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segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

O estado de São Paulo de mãos dadas com o preconceito?

Bom dia Pessoal,

Segue uma reportagem interessante sobre a situação do professor no estado de São Paulo. O que acham? Contem mais casos sobre o desrespeito ao professor e a desvalorização deste profissional! Vamos, juntos, mostrar que sem o professor nenhuma nação se constrói, se desenvolve, sobrevive.

Grande abraço, Carolina Giannoni Camargo.

 

Izabel Noronha: “Estado promove bullying, potencializando o preconceito”




por Maria Izabel Azevedo Noronha*

Em todo o mundo, a luta contra toda forma de preconceito e discriminação tem sido cada vez mais generalizada, colocando em xeque ideias e procedimentos retrógrados contra os direitos humanos.
No Brasil avançamos muito nessa direção nos últimos anos. As demandas colocadas pelos movimentos sociais pautaram grandes debates nacionais, que resultaram em políticas públicas, se institucionalizaram em leis e programas no âmbito da União e de diversos estados e municípios.
Entretanto, se o cenário nacional é esse, o Estado de São Paulo continua caminhando na contramão desses avanços. Se tanto, desenvolve apenas medidas tímidas, que não correspondem à sua importância dentro da federação brasileira.
A decisão do Estado de vetar a posse de candidatos obesos que foram aprovados no concurso para professor de educação básica II na rede estadual de ensino demonstra isso. Também houve casos de professores vetados por serem míopes. Um desses casos é o de uma professora que tem 0,75 graus de miopia e foi considerada inapta para o cargo!.
Nesse tipo de decisão, além do preconceito, sobretudo no caso dos obesos, há uma inaceitável prevalência de critérios tecnicistas sobre a humanização da escola, absolutamente necessária para que a educação cumpra sua função de formar cidadãos e cidadãs plenamente conscientes da sociedade em que vivem e em condições de trabalhar para transformá-la, assegurando a todos uma vida com dignidade e respeito.
Como pode o governo do mais rico Estado do Brasil, instância que deve promover a saúde pública, negar os avanços da ciência e da medicina? Como pode assumir uma postura passiva frente à obesidade ou outra ocorrência qualquer, como se não houvesse solução possível? Isto sem falar no fato de que privar uma pessoa do seu trabalho apenas pela possibilidade de um possível adoecimento futuro, aí sim, é condená-la a ficar mesmo doente.
A obesidade não é necessariamente incapacitante. Isto pode ocorrer em casos extremos. A obesidade não causará inevitavelmente uma situação de adoecimento, embora isto possa ocorrer. Os casos noticiados pela imprensa, inclusive, não caracterizam situações desse tipo.
O Estado precisa avaliar as condições de saúde da pessoa no momento. Potenciais doenças futuras não podem ser levadas em conta para a posse. Se não for assim, as pessoas muito magras, os fumantes, ou os que mantêm algum hábito que pode, no futuro, ensejar alguma doença, não poderiam, também, trabalhar.
Ao mesmo tempo, a sociedade debate como prevenir e combater o bullying nas escolas, que hoje afeta milhares de alunos e também profissionais da educação, vítimas da perseguição constante de seus colegas de classe, de trabalho e de superiores. Com a medida que adotou, o Estado acaba por promover outra forma de bullying contra os professores, potencializando o preconceito contra as pessoas obesas.
A capacidade de trabalho de quase todos eles está demonstrada, já que boa parte são professores, não efetivos, da rede estadual de ensino. Por que eles podem ser ocupantes de função atividade, mas não podem ser professores efetivos? Por outro lado, também demonstraram capacidade profissional e formação adequada ao obter aprovação no concurso. Finalmente, o edital nada dizia sobre obesidade; nem poderia. De acordo com a Ordem dos Advogados do Brasil/SP, seria um ato discriminatório.
Como todos já sabem, não há carreira atraente nem salários adequados na rede pública estadual de São Paulo. Não há políticas de valorização e de formação continuada aos profissionais.  Não há concursos públicos em número suficiente. O governo não promove políticas de prevenção ao adoecimento dos professores e, ainda, proíbe-os de se tratarem, ao limitar o número de faltas para consultas e tratamentos médicos a apenas seis por ano, por meio da lei 1041/08. Agora,  institucionaliza o preconceito e a discriminação na contratação de docentes.
A APEOESP se posiciona firmemente contra esse procedimento e está dando toda a assistência jurídica aos professores afetados que recorram à entidade.

