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Pesquisa MUITO interessante (Portugal)

Jovens portugueses estão a sair menos à noite e já trocaram a TV pelo computador

14.12.2010 - 09:06 Por Bárbara Wong

Começam a vida sexual mais tarde, não fumam e gostam de ir à escola. Um retrato sobre estilos de vida feito para a OMS mostra uma geração com um comportamento quase exemplar.
Em casa, os jovens estão à frente da televisão ou do computador  
 



Em casa, os jovens estão à frente da televisão ou do computador  (Foto: Fernando Veludo/NFactos)

Não saem à noite, não fumam, não bebem e começam a vida sexual mais tarde. De manhã, tomam o pequeno-almoço. Na escola não se envolvem em lutas e gostam dos seus professores. Em casa, estão à frente da televisão ou do computador e, talvez por isso, praticam menos exercício físico. Há mais um senão: o consumo de drogas aumentou ligeiramente entre os adolescentes e jovens portugueses dos 6.º, 8.º e 10.º anos.

Estes são os resultados preliminares do estudo coordenado por Margarida Gaspar de Matos para o Health Behaviour in School-aged Children, que é apresentado hoje, em Lisboa. Os resultados finais serão conhecidos em Abril. Trata-se de um estudo colaborativo da Organização Mundial de Saúde (OMS), feito de quatro em quatro anos, com o objectivo de estudar os estilos de vida e os comportamentos adolescentes. Os dados portugueses foram recolhidos para o relatório de 2012, onde se reúne a informação de outros 43 países.

"Há questões que fazem muito barulho [como o bullying] mas que não são universais. Há realidades que são só da nossa rua", justifica Margarida Gaspar de Matos. Por isso, apesar da crise económica, "cada vez há menos miséria cultural e económica em Portugal". "Há nichos preocupantes mas residuais, pelo menos no modo como os alunos percebem e nos relatam os factos", aponta a professora da Faculdade de Motricidade Humana, da Universidade Técnica de Lisboa.

Maioria não tem relações

Segundo o inquérito feito a cinco mil jovens de 136 escolas públicas (as mesmas desde 1998), os pais também melhoraram a sua escolaridade. Aí pode estar um factor para a melhoria da situação, continua. Mais: a maioria dos adolescentes que constituem a amostra é de nacionalidade portuguesa. Há quatro anos, a maioria dos pais tinha o 1.º ciclo; actualmente, têm o 2.º ou o 3.º e têm também profissões mais qualificadas. Esta alteração pode dever-se à iniciativa Novas Oportunidades. "É uma mudança fantástica porque a escolaridade da mãe é o melhor preditor de saúde pública. Uma mãe escolarizada mexe-se melhor no sistema de saúde e no da educação", revela.

Um quinto dos rapazes afirma já ter tido relações sexuais. No conjunto das raparigas e dos rapazes, a maioria (83,1 por cento) diz nunca ter tido relações sexuais. Em inquérito feito apenas aos alunos do 10.º ano que referiram já ter iniciado a sua vida sexual, oito em cada dez respondem que iniciaram aos 14 anos ou mais. Nove por cento dos rapazes respondem que iniciaram aos 11 anos ou menos, contra dois por cento das raparigas.

Quem já começou a sua vida sexual não teve relações associadas ao consumo de álcool ou de drogas (87,3 por cento). As raparigas usam mais frequentemente o preservativo (96,2, mais quatro por cento do que os rapazes) e a pílula é usada por 37,5 por cento das inquiridas. A maioria não usou espermicidas ou o coito interrompido na primeira relação. Na verdade, 85,1 por cento nem sabem que método usaram. Sobre quem decide, metade dos inquiridos dos 8.º e 10.º anos responde que é o casal.

Porque é que iniciaram a sua vida sexual? Metade responde que queria experimentar, 47 por cento estava "muito apaixonado/a", 28 "já namoram há muito tempo", 18 por cento confessam que "aconteceu por acaso" e 13 por cento respondem que não queriam que o "parceiro ficasse zangado".

Seis em cada dez não saem à noite com os amigos. O consumo de tabaco e de álcool diminuiu em quatro anos - um quinto dos jovens responde que já se embriagou uma ou três vezes -, mas a experimentação de drogas aumentou umas décimas. Gaspar de Matos não sabe o que é que estes dados significam.

Em casa, os adolescentes vêem muita televisão, embora menos do que em 2006 - na altura, 35,8 por cento viam mais de quatro horas diárias, durante a semana, contra 25,2 este ano. Mas passam mais horas ao computador - há quatro anos, 29,5 respondiam que nunca o usavam durante a semana; agora são apenas 12 por cento.

http://www.publico.pt/Sociedade/jovens-portugueses-estao-a-sair-menos-a-noite-e-ja-trocaram-a-tv-pelo-computador_1470848

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Banco de Registro de Violência

Uma receita de paz

O objetivo é criar um banco de dados único capaz de orientar ações preventivas 

 

Porto Alegre – Um sistema online para o registro de situações de violência é o novo aliado de Canoas contra as agressões e ameaças no ambiente escolar.

Na quarta-feira, a prefeitura da Grande Porto Alegre apresentou a diretores de escolas a ferramenta por meio da qual eles poderão anotar diariamente os casos de conflito e obter gráficos instantâneos sobre o perfil das ocorrências.

Batizado de Registro de Ocorrência de Violência Escolar (Roves), o sistema já está disponível na página da prefeitura na internet e pode ser acessado mediante senhas que começaram a ser fornecidas às direções. No começo do ano letivo de 2011, todas as 42 escolas municipais de Ensino Fundamental estarão integradas ao projeto. O registro online é a mais nova iniciativa de uma política de enfrentamento à violência, com foco na prevenção, que vem obtendo vitórias no processo de pacificar as escolas da cidade.


Ao acessar o Roves, o diretor ou supervisor do colégio vai deparar com um formulário que solicita uma descrição detalhada da incidência e que pode ser respondido em um minuto e meio. A ficha pede informações como o perfil dos envolvidos (mas não solicita nomes, porque o objetivo não é incriminar) e o tipo de situação (agressão física, agressão verbal, bullying, entrada de pessoas estranhas, entre muitas outras). Também questiona se houve envolvimento de drogas ou a participação de “bondes”. Submetidos os dados, o software os incorpora e oferece gráficos estatísticos sobre o perfil da violência na escola. A ideia é que cada pequena incidência fique registrada, revele tendências e permita que se atue antes de uma situação grave ocorrer.


– Nossa lógica é de não esperar para agir só depois de uma tragédia. Por isso, estamos estimulando as direções a preencher até as situações mais simples. Com esse sistema, a escola saberá que tipo de situação está ocorrendo, em que série e com qual motivação. Também oferecerá dados de toda a rede à prefeitura, o que nos permitirá fazer ações específicas – afirma Alberto Kopittke, secretário municipal de Segurança Pública e Cidadania.


