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UE cria código de conduta "anti bullying"



A União Européia cria o "código de conduta voluntário" assinado entre sites de relacionamentos que visa controlar e diminuir as ocorrências de bullying na internet.
Mais de 15 redes sociais mundiais assinaram este pacto, incluindo Google/YouTube, Myspace e Facebook.
Muitos adolescentes no Brasil e no mundo são víimas do cyber bullying (o bullying praticado na internet).
O cyber bullying ocorre quando pessoas publicam na internet fotos, apelidos, gozações, difamações, e outros tipos de chacotas referentes a uma pessoa da qual queiram fazer tais agressões a ponto de humilhar a vítima.
Este tipo de violência acaba sendo tão cruel quanto o bullying praticado nas escolas, já que não possue barreiras que impeçam a agressão. A agressão é psicológica e a Internet serve de vitrine para a "ridicularização" das vítimas.
No Brasil ocorreu um caso em que um menino morador de uma cidade interiorana pequena teve sua imagem publicada em uma comunidade no Orkut. Quem publicou a foto do rapaz montou uma comunidade com o nome do garoto e algumas palavras que insinuavam que ele fosse homossexual.
As informações hoje em dia correm rapidamente sendo verdadeiras ou não. O fato é que o menino passou a ser motivo de gozação nos locais que frequentou a vida inteira.
Seus amigos, principalmente os meninos, não queriam mais andar com o rapaz. Sua vida em pouco tempo passou a ser torturante.
O final foi trágico. O rapaz não aguentou a pressão e, depois de ter sua vida invadida e exposta à cidade inteira, matou o criador desta comunidade.
Este acordo entre os sites de relacionamento assinado na Europa chegou tarde demais para este e outros casos, porém é uma iniciativa (longe da ideal) que permitirá a redução do cyber bullying.
O acordo foi assinado em 10 de fevereiro deste ano e visa controlar a intimidação virtual.

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Caso Columbine


Vinte de abril de mil novecentos e noventa e nove, Eric e Dylan chegam a Columbine high school, em Colorado nos Estados Unidos, pouco antes do meio dia, hora do almoço na escola. Abrem fogo inicialmente no refeitório matando primeiro um professor. Em seguida caminham pelos corredores carregados de armas automáticas e vestidos com seus casacos pretos, procurando por suas vítimas e matando-as friamente ao encontrá-las. Depois de mais doze corpos caídos sem vida, Eric e Dylan apontam suas armas para suas próprias cabeças e drasticamente colocam fim a essa tragédia e as suas próprias vidas.
Aparentemente podemos observar uma brutalidade e uma maldade sem fim por parte desta dupla de jovens assassinos. Porém quero chamar a atenção para o motivo que levou estes garotos e ainda leva também muitas pessoas a cometerem tais atitudes violentas.
Não se trata de uma justificativa por tal atitude, muito menos concordo com soluções drásticas para as soluções de determinados problemas.
O que quero ressaltar é que estes jovens, Eric e Dylan, não cometeram estes assassinatos e depois se suicidaram apenas por fazer.
A questão é mais profunda e séria do que imaginamos.
Nossa mente, quando mantida sob pressão e unida a um determinado conjunto de valores e fatores, pode nos levar a tais comportamentos.
Eric Harris tinha 17 anos e era filho de um militar da reserva. Seu pai mantinha um site na internet que ensinava a fazer vários modelos de bombas. Dylan Klebold, com 18 anos participava junto com o seu amigo Eric, segundo Osmar Freitas Junior, de um grupo denominado “The trench coat mafia”, traduzidos como “A Mafia da Capa”. Juntos com mais ou menos 20 integrantes faziam apologia ao satanismo, ao racismo, as armas e aos jogos (games) violentos. Eric e Dylan, além de terem em comum tais estilos de vida citados acima, o que os ligava era também o fato de ambos serem motivos de gozações e humilhações na escola.
O mais assustador é que a maioria das suas vítimas eram as pessoas que ao longo dos anos vieram a marginalizar esses dois jovens. Suas vítimas os apelidavam e, segundo Osmar Freitas Junior, chegaram a rotular Eric e Dylan como “bocós”.
Uma possibilidade é que o histórico de vida de Eric e Dylan não os levaria a tais atitudes se as humilhações e agressões psicológicas sofridas não tivessem ocorrido.
Enfim, este dia trágico foi repleto de dor e sofrimento para muitas pessoas ligadas a Columbine High school. Mas foi um dia importante para a sociedade no sentido de saber que bullying existe e é capaz de chegar a tais extremos como no exemplo citado.


