 2015

Bullying lidera lista de traumas e deixa mais sequelas que maus tratos por adultos.

© Ricardo Moraes / Reuters

Os efeitos a longo prazo numa criança alvo de intimidação ou violência física por parte dos colegas são piores que os que são provocados pelos maus-tratos por adultos, revela um estudo científico realizado no Reino Unido e nos Estados Unidos.


Os resultados da investigação, publicados esta semana na revista científica  Lancet Psychiatry, sublinham a necessidade de o bullying ser encarado de forma mais séria, como um problema de saúde pública.

"Ser vítima de bullying provoca efeitos semelhantes - e por vezes piores - aos que são infligidos por adultos na saúde mental de jovens adultos", escrevem os autores do estudo.

Investigações anteriores têm revelado que as crianças que são maltratadas por adultos ou são alvo de violência por parte dos colegas de escola têm altas taxas de depressão, ansiedade e tendências suicidas, entre outros problemas. Assim, ambas as situações de violência são más, mas estes investigadores quiseram ir mais longe e perceber qual delas é pior.

Analisaram os dados de dois grandes estudos feitos a longo prazo com milhares de crianças, britânicas e norte-americanas, ambos com informação sobre maus-tratos a crianças tanto por adultos como na escola, bem como informação sobre a saúde mental dessas crianças já adolescentes ou adultas.

Entre as 4026 crianças que participaram no estudo  Avon Longitudinal Study of Parents and Children  no Reino Unido, 8% tinham sido vítimas de abuso por adultos, 30% de bullying e 7% tinham sido expostos a ambos os tipos de violência.

Entre as 1273 crianças que participaram no estudo  Great Smoky Mountains Study  na Carolina do Norte, EUA, 15% tinham sido vítimas de abuso por adultos, 16% de bullying e 10% tinham sido vítimas de ambas as formas de violência.

As crianças de ambos os países tinham desenvolvido problemas de saúde mental por terem sido vítimas de bullying, numa percentagem maior que as que tinham sido maltratadas por adultos.

As crianças britânicas alvo de bullying tinham 70% mais probabilidades de sofrer de depressão ou de praticar algum tipo de violência sobre si próprias do que as crianças vítimas de abusos por adultos. As norte-americanas tinham cinco vezes maiores probabilidades de desenvolverem ansiedade se tivessem sido agredidas na escola do que por adultos.

Os investigadores descobriram ainda que em ambos os grupos de crianças, cerca de 40% que tinham sido maltratadas por adultos eram também vítimas de agressões pelos colegas. As razões para que tal aconteça não são muito claras, confessam os autores do estudo, embora o mais provável seja que um historial de abusos torna muito mais difícil para a criança regular as suas emoções "o que as pode tornar mais susceptíveis a ser alvo de bullying", explicam.
Fonte: http://sicnoticias.sapo.pt/mundo/2015-04-29-Bullying-na-escola-causa-mais-traumas-que-maus-tratos-por-adultos

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Menino sofre bullying e se mata; pais postam foto na internet como alerta. Opine!

Mais um caso de bullying que termina em tragédia. Desta vez, os pais do garoto Dylan Stewart, que cometeu suicídio com apenas 12 anos de idade, publicaram na internet uma foto do garoto após a sua morte. Ele estava no hospital há 8 dias em decorrência do lamentável episódio.

O Objetivo?
Segundo informações do tablóide "The Mirror", o objetivo seria alertar a população sobre o resultado que as constantes provocações provocam em alguém. Ou seja, mostrar que o bullying não é brincadeira.

Dylan Stewart sofria ameaças e agressões contínuas na escola onde estudava, em Telford, na Inglaterra. Ele começou a ter aulas em janeiro deste ano. O  jovem mudou-se para a escola nova vindo de outra cidade chamada Stoke-on-Trent, do condado de Staffordshire. Os colegas de classe do adolescente o agrediam constantemente e o xingavam de "Downey", uma referência à Síndrome de Down, que Dylan não tinha.

Até quando, meu Deus? Penso eu. E perdida em meus pensamentos ressalto a importância dos profissionais da escola de levarem a sério as denúncias feitas pelos alunos. Inúmeros casos chegam até os professores, diretores e coordenadores, mas estes acreditam se tratar de "brigas normais".

O motivo seria despreparo, falta de interesse, medo? Cada caso é um caso, mas enquanto os profissionais de educação não estiverem preparados para diferenciar o bullying de outros conflitos existentes nas escolas, ainda sim veremos muitas notícias como essa, infelizmente.

Aos pais, digo que prestem mais atenção em seus filhos, afinal você pode ter em casa um alvo ou um autor de bullying, mesmo sem perceber. Uma das características do bullying é o silêncio.

Aos alunos alvos, tenham força e busquem ajuda. Façam acreditar em você!