A partir de agora, supervisores e diretores passarão por oficinas para aprender a analisar os dados computados na internet e para produzir políticas a partir deles. O mapeamento da violência escolar também será repassado periodicamente a coordenação da Ronda Escolar e ao Gabinete de Gestão Integrada de Canoas. Com base nas informações, o plano é que se façam intervenções e se estabeleçam políticas públicas específicas de acordo com a necessidade de cada escola.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/pioneiro/rs/impressa/11,3137176,157,16066,impressa.html

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Periódico Child & Youth Care

Pesquisa mostra como jovens encaram o bullying

Por Redação Pantanal News/Portal Educação
Um estudo publicado no periódico Child & Youth Care Forum na Suécia aponta que 42% dos adolescentes entrevistados pelos especialistas culpam a vítima pelo bullying. Os jovens indicam que o ato violento é visto como uma questão de complementaridade das características individuais dos bullies (aqueles que cometem o bullying).

Para a realização da pesquisa, foram entrevistados 175 adolescentes com idades entre 15 e 16 anos. Todos responderam questionários e participaram de entrevistas presenciais. Segundo os dados recolhidos pelos pesquisadores, cerca de 70% dos estudantes atribuíam aos bullies como os principais culpados pela violência.

“O estudo nos mostra um dado preocupante em que os adolescentes colocam a culpa da violência praticada na própria vítima. Isso mostra como os jovens de hoje não possuem valores morais e não se preocupam com as outras pessoas. Vale destacar que é de fundamental importância a participação da família na formação destes valores”, salienta psicóloga e tutora do
Portal Educação, Denise Marcon.

De acordo com as opiniões dos jovens, ser “diferente” era razão de ocorrer o bullying. Os especialistas apontam que a pesquisa é capaz de trazer novas concepções sobre o bullying do ponto de vista do comportamento dos adolescentes.


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Palestra em Dourados

Magali Picarelli palestra em audiência sobre bullying em Dourados

        
Convidada pelo vereador Cido Medeiros (DEM) a palestrar na Câmara de Dourados, na audiência pública que teve como tema “Bullying e Juventude – Como lidar com este desrespeito na escola”, a vereadora Magali Picarelli (PMDB) dissertou sobre o problema encontrado em toda e qualquer escola.

Na audiência ocorrida na semana passada a parlamentar explicou que o bullying é um termo em inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outra pessoa ou grupo de pessoas incapazes de se defender.

A parlamentar também acrescentou que o bullying direto é a forma mais comum entre os agressores masculinos. A agressão social ou bullying indireto é mais frequente em garotos e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social.

Magali Picarelli citou pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) realizada em 2009, que revelou que quase um terço (30,8%) dos estudantes brasileiros informaram já ter sofrido bullying, sendo a maioria das vítimas do sexo masculino. A maior proporção de ocorrências foi registrada em escolas privadas (35,9%), ao passo que nas públicas os casos atingiram 29,5% dos estudantes.

Já uma pesquisa realizada neste ano com 5.168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. Entre todos os entrevistados, pelo menos 17% estão envolvidos com o problema - seja intimidando alguém, sendo intimidados ou os dois.

A forma mais comum é a cibernética, a partir do envio de e-mails ofensivos e difamação em sites de relacionamento como o Orkut, de acordo com a vereadora. Magali reforçou a informação do IBGE de que Campo Grande é atualmente a oitava capital brasileira que mais registra casos de bullying.

Durante sua palestra, Magali destacou projetos e leis que combatem o bullying, como o que institui programa para evitar a prática nas escolas, de autoria do deputado federal Vieira da Cunha (PDT-RS), e que tramita no Congresso. Outro projeto em análise na Câmara dos Deputados inclui o bullying na relação de crimes contra a honra, prevista no Código Penal. A proposta é do deputado Fábio Faria (PMN-RN).

Em Mato Grosso do Sul, o governo promulgou a lei 3.887, de 6 de maio de 2010, de autoria do deputado estadual Maurício Picarelli (PMDB), que inclui medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying escolar no projeto pedagógico elaborado pelas instituições de ensino.

De acordo com a secretária-adjunta de Estado de Educação, Cheila Vendrami, as escolas de Mato Grosso do Sul estão cumprindo as determinações da lei estadual que trata sobre o bullying. Elas são orientadas a realizar atividades e cada uma age segundo a sua realidade, conforme informou Magali na palestra.

Para a vereadora, o bullying traz consequências cruéis como: baixa auto-estima, dificuldades de aprendizagem, queda no rendimento escolar, doenças psicossomáticas, sentimentos negativos e desejo de vingança, desenvolvimento de comportamentos agressivos ou depressivos, ansiedade, stress e pensamentos de suicídio.

“Para que isso não aconteça, é preciso que os pais fiquem atentos à educação de seus filhos e que procurem conversar com eles, para que eles se sintam à vontade em contar, por exemplo, que estão enfrentando esse tipo de ‘violência’ na escola ou até mesmo sugerir propostas às escolas para banir prática e até mesmo participar assiduamente do conselho de pais e mestres, elaborando estratégias para difundir a ideia das consequências que o bullying pode acarretar na vida de uma pessoa”, ressalta Magali.

O vice-presidente da Câmara de Indaiatuba (SP), vereador Hélio Ribeiro (PSB), também palestrou na audiência e falou sobre uma lei de sua autoria, que dispõe sobre a inclusão de medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying escolar no projeto pedagógico elaborado pelas escolas públicas e privadas de educação básica na cidade.

Fonte:   

http://www.agorams.com.br/index.php?ver=ler&id=187298

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Senhoras e Senhores ...

Companhia do Porto transformou história real de bullying num espectáculo em que se misturam o teatro, o circo e a música ao vivo. (Por Rosa Ramos - Portugal /i on line)
 
 


Vasco Gomes, hoje actor, tinha 16 anos quando foi vítima de bullying na estação de comboios de Carcavelos. Lembra-se de ter sido abordado por um "homem mais velho", que o tratou com violência e o obrigou a abrir a mochila, onde trazia vários malabares. Depois, foi obrigado a fazer malabarismo. "Subitamente, uma coisa que fazia com prazer tornou-se num momento de grande humilhação e violência", recorda. O actor, de 31 anos, que cresceu na zona de Lisboa, admite que este nem é o único episódio de bullying que consta do seu currículo. Mas foi o mais marcante e o que acabou por dar origem a "Pira te", uma peça de teatro que a companhia Erva Daninha, do Porto, levou ao palco este mês, na Academia de Música de Espinho.