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Características de personagens no bullying.


O Bullying é um conjunto de atitudes agressivas, intencionais e repetidas que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais indivíduos contra outro ou outros, causando dor, angústia e sofrimento.


No bullying o nome dado para a pessoa que pratica a ação é "Autor". Este costuma ser um indivíduo com pouca empatia, geralmente apresenta-se como o mais forte da turma, sente uma necessidade de dominar e subjugar os outros, gosta de impor suas vontades, gostos, preferências, custa a adaptar-se ás regras, não aceita ser contrariado, é considerado pela turma como malvado, durão, etc...
Já, quem é alvo direto da ação recebe o nome de "Alvo" e costuma ter um aspecto físico mais frágil que o de seus companheiros, possui medo que algo ruim lhe aconteça, medo de ser ineficaz nos esportes ou brigas, extrema sensibilidade e timidez, passividade, submissão, insegurança, baixa auto-estima, apresenta uma característica habitual não agressiva, etc...
Porém existe um terceiro personagem que representa a maior parte dos alunos e que denominamos de "espectador". Este é
quem presencia o bullying sem sofrê-lo ou praticá-lo. Convive com as agressões e opta por ficar em silêncio temendo retaliações por parte do agressor. Muitos sentem-se inseguros e incomodados.
Seja agressor, vítima ou espectador todos precisam conhecer formas de combater o bullying e para isso é preciso que se tenha uma equipe de profissionais que dêem suporte para as denúncias, orientações e intervenções eficazes.

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Livros sobre bullying para todas as escolas!


FATO - A secretaria do estado enviará livro sobre bullying para mais de 5.000 escolas. O livro trata de divulgar informações sobre o que é e como combater o fenômeno trazendo um projeto de educação que visa a paz nas escolas. Isso ainda esse ano.

É um começo. O bullying é uma violência que na maior parte das vezes é tratada como "coisas da idade". Reconhecê-lo como um ato que mereça uma intervenção educativa e informativa é uma das formas de combater o bullying. Quanto mais pessoas souberem que essas agressões não são brincadeiras características da fase da adolescência, maior será o resultado de uma política de combate. Mas para isso os professores e toda a comunidade deverão conhecer e entender este fenômeno para assim poderem encarar agressores, vítimas e toda a cruel consequência dessas agressões. Mais do que distribuir manuais é preciso preparar, capacitar, envolver os profissionais da educação para que possam, com eficiência e responsabilidade, agir contra o bullying.

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Bullying? O que é?


Nem toda violência, briga entre alunos ou desentendimentos no recreio é bullying. Este fenômeno possui características próprias. É preciso haver uma agressão física ou psicológica ocorrida de forma intencional, repetida e aparentemente sem motivação para que tal agressão seja considerada bullying. O bullying está presente em qualquer lugar onde exista uma relação interpessoal. Não é privilegio apenas de alguma classe social, gênero, cor, raça ou etnia, ele abrange todas as pessoas. È comum associarmos bullying a adolescentes e a escola. Porém ele pode atingir também crianças e adultos no trabalho, na igreja, no clube, na família, enfim qualquer lugar poder ser palco e qualquer pessoa pode ser a protagonista dessa violência chamada bullying.

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