Desde quando existe bullying?

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O bullying sempre existiu. Então, por que hoje em dia falamos tanto nele?

            O bullying na escola nasceu juntamente com a história desta instituição. Ou seja, é uma situação muito antiga, e as discussões sobre o assunto iniciaram por volta da década de setenta do século passado.
            Foi através do trabalho do psicólogo Dan Olweus, que estudava casos de suicídio na infância e na adolescência, que se descobriu a agressão, física e/ou psicológica, ocorrida de maneira freqüente, repetida, hoje denominada bullying.
Nos últimos anos, o bullying tem tomado proporções maiores, e se antes ele acontecia dentro dos muros da escola, hoje, ele ultrapassa esta barreira e invade a vida do seu alvo por completo.
Isso porque, o alvo de bullying antes podia sair da escola - onde sofria com as agressões - e ir para sua casa encontrar momentos de tranqüilidade, paz, espaço para refletir sobre as situações vividas.  
Hoje, o alvo sai da escola e as agressões continuam. Recebe mensagens maldosas, ameaça por celular, encontra na Internet páginas, sites, comunidades que o humilha, que o faz chorar.
Não há mais tempo para o alvo pensar que ele não é a “lata de lixo”, o “fracassado”, o “encardido” - apelidos pejorativos freqüentes no bullying. A intensidade da dor causada pelo bullying o sufoca, potencializando as conseqüências sofridas.
Além deste fato, antigamente acreditava-se que este fenômeno não passava de brincadeira entre os adolescentes, situações típicas da escola ou brincadeira sem conseqüências psicológicas. Era como se este tipo de comportamento acabasse sozinho, quando a maturidade chegasse, sem deixar seqüelas para os envolvidos.
A situação atual do país vivencia uma enxurrada de informação sobre o fenômeno na mídia, novas pessoas interessadas em pesquisar sobre o assunto, pais e escolas preocupados em combater esta violência e alunos cada dia mais informados de que o bullying é coisa séria.
Há muito a se fazer, uma vez que são divulgadas falsas idéias sobre o bullying na mídia; devido à existência de uma possível banalização da palavra, pois, por não serem preparados, os pais acreditam que toda briga trata-se de bullying; e, também, por causa do despreparo das escolas ao elaborarem um projeto. Muitas vezes a lei existe, porém, não são oferecidos meios para que os professores sejam capacitados a lidarem com os casos de bullying.        

Autoria Carolina Giannoni Camargo

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