* Maria Izabel Azevedo Noronha é presidenta da APEOESP  (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) e membro do Conselho Nacional de Educação.

FONTE: http://www.planetaosasco.com/oeste/index.php?/201102067657/Nosso-pais/izabel-noronha-estado-promove-bullying-potencializando-o-preconceito.html

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Outra sobre a criminalização do bullying em Portugal

Casos de violência na escola ficam impunes por falta de queixa 

20.01.2011 - 18:38 Por Paula Torres de Carvalho 

15 de 25 notícias em Política - www.publico.pt

Com criminalização da violência escolar passa a ser possível agir nos casos mais graves de bullying, diz o procurador coordenador do Tribunal de Família e Menores de Lisboa, Celso Manata. "Em muitas situações não é legalmente possível actuar de forma consistente no momento em que o jovem pratica o crime" afirma. E as faltas ficam impunes por falta de queixa.

Com a criminalização será mais fácil punir o  bullying  
 
 
 
Com a criminalização será mais fácil punir o bullying (Raquel Esperança (arquivo))

 
É uma lei inútil que "faz tanta falta às escolas e ao ordenamento jurídico como uma gaita num funeral", como disse hoje o deputado socialista Sérgio Sousa Pinto durante o debate no Parlamento, ou é “altamente positiva”, como considera o procurador coordenador do Tribunal de Família e Menores de Lisboa, Celso Manata?

A discussão sobre a criação do crime de violência escolar proposta pelo Governo que o torna num crime público (punível independentemente da queixa) colocou, esta tarde, em confronto as diferentes opiniões dos deputados dos vários grupos parlamentares.

A violência escolar abrange os maus tratos físicos ou psíquicos, castigos corporais , privações da liberdade e ofensas sexuais. Abrange o fenómeno designado como bullying com efeitos na integridade pessoal das vítimas, no funcionamento das escolas e na vida diária das famílias. É um fenómeno cada vez mais frequente nas escolas portuguesas.

Segundo os subscritores do projecto, a resposta penal é a “última linha” para tentar resolver o problema da violência na escola, mas é importante para combater os actos de indisciplina e de grande violência física e psíquica nas escolas, como notou Alexandre Ventura, secretário de Estado da Educação.

A favor da criminalização está também o CDS/PP que defende que nos casos mais graves, deverá ser aplicável a quem de forma grave e reiterada infligir maus tratos, ofensas corporais, sexuais e outras contra membros da comunidade educativa.

Iniciativa inútil, no entender de João Oliveira, deputado do PCP, atendendo a que a lei actual já "permite a aplicação de medidas tutelares educativas" previstas na proposta do Governo.

Em vésperas da votação, as dúvidas subsistem. A violência na escola, no qual assume especial importância o bullying, deve ou não ser criminalizada?

Celso Manata, procurador coordenador do Tribunal de Família e Menores de Lisboa, não tem dúvidas: “Concordo. É altamente positivo porque nos vai permitir actuar em situações onde não podemos actuar de todo, embora não vá resolver totalmente o problema” explica, em declarações ao PÚBLICO.

Sucede que, no caso dos menores entre os 12 e 16 anos que pratiquem factos considerados crimes é aplicável a lei tutelar educativa. Por isso, os comportamentos que não estiverem previstos no Código Penal não podem ser alvo de responsabilização por aquela lei, esclarece o magistrado.

Por outro lado, nota, em muitos casos é necessária queixa por parte do ofendido para que seja aplicado procedimento disciplinar. E a experiência, mostra a Celso Manata, que frequentemente as pessoas não apresentam queixa ou desistem dela.

Em muitos casos não é assim “legalmente possível actuar de forma consistente e consequente no momento em que o jovem pratica o facto”, esclarece o responsável pelo Tribunal de Menores, explicando porque com a criminalização “estamos a ir ao mais importante”.

Manata chama ainda a atenção para o facto de o bullying se revestir de várias formas e não se circunscrever ao espaço da escola, estendendo-se a muitos outros locais, como ao sector militar ou as instituições de acolhimento.

