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terça-feira, 8 de abril de 2014



  O Alvo precisa de ajuda.
O Autor precisa de ajuda.
O Espectador precisa de apoio e de CORAGEM.

Todos contra o Bullying!!!
Blog Bully: No Bullying.

Ovo de Páscoa "Bis XTra+Chocolate" e sua relação com o bullying.

 Matéria de :



Patrícia Belo Do G1 dos Vales de Minas Gerais

Ovos que incitariam bullying são retirados dos mercados de Ipatinga

Supermercados da cidade retiraram produto das pateleiras.
Em nota, Lacta informa que optou pela remoção da cartela de adesivos.

Patrícia Belo Do G1 dos Vales de Minas Gerais
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Supermecados retiraram o produto das vendas.  (Foto: Patrícia Belo / G1) 
Supermecados retiraram o produto das vendas. (Foto: Patrícia Belo / G1)
A vereadora Lene Teixera (PT) solicitou, nessa sexta-feira (4), ao Programa de Proteção ao Consumidor de Ipatinga (Procon), a retirada de circulação na cidade de todos os ovos de páscoa da linha Bis XTra+Chocolate, fabricados pela Mondelez Brasil e comercializados pela Lacta. Segundo a denúncia da parlamentar, o produto incita à prática de ofensas gratuitas, o chamado bullying. O mesmo produto foi retirado dos supermercados em outras cidade do país.
Alguns suspermecados da região informaram que o chocolote foi retirado das prateleiras na semana passada.
A embalagem é personalizável e vem acompanhada por adesivos que propõe que o consumidor “sacaneie seu amigo”. Entre os dizeres estão expressões como "morto de fome", "fanfarrão", "exibido" e "nerd".

Em Ipatinga, a denúncia foi entregue ao coordenador do Programa de Proteção, Guido Leal Filho. O Procon estadual e ainda a Promotoria de Defesa do Consumidor do Ministério Público de Minas Gerais também foram oficiados sobre o fato.
Vereadora considera ofensivo as frases descritas no ovo de páscoa (Foto: André Almeida / Assessor Parlamentar ) 
Vereadora considera ofensivo as frases descritas
no ovo de páscoa (Foto: André Almeida /
Assessor Parlamentar )
De acordo com Lene, é preciso que qualquer prática que incite a violência seja combatida. “Numa época em que se discute tanto a questão do bullying na sociedade, um produto com uma embalagem dessas é um retrocesso”, afirma.
O ovo de páscoa está sendo vendido em diversos supermercados da região e lojas de departamento somente no peso de um quilo por um preço médio de R$ 90,00.
Repercusão
No Rio de Janeiro, a Secretaria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor também acionou a marca Lacta e suspendeu a venda do produto, determinando ainda a apreensão dos ovos de páscoa da linha Bis XTra+Chocolate.
De acordo com a decisão do órgão, a campanha publicitária do produto e a mensagem transmitida em sua embalagem incentivam a discriminação entre crianças e adolescentes. A Secretaria determinou que as vendas do ovo ficarão suspensas até que a mensagem em sua embalagem seja alterada e deixe de conter textos de incitação ao bullying.
Em nota, a empresa Lacta informou que em relação à iniciativa do Procon-RJ, envolvendo o ovo Bis Xtra, a Mondelēz Brasil informa que, após diálogo com o órgão, foi encontrada uma alternativa considerada viável para a manutenção do ovo nas lojas.
Ainda segundo a nota, conforme o acordo e por questões operacionais, a empresa optou pela remoção da cartela de adesivos. "Nas redes sociais e em outros meios, recebemos muitas manifestações positivas e de apoio à brincadeira proposta pelo produto. E a Mondelēz Brasil deixa claro que respeita os que entenderam de forma diferente e que sempre está disponível para debater todos temas que as autoridades ou os consumidores considerarem relevantes", diz a empresa.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Auto-Bullying ?!

Auto Bullying? Como assim? Existe mesmo?

Pessoal, quando li a matéria a baixo, logo pensei: Mais confusão? NÃO!! Por favor!!

O bullying já está super descentralizado no quesito: definição. Tudo é bullying, banalmente "diagnosticado".

