domingo, 7 de novembro de 2010

Aconteceu ... e agora?

O que de fato posso fazer para combater o fenômeno? Existem estratégias para a prevenção do bullying? O aluno deve resolver sozinho o seu caso de bullying?

O aluno não possui condições psicológicas para resolver um problema tão grande quanto o bullying. O alvo encontra-se abalado e fragilizado, e o autor está envolvido demais com as agressões, que não pensa nem nos afazeres escolares, quanto mais em refletir sobre suas ações.
Por isso, definitivamente, os envolvidos precisam da ajuda de terceiros para conseguirem se livrar desses terríveis papéis.
As estratégias são inúmeras e todos podem ajudar. Pensando na prevenção e, também, no combate ao bullying, a escola deve:
·         Capacitar seus educadores, ajudando-os a identificarem e combaterem os casos dentro dos espaços escolares;
·         Fazer reuniões com os funcionários para que juntos busquem ações, dentro de suas práticas, para identificarem e prevenirem os casos;
·         Buscar um profissional especializado para fazer uma palestra aos pais e funcionários sobre o assunto;
·         Chamar os pais e mães para debaterem o assunto;
·         Palestras para os alunos;
·         Elaborar um projeto que envolva filme, teatro, pesquisas, elaboração de um estatuto contra o bullying e um canal para as denúncias anônimas, além da criação de comissão de alunos e assembléias;
·         Buscar apoio psicológico para os envolvidos e solucionar o caso assim que descoberto.
Os pais podem contribuir para a prevenção do bullying da seguinte maneira:
·         Educar seus filhos ensinando o respeito, a justiça e a cooperação;
·         Lendo sobre bullying;
·         Pedir a escola uma palestra sobre bullying;
·         Prestarem atenção no comportamento de seus filhos, buscando identificar possíveis mudanças e a causa delas;
·         Ser pais e amigos de seus filhos, criando como hábito o diálogo;
·         Estipular limite de tempo diário para o uso da internet;
·         Acompanhar o que seus filhos fazem na internet e ajudá-los a entender a seriedade do cyberbullying e de outras violências virtuais;
·         Assim que identificarem um possível envolvimento de seus filhos com o fenômeno, buscar ajuda da escola.
Os alunos podem:
·         Pedir um projeto sobre bullying para a escola;
·         Ler e se informar sobre o assunto;
·         Refletir sobre as gozações e chacotas referentes ao colega alvo de bullying e não levar adiante apelidos maldosos;
·         Pensar nas conseqüências antes de postar algum comentário ou foto na internet;
·         Denunciar aos pais, professores ou alguém que confie os casos de bullying presenciados ou sofridos.
Desse modo, podemos juntos diminuir os casos de bullying na escola evitando que as conseqüências cresçam atingindo a todos nós. Ajudar um envolvido pode salvar vidas.
Espero, por meio deste artigo, ter esclarecido algumas dúvidas existentes sobre este fenômeno.
O bullying está presente na escola, nos clubes, no trabalho e dentro das famílias. Ele não escolhe classe social, econômica, raça, cor ou etnia, o bullying acontece em todas as esferas.
            É preciso que haja a capacitação dos educadores no assunto para preveni-lo e combatê-lo. Afinal, não se trata de uma brincadeira.

Autoria Carolina Giannoni Camargo

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