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Bully no Bullying


Obrigada Amigos pelos comentários e emails deixados aqui no blog BULLY NO BULLYING e em minha caixa de mensagens!!!
 Fico muito contente em poder ajudar um pouquinho todos aqueles que desejam saber mais sobre bullying. 
Gostaria que enriquecessem o blog com dicas de leituras, podem postar parte do tcc de vocês e mais, podem contar suas experiências com o combate ao bullying aqui no BLOG.
Mandem seus textos e uma mini apresentação de vocês para contato.bullying@yahoo.com.br ou 
carolina_giannoni@yahoo.com.br 
e eu publicarei aqui no blog com certeza!

Mais uma vez muito obrigada pelo apoio!!!

Grande abraço,

Carol.



Violência pelo Celular

Violência por celular já é fenômeno comum entre adolescentes


Parece difícil imaginar que as agressões, antes conhecidas somente como bullying, pudesse ganhar propagação ainda maior. É que 24,6% dos adolescentes entrevistados na pela Universidade de Valência, na Espanha, disseram já ter sido vitima de agressões por celular.

O cyberbullying é um fenômeno novo, as mensagens de texto são recebidas com tom de ameaças por celular. “Na grande maioria dos casos, esse tipo de ataque durava em torno de um mês continuamente”, explica Sofia Buelga, coautora do estudo.

Entre os dois mil adolescentes com idades entre 11 e 17 anos entrevistados, 24,6% receberam as ameaças por celular, já 29% via internet. Segundo os pesquisadores, o cyberbullying pode ser um problema passageiro para a maioria dos adolescentes, mas alguns entrevistados indicaram sofrer com um ataque desse tipo de violência virtual ao menos uma vez por semana.

Sobre a peculiaridade de a violência ser cometida por celular a autora explica: “esse tipo de
tecnologia está mais perto deles e estudos anteriores já mostraram que adolescentes entre 12 e 14 anos podem ter até mais de uma linha de celular disponível”, explica Buelga.
As meninas também sofrem mais esse tipo de violência virtual, aliás, mais do que os garotos, e as formas mais comuns são ofensas verbais, invasão de privacidade, rumores e fofocas e exclusão social.

Para a psicóloga Denise Marcon, tutora do
Portal Educação, o que acontece é que o mau uso destas ferramentas acaba gerando sofrimento e traumas às vítimas do cyberbullying. “É importante que os pais orientem seus filhos a utilizar a internet de forma positiva para não prejudicar as pessoas. Já no caso dos adultos que praticam este ato violento nos resta apenas pedir que tenham consciência e que repensem seus valores morais”, completa Marcon.

De acordo com a pesquisa, a prevalência do cyberbullying, dependendo do público pesquisado, pode variar entre 5% e 34%. Na Espanha, por exemplo, considera-se que esse tipo de violência é abaixo da média encontrada no continente europeu.

Fonte: http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=65117

 

sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Os pais na prevenção ao bullying

O texto abaixo é bem interessante e segue minha linha de pensamento. No meu livro: "Brincadeiras" que fazem chorar, há uma parte em que me dedico a conversar com os pais para ajudá-los a refletirem sobre o papel enquanto educadores. 
Para os pais que queiram educar seus filhos para a paz, longe do bullying e de outras violências, na segunda edição do livro "Brincadeiras" que fazem chorar, coloquei um capítulo sobre o bullying na educação infantil.
Disponibilizei este capítulo aqui no blog também, não deixem de ler!
Muito obrigada e boa leitura.

