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quarta-feira, 24 de agosto de 2011

Ato Público contra o bullying em SP

Dia 27 de agosto acontece ato público contra bullying e a violência infantil na Av. Paulista

Fonte: http://bagarai.com.br/dia-27-de-agosto-acontece-ato-publico-contra-bullying-e-a-violencia-infantil-na-av-paulista.html

Ação marca o lançamento da campanha nacional que há 10 anos luta contra a violência à mulher, ao idoso e à criança. Em 2011, o projeto Quebrando o Silêncio enfatiza o combate ao bullying.
23 de agosto de 2011, Atitude
No dia 27 de agosto às 15h vai acontecer uma ação na Avenida Paulista, no pátio do Trianom Masp. A mobilização voluntária marca o lançamento da campanha nacional Quebrando o Silêncio em 2011. “Violência, acabe agora com isso” será o principal apelo estampado em faixas, placas e camisetas durante as ações contra o bullying.
A ação será feita por centenas de jovens voluntários, envolvendo flash mob, um mural manifesto e a distribuição, para quem interessar, de revistas com orientações, pesquisas e entrevistas sobre o tema. O projeto Quebrando o Silêncio acontece em parceria com a rede de Colégios Adventistas em São Paulo, envolvendo milhares de professores, pais e alunos das escolas no combate ao bullying.
Dados da pesquisa Bullying escolar no Brasil, publicada em 2010 pela ONG Plan Brasil, mostram que no país cerca de 70% dos estudantes dizem já terem presenciado cenas de violência em suas unidades de ensino. Ainda de acordo com o levantamento, quase metade dos estudantes do Sudeste do País (47%) já viu algum colega sofrer bullying, definido como uma agressão feita de forma sistemática, praticada pelo menos três vezes contra a mesma pessoa num mesmo ano.

Mural Manifesto

Um mural de 30 metros será exposto próximo ao Trianom Masp, onde vai acontecer a ação. Em apoio ao projeto, as pessoas poderão deixar a marca de sua mão, formando um grande símbolo contra a violência.
Autoridades civis, membros dos conselhos tutelares de São Paulo e especialistas no assunto foram convidados para participarem do manifesto.

Manifesto público

27 de agosto às 15h
Av. Paulista – Trianom Masp

Ações no semáforo

22 e 23/08 das 9h às 10h e das 15h às 16h
Av. Paulista – em frente ao Trianom Masp
Voluntários divulgando a campanha com a camiseta: “Bullying. Acabe agora com isso!”

Para participar

Os paulistanos também são convidados a juntarem-se ao grupo nesta manifestação. Basta vestir uma camiseta branca, levar os amigos e dizer não à violência. Mais informações podem ser encontradas no site da campanha.

Crimes na Internet - Leis



Lei de cibercrimes causa divergências em seminário na Câmara
24 de agosto de 2011 17h17 atualizado às 17h21Sitte: Terra 

Proposta do deputado Eduardo Azeredo voltou a causar polêmica em seminário na Câmara. Foto: Beto Oliveira/Agência Câmara Proposta do deputado Eduardo Azeredo voltou a causar polêmica em seminário na Câmara
Foto: Beto Oliveira/Agência Câmara