Abraços,

Carolina. 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Auto-Bullying ?!

Auto Bullying? Como assim? Existe mesmo?

Pessoal, quando li a matéria a baixo, logo pensei: Mais confusão? NÃO!! Por favor!!

O bullying já está super descentralizado no quesito: definição. Tudo é bullying, banalmente "diagnosticado".

A matéria é séria e interessante. Mas essas pessoas não praticaram o "auto-bullying". Não acredito que isso exista. 
O bullying é praticado por um agressor, e o alvo pode ter como consequência uma baixa auto estima tão séria a ponto de falar mal de si mesmo. Acredito na veracidade dos casos e encaro essas ações como CONSEQUÊNCIAS do bullying e NÃO auto bullying. 
Leiam vocês mesmos: 

Fonte:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=673390

Jovens com baixa auto-estima praticam auto-bullying na Internet para sair do anonimato

Estudos norte-americanos detectaram uma tendência crescente entre jovens: a de criar identidades falsas online que são usadas para a prática de bullying cibernético contra si mesmo. Essas pesquisas constataram que parte dos casos de ataques com críticas e abusos contra uma determinada pessoa na Internet foram cometidos pela própria vítima.

O Massachusetts Agression Reduction Centre (MARC), por exemplo, entrevistou 617 estudantes e descobriu que 9% deles tinha praticado o «autobullying» anónimo. «Pouca gente imaginava que adolescentes pudessem tentar sair do anonimato dessa forma», diz a especialista em cultura jovem e tecnologia Danah Boyd, professora-assistente em redes sociais, cultura e comunicação da Universidade de Nova Iorque e uma das primeiras a chamar atenção para o fenómeno.

Um dos exemplos é o de Ellie, nome fictício para uma adolescente que começou a praticar o «cyberbullying» contra si mesma, quando tinha apenas 15 anos. A sua história veio à tona depois de ter entrado em contacto com uma ONG britânica que lida com casos de autoflagelação, a Self Harm. Ellie permitiu que o seu caso fosse relatado pela BBC. A adolescente criou vários perfis fictícios online, que usava para publicar mensagens abusivas nas suas páginas nas redes sociais. «Os posts diziam que eu era feia, inútil, ninguém me amava...coisas que eu achava de mim mesma. Se eu visse preto no branco, vindo de outras pessoas, saberia que devia ser verdade», contou.

Outro caso semelhante foi o de Ben, de 16 anos, que também procurou a ONG para pedir ajuda. Ele publicava perguntas pessoais com o objectivo de obter respostas negativas, perguntas como «sou atraente?». As respostas abusivas reforçavam o que ele sentia. «[Isso] convencia-me de que eu era mau como pensava, que eu não estava a imaginar», disse Ben.

Segundo a directora da ONG, Rachel Welch, o problema é recente e é preocupante. «Pode não deixar lesões visíveis, mas precisa de ser reconhecido como um risco emocional real para jovens que já têm uma visão de si mesmos muito prejudicada», afirmou.

sábado, 23 de novembro de 2013

Menor salário para os alvos de bullying.

PESQUISA 21/11/2013 - 17h45

Vítimas de bullying na infância ganham salários menores na vida adulta


AFP

Uma pesquisa realizada pela Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, revelou que vítimas de bullying (seja ele físico ou psicológico) ganham salários menores do que a média.

Segundo os cientistas, as pessoas afetadas por esse tipo de violência chegam a ganhar 2,1% a menos do que profissionais que nunca vivenciaram esse tipo de trauma. Além disso, 3,3% tem menos probabilidade de serem contratados e 4,1% tem uma dificuldade maior em participar do mercado de trabalho (seja trabalhando ou procurando emprego).

"O estudo sugere que os adultos que sofreram bullying na infância são propensos a desenvolver depressão, ansiedade, transtorno de personalidade", declarou Drydakis, condutor da pesquisa.

Para homens heterossexuais e imigrantes que sofreram bullying na infância, o salário chega a ser 4,1% e 6,1% menor. Já para gays e lésbicas, o número pode ter 12,4% de diferença. 

"A maior parte do que se fala economicamente sobre a determinação dos salários se concentra nas variáveis tradicionais de capital humano, como educação e habilidades. Entretanto, como os efeitos do bullying podem afetar o futuro emprego dos indivíduos, isso deveria ser de maior interesse para os economistas", alertou Drydakis. 

Fonte: http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/2013/11/21/noticiasmundo,3166470/vitimas-de-bullying-na-infancia-ganham-salarios-menores-na-vida-adulta.shtml

O que acharam? 
Concordam?

Bully: No bullying.

1000000 de visitantes!

Hoje o Blog comemora 1.000.000 de visitas! 1 milhão de pessoas que chegaram até aqui em busca de informações sobre bullying. Obrigada po...