Carolina Giannoni Camargo   

Segue o texto como sugestão:

A mente de nossos filhos

RUTH DE AQUINO
é diretora da sucursal de ÉPOCA no Rio de Janeiro
raquino@edglobo.com.br

“Uma refeição por dia em família pode diminuir em até 80% o consumo de drogas entre os filhos – e também ajuda a combater a violência na rua, na escola e em casa.” A afirmação é do psiquiatra infantil Fábio Barbirato, autor do livro A mente do seu filho. Se as crianças aprendem por imitação, que modelos nós, os pais e mães modernos do século XXI, fornecemos em casa? O que ensinamos a nossos filhos? Temos tempo de transmitir algum valor ou de escutá-los?
Nunca foi fácil educar. A fronteira entre a autoridade e a compreensão é um aprendizado. Impor regras pode descambar para a repressão, a violência verbal, moral e física. Ser amigo pode descambar para a condescendência, a tolerância excessiva, a falta de limites. Qualquer dos extremos ajuda a formar crianças e adolescentes desequilibrados, inseguros, arrogantes e antissociais. Jovens batem nos colegas da escola, matam a pauladas torcedores de times de futebol adversários, espancam prostitutas, agridem homossexuais com lâmpadas fluorescentes, incendeiam mendigos, suicidam-se no trânsito. Ou mergulham em drogas que incapacitam para sempre, como o crack. “Infelizmente, de duas décadas para cá, os pais, para tentar se aproximar dos filhos, resolveram se tornar amiguinhos. Saem para a noite com os filhos, sentam em uma mesa de bar e bebem todas com eles”, diz Barbirato. Mães se vestem e falam como se tivessem a idade das filhas.
Você é daqueles que ensinam a seu filho que só os fortes sobrevivem? Quando seu filho é irresponsável, você suborna o policial que o flagrou? Minimiza e diz “Tadinho dele, não queria fazer aquilo”, ou pior, “Os outros mereciam mesmo”? Ser amigo é uma coisa. Ser cúmplice é outra. O bullying é apenas uma expressão de violência juvenil. O nome vem de bully, algo como valentão, na tradução do inglês. Nos episódios de bullying, há sempre um desequilíbrio de poder, que pode ter começado em casa, com a sensação de impunidade.
Por que dar um carro superpotente a alguém que acaba de fazer 18 anos? Sua prudência ainda está se desenvolvendo, diz Barbirato. “O menino pensa: meu pai bebe um pouquinho quando saímos e dirige – por que eu também não posso beber um pouquinho, como ele?” Nos anos 60, o jovem buscava nas drogas ilícitas algo para transcender. Hoje, sem causa ou ideologia, o jovem quer é ficar doidão para reduzir a ansiedade ou a melancolia, e por isso submerge no crack. É a crença da onipotência. E ele não consegue mais sair.
Se as crianças aprendem por imitação, que modelo os pais e mães modernos fornecem em casa?
Culpar o aumento de divórcios é uma saída simplista e preconceituosa. “Não são as separações amigáveis que concorrem para a violência. Falo sempre dos filhos daqueles casais que não sabem mais conversar, numa casa onde tudo acontece aos berros ou agressões. Atribuir a culpa à mãe que hoje precisa trabalhar fora é outra visão ultrapassada e machista demais.” Construir um senso de família vai além. Para educar, é preciso ter educação.
Já se tornou clichê valorizar a qualidade, e não a quantidade, de tempo com os filhos. Não há base estritamente científica para se afirmar que uma refeição por dia em família contribua para reduzir o desajuste dos filhos. Mas tendo a concordar com Barbirato. O convívio perdido à mesa é irreparável.
Sou mãe de dois filhos, separada, e lembro quando o mais velho, aos 18 anos, reclamou abertamente: “Mãe, nós não fazemos juntos nenhuma refeição por dia durante a semana”. Isso foi há uma década. Tive sorte, porque ele me chamou a atenção e porque desejava a minha companhia. Antecipei a hora de chegar do trabalho para poder jantar com os dois. É um momento para conversar sobre o dia. Confidências emergem. O diálogo se mantém olho no olho, e não por SMS ou e-mail. Temas polêmicos são discutidos. É hora de falar de valores, compartilhar verdades, mesmo incômodas. De preferência, com o celular desligado! Sem tuitar, sem dispersar. A indiferença com o outro me parece hoje um grande desagregador familiar. O vício da conexão nos desconecta uns dos outros dentro do que um dia se chamou de lar.
Em 2011, jante ou almoce com seus filhos em casa – e não só aos domingos.

A velha sentada - Livro

Olá Amigos, 

quero recomendar este blog, www.avelhasentada.blogspot.com, sobre um livro que fala de bullying. Dá para trabalhar com as crianças.... É da editora Uirapuru e pode ser comprado por R$32,50, o autor é o Lázaro Ramos.