A Aprovação de uma lei que puna crimes cometidos na internet voltou a causar polêmica em um seminário promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática sobre o PL 84/99, projeto de lei do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que tipifica os crimes na rede. Para os chamados ativistas da internet livre, os crimes já podem ser punidos por meio da legislação atual. Eles defendem que primeiro seja aprovado o anteprojeto de marco civil da internet, que estabelece direitos e deveres de usuários e provedores de acesso - o qual deve ser enviado pelo governo ao Congresso nos próximos dias. Para advogados, juristas e delegados, porém, a nova lei é necessária, na medida em que a legislação atual não abarca os chamados "crimes de alta tecnologia". As informações são da Agência Câmara.
O desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), Fernando Botelho, destacou que crimes comuns cometidos por meio da internet - contra a honra, pedofilia e "ilícitos matrimoniais", por exemplo - não demandam nova legislação. Atualmente, "99% dos crimes comuns já recebem punição; já os crimes de alta tecnologia têm recebido muitas vezes absolvição por dúvida", informou o desembargador. "Os tipos penais têm que ser precisos para que haja punição; é inaplicável a analogia", complementou.
O mestre em Direito Paulo Rená criticou a redação do projeto. "Em vez de "difusão de código malicioso em sistema informático", como está na proposta, melhor seria escrever "difusão de vírus por meio de computador". Para Rená, "a tipificação no projeto é vaga e pode abarcar outras condutas, causando sensação de insegurança nos internautas", afirmou. O presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Informática (IBDI), Omar Kaminski, também considera os tipos de pena "excessivamente abertos", causando insegurança jurídica e desestímulo à inovação.
Guarda de logs
O deputado Newton Lima (PT-SP) saudou a chegada ao Congresso do anteprojeto de marco civil da internet. "Isso coloca ordem na discussão", disse. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou ontem que o marco civil será encaminhado à Câmara nos próximos dias. Já o relator do PL 84/99 na Comissão de Ciência e Tecnologia, deputado Eduardo Azeredo, afirmou que o marco civil não é um contraponto a essa proposta, mas um complemento. "O único ponto de choque entre as propostas é o tempo de guarda de dados de conexão pelos provedores", informou.
A guarda dos dados de conexão dos usuários por um período de três anos voltou a gerar polêmica no seminário. O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Luiz Fernando Moncau criticou a extensão do prazo previsto para a guarda de logs pelos provedores. Segundo ele, a União Europeia determina a guarda dos dados por prazo de seis meses a dois anos. "Para termos segurança, não precisamos abrir mão da privacidade", afirmou. As informações são da Agência Câmara.
O deputado Emiliano José (PT-BA) informou que, na Alemanha, a guarda de dados foi considerada inconstitucional. Segundo ele, dados mostram que a apuração dos crimes naquele país melhorou depois que a guarda de logs cessou. O parlamentar também criticou a extensão do prazo para a guarda previsto no na proposta. "Se houver guarda de dados no prazo, que seja por seis meses", disse. Por outro lado, o chefe da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, Carlos Eduardo Sobral, afirma que esses dados seriam essenciais para a investigação. "Sem esses dados, sequer é possível iniciar o procedimento investigatório", disse. Segundo ele, a guarda de dados de conexão (data de acesso e endereço de IP do usuário) não deve ser confundida com o monitoramento do tráfego do usuário.
Abaixo-assinado
Organizações sociais representadas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) entregaram aos deputados Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Luiza Erundina (PSB-SP) um abaixo-assinado com 350 mil nomes repudiando o PL 84/99, que, segundo eles, é uma grave ameaça aos direitos e liberdades na internet.
Eduardo Azeredo disse que toda discussão é válida, mas que a tendência como relator é deixar o texto como está. "O projeto já está na fase final. A Câmara aprovou em 2003, o Senado em 2008. Estamos discutindo apenas as alterações feitas pelo Senado. Pelo Regimento Interno, nesta altura só é possível fazer exclusões", afirmou, segundo a Agência Câmara.

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Justiça Restaurativa: aposta certa!

Justiça restaurativa é alternativa para lidar com bullying

Na visão de pesquisadores, evitar medidas socioeducativas convencionais e punitivas nesse tipo de caso mostra resultados mais positivos

Por: Luiz Braz, para a Rede Brasil Atual
Publicado em 07/08/2011, 15:55
Última atualização em 08/08/2011, 00:09