Uma história biográfica que aborda o fenómeno da violência juvenil e em que se cruzam o teatro, as artes circenses, o texto e a música ao vivo. Ao mesmo tempo, "Pira te" é uma viagem "que acaba em solidão", conduzida por entre o medo, a humilhação e a injustiça.

A peça "De repente começou a empurrar-me e a bater-me, tirou tudo aquilo que eu tinha nos bolsos e mandou para o chão. Depois de me obrigar a fazer malabarismos pegou na minha mochila. Entrámos no comboio, ele ameaçou-me, antes de as portas fecharem saí. Era de noite e fiquei novamente sozinho." Em palco, a história começa assim. Vasco Gomes interpreta a peça e sobe ao palco com Pedro Chamurra, músico.

Mas antes de subir à cena, a experiência real do actor foi completada com um verdadeiro trabalho de investigação que envolveu relatos de jovens vítimas de violência, psicólogos e professores. "Todo este trabalho foi importante para alargar o universo da história que é contada e para sairmos também do nosso umbigo", explica o actor. Durante semanas a fio, a companhia passou a pente fino o fenómeno da violência juvenil. "Lemos livros, vimos dezenas de filmes e documentários. Foi quase um trabalho jornalístico", acrescenta Vasco Gomes.

Em palco, a peça é narrada em três fases. As mesmas três fases que, acredita o actor, estão presentes no fenómeno do bullying. "Primeiro, há a dimensão do indivíduo que sofre a violência e o momento em que a violência acontece, depois a fase em que o indivíduo se torna violento com os outros ou consigo próprio, e depois uma fase de absoluta solidão", descreve.

A peça, a primeira da companhia Erva Daninha financiada pelo Ministério da Cultura, estreou no início de Setembro em Vila do Conde e já passou por Aveiro. Mas foi a primeira vez, esta semana, que foi apresentada a escolas. "Queremos abordar a intensidade do fenómeno junto dos mais jovens, mas sem transmitir moralidade ou conclusões", acrescenta Vasco Gomes. O objectivo é, antes, "fomentar o debate em torno da violência juvenil" no seio da comunidade escolar. E também junto do grande público. "Queremos despertar as pessoas para uma realidade que tantas vezes fica guardada e que muitos de nós conhecemos e partilhamos", acrescenta.

"A violência pela violência, a desvalorização da vida humana, a necessidade de afirmação, a inferiorização do outro e a passividade de quem observa fazem parte da nossa realidade e marcam o de-senvolvimento dos indivíduos e das sociedades", acredita o actor. Depois de Espinho, "Pira te" vai estar em digressão durante o próximo ano.

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Blog em festa!

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Bullying X Comportamento Psicótico

Bullying aumenta chances de criança ter comportamento psicótico
 
                             Getty Images
                                  
                            Sintomas psicóticos podem ser seqüelas do bullying


 Receber xingamentos na escola, apelidos ou outros tipos de ações que as crianças enfrentam na escola podem trazer consequências sérias ao desenvolvimento da personalidade. As vítimas do chamado bullying têm o dobro de chances de desenvolver comportamento psicótico no início da adolescência. O dado é resultado de uma pesquisa da Universidade de Warwick, na Inglaterra. Se a criança é exposta a situações de constrangimento e coerção por um longo período, o risco aumenta em até quatro vezes.

O estudo acompanhou mais de seis mil crianças do nascimento até a idade de 13 anos, monitoradas ano a ano (a partir dos sete anos) por meio de entrevistas e testes psicológicos, além de questionários respondidos pelos pais.

Aos 13 anos, os participantes do levantamento foram entrevistados para a verificação de qualquer sintoma psicótico, como alucinações, manias de perseguição ou pensamentos bizarros. "A pesquisa mostrou que ser vitimizado pode afetar seriamente a maneira de perceber o mundo, aumentando as chances de desenvolver sintomas psicóticos na adolescência e também na vida adulta", diz o professor de psicologia Dieter Wolke, chefe da pesquisa.

Segundo a pesquisa, 13,7% das crianças foram vítimas de bullying durante vários anos. Já 5,2 % delas também foram vítimas de agressões físicas, além das emocionais. "Toda criança enfrenta conflitos de vez em quando, aprende por meio deles e também como lidar com tais situações. No caso do bullying, falamos de ações repetidas e sistemáticas de abuso de poder com a intenção de ferir ou humilhar", diz Wolke.

Entenda o Bulliying
A expressão, sem tradução para o português, é usada para explicar atitudes agressivas de coerção e intimidação que são praticadas entre estudantes, nas escolas. A ação pode ser praticada por um ou mais alunos contra uma pessoa ou um grupo, causando dor e angústia.

Algumas das situações que são identificadas como bulliyng: colocar apelidos, gozar, discriminar, excluir, intimidar, perseguir, amedrontar, ferir, roubar, bater, quebrar objetos pessoais, humilhar, chutar, empurrar.
 
(Fonte Terra Notícias)

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Caso Phoebe: A Defesa

EUA: jovens negam culpa por suicídio de menina após bullying

Três adolescentes de um povoado de Massachusetts acusados após o suicídio de uma colega de classe a quem supostamente perseguiam se declararam inocentes nesta terça-feira.
Os três jovens não compareceram ante o juiz e foram representados por seus advogados, mas estão convocados à outra audiência no dia 15 de setembro. Outros três adolescentes envolvidos no caso serão acusados formalmente nesta quinta-feira.
As acusações incluem a violação dos direitos civis de Phoebe Prince, uma colega de classe irlandesa que se suicidou em janeiro passado, aos 15 anos, possivelmente como consequência da perseguição dos estudantes.
Prince havia chegado à pouco tempo da Irlanda e se instalou em South Hadley, onde foi objeto de "bullying" por parte de colegas de ambos os sexos, prática frequente entre os jovens.
A menina foi vítima de assédio verbal, ameaça de agressão física e mensagens hostis através da rede social Facebook. Prince foi encontrada enforcada na escada em casa por sua irmã mais nova.