Grande Abraço, Carol.

Em Portugal, criminalização do bullying

  foto

Aluno vítima de bullying transitou de ano e encontra-se integrado na Secundária

Por Miguel Ângelo

O Aluno que foi vítima de bullying, em Março deste ano, e que na altura frequentava a EB 2,3 de Lousada, encontra-se integrado e a frequentar o ensino Secundário.
José Jorge, considera que José Carlos, filho da companheira com quem vive, é hoje um aluno perfeitamente integrado, com excelentes notas e que readquiriu a vontade de voltar à escola.
"Ao contrário do que sucedeu no ano transacto em que era apontado como sendo um mau exemplo para toda a comunidade, um aluno desinteressado, com dificuldades em se relacionar com os colegas, este ano, graças ao seu empenho e ao nosso esforço, tem tido excelentes notas. Posso dizer que é um jovem diferente, que se encontrou consigo próprio e que gosta da escola que frequenta" afirmou a padastro.
A mesma opinião foi partilhada pela mãe, Isabel Fernandes, que culpabiliza o ambiente de agressividade a que o filho foi submetido, no ano transacto, como sendo um dos factores que mais condicionou o seu desenvolvimento cognitivo e o rendimento escolar. Ao TVS, recordou que as agressões a que o filho foi sujeito acabaram por ter consequências nefastas no próprio seio familiar, ao ponto do José Carlos transportar o ambiente de agressividade de que era vítima para casa. " Sempre foi uma criança muito tímida e reservada e de início não demos conta das agressões de que estava a ser alvo. Só mais tarde é que nos demos conta do que se estava a passar. Foi necessário o empenho de todos para ultrapassar esta situação. Passou horas e horas a estudar até tarde e isso implicou da nossa parte um esforço acrescido, um acompanhamento constante mas também uma responsabilização porque temos quatros crianças (duas minhas e duas do José Jorge). Desde sempre afirmamos que o José Carlos era uma criança inteligente e ele provou-o", adiantou.
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"Tanto eu como o José Carlos viemos de uma situação de violência doméstica”
Decorridos cerca de oito meses a progenitora mantém a convicção que esta situação deveria ter tido outro tratamento. "Tanto eu como o José Carlos viemos de uma situação de violência doméstica. A Comissão de Protecção de Crianças e Jovens em Risco (CPCJR) mandou-me fazer testes psíquicos e tratamentos, como se eu tivesse qualquer problema. O meu filho era agredido na escola e eu é que era má mãe. Por ter passado por uma situação de violência doméstica não significa que seja má mãe. Se fosse má mãe tinham-me tirado os meus filhos. Sou má mãe para um filho de 12 anos mas não para uma filha que tem cinco anos", esclareceu, ainda magoada.
Já o padrasto lembrou: "Uma criança que apresentou no fim do primeiro período dificuldades de compreensão oral, expressão escrita, domínio de funcionamento da língua, ritmo de aprendizagem e trabalho lento, incumprimento de tarefas escolares, desinteresse pelas actividades lectivas, hábitos e métodos de trabalho, entre outras, deveria ter sido enviada de imediato para a Protecção de Menores. "Mas estamos a falar de uma criança que foi massacrada durante um ano, foi impedida de almoçar durante vários dias, por "um grupo de três, quatro alunos".
José Jorge, empresário de refrigeração, lamentou, ainda, a forma como o enteado foi exposto aos agressores. Neste processo estranha, ainda, que ele próprio tenha sido alvo de uma queixa por pretensas declarações insultuosas. "Tenho a certeza que há mais situações como a do José Carlos, mas as pessoas têm medo de as expor. Era expectável que se tivesse actuado de outra forma e tivesse sido encontrada uma solução a contento de ambas as partes", salvaguardou manifestando-se a favor da criminalização do bullying, recentemente aprovada. "Deu-se um grande passo, mas importa investir na educação. Porque este é um problema que tem a ver com os valores".

Sobre a criminalização do bullying, ainda em Lousada, Portugal, vejam...