A matéria é séria e interessante. Mas essas pessoas não praticaram o "auto-bullying". Não acredito que isso exista. 
O bullying é praticado por um agressor, e o alvo pode ter como consequência uma baixa auto estima tão séria a ponto de falar mal de si mesmo. Acredito na veracidade dos casos e encaro essas ações como CONSEQUÊNCIAS do bullying e NÃO auto bullying. 
Leiam vocês mesmos: 

Fonte:
http://diariodigital.sapo.pt/news.asp?id_news=673390

Jovens com baixa auto-estima praticam auto-bullying na Internet para sair do anonimato

Estudos norte-americanos detectaram uma tendência crescente entre jovens: a de criar identidades falsas online que são usadas para a prática de bullying cibernético contra si mesmo. Essas pesquisas constataram que parte dos casos de ataques com críticas e abusos contra uma determinada pessoa na Internet foram cometidos pela própria vítima.

O Massachusetts Agression Reduction Centre (MARC), por exemplo, entrevistou 617 estudantes e descobriu que 9% deles tinha praticado o «autobullying» anónimo. «Pouca gente imaginava que adolescentes pudessem tentar sair do anonimato dessa forma», diz a especialista em cultura jovem e tecnologia Danah Boyd, professora-assistente em redes sociais, cultura e comunicação da Universidade de Nova Iorque e uma das primeiras a chamar atenção para o fenómeno.

Um dos exemplos é o de Ellie, nome fictício para uma adolescente que começou a praticar o «cyberbullying» contra si mesma, quando tinha apenas 15 anos. A sua história veio à tona depois de ter entrado em contacto com uma ONG britânica que lida com casos de autoflagelação, a Self Harm. Ellie permitiu que o seu caso fosse relatado pela BBC. A adolescente criou vários perfis fictícios online, que usava para publicar mensagens abusivas nas suas páginas nas redes sociais. «Os posts diziam que eu era feia, inútil, ninguém me amava...coisas que eu achava de mim mesma. Se eu visse preto no branco, vindo de outras pessoas, saberia que devia ser verdade», contou.

Outro caso semelhante foi o de Ben, de 16 anos, que também procurou a ONG para pedir ajuda. Ele publicava perguntas pessoais com o objectivo de obter respostas negativas, perguntas como «sou atraente?». As respostas abusivas reforçavam o que ele sentia. «[Isso] convencia-me de que eu era mau como pensava, que eu não estava a imaginar», disse Ben.

Segundo a directora da ONG, Rachel Welch, o problema é recente e é preocupante. «Pode não deixar lesões visíveis, mas precisa de ser reconhecido como um risco emocional real para jovens que já têm uma visão de si mesmos muito prejudicada», afirmou.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Campanha Francesa contra bullying.

Fonte: http://www.portugues.rfi.fr/franca/20131126-franca-lanca-campanha-nacional-contra-bullying-nas-escolas-e-redes-sociais

França lança campanha contra "bullying" nas escolas e redes sociais 

Adriana Moysés
 
O governo francês lança hoje uma campanha nacional contra o "bullying" de crianças e adolescentes nas escolas e na internet, um fenômeno que ultrapassou as quadras de recreação e já provocou o suicídio de vários menores nos últimos tempos. A campanha alerta contra as humilhações veiculadas nos celulares e nas redes sociais, principalmente no Facebook.



O ministério francês da Educação quer estimular professores e pais a agir contra o "bullying" (do inglês bully = “valentão”) e ao mesmo tempo incentivar os adolescentes a romper o silêncio. Os vídeos da campanha, feitos dentro de salas de aula, mostram crianças e adolescentes que passaram pelo problema. Eles dizem que preferiam ter sido protegidos e que a comunidades educativa, os pais e testemunhas podem e devem ajudar as vítimas.


Mais da metade das agressões observadas na França envolvem adolescentes de 12 a 14 anos, sendo que as meninas são as primeiras vítimas. As formas de assédio mais comuns são a publicação de fotos íntimas dos jovens sem o seu consentimento na internet, comentários ofensivos sobre a aparência física dos estudantes, xingamentos e outros insultos verbais, além de agressões físicas intencionais e repetitivas. Muitas vezes o "bullying" acontece sem motivação evidente, mas causa dor, angústia e até atitudes desesperadas como o suicídio dos jovens.


Os alunos que testemunham o "bullying" convivem com a violência e frequentemente se calam com medo de se tornar as “próximas vítimas” do agressor. Segundo especialistas, as crianças ou adolescentes que sofrem "bullying" podem se tornar adultos com sentimentos negativos e baixa autoestima.


Na França, os professores são acusados de passividade diante do fenômeno. Especialistas reconhecem que as fronteiras entre a escola e a vida familiar são porosas. Uma briga que começa na escola pode continuar até a madrugada na cama do adolescente, nas mensagens de celular e redes sociais. Os pais, que poderiam exercer um papel fundamental de proteção, muitas vezes desconhecem a situação.