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Mais sobre o caso Phoebe Prince

Escola diz que não sabia de bullying envolvendo aluna suicida

Em um ponto, todos aqui concordam: os alunos do ensino médio que provocaram e ameaçaram Phoebe Prince por três meses, até ela se enforcar, merecem ser punidos.
Mas o ressentimento em torno do que era de conhecimento da direção da escola e de como a mesma lidou com a situação de bullying de Prince, 15 anos, se intensifica desde segunda-feira, quando a promotora distrital anunciou que os nove estudantes que a perseguiam enfrentarão acusações criminais. Seis estudantes foram identificados e acusados de crime, e três foram indiciados como menores e não foram identificados.
Autoridades escolares afirmam que a promotora distrital se equivocou ao dizer que professores e funcionários sabiam há muito tempo sobre as humilhações de Prince, recém-chegada da Irlanda que era constantemente referida como "vadia irlandesa" por alguns estudantes após ela ter saído brevemente com um popular veterano, estrela do futebol americano.
A promotora distrital, Elizabeth D. Scheibel, por sua vez, divulgou uma nota concisa na quinta-feira, sugerindo que o superintendente escolar não conhecia os fatos. Em apoio ao relato da promotora, alguns alunos disseram em entrevista ter visto professores testemunhando incidentes de bullying ou algum professor consolando Prince enquanto chorava. No dia em que ela cometeu suicídio, em meados de janeiro, ela foi vista chorando na enfermaria, de acordo com alunos.
Enquanto novos detalhes surgiam sobre a perseguição a Prince, as autoridades escolares distritais, em um turbilhão de aparições e entrevistas televisivas, insistiram que nem o distrito, nem o diretor sabiam da extensão dos maltratos. Segundo seus relatos, os professores foram instruídos a reportar todos os incidentes, e o diretor da South Hadley High School soube apenas na época sobre dois episódios de assédio envolvendo Prince, ambos cerca de uma semana antes de seu suicídio, e disciplinou as duas garotas envolvidas imediatamente.
A direção não ficou sabendo que várias outras garotas continuaram a perturbar Prince nos dias que se seguiram, de acordo com Gus Sayer, o superintendente, e Edward J. Boisselle, presidente do comitê escolar, que cuida da política educacional do distrito. E apenas depois da morte da menina, dizem ambos, a escola soube que ela estava sendo ameaçada e difamada desde outubro.
Os dois afirmam não ter registro de reclamações de maltratos por parte dos pais de Prince, algo que, segundo a promotoria e os pais, foi feito pela mãe duas vezes. Eles também dizem que implementaram medidas em todo o distrito para combater o problema de bullying bem antes do tormento de Prince vir à tona.
"Fomos pró-ativos, mas, infelizmente, acidentes e tragédias ainda podem ocorrer", disse Boisselle em entrevista.
Darby O'Brien, amigo da família Prince, disse na quinta-feira que os pais da menina haviam lhe dito que tentaram alertar duas vezes a escola para proteger sua filha. Anne Prince, a mãe, lhe contou que, em uma das ocasiões, ela havia contatado um funcionário da escola em novembro perguntando "se essa gangue de meninas era uma ameaça à sua filha", e ouviu que não havia motivo para preocupação. A mãe disse que contatou a escola mais uma vez na primeira semana de janeiro com a continuidade das provocações, segundo O'Brien.
Os pais, que discutem uma possível ação civil, se recusam a conversar com repórteres. O'Brien, pai e chefe de uma agência publicitária local, pede que o superintendente, o presidente do comitê e o diretor renunciem. "Não compro a história de que não sabiam de nada", disse ele. "Eles estão querendo escapar."
Alguns pais defendem o distrito. Jana Darrow-Rioux, que esteve envolvida em esforços antibullying iniciados na escola no ano passado, afirma acreditar que a escola está sendo culpada injustamente.
"Acho conveniente as pessoas quererem punir a escola por ela ser a única organização tangível nesta bagunça", disse Darrow-Rioux. Segundo ela, as autoridades escolares não puderam compartilhar informações durante as investigações, o que provocou rumores injustificáveis.
Em entrevistas, alguns pais e alunos descreveram os incidentes de bullying que, afirmam, foram testemunhados por professores. Algumas vezes em dezembro e no início de janeiro, por exemplo, Prince chegou à sala de aula tarde e chorando; um professor tentou consolá-la no corredor e depois a deixou lá, disse um aluno que não quis ser identificado, citando o processo.
Susan Smith conta que seu filho testemunhou quando uma das garotas acusadas de bullying gritava insultos na cara de Prince no refeitório, enquanto a adolescente tentava ignorá-la ¿ e que dois professores viram o ataque verbal e não reagiram. Perguntas continuam a envolver o caso.
Na quinta-feira, a promotora distrital, Sheibel, disse em nota: "Não pretendo fazer referência às assertivas do superintendente Sayer ponto a ponto. Digo, porém, que Sayer não tem acesso ao nosso material investigativo. Portanto, ele não tem base para alguns de seus comentários."
Alguns pais questionam a efetividade das investigações internas da escola após a morte de Prince e também o que descrevem como incapacidade de disciplinar alguns dos ofensores até o anúncio das acusações nesta semana.
"Eles testemunharam o bullying e nunca intervieram", disse Smith. Alguns estudantes indiciados foram "afastados da escola" neste ano, segundo autoridades escolares. Citando regras de privacidade, eles não disseram se os alunos foram suspensos, expulsos ou transferidos.
Mas alguns deles, reconhecem as autoridades escolares, foram afastados apenas esta semana, depois do anúncio dos indiciamentos contra os nove. As várias acusações incluem abuso sexual de menor para os dois rapazes, assédio moral, violação de direitos civis, perseguição e outros crimes similares.
Na Irlanda, a família Prince vivia em uma pequena cidade no condado Clare, enquanto Prince estudava em um internato em Limerick. A família tinha parentes em South Hadley, região com forte herança irlandesa, para onde decidiram se mudar no ano passado.
A mãe, professora, levou Prince e sua irmã de 12 anos a Massachusetts, alugando o andar superior de uma casa próxima à escola, enquanto o pai ficou na Irlanda para tentar vender a casa da família.
Segundo todos, Prince era uma garota cheia de vida, que chegou na escola com um sotaque irlandês durante o outono americano. Ela logo atraiu a atenção de Sean Mulveyhill, aluno do último ano e estrela do futebol americano, com quem saiu brevemente.
Mas Mulveyhill, 17 anos, também saía com Kayla Narey, 17 anos, que, como ele, era uma moradora de longa data e parte do grupo popular da escola, de acordo com um amigo dos alunos. Ele rompeu com Prince, e Narey e suas amigas passaram a fazer uma campanha contra ela a partir de outubro, segundo estudantes. Mulveyhill e Narey foram indiciados.
Por volta da mesma época, outras garotas, incluindo Flannery Mullins, 16 anos, e Sharon Chanon Velazquez, 16 anos, ambas indiciadas, passaram a assediar Prince, contam estudantes.
Algumas xingavam Prince quando a viam nos corredores ou refeitório, gritando ou, às vezes na biblioteca, sussurrando apelidos.
"As pessoas a chamavam de drogada ou vadia, e ela imediatamente ficou com péssima reputação", disse Betty Czitcom, aluna do segundo ano do ensino médio.
Eles vilipendiavam Prince pela internet, além de mandar mensagens de texo chamando-a de vadia e vagabunda e dizendo que ela merecia morrer, de acordo com amigos de Prince.
Na tarde de sua morte, em 14 de janeiro, outros estudantes relatam ter visto Prince indo à enfermaria, chorando. Um funcionário da escola confirmou que Prince estivera na enfermaria, mas ele não podia comentar sobre as razões.
Após as 14h, enquanto Prince caminhava as três quadras em direção à sua casa, garotas do grupo mais novo a alcançaram e a atingiram com uma lata de Red Bull, de acordo com amigos de Prince.
A irmã mais nova de Prince a encontrou às 16h30, pendurada pela escada com o xale que ela lhe havia dado no Natal.
Nos traumáticos dias que se seguiram, Rebecca Brouillard, estudante que falou na televisão sobre as provocações, foi arremessada contra a parede e socada por uma das garotas indiciadas, conta seu pai, Mitch Brouillard. Ele afirma que a garota estava nervosa por sua filha ter discutido publicamente o bullying e que alguns dos estudantes indiciados também perturbavam sua filha há anos.
Dezenas de pais compareceram à reunião do comitê escolar na época e descreveram um histórico de bullying que, muitos afirmam, nunca esteve sob controle na escola.
Mas as autoridades escolares do distrito argumentam que, no último outono americano, após preocupações sobre o suicídio de um garoto em Springfield, Massachusetts, o distrito chamou uma proeminente consultora, Barbara Coloroso, para dar uma palestra sobre prevenção e informação de bullying.
Coloroso voltou rapidamente a South Hadley após a morte de Prince. Em entrevista nesta semana, ela conta que a escola não implementou totalmente suas recomendações para garantir que potenciais episódios de bullying fossem relatados e que os pais fossem envolvidos desde o início. "Isso foi um terrível sinal de alerta", disse ela.