Pode levar à prisão se o agressor tiver mais de 16 anos

O Conselho de Ministros aprovou recentemente uma proposta de criminalização do bullying. A proposta será presente ao Parlamento com o objectivo de aprovação de uma lei sobre violência escolar e bullying. De acordo com a proposta, os alunos com idades entre os 12 e os 16 anos que pratiquem actos graves de violência na escola estão abrangidos pela nova tipologia e ficam sujeitos a medidas educativas tutelares. Se o agressor praticar agressões físicas e sexuais graves a moldura penal prevista oscila entre 1 a 5 anos. Se da acção do agressor junto da vítima resultar a morte desta última, a pena de prisão pode atingir os 10 anos. Nas situações em que se registe ou verifique ocorrer ofensas graves à integridade física, a pena de prisão pode ser agravada entre 2 a 8 anos.
Segundo o Ministério da Educação (ME), nas "situações menos graves" compete aos responsáveis escolares definir as sanções a aplicar ao agressor, que poderá passar pela sua suspensão. Se o crime for praticado por menores, jovens dos 12 aos 16 anos, a sanção prevista poderá passar pela implementação de medidas tutelares educativas. A criação da figura do novo crime de violência escolar tem como objectivo zelar pela manutenção necessária e promover a segurança do ambiente escolar. Neste âmbito vão ser realizados cursos de formação sobre violência e gestão de conflitos na escola.

Fontes:       http://www.jornaltvs.net/noticia.asp?idEdicao=208&id=32004&idSeccao=3272&Action=noticia 
  http://www.jornaltvs.net/noticia.asp?idEdicao=208&id=32002&idSeccao=3272&Action=noticia

quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Arte contra o bullying

Cordel vira arma contra bullying na rede escolar

Publicado em 17.12.2010, às 07h35

Do Jornal do Commercio
Para lembrar o primeiro ano de vigência da Lei contra o Bullying, a Confraria da Educação e a Faculdade Maurício de Nassau lançaram nessa quinta-feira (16) o cordel Bullying Escolar. A publicação busca esclarecer estudantes, pais e educadores sobre as medidas para prevenir e diagnosticar a violência nas escolas através de linguagem simples da cultura popular. No evento, também foram divulgados os resultados da pesquisa Bullying 2009/2010.

Com uma tiragem de 20 mil exemplares e mil cartazes de divulgação, a publicação será distribuída para as escolas privadas do Recife e da rede pública do Estado. Os interessados também podem conseguir um exemplar na sede da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Pernambuco (OAB-PE), na Rua do Imperador Pedro II, bairro de Santo Antônio, Centro.

Nos versos do cordel é abordada a questão da violência escolar, mostrando como ela acontece, sintomas que uma vítima de bullying apresenta e maneiras de prevenir. A questão do cyberbullying, que acontece na internet através das redes sociais, também é abordada na publicação.

Para o advogado Inácio Feitosa, um dos autores do cordel, a repercussão da cartilha será maior do que a que foi lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em outubro. “A cartilha do CNJ foi disponibilizada apenas pela internet, o que diminui muito o contato com a população, já que nem todos têm acesso a computador. Como a deles, a nossa pode ser baixada na internet, mas disponibilizamos também a versão impressa.” A ideia é levar o material para ser utilizado dentro das salas de aulas. “A linguagem do cordel é bem mais simples do que a de uma cartilha tradicional. O lirismo e os fatores culturais servem para facilitar o entendimento das pessoas e possibilitar, por exemplo, que professores utilizem a publicação em atividades escolares”, disse o advogado Isaac Luna, que também colaborou na elaboração do material.

Para massificar o acesso do cordel em todas as regiões do Estado, a OAB-PE vai disponibilizar exemplares nas 24 sedes da instituição distribuídas pelo interior. “Uma ação desse tipo não pode ficar focada apenas na Região Metropolitana. É preciso interiorizar a campanha, e é nesse sentido que a Ordem vai trabalhar”, disse o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano.