Justiça restaurativa é alternativa para lidar com bullying
Detalhe da capa do folder de orientação sobre práticas de prevenção ao bullying escolar (©Divulgação)
São Paulo – Um grupo de estudantes e professores de uma escola da capital paulista, descontentes com o comportamento agressivo de um aluno, solicitou à direção que organizasse um encontro entre os colegas de classe, os pais e até os avós do jovem, para uma conversa de esclarecimento.
O que pareciam atitudes gratuitas tinham, como pano de fundo,  a própria vida do protagonista dos atos violentos, filho de casal separado, que cresceu sem contato com o pai. A conversa sincera e aberta teve um caráter catártico e até terapêutico, que permitiu a reorganização do núcleo familiar e até mesmo a reaproximação com os colegas.
A história, narrada por Neemias Prudente, membro e fundador do Instituto Brasileiro de Justiça Restaurativa (IBJR), é um caso bem sucedido do tipo de intervenção buscado pela organização. Trata-se de um grupo de advogados voltada ao estudo de temas de Direito comparado e políticas públicas na área de cidadania e justiça.
Prudente explica que a forma como se conduz a situação é determinante para que o agressor não volte a cometer as agressões. "A justiça restaurativa é a oposição à justiça tradicional, porque trabalha com a reconstrução das relações", conceitua. "Todos têm voz – vítima, infrator e a comunidade – e participam do processo restaurativo e do seu resultado. A vítima percebe a reparação do dano e o agressor tem a oportunidade de restaurar o dano ao máximo, de mudar de comportamento, e ambos de restabelecerem relações."
Diferentemente das medidas socioeducativas convencionais, nas quais a finalidade é punir, a justiça restaurativa tem o intuito de promover uma reflexão sobre a atitude e a agressividade. Por isso, a prática pode ser crucial para lidar com casos de bullying (assédio moral, físico ou psicológico) no espaço escolar. A justiça restaurativa já é aplicada em algumas capitais, como Brasília e São Paulo. Na cidade de Campinas, interior paulista, já foi aplicada com sucesso em mais de 50 casos.
Esse tipo de situação, segundo pesquisadores, costuma estar mais associada a problemas sociais ou de relacionamento; não precisa ser entendido como crime. Uma das situações mais recorrentes de prática de bullying é protagonizada por crianças que vivem situações traumatizantes no ambiente familiar, o que inclui serem vítimas ou testemunhas de violência doméstica.
Análise feita pela pesquisadora Fernanda Pinheiro, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo, aponta que entre as meninas vítimas de assédio moral nas escolas, 14% eram ou foram agredidas em casa ou estariam presentes durante episódios de violência entre membros da família, contra 7,5% dos meninos. Os responsáveis pelas agressões eram os pais com 60% dos casos, contra 85% dos casos em que as vítimas contaram ter sido agredidas pela mãe. Ainda segundo a pesquisa, a probabilidade de um aluno ser alvo ou ator de bullying triplica se houver agressão por parte da mãe e quadriplica se tiver sido vítima do pai.

Formação

A conscientização da problemática do bullying é um dos objetivos da psicóloga Ana Carina Stelko Pereira, doutoranda pela UFSCar, que em parceria com o Laboratório de Análise e Prevenção da Violência (Laprev) daquela instituição apresentou uma série de materiais ao Ministério da Educação (MEC). Ela defende a necessidade de preparo para os docentes lidarem com a questão. Um livro, um vídeo e um folder tratam de alertar para formas de prevenção do bullying nas escolas. A expectativa é de que o folder seja aprovado pelo MEC até o fim do ano.
De acordo com Ana Carina, a necessidade de capacitar professores decorre da ausência de preparo para lidar com questões como o assédio moral e a violência entre alunos. "Há uma falha na pedagogia, que não permite que o professor discuta questões relacionadas a direitos humanos. Não há espaço para um diálogo entre o professor e os colegas sobre os problemas de cada sala de aula", analisa.

Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2011/08/justica-restaurativa-e-alternativa-para-lidar-com-bullying

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Reino Unido: uma em cada 5 crianças é vítima do cyber bullying

   . Foto: AFP

Meninas são mais vítimas de cyber bullying do que os meninos, aponta pesquisa feita no Reino Unido

