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Arte contra o bullying

Cordel vira arma contra bullying na rede escolar

Publicado em 17.12.2010, às 07h35

Do Jornal do Commercio
Para lembrar o primeiro ano de vigência da Lei contra o Bullying, a Confraria da Educação e a Faculdade Maurício de Nassau lançaram nessa quinta-feira (16) o cordel Bullying Escolar. A publicação busca esclarecer estudantes, pais e educadores sobre as medidas para prevenir e diagnosticar a violência nas escolas através de linguagem simples da cultura popular. No evento, também foram divulgados os resultados da pesquisa Bullying 2009/2010.

Com uma tiragem de 20 mil exemplares e mil cartazes de divulgação, a publicação será distribuída para as escolas privadas do Recife e da rede pública do Estado. Os interessados também podem conseguir um exemplar na sede da Ordem dos Advogados do Brasil - Seccional Pernambuco (OAB-PE), na Rua do Imperador Pedro II, bairro de Santo Antônio, Centro.

Nos versos do cordel é abordada a questão da violência escolar, mostrando como ela acontece, sintomas que uma vítima de bullying apresenta e maneiras de prevenir. A questão do cyberbullying, que acontece na internet através das redes sociais, também é abordada na publicação.

Para o advogado Inácio Feitosa, um dos autores do cordel, a repercussão da cartilha será maior do que a que foi lançada pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em outubro. “A cartilha do CNJ foi disponibilizada apenas pela internet, o que diminui muito o contato com a população, já que nem todos têm acesso a computador. Como a deles, a nossa pode ser baixada na internet, mas disponibilizamos também a versão impressa.” A ideia é levar o material para ser utilizado dentro das salas de aulas. “A linguagem do cordel é bem mais simples do que a de uma cartilha tradicional. O lirismo e os fatores culturais servem para facilitar o entendimento das pessoas e possibilitar, por exemplo, que professores utilizem a publicação em atividades escolares”, disse o advogado Isaac Luna, que também colaborou na elaboração do material.

Para massificar o acesso do cordel em todas as regiões do Estado, a OAB-PE vai disponibilizar exemplares nas 24 sedes da instituição distribuídas pelo interior. “Uma ação desse tipo não pode ficar focada apenas na Região Metropolitana. É preciso interiorizar a campanha, e é nesse sentido que a Ordem vai trabalhar”, disse o presidente da OAB-PE, Henrique Mariano.

PESQUISA - Ontem também foram divulgados os resultados da pesquisa desenvolvida pela Confraria da Educação em parceria com o Instituto de Pesquisa Maurício de Nassau sobre bullying. As entrevistas foram realizadas com 2.350 estudantes do Recife, Olinda e Jaboatão dos Guararapes que participaram da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009 e 2010. No primeiro ano da pesquisa, apenas 50% dos entrevistados declararam já ter ouvido falar em bullying. Esse ano, o percentual aumentou para 73,8%. “Um dos fatores que proporcionaram esse aumento foi a cobertura de casos de bullying feita pela mídia”, explicou Inácio Feitosa, que coordenou a pesquisa. Esse ano, apesar da evolução, apenas 9% dos jovens afirmaram conhecer alguma instituição de ensino que adotou medidas para punir a prática de bullying.

Um comentário:

  1. Quase 74% dos alunos viram alguma forma de bullying acontecer na escola, e so 9% viram medidas de combate! Eh um absurdo q faz com q cada vez mais todos fiquem livres para perpetuar a pratica violenta nos espaços escolares.

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