PESQUISA - Ontem também foram divulgados os resultados da pesquisa desenvolvida pela Confraria da Educação em parceria com o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau sobre bullying. As entrevistas foram realizadas com 2.350 estudantes do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes que participaram da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009 e 2010. No primeiro ano da pesquisa, apenas 50% dos entrevistados declararam já ter ouvido falar em bullying. Esse ano, o percentual aumentou para 73,8%. “Um dos fatores que proporcionaram esse aumento foi a cobertura de casos de bullying feita pela mídia”, explicou Inácio Feitosa, que coordenou a pesquisa. Esse ano, apesar da evolução, apenas 9% dos jovens afirmaram conhecer alguma instituição de ensino que adotou medidas para punir a prática de bullying.

Nota da Fundação Bradesco sobre o bullying

Confira na íntegra a nota da Fundação Bradesco sobre o caso:

"A temática do bullying é abordada de forma preventiva e amplamente discutida com os alunos das 40 unidades escolares da Fundação Bradesco em todo o Brasil.

Além disso, nossos educadores são orientados a manterem-se atentos para o caso de surgimento de qualquer indício ou comportamento desse tipo de conduta, tanto por parte de vítimas quanto de agressores.

Quanto ao presente caso, declaramos que o mesmo foi objeto de reflexão e ação de trabalho da equipe escolar, que adotou todos os procedimentos de intervenção, inclusive, envolvendo as famílias e os órgãos competentes para sanar a questão".

Nota divulgada por meio da assessoria de imprensa do Bradesco em São paulo.


Opinião de Claudio Aparecido Souto - sobre Fundação Bradesco

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    Defensor vê omissão do Estado em caso de "bullying"

    Violência contra P., 17, na Fundação Bradesco, em Cuiabá, é exemplo do descaso, diz Cláudio Aparecido Souto


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    ISA SOUSA
    DA REDAÇÃO

    A falta de uma legislação estadual específica para o bullying (palavra inglesa utilizada para descrever ações de violência física ou psicológica por motivos banais) pode ser um dos pontos essenciais no crescimento e/ou omissão dos casos em Mato Grosso.

    A opinião é do defensor público Cláudio Aparecido Souto, responsável pela defesa de P. S. P., 17, que, durante sete anos, sofreu violência verbal e física na Fundação Bradesco, no bairro Jardim Vitória, em Cuiabá.

    O caso da jovem, que foi matriculada na instituição em 2002 e, após dois anos, começou a ser apelidada de "balofa, sardenta, perebenta, Mafalda", dentre outros, faz parte de uma dura estatística brasileira: no país, um terço dos estudantes entre a 5ª e a 8ª séries do Ensino Fundamental já sofreu maus tratos.

    Os números, divulgados no primeiro semestre de 2010, são da Organização Não-Governamental Plan Brasil, que apontou ainda que 28% dos 5.168 entrevistados na pesquisa já tinham sido agredidos alguma vez.

    A região Centro-Oeste é a primeira em casos da violência, com 14% dos entrevistados confessando a prática de bullying, que só se caracteriza quando ocorre por mais de três vezes. O Sudeste aparece em segundo lugar, com 12,1%.

    Legislação no país
    Para o defensor Cláudio Souto, os atos violentos ocorrem por uma série de fatores que atuam em conjunto. Ele citou o Estado do Rio de Janeiro como exemplar, já que, em setembro do ano passado, uma lei foi sancionada para obrigar diretores de escolas públicas e particulares a notificarem a Polícia e o Conselho Tutelar, em casos de bullying.

    "Os pais têm que conhecer a realidade escolar de seus filhos, conhecer os amigos dos filhos, o comportamento dele na escola e em casa, se estão diferentes. Por outro lado, a escola não pode ser omissa, como ocorreu no caso da jovem P. S. P. Mesmo com os atos, não houve encaminhamento para secretaria da instituição e nem os pais foram chamados para conversar", afirmou Souto.

    No caso da lei no Rio de Janeiro, se a medida não for cumprida, os estabelecimentos podem pagar multas de três a 20 salários mínimos, pena prevista no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) para omissão em caso de maus-tratos. O texto abrange tanto agressões físicas contra os jovens quanto pressões psicológicas, sem restringi-las ao ambiente escolar.

    Em Cuiabá, o defensor propôs uma Ação de Indenização por Danos Morais contra a instituição de ensino pela inequívoca omissão quanto aos fatos, e explicitou que várias pessoas confirmam frequentes brigas na escola, sem nenhuma solução por parte da direção.

    Para ele, não resta dúvida de que houve o bullying: atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra ou outro.

    "O maltrato intimidatório o fará sentir dor, angústia, medo, a tal ponto que, em alguns casos, pode levá-los a consequências devastadoras como o suicídio. (...) Para que este tipo de violência diminua é necessária uma atuação mais forte da escola", cita trecho da ação.

    Caso P. S. P.
    A reportagem do MidiaNews tentou entrar em contato com a família de P. S. P., porém nem ela e nem seus familiares foram localizados.

    Fundação Bradesco
    Por meio da assessoria de imprensa, em São Paulo, a Fundação Bradesco afirmou que o bullying é tratado na instituição de forma preventiva em todas as unidades do país.

    A respeito do caso envolvendo a adolescente P. S. P., 17, em Cuiabá, a fundação informou que "houve reflexão e ação de trabalho da equipe escolar, que contou com intervenção, inclusive, da família".

    Fonte: http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=3&idnot=39377

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Caso de bullying na Fund. Bradesco

Mais sobre o caso da Fund. Bradesco: aqui nesta matéria diz ser uma escola particular, porém, devido ao restante da reportagem e a aparente igualdade nos dados descritos abaixo, acredito ser o mesmo caso.
Vamos aguardar para ver o resultado. 
Sei que a fundação Bradesco, aqui em Campinas, desde a época em que eu fiz minha monografia lá na Unicamp em 2006, já trabalhava este tema e sempre considerou importante a prevenção. 
Vejam a reportagem abaixo,
abraços Carol.

Uma jovem, que estudava em uma escola particular em Cuiabá, estava sofrendo frequente discriminação desde que foi matriculada na instituição, com 08 anos de idade, em 2002.
Quando ela tinha 10 anos, algumas alunas a apelidavam de “baleia, orca, tribufu”, humilhando-a perante os demais colegas, inclusive dentro da sala de aula. O tempo foi passando e as agressões não cessavam. Xingamentos como “perebenta e sarnenta” estavam causando constrangimentos perante o restante da classe. Também lhe chamavam de “X-9”, “Pamonha”, “Mafalda”, entre outros.
Ao receber ameaças na sala de aula, P.S.P. foi orientada por um professor a procurar a orientação pedagógica para relatar os fatos. Nenhuma providencia foi tomada e a ameaça se concretizou no horário de saída das aulas. Em torno de 15 meninas cercaram a estudante e lhe deram socos, chutes, puxão de cabelo e rasgaram-lhe a camiseta.
Os pais, assim que tomaram conhecimento dos fatos procuraram o diretor da escola para que fossem adotadas as providências necessárias, porém nada foi feito, nenhuma atitude foi tomada pela instituição de ensino.
Sem vislumbrar outros meios de resolver a situação, a família solicitou a transferência da aluna para outra escola e também buscou auxílio jurídico na Defensoria Pública, sendo atendida pela equipe multidisciplinar da Instituição.
Em consulta com a psicóloga, foi constatado que P.S.P. passa por um sofrimento psíquico grave, consequência dos fatos ilícitos praticados pelas outras alunas dentro e fora da escola.
O Defensor Público Cláudio Aparecido Souto afirma que está clara a prática de bullying: atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente, adotadas por um ou mais estudantes contra ou outro.
Assim, Souto propôs uma Ação de Indenização por Danos Morais contra a instituição de ensino pela inequívoca omissão quanto aos fatos, e explicitou que várias pessoas confirmam frequentes brigas na escola sem nenhuma solução por parte da direção.
“O maltrato intimidatório o fará sentir dor angústia, medo, a tal ponto que, em alguns casos, pode levá-los a consequências devastadoras como o suicídio. (...) Para que este tipo de violência diminua é necessária uma atuação mais forte da escola”, cita trecho da ação.
O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), no seu art. 5, é expresso no sentido de proibir qualquer forma de discriminação, violência, por ação ou omissão aos seus direitos fundamentais.
O Defensor Público deu à causa o valor de R$ 50 mil e afirmou que a indenização pleiteada, “além de buscar a reparação justa pelos danos causados, deve servir como reprimenda pelos atos praticados”.

FONTE http://www.onortao.com.br/ler.asp?id=39154 

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