Os dados sobre o número de alunos franceses vítimas de "bullying" varia, segundo a fonte. A ensaísta Catherine Blaya, autora de uma síntese internacional sobre as atitudes de risco e a violência dos adolescentes na internet, calcula que 6% dos estudantes franceses são vítimas de "bullying" no espaço virtual. A associação "E-Enfance" (e-infância), que propõe uma plataforma de escuta para as jovens vítimas e faz um trabalho de sensibilização nos colégios, afirma que há dois anos o "bullying" atingia 15% da população escolar do ensino médio e hoje pulou para 22%.

sábado, 23 de novembro de 2013

Menor salário para os alvos de bullying.

PESQUISA 21/11/2013 - 17h45

Vítimas de bullying na infância ganham salários menores na vida adulta


AFP

Uma pesquisa realizada pela Universidade Anglia Ruskin, no Reino Unido, revelou que vítimas de bullying (seja ele físico ou psicológico) ganham salários menores do que a média.

Segundo os cientistas, as pessoas afetadas por esse tipo de violência chegam a ganhar 2,1% a menos do que profissionais que nunca vivenciaram esse tipo de trauma. Além disso, 3,3% tem menos probabilidade de serem contratados e 4,1% tem uma dificuldade maior em participar do mercado de trabalho (seja trabalhando ou procurando emprego).

"O estudo sugere que os adultos que sofreram bullying na infância são propensos a desenvolver depressão, ansiedade, transtorno de personalidade", declarou Drydakis, condutor da pesquisa.

Para homens heterossexuais e imigrantes que sofreram bullying na infância, o salário chega a ser 4,1% e 6,1% menor. Já para gays e lésbicas, o número pode ter 12,4% de diferença. 

"A maior parte do que se fala economicamente sobre a determinação dos salários se concentra nas variáveis tradicionais de capital humano, como educação e habilidades. Entretanto, como os efeitos do bullying podem afetar o futuro emprego dos indivíduos, isso deveria ser de maior interesse para os economistas", alertou Drydakis. 

Fonte: http://www.opovo.com.br/app/maisnoticias/mundo/2013/11/21/noticiasmundo,3166470/vitimas-de-bullying-na-infancia-ganham-salarios-menores-na-vida-adulta.shtml

O que acharam? 
Concordam?

Bully: No bullying.

quinta-feira, 21 de novembro de 2013

... sobre bullying!

Eu ganhei de presente, em 2005, o livro "Fenômeno bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para paz" escrito pela Cleo Fante. 

O interesse pelo assunto foi grande! Primeiro, porque me identifiquei muito com o tema, até então não sabia o que era bullying, mas já tinha vivido a experiência de ser alvo (vejam aqui meu depoimento: depoimento ). Segundo, porque eu estava pensando em um tema para meu TCC e pronto, encontrei naquele momento! 

Nunca mais parei de estudar sobre o tema. Depois disso vieram grandes trabalhos como o blog, artigos publicados, meu livro "Brincadeiras que fazem chorar", 2009 e 2010, entrevistas, Semeare, e muito mais. 

A Cleo Fante é muito competente no que faz, por isso segue um vídeo dela que resume o fenômeno bullying, legal para introduzir o assunto nas escolas. Espero que gostem!!


terça-feira, 19 de novembro de 2013

Bullying se combate com bullying?

Pessoal,

Eu li que no programa Malhação está rolando mais uma história de bullying. Um garoto cometia bullying contra seus colegas até o dia que alguns alunos descobriram que seu pai era gay. Logo, o autor de bullying vira motivo de piadas e torna-se, entao, o alvo das gozações. Segundo o programa, o feitiço virou contra o feiticeiro.

O que acham disso?

Essa é a melhor solução?

Vocês acham que dessa maneira a novela incentiva ainda mais o bullying?

Que tal levarem essa reflexão para a escola e debatê-la com outros colegas e professores!?

Aqui no Blog você encontrará muito material para essa discussão, aproveitem!!


Segue o link da novela...

http://tvg.globo.com/novelas/malhacao/2013/Vem-por-ai/noticia/2013/11/e-o-feitico-virou-contra-o-feiticeiro-sidney-sofre-bullying-na-escola.html


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Bullying no quintal de casa!

Você está em casa tranquilo e acha que seu filho brinca lá fora seguro, longe do perigo. Quem mora em prédio ou em condomínios de casa deve estar atento com a postura de seus filhos ao chegarem em casa depois da brincadeira. 

Observar o comportamento deles é o primeiro passo pra identificar se seus filhos estão envolvidos com o bullying, seja como autor ou alvo desse fenômeno.