Foto: AFP 

Cerca de uma entre cinco jovens do Reino Unido sofreu cyber bullying, sendo as meninas mais afetadas do que os meninos, segundo pesquisa. Muitas das vítimas disseram que sua experiência prejudicou sua confiança, sua saúde mental e mesmo sua frequência escolar. O estudo foi feito por acadêmicos da Anglia Ruskin University com cerca de 500 jovens de idades entre 11 e 19 anos e foi divulgada pelo Daily Mail nesta terça-feira.
Quase um quinto, 18,4% admitiu ter sofrido cyber bullying, situações em que uma pessoa usa a internet ou o celular para intimidar o outro. Das 273 meninas questionadas, 60 delas, 22% disseram ser vítima de tal prática, enquanto 27 dos 200 meninos, equivalente a 13,5%, também enfrentaram o cyber bullying.
Dos 87 jovens que afirmaram ter sido vítimas do cyber bullying, um terço teve sua confiança "bastante" ou "muito" afetada, enquanto metade (52%) disse estar bem com sua saúde emocional. Pouco mais de um quarto (29%) dos que foram vítimas de outros disseram ter ficado longe da escola enquanto mais de um terço (39%) parou de socializar fora do horário escolar.
Dos 188 jovens que responderam a pergunta de se eles iriam procurar ajuda com o cyber bullying, menos da metade (45%) disseram que sim. Aqueles que responderam que não tinha medo de tornar as consequências ainda pior e/ou queriam lidar sozinhos com a questão. Aqueles que procuram apoio foram mais propensos a procurar a ajuda de pais e amigos.
Steven Walker, que liderou a pesquisa, disse: "Enquanto a maioria das interações online são neutras ou positivas, a internet oferece um novo meio através do qual crianças e jovens são vítimas de bullying. Ele acrescentou que muitas vítimas do bullying se que sabem que estão sendo atacadas, acreditam apenas ser uma brincadeira inofensiva.
"Enquanto o uso das mídias sociais entre os jovens continuar a crescer, a menos que o problema seja devidamente abordado pelos sites e agências de governo, o cyber bullying é só tende a piorar", disse o pesquisador.
Na semana passada a diretora de marketing do Facebook, Randi Zuckerberg, pediu o fim do anonimato online dizendo que os usuários de internet iriam "se comportar muito melhor" se todos tivessem de usar nomes reais ao navegar ou publicar na internet.

Fonte: http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5276403-EI12884,00-Reino+Unido+uma+em+cada+criancas+e+vitima+do+cyber+bullying.html

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Balão Mágico canta bullying. Será?

Sugestão de atividade para o infantil e fundamental 1. 
Segue a letra que pode introduzir uma conversa sobre respeito, justiça e bullying.

Mãe-iê

A Turma do Balão Mágico

Composição: Osvaldo Nunes / Celso Castro
Manhê sabe o que me aconteceu?
Manhê o Tonico me bateu
Roubou meu saco de pipoca
O pirulito e o picolé
E depois ainda por cima mamãezinha
Deu uma pisada no meu pé Ai, ai, ai.
Manhê sabe o que me aconteceu?
Manhê o Tonico me bateu
Roubou meu saco de pipoca
O pirulito e o picolé
E depois ainda por cima mamãezinha
Deu uma pisada no meu pé Ai, ai, ai.

A música é do (Osvaldo Nunes / Celso Castro), mas achei apenas o vídeo a seguir. É melhor o som do original, cantada pelo Balão Mágico, mas fazer o que? Não encontrei. Por favor quem conseguir, gostaria que enviasse no meu email: contato.bullying@yahoo.com.br. Obrigada!!!

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Bullying no quartel



Fonte:http://www.revistaladoa.com.br/ retirado em 21.07.2011 às 3:48

"Um rapaz de 19 anos foi violentado por outros quatro soldados no quartel do Parque Regional de Manutenção de Santa Maria, Rio Grande do Sul, na noite do dia 17 de maio. O rapaz que cumpria detenção por não se apresentar em um plantão foi agarrado, teve a boca tapada e foi violentado por outros quatro soldados, que o ameaçaram para não contar o ocorrido. Na manhã seguinte, após passar mal, o rapaz denunciou o ocorrido a um sargento e foi conduzido ao Hospital de Guarnição de Santa Maria, onde ficou internado por seis dias. Os militares negam que houve violência e pediram mais 20 dias para finalizar o inquérito militar que será apresentado em agosto. Tendo havido violência ou não, os militares serão julgados segundo o Código Militar, que proíbe sexo na caserna, informou o General Etchegoyen, segundo relatório do parlamentar Jeferson Fernandes (PT).

