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terça-feira, 7 de novembro de 2017

Foi bullying. Um breve comentário sobre o caso de Goiânia.

O caso chocou o país. No dia mundial de Combate ao bullying, um aluno atirou em seus colegas dentro da escola deixando mortos e feridos. A história se repete, os noticiários também, e aquela sensação de insegurança na escola volta a deixar docentes, coordenadores e pais preocupados.

O dia 20 de outubro de 2017 deixou marcas e também possibilitou uma série de pessoas a escreverem sobre bullying sem analisar corretamente o que é essa violência. Li textos muito bem escritos dizendo que "não foi bullying", que "agora tudo é bullying", etc. e tal. Achei super interessante ler estes textos para poder refletir mais e entender se de fato foi bullying ou não.



Minha conclusão é que sim, e agora vou explicar brevemente porquê o caso de Goiânia foi Bullying: 

"Bullying é uma situação de agressão física e/ou psicológica entre pares e possui características que o diferencia de outros tipos de violência existentes dentro das escolas, tais como: intencionalidade, frequência nas agressões, gratuidade e consequência." Carolina Giannoni Camargo

O garoto que atirou em seus colegas era chamado de Fedorento, conforme relatos de alunos da sua classe. É preciso entender que por trás de um apelido pode existir uma brincadeira e pode existir também uma violência. Então, como distinguir isso?

Quando o apelido é uma brincadeira, não há intenção de agredir ninguém e não existe consequências negativas. Um dos meus melhores amigos só atende pelo apelido, por exemplo.
Agora quando o apelido é violência, existe a intenção de ofender, e a repetição do apelido acontece justamente porque há evidências de que o alvo do apelido não gostou de ser chamado assim. Nestes casos os apelidos são pejorativos e a frequência desta agressão psicológica agrava as consequências para o alvo de bullying.

Quais seriam essas consequências?
Desinteresse pela escola, ansiedade, fobia social, transtornos alimentares, queda no rendimento escolar, pensamentos suicidas, estresse, depressão, assassinatos e suicídios são algumas das consequências sofridas por aqueles que são alvos de bullying na escola.

No caso do aluno que atirou na escola Goyases, em Goiânia, eu não possuo informações sobre o rendimento do aluno na escola, alterações comportamentais, tentativas de ajuda, etc.. O que gostaria de alertar é que o bullying é uma violência silenciosa e mascarada, que acontece debaixo de nosso nariz e precisa ser vista com mais atenção e responsabilidade. 


A Influência da família e seu papel na formação de autores e alvos de bullying.
Sobre esse tema, eu li que o jovem atirador era de uma família de policiais e que os assassinatos poderiam ser resultado de uma educação agressiva e autoritária. Não posso escrever nada sobre isso pois não possuo informações oficiais sobre a família. Mas quero dizer que não existe apenas um motivo para transformar alguém em alvo ou autor dessas agressões. Nós somos a soma de inúmeros fatores internos e externos e estamos sempre em transformação. Esse conjunto pode tirar o peso de culpar alguém pelo ocorrido, mas não tira a responsabilidade dos pais, educadores e da escola em estar atentos e agir contra o bullying.   
Sobre este aspecto - o que leva alguém a ser alvo ou autor de bullying? - temos muitos textos aqui no blog e  deixo 3 links para vocês iniciarem uma leitura: 




Para concluir eu posso dizer que o caso ocorrido em 20 de outubro de 2017, em Goiânia, foi bullying pois:

"Bullying é uma situação de agressão física e/ou psicológica
Foi bullying porque ocorreu violência psicológica;

"entre pares"
Foi bullying porque foi entre pares, ou seja, entre pessoas de igual hierarquia, no caso entre alunos de uma mesma escola;

"e possui características que o diferencia de outros tipos de violência existentes dentro das escolas, tais como: intencionalidade,"
Foi bullying porque o apelido "Fedorento" é pejorativo e o alvo de bullying demonstrou que não gostava dessa situação. A frequência desse apelido a intenção de provocar, ferir, chacotear, etc.;

"frequência nas agressões,
Foi bullying porque conforme relatos de seus colegas ele era chamado frequentemente de "Fedorento";

"gratuidade e"
Foi bullying porque o apelido Fedorento não surgiu após uma briga;


 "consequência."
Foi bullying porque como consequência ocorreram assassinatos, e o alvo de bullying dificilmente pensa de imediato nessa opção para resolver o problema, ou seja, já existiam consequências que não foram percebidas pelos seus pais ou professores.

Que fique o alerta:
·         Os autores de bullying precisam refletir suas ações e para isso precisam da ajuda de um adulto.
·  Os alvos de bullying precisam de amparo e ajuda para se fortalecerem psicologicamente, e para isso também precisam da ajuda de um adulto.
·         Os pais precisam saber identificar o envolvimento dos seus filhos com o bullying.
·         A escola precisa se capacitar e ter em mente que o bullying se previne e se combate diariamente. 

Queridos leitores do blog, já somos quase 900.000 por aqui, agradeço muito e de coração... juntos somos mais fortes!!! Divulguem nosso blog, nossa missão é ajudar!!! Quer saber como? O Blog está cheinho de artigos e dicas sobre o bullying. Mas tem mais aqui:
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