Segue um cartaz sobre o bullying no condomínio, que vocês podem imprimir e colocar no mural de avisos ou na portaria de onde moram.

Mais dúvidas, entrem em contato!!!



Novas postagens!!!

Oi pessoal!!!
Estou de volta com as publicações!!
Foram tantas mudanças! Mudei de cidade, de país, meu terceiro filhote nasceu, enfim, foram muitos momentos que exigiram uma dedicação total da minha parte.
Mas estudar sobre o bullying é uma das partes que mais gosto em minha vida e contribuir com aqueles que precisam de ajuda é uma satisfação enorme para mim.
Obrigada a todos pelo carinho, pelas mensagens, emails, e mesmo sem escrever no blog nos últimos 18 meses, descobrir que vocês estão aqui, presentes, buscando ajuda ou material para o trabalho escolar, é algo animador! Afinal, são mais de mil acessos diários! Juro que não esperava... Mais uma vez obrigada.
Então vamos lá! Vamos juntos combater esse mal que não tem graça nenhuma!

Bully: no Bullying!


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Entrevista com o Professor Neemias Moretti Prudente - JR

Olá Pessoal

Nesta semana, posto uma entrevista exclusiva sobre Justiça Restaurativa, que o professor Neemias Moretti Prudente fez para o Blog Bully No Bullying. 
Agradeço ao professor esta oportunidade de esclarecer e divulgar este assunto tão importante para as escolas!
Segue a entrevista:


  NEEMIAS MORETTI PRUDENTE
  Mestre em Direito Penal pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP/SP). Especialista em Direito Penal e Criminologia pelo Instituto de Criminologia e Política Criminal e Universidade Federal do Paraná (ICPC/UFPR). Especializando em Direito Penal e Processo Penal pelo Instituto Paranaense de Ensino (IEP/PR). Professor de Ciências Criminais. Estagiário do MP/PR. Membro de vários institutos ligados a Ciências Criminais. Membro do Corpo Editorial da Revista SÍNTESE de Direito Penal e Processual Penal, entre outros. Palestrante em Congressos e Universidades em todo o país. Autor de diversos artigos em revistas e jornais especializados nacionais e estrangeiros. É coautor dos livros: “Cultura de paz: restauração e direitos” (UFPE, 2010) e “Justiça restaurativa e mediação: políticas públicas no tratamento dos conflitos sociais” (Unijuí, 2011). É organizador e coautor do livro: Monitoramento Eletrônico em Debate (Lumen Juris, 2012). É autor do livro “Introdução aos Fundamentos da Vitimologia” (Atlas, 2012, no prelo). E-mail: neemias.criminal@gmail.com. Acompanhe meus Blogs: infodireito.blogspot.com e justicarestaurativaemdebate.blogspot.com; Siga-me no Twitter: @neemiasprudente e me encontre no Facebook: facebook.com/neemiasprudente



1.Bully No Bullying: O que é Justiça Restaurativa?

A Justiça Restaurativa é uma forma pacifica de resolução de conflitos, onde as próprias partes afetadas/interessadas por um conflito (vítima, infrator e, quando apropriado, membros da comunidade) participam ativamente na resolução deste conflito, geralmente com a ajuda de um facilitador capacitado.

2.Bully No Bullying: Quando o bullying deve se tornar um caso de polícia?

O bullying deve tornar-se um caso de polícia quando não resolvido por meios alternativos ao sistema tradicional de justiça. Quando a justiça restaurativa (ou outras medidas alternativas) não conseguir resolver o conflito, deve-se recorrer à velha e necessária justiça tradicional. Todavia, embora as respostas repressoras/punitivas (como a expulsão de alunos agressores ou recorrer ao judiciário) são válidas, nem sempre (ou, na maioria das vezes) é a solução mais adequada, por isso devem ser evitadas, tanto quanto possível. Agora, o bullying existe, é danoso e não pode ser admitido – necessita de respostas, e a justiça restaurativa é uma delas (e não somente).

3.Bully No Bullying: Quando a Justiça Restaurativa pode ajudar nos casos de bullying?