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O Caso Phoebe Prince

EUA: nove são indiciados após suicídio de vítima de bullying

Nove adolescentes foram indiciados pela Justiça do Estado americano de Massachussetts após o suicídio de uma estudante de 15 anos que teria sido supostamente vítima de bullying (intimidações físicas e psicológicas) do grupo.
Phoebe Prince, que havia imigrado recentemente com a família da Irlanda para a cidade de South Hadley, em Massaschussetts, foi encontrada enforcada na escada do prédio onde morava no dia 14 de janeiro.
Segundo a promotora que cuida do caso, Elizabeth D. Scheibel, Phoebe teria se matado após uma série de ataques físicos e verbais, culminando com um dia descrito como "torturante" no qual ela teria sido vítima de calúnias e atacada com uma lata de bebida.
Phoebe teria começado a ser perseguida por colegas de escola após um curto relacionamento com um colega popular, terminado seis semanas antes de seu suicídio.
Os ataques teriam ocorrido principalmente dentro da escola, mas também por meio de mensagens por celular e em sites de relacionamento social na internet.
Abuso sexual
Dois dos adolescentes indiciados foram acusados de abuso sexual, mas a promotora não deu detalhes. Outras sete garotas foram indiciadas por perseguição, assédio criminoso e por violação dos direitos civis de Phoebe.
Segundo Scheibel, o suicídio de Phoebe foi "a culminação de uma campanha de quase três meses de comportamento verbalmente intimidatório e ameaças de danos físicos".
A lista de indiciados não inclui nenhum funcionário da escola onde a adolescente estudava, apesar de a promotora ter afirmado que a direção e os professores sabiam dos abusos.
Pelo menos quatro estudantes e dois professores teriam tentado impedir os ataques contra Phoebe ou teriam relatado o problema à direção da escola.
"Uma falta de entendimento sobre intimidações associadas com relacionamentos entre adolescentes parece ter sido comum na South Hadley High School", disse Scheibel. "Isso, por sua vez, levou a uma interpretação inconsistente do código de conduta da escola quando os incidentes foram observados e relatados."
"As ações ou inações de alguns dos adultos da escola são preocupantes", afirmou a promotora. Segundo ela, a mãe da garota havia conversado com pelo menos dois funcionários da escola e os problemas eram "amplamente conhecidos" pela direção.
Scheibel afirmou ainda que mais uma pessoa poderá ser indiciada, mas não deu mais detalhes.

Após suicídio, EUA endurecem combate ao bullying em escolas


Não está claro o que nove alunos da South Hadley High School pretendiam conseguir ao sujeitar uma caloura a perseguições incansáveis, descritas por colegas e pelas autoridades. Certamente não o seu suicídio, e tampouco as múltiplas acusações criminais movidas contra diversos alunos dessa escola em Massachusetts.
O promotor apresentou na segunda-feira acusações contra nove adolescentes, alegando que suas agressões verbais e ameaças físicas excediam quaisquer limites e haviam conduzido a caloura em questão, Phoebe Prince, a cometer suicídio por enforcamento, em janeiro.
As acusações são uma resposta judicial incomumente severa ao problema da intimidação adolescente, cada vez mais conduzida não só na escola mas pela mídia computadorizada, e que vem despertando a preocupação de pais, educadores e legisladores.
A indignação gerada pelos suicídios de Prince, 15 anos, e de um menino de 11 anos sujeito a intimidação na vizinha Springfield, em 2009, levou o Legislativo de Massachusetts a acelerar o trabalho em uma lei de combate à intimidação, que está perto de ser aprovada. A lei requereria que funcionários de escolas reportassem incidentes suspeitos e que os diretores os investigassem. Também exigiria que as escolas alertassem os alunos sobre os perigos da intimidação. Nos Estados Unidos, 41 Estados têm leis contra a intimidação em vigor.
No caso de Prince, dois rapazes e quatro garotas com idades de 16 a 18 anos enfrentam diferentes combinações de acusações criminais que incluem sexo com menor, violação de direitos civis seguida por lesão corporal, intimidação, perseguição e interferência em atividade escolar. Três outras meninas, mais jovens, foram acusadas junto à Justiça de menores, informou Elizabeth Scheibel, promotora estadual de Massachusetts, em uma entrevista coletiva em Northampton.
Falando em companhia de policiais locais e estaduais, na segunda, Scheibel disse que o suicídio de Prince surgiu depois de quase três meses de severa intimidação e ameaças físicas por um grupo de colegas de escola. "A investigação revelou atividades incansáveis dirigidas contra Phoebe, para tornar impossível que ela continuasse na escola", disse Scheibel. A conduta dos acusados, afirmou, "excedeu em muito os limites dos desentendimentos normais no relacionamento entre adolescentes".
Particularmente preocupante, disse Scheibel, era o fato de que dirigentes, professores e funcionários da escola estivessem cientes do problema mas não tenham impedido os ataques. "As ações e inações de alguns dos adultos da escola são problemáticas", disse Scheibel, mas não representam violação de quaisquer leis.
Christine Swelko, vice-supervisora do distrito escolar de South Hadley, disse que os dirigentes da escola planejam se reunir com a promotoria nesta semana ou na próxima. "As provas serão revisadas, especialmente informações novas de que os promotores dispõem mas não foram reveladas na investigação promovida pela escola", afirmou Swelko em comunicado.
"Quando dispusermos dessas informações, poderemos fazer uma declaração mais abrangente e possivelmente tomar outras medidas contra alunos que ainda frequentam a South Hadley High School", acrescentou.
A família de Prince havia se transferido recentemente aos Estados Unidos, vinda de uma pequena cidade na Irlanda, e ela começou a estudar em South Hadley no final do ano passado. A intimidação surgiu depois que a nova aluna teve um breve relacionamento com um rapaz mais velho, popular na escola; alguns alunos a teriam chamado de "vadia irlandesa", derrubado seus livros e enviado mensagens de texto ameaçadoras a ela, dia após dia.
A escola tem cerca de 700 alunos, e a maioria dos estudantes e professores se recusou a comentar o caso, na segunda-feira. Alunos esperavam por seus pais sob a chuva forte, e uma equipe esportiva passou correndo; um de seus integrantes gritou "vão embora", aos repórteres que esperavam por entrevistas.
Ashlee Dunn, 16 anos, aluna de segundo ano, disse que não conhecia Prince pessoalmente mas que havia ouvido fofocas sobre ela nos corredores. "Ela era nova na escola, vinha de outro país, e não conhecia a escola muito bem", disse Dunn. "Acho que por isso a escolheram".
Em 14 de janeiro, constatou a investigação, alunos da escola a agrediram verbalmente na biblioteca, no refeitório e nos corredores, e uma lata de refrigerante foi arremessada contra ela quando Phoebe estava a caminho de casa. Sua irmã a encontrou morta, ainda de uniforme, enforcada na escadaria de sua casa, às 16h30min.
Alguns dos alunos usaram a Internet para conspirar contra Prince, por meio de sites de redes sociais. Mas os principais abusos aconteceram na escola, segundo a promotora. "As ações desses alunos aconteceram primariamente no terreno da escola, durante o horário de aulas e em meio a atividades escolares", disse Scheibel.
A promotora se recusou a fornecer detalhes sobre as acusações de estupro, movidas contra os dois rapazes, mas especialistas afirmam que elas podem se dever a terem feito sexo com Prince, que era menor de idade.
Especialistas em assuntos jurídicos afirmaram não conhecer outros casos em que alunos tenham sido submetidos a acusações criminais sérias por intimidação contra um colega, mas acrescentaram que as circunstâncias do caso parecem ser extremas, e que as acusações contra menores de idade em geral são mantidas em sigilo.



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Caso que chocou o Brasil em 2010

Relembrando o caso de Matheus... muito triste!


O estudante Matheus Abvragov Dalvit, 15 anos, foi morto com um tiro nas costas na noite de terça-feira quando descia de um ônibus na zona norte de Porto Alegre. Segundo a Polícia Civil, ele era vítima de piadas dos colegas de escola e, por isso, teria agredido um colega, amigo do rapaz (também menor de idade), que confessou o crime.
O jovem que procurou a polícia na manhã desta quarta-feira dizendo ter atirado em Matheus foi recolhido à Fase (antiga Febem). Segundo o delegado Andrei Vivan, o adolescente disse que, na noite de terça-feira, foi tirar satisfações sobre uma agressão a um amigo seu e acabou atirando.
"O rapaz que se apresentou não estudava com a vítima, mas era amigo de colegas dele. Estes colegas perseguiam Matheus com difamações e chacotas e, para se defender moralmente, algumas vezes a vítima agredia os meninos que praticavam o bullying (a perseguição). Nesse sentido podemos dizer que sim, esse foi um caso de bullying que terminou em morte", disse o delegado.
Após a confissão, a Polícia Civil fez diligências e encontrou a arma usada no crime. O revólver foi encaminhado à perícia, que irá compará-lo com o projetil extraído do corpo da vítima. Também será feito um teste para verificar se há pólvora nas mãos do adolescente que disse ter atirado.

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Sim! Bullying preocupa pais e professores

Casos de bullying em escolas preocupam pais e educadores

 

As mudanças de comportamento de *Renata, de 13 anos, vieram sutilmente. Considerada boa aluna, a adolescente começou a apresentar queda significativa no rendimento escolar. Depois disso, vieram as constantes tentativas de não ir às aulas, sempre alegando dores de cabeça, de barriga ou febres imaginárias.

Mas a mãe da menina só desconfiou que alguma coisa realmente ia mal na escola quando Renata teve uma crise de choro e pediu para sair do colégio. O motivo? A constante implicância de alguns colegas, que colocavam apelidos, faziam brincadeiras maldosas e até mesmo ameaçavam fisicamente a aluna, características conhecidas, hoje, como bullying.

"No início achei que o motivo das notas baixas era o namoradinho que ela arrumou aqui no condomínio", afirma *Marise, mãe de Renata, que pediu para que a verdadeira identidade de ambas não fosse revelada. "Mas quando ela começou a não querer frequentar as aulas, percebi que o problema era na escola. Cheguei a conversar com os professores, que disseram que não havia nada de errado com ela. Somente quando minha filha teve uma crise de choro e me contou o que estava acontecendo é que resolvi tirá-la do colégio e procurei um psicólogo. Infelizmente, a escola não estava preparada para ajudar minha filha".

Infelizmente, segundo especialistas, o que aconteceu com Renata é mais comum do que se imagina. O fenômeno conhecido como bullying, palavra inglesa utilizada para denominar ações de violência - física ou psicológica - de um indivíduo ou grupo de indivíduos e que tem como objetivo humilhar outra pessoa. De acordo com o psicólogo José Antonio Martins, a ocorrência de bullying nas escolas públicas e privadas sempre aconteceu, mas só vem ganhando notoriedade de alguns anos para cá, muito por conta de uma intensa campanha, principalmente através da mídia, alertando para os perigos de tais atitudes violentas.

"O bullying pode se manifestar de diversas maneiras, por isso é tão difícil detectar. Apelidos maldosos que ressaltam alguma imperfeição da vítima, exclusão do grupo, xingamentos, ameaças veladas e até mesmo agressões físicas são as principais características. Mas como separar um apelido jocoso de um comportamento que evidencie o bullying? Cabe à escola e à família trabalharem em conjunto para evitarem situações extremas", ressalta Martins.

Pesquisa realizada pela Organização Não Governamental Plan Brasil em 2010, com 5.168 alunos de todo o país revelou que quanto mais frequentes os atos repetitivos de maus tratos contra um determinado aluno, mais tempo dura essa violência. A constatação demonstra que a repetição das ações de bullying fortalece os agressores e reduz as possibilidades de defesa das vítimas. Este resultado indica ser essencial uma rápida identificação destas ações e imediata reação para conter este tipo de atitude.

Ainda segundo a pesquisa, o bullying é mais comum nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, e a incidência maior está entre adolescentes na faixa de 11 a 15 anos de idade, que frequentam a sexta série do ensino fundamental. Os agressores geralmente cometem os maus tratos para obter popularidade entre os colegas, para serem aceitos ou simplesmente se sentirem poderosos. No caso das vítimas, estas costumam apresentar algum traço característico marcante (obesidade, baixa estatura), algum tipo de necessidade especial ou o uso de roupas consideradas diferentes pela maioria dos colegas.

"Os jovens tímidos, com dificuldades para se expressar, são alvos em potencial. Os primeiros sinais apresentados geralmente são a queda no rendimento escolar e o medo de frequentar a escola", explica José Antonio. "O problema é que a maioria das escolas não está preparada para reconhecer essa prática, já que a linha que separa o bullying da brincadeira é muito subjetiva".

Para auxiliar pais e educadores a reconhecerem - e evitarem - o bullying, a Associação Brasileira Multiprofissional de Proteção à Infância e à Adolescência (Abrapia) desenvolveu um Programa de Redução do Comportamento Agressivo entre Estudantes, com diversos conselhos, entre eles o de estimular os estudantes a fazerem pesquisas sobre o tema, fazer com que os estudantes criem regras de disciplina que evitem a prática de bullying, além de interferir, quando necessário, em grupos de alunos que apresentem características de estarem cometendo maus tratos.

A pedagoga Aline Feijó faz questão de ressaltar que os estudantes que praticam o bullying também precisam de cuidados especiais, já que muitas vezes esse comportamento é fruto de problemas mais profundos, como desequilíbrio emocional e desajustes familiares. A cooperação da família, nestes casos, é fundamental para que agressores e vítimas não façam mais parte deste quadro de violência.

(Fonte: O Dia On Line)

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Cyberbullying e depressão

  Intimidação virtual causa mais depressão, constata estudo

 

                           O bullying é o ato de ameaçar ou agredir o outro, verbal ou fisicamente . Foto: Getty Images 
A questão do bullying, agressão gratuita e preconceituosa, preocupa pais e escolas
Foto: Getty Images


A intimidação virtual pode causar mais problemas às vítimas do que espancamentos ou ofensas pessoais, reportaram pesquisadores norte-americanos nesta terça-feira. E ao contrário das pessoas que praticam bullying na vida real, as que o fazem virtualmente parecem menos deprimidas que suas presas, constatou a equipe do National Institutes of Health.
Jing Wang, Tonja Nansel e Ronald Iannotti, do National Institute of Child Health and Human Development, parte do NIH, analisaram dados sobre uma pesquisa internacional de 2005 e 2006 que incluía 4,5 mil adolescentes e pré-adolescentes norte-americanos.
Eles responderam a perguntas específicas sobre sentimentos de depressão, irritabilidade, mau humor e dificuldades de concentração, e também a questões específicas sobre terem recebido agressões físicas, xingamentos, rejeição ou mensagens negativas via computador ou celular ¿ou feito coisa parecida a terceiros.
"Ao contrário do bullying tradicional, que em geral envolve confronto face a face, as vítimas de intimidação virtual não são capazes de ver ou identificar quem as agride," escreveu a equipe de Iannotti em estudo publicado pelo Adolescent Health. "Por isso, é mais provável que se sintam isoladas, desumanizadas ou impotentes no momento do ataque," acrescenta o texto.
Os agressores físicos e verbais são eles mesmos deprimidos, em muitos casos. Mas embora exista pouca diferença nos níveis de depressão entre os agressores físicos e suas vítimas, a equipe do NIH constatou que as vítimas de intimidação virtual reportavam níveis de depressão significativamente mais altos que os dos praticantes frequentes de intimidação.
A questão da intimidação pode ter dimensões políticas: prejudica o aprendizado e pode reduzir a média de uma escola nos testes de avaliação. As escolas norte-americanas estão sob pressão cada vez maior para elevar seus resultados e demonstrar melhoras regularmente.
No ano passado, a mesma equipe constatou que mais de 20% dos adolescentes norte-americanos que estão na escola haviam sofrido intimidação física ao menos uma vez nos dois meses precedentes, 53% sofreram intimidação verbal, 51% foram intimidados socialmente por meio de exclusão ou ostracismo e 13,6% foram intimidados por via eletrônica. 

(Fonte: 21 de setembro de 2010 11h20 Terra Notícias)


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Casos e mais casos de bullying


Bolivianos pagam para não apanhar em escola estadual em SP
28 de setembro de 2010 Terra Notícias

Alunos imigrantes da escola estadual Padre Anchieta, na região central de São Paulo, acusam colegas brasileiros de cobrar "pedágio" para não espancá-los fora da instituição de ensino. A direção da unidade confirma a ocorrência de agressões. Para se sentirem seguros, os estrangeiros, principalmente bolivianos, pagam lanches na cantina ou dão dinheiro aos brasileiros. Caso contrário, apanham do lado de fora da escola, segundo um professor. As informações são do jornal Folha de S.Paulo.
Um aluno e um ex-aluno da escola, ambos de 16 anos, afirmam que as agressões ocorrem pelo menos desde 2008. "Eles pedem R$ 1 ou R$ 2. Entreguei três vezes. Na quarta, apanhei", conta um deles, que está há 14 anos no Brasil. A escola tem 2.421 alunos nos ensinos fundamental e médio. Segundo a direção, metade é de imigrantes ou filhos de estrangeiros. Além de bolivianos, que são a maioria, há paraguaios, peruanos, chineses, coreanos, angolanos e nigerianos. Segundo a diretora da escola, Maria Luiza Villamar, todos os casos de violência envolvendo alunos são combatidos. Em nota, a Secretaria de Estado da Educação informou que uma comissão de supervisores será enviada à escola para analisar os casos de discriminação. Segundo a secretaria, se for constatada omissão da direção, haverá punições.

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Nova Lei no Rio de Janeiro

Governo sanciona nova lei antibullying para escolas do Rio
23 de setembro de 2010 05h56 - Terra Notícias


Professores e funcionários de escolas públicas e particulares do Rio de Janeiro terão que denunciar casos de violência contra crianças e adolescentes, inclusive o bullying, a delegacias e conselhos tutelares.
Decretada pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e sancionada pelo governo estadual, a lei torna obrigatória a notificação, que já era praticada em unidades de saúde. As instituições que não cumprirem a nova norma podem pagar multas de 3 a 20 salários mínimos, alcançando até R$ 10.200,00.
Segundo o autor do projeto de lei, deputado André Corrêa (PPS), a intenção é coibir qualquer violência, física ou psicológica, incluindo o bullying. "Depois da família, são os professores que estão em contato direto com os alunos. É importante estar atento aos sinal", adverte a coordenadora da ONG Não bata, eduque, Márcia Oliveira.
A Secretaria Estadual de Educação deverá ainda criar um formulário-padrão para as notificações.


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Vídeo (sobre bullying) Muito Bom...



video 


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Lista de livros indicados pelo MEC

 Olá Amigos,

Hoje em dia, tem muita gente falando sobre bullying, e o pior é que tem gente falando besteira... Por isso, quando alguém pedi indicação de livros sobre bullying, eu peço para entrar no site do MEC (portal do professor) e verificar quais livros sobre o bullying o ministério da educação indica!

Bom, o site está logo abaixo, assim como os livros indicados pelo portal do MEC e o "Brincadeiras" que fazem chorar. Introdução ao Fenômeno Bullying está lá! 

Vejam só...

 

http://portaldoprofessor.mec.gov.br/cultura.html?idEdicao=35&idCategoria=4

 

Edição 32 - Bullying na Escola

Cultura

Brincadeiras que Fazem Chorar!

Carolina Giannoni Camargo – Editora All Print - Brasil
É uma obra prática que permite aos pais e professores conhecerem de forma bem completa o que é o bullying, como identificar vítimas e agressores e como ajudar os envolvidos nesta violência. Traz ainda uma reflexão sobre a educação de nossos filhos ou alunos frente ao complexo mundo em que vivemos e também sobre nosso papel, como educadores, na diminuição dos casos de bullying.

Fenômeno Bullying

Cleo Fante – Editora Verus – Brasil
O livro tem como objetivo despertar autoridades educacionais, educadores, pais, alunos e a sociedade em geral para o assunto, muitas vezes encoberto nas escolas. Embora ofereça um panorama mundial sobre o problema, a autora destaca a realidade vivida hoje no Brasil e apresenta um programa inédito e extremamente prático a ser aplicado nas escolas, que já vem sendo desenvolvido em alguns estabelecimentos de ensino, com sucesso.

Bullying e Desrespeito – Como acabar com essa cultura na escola

Marie-Nathalie Beaudoin e Maureen Taylor - Editora Artmed – Brasil
Com o objetivo de discutir e apresentar alternativas para enfrentar o problema do bullying, esta obra reúne conhecimento psicológico e experiência educacional, oferecendo uma abordagem bem-sucedida para se lidar com um amplo leque de problemas comportamentais. O texto é complementado com inúmeras atividades e estratégias de fácil implementação, acompanhadas de programas apropriados para o trabalho nas escolas.

Bullying – Estratégias de sobrevivência para crianças e adultos

Jane Middelton-Moz e Mary Lee Zawadski – Editora Artmed – Brasil
Em um dos poucos títulos a explorar o bullying, da infância à idade adulta, as autoras deste livro oferecem uma valiosa ajuda: usam estudos de caso sobre os bullies e suas vítimas para chegar ao centro do problema, examinando os aspectos de hostilidade explícita e proporcionando um plano para dar um fim a ele.

Bullying – Como Combatê-lo?

Alessandro Constantini – Itália Nova Editora – 2004 - Brasil
Bullying é um tipo de comportamento ligado à agressividade física, verbal ou psicológica e vem sendo estudado na Europa há dez anos, logo após ter sido evidenciada sua correlação com o suicídio de adolescentes. A comunicação e a afetividade são os únicos instrumentos eficazes para a aproximação entre adultos e adolescentes e devem ser usados para enfrentar e prevenir um fenômeno em expansão entre jovens de todo o mundo. Com este livro, Alessandro Costantini orienta pais e professores naquilo que mais os assusta e preocupa: uma adolescência problemática.

Bullying: mais sério do que se imagina

Pedrinho Guareschi e Michele Reis da Silva (organizadores) – Editora Mundo Jovem – 2007 - Brasil
Este livro procura desvendar as causas e origens do fenômeno chamado bullying, partindo da conceituação. Faz uma análise das relações entre os seres humanos, dá exemplos concretos, propõe atitudes para prevenção, sugere atividades e subsídios para estudo e debate sobre o assunto.

Bullying Escolar - Perguntas e Respostas
Cleo Fante e José Augusto Pedra – Editora Artmed - 2008 - Brasil
O bullying é uma das formas de violência que mais cresce no mundo e é causa de grande sofrimento. Como conseqüências, encontram-se o comprometimento da saúde emocional, da qualidade das relações interpessoais, da construção da cidadania e, principalmente, da ruptura no processo educacional, podendo ser apontado como uma das causas dos elevados índices de evasão e retenção escolar no país.

Todos contra Dante (infanto-juvenil)

Luis Dill – Editora Cia das Letras - Brasil
Dante é novo na escola. Vem de um bairro mais pobre, gosta de ler A divina comédia, de Dante Alighieri, e alimenta uma paixão secreta. Logo a aparência dele e sua classe social viram combustível para o riso dos colegas. A perseguição se torna sistemática e ganha força no ciberespaço, onde, no confortável anonimato de uma comunidade na internet, inúmeros jovens ridicularizam e hostilizam Dante. O que era para ser apenas 'brincadeira' de adolescentes ganha dimensões trágicas, extravasa o âmbito virtual e se instala como ameaça concreta. As conseqüências serão devastadoras.

Tem um garoto no banheiro das meninas (infanto-juvenil)

Louis Sachar – Editora Record – 2006 – 1ª edição
Todos evitam sentar perto de Bradley Chlakers na sala de aula. Ele é brigão, faz brincadeiras de mau gosto e ameaça bater até nas meninas! Nem mesmo sua professora agüenta mais seu péssimo comportamento. Ele não faz dever de casa, só tira notas baixas, já repetiu de série e tem uma imaginação muito fértil para contar mentiras. Quando um novo aluno entra na escola e se oferece para ser seu amigo, Bradley não consegue acreditar que alguém possa gostar dele. Mas, em pouco tempo, seu comportamento hostil acaba por afastar seu novo amigo, o que só acaba diminuindo sua auto-estima. Seu desempenho nas aulas também acaba levando-o para a sala da nova orientadora da escola, uma jovem dinâmica, carinhosa, competente e engraçada. Ela acha Bradley um menino inteligente e generoso e sabe que ele poderia mudar se ao menos não tivesse medo de tentar. Algumas vezes, o mais difícil é acreditar em si mesmo...

Boa Leitura!!!

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