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Violência pelo Celular

Violência por celular já é fenômeno comum entre adolescentes


Parece difícil imaginar que as agressões, antes conhecidas somente como bullying, pudesse ganhar propagação ainda maior. É que 24,6% dos adolescentes entrevistados na pela Universidade de Valência, na Espanha, disseram já ter sido vitima de agressões por celular.

O cyberbullying é um fenômeno novo, as mensagens de texto são recebidas com tom de ameaças por celular. “Na grande maioria dos casos, esse tipo de ataque durava em torno de um mês continuamente”, explica Sofia Buelga, coautora do estudo.

Entre os dois mil adolescentes com idades entre 11 e 17 anos entrevistados, 24,6% receberam as ameaças por celular, já 29% via internet. Segundo os pesquisadores, o cyberbullying pode ser um problema passageiro para a maioria dos adolescentes, mas alguns entrevistados indicaram sofrer com um ataque desse tipo de violência virtual ao menos uma vez por semana.

Sobre a peculiaridade de a violência ser cometida por celular a autora explica: “esse tipo de
tecnologia está mais perto deles e estudos anteriores já mostraram que adolescentes entre 12 e 14 anos podem ter até mais de uma linha de celular disponível”, explica Buelga.
As meninas também sofrem mais esse tipo de violência virtual, aliás, mais do que os garotos, e as formas mais comuns são ofensas verbais, invasão de privacidade, rumores e fofocas e exclusão social.

Para a psicóloga Denise Marcon, tutora do
Portal Educação, o que acontece é que o mau uso destas ferramentas acaba gerando sofrimento e traumas às vítimas do cyberbullying. “É importante que os pais orientem seus filhos a utilizar a internet de forma positiva para não prejudicar as pessoas. Já no caso dos adultos que praticam este ato violento nos resta apenas pedir que tenham consciência e que repensem seus valores morais”, completa Marcon.

De acordo com a pesquisa, a prevalência do cyberbullying, dependendo do público pesquisado, pode variar entre 5% e 34%. Na Espanha, por exemplo, considera-se que esse tipo de violência é abaixo da média encontrada no continente europeu.

Fonte: http://www.pantanalnews.com.br/contents.php?CID=65117

 

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