O bullying é uma forma de conflito que ocorre no ambiente escolar, e como qualquer conflito, a justiça restaurativa se apresenta como um mecanismo eficaz para a resolução de tal conflito. Nos casos envolvendo bullying, as práticas restaurativas (v.g. mediação, conferências familiares, círculos) proporcionam a vítima, agressor e outros afetados/interessados no caso (testemunhas, familiares, amigos, comunidade escolar), a oportunidade de se reunirem, exporem os fatos, dialogarem sobre os motivos e consequências do ato, visando identificar as necessidades e obrigações de ambos. A vítima pode dizer que a atitude a incomoda e que está mal com isso. O agressor é levado a entender o que ocorreu, conscientizando-se dos danos que causou a vítima (v.g. material, psicológico) e, a partir daí, tende a assumir a responsabilidade por sua conduta, reparando o dano (lato sensu), inclusive cessando a agressão. Em seguida, firma-se, então, um acordo/compromisso. Em muitos casos é possível o arrependimento, a confissão, o perdão e a reconciliação entre as partes. O encontro é acompanhado por um facilitador capacitado para esta prática (v.g. professor, aluno, assistente social, psicólogo), que tem como objetivo ajudar as partes a se entenderem, refletirem e chegarem a uma solução para o caso. Enfim, com a justiça restaurativa, escolas aprendem que, em vez de punir, é melhor dialogar para solucionar os conflitos. 
Imagina a cena. Um aluno ofende um colega de sala com um apelido humilhante, repetidamente. Pouco tempo depois, a pedido da vítima, os dois se reúnem na presença de outras pessoas (famílias, professores etc.) e, após das devidas desculpas, é feito um acordo para que o confronto não volte a acontecer. Sem mágoas. Isso é possível? Sim, com a Justiça Restaurativa (caso real).

4.Bully No Bullying: Você acredita que as escolas possuem recursos para resolver os casos de bullying?

De forma alguma, as escolas não estão preparadas nem possuem recursos (v.g. físicos e materiais) para resolver os casos de bullying. Mais triste ainda é saber que a maioria das escolas dizem que “aqui não há bullying”. Na verdade, a escola (em sua maioria) não conhece o assunto, e quando conhece não desenvolve programas antibullying. Inclusive e infelizmente, as escolas que afirmam que lá não ocorre bullying é provavelmente aquela onde há mais incidência desta prática.

5.Bully No Bullying: O que acha das leis que surgem para punir autores destas agressões?

As respostas repressivas/punitivas não são as melhores, principalmente para os casos de bullying, onde a maioria dos agressores são crianças e adolescentes (partindo do princípio que o bullying ocorre tão e somente no ambiente escolar). Todavia, não há ainda, no ordenamento jurídico brasileiro, norma específica para punir os casos de bullying. O que há é legislação (civil, criminal, administrativa) que pode ser aplicada aos casos de bullying (por exemplo: na área cível, podemos falar em ação de danos morais e matérias; Na área administrativa, podemos falar em expulsão; Na área criminal, podemos falar em injúria, difamação, ameaça, lesão corporal, homicídio, extorsão, furto, roubo, estupro, constrangimento ilegal, entre outros). Condutas estas que estão previstas na legislação em regência e podem, também, ser aplicadas em casos de bullying.
De acordo com o anteprojeto do Novo Código Penal (em tramitação na Câmara dos Deputados), a prática de bullying pode virar crime. A prática de bullying, que será considerada no anteprojeto “intimidação vexatória”, terá pena de um a quatro anos de prisão. Pela proposta, pratica o crime quem “intimidar, constranger, ameaçar, assediar sexualmente, ofender, castigar, agredir ou segregar “criança ou adolescente “valendo-se de pretensa situação de superioridade. O crime pode ser realizado por qualquer meio, inclusive pela internet (cyberbullying). Se o crime for praticado por menores, em caso de condenação, lhes serão aplicadas medidas sócio-educativas, previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Também, podemos citar o Projeto de Lei n.º 3036/2011, que obriga as escolas a instituir comissão antibullying (atualmente tramitando na Câmara dos Deputados).
Por fim, embora nota-se um avanço no trato da matéria, é preciso comprometimento das autoridades para com o bullying, bem como políticas públicas e investimentos em sua contenção e prevenção. Além de ser imprescindível para tudo isso, a criação de uma legislação especifica que trate do bullying.

1ª parte - Era uma vez uma história de bullying

Quem continua a história?
Envie para carolina_giannoni@yahoo.com.br ou deixe um comentário! Mais detahlhes no link:

"Sou aluna da quinta série e gosto de estudar na minha escola. A turma é legal, minhas amigas são demais, tem uns meninos bobos, que ficam zoando e mexendo com a classe, mas eu nem ligo. Quem liga para isso, acaba se dando mal.
Um dia me candidatei a representante de sala, e ganhei. Eu não sabia que essa responsabilidade poderia mudar a história de muita gente.
Tudo começou quando...”

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