Quando o soldado estava internado, um militar que fazia sua escolta chegou a dizer que ele iria “se ferrar” por conta da repercussão do caso. Por vergonha, o jovem não contou a família do ocorrido, sua mãe foi informada por terceiros dos fatos e procurou um advogado. Os advogados da defesa denunciaram à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) sobre a violência e silêncio por parte dos militates. A Comissão de Direitos Humanos da ALRS denunciou o fato e emitiu relatório escrito pelo deputado petista.

Segundo versão de KPK, o jovem violentado, ele cumpria o primeiro dos 10 dias de detenção por ter faltado a uma vigília na semana anterior. O rapaz alegou que freqüentemente era vítima de bullying por outros soldados e não sabe o que motivou a agressão. Apenas um dos quatro agressores não participou do ato sexual contra o rapaz que nega ser homossexual. O fato ocorreu no alojamento, e o crime foi de conhecimento de ao menos outros 15 militares que estava no local e não socorreram o rapaz. Um tenente teria dito à família que o jovem era homossexual, enquanto os pais visitavam o filho no hospital. Agora, KPK está sob licença médica e não participou da cerimônia de entrega da boina – quando um soldado é incorporado ao corpo do exército.
O crime está sendo julgado pelos militares, por ter ocorrido dentro de um quartel. A família teme que os militares neguem e a violência. O laudo médico do rapaz aponta a presença de escoriação anal mas os militares negam que isto seja suficiente para dizer que houve violência e chegam a dizer que a relação foi consensual. O inquérito militar preliminar chegou a apontar o ocorrido como uma “brincadeira corporal entre colegas”.
Com a denúncia na Assembléia Legislativa gaúcha, outros casos de violência sexual dentro de instituições militares começaram a aparecer, segundo assessoria do deputado Jeferson Fernandes."
 Olá Pessoal!

 "O rapaz alegou que freqüentemente era vítima de bullying por outros soldados e não sabe o que motivou a agressão."
 Uma das características do bullying é a gratuidade. Esta é ligada diretamente a uma segunda característica: a intencionalidade.
Vamos entender melhor?
Bullying é uma violência gratuita e isso significa que o alvo não precisa ter feito nada para que o autor sinta-se no direito de agredi-lo, umas vez que este, o autor, tem a intenção clara de se destacar perante aos demais. O objetivo do autor de bullying é sempre se destacar e ele faz isso rebaixando o outro, o seu par.
Abraços,
Carolina Giannoni Camargo. 

terça-feira, 19 de julho de 2011

Entrevista Aline e Carolina - Mulher.com

Acessem o link para o programa mulher.com e vejam a entrevista sobre bullying com Carolina e Aline da SEMEARE.

Entrevista Aline e Carolina - Ação Nacional









Entrevista Aline e Carolina

Assistam a entrevista sobre bullying com Carolina Giannoni Camargo e Aline Isabela Archangelo, da Semeare.

Link:
http://www.tvitape.com.br/index.asp?id_video=836&run=ultimos

Com carinho, Carolina.

Quando a escola é o espaço do inferno

Quando a escola é o espaço do inferno

Ruth de Aquino
Época
RUTH DE AQUINO
é colunista de ÉPOCA
raquino@edglobo.com.br
Quase 1.000 alunos são punidos, suspensos ou expulsos por dia nas escolas. Quase 1.000 por dia, alguns com 5 anos de idade! Por abusos verbais e físicos. No ano passado, 44 professores foram internados em hospitais com graves ferimentos. Diante do quadro-negro, o governo decidiu que professores poderão “usar força” para se defender e apartar brigas. E poderão revistar estudantes em busca de pornografia, celulares, câmeras de vídeo, álcool, drogas, material furtado ou armas.
Achou que era no Brasil? É na Grã-Bretanha.
Os dados são de um relatório governamental. “O sistema escolar entrou em colapso”, diz Katharine Birbalsingh, demitida do Departamento de Educação depois de criticar a violência nas escolas públicas inglesas. “Os professores acabam sendo culpados pela indisciplina. A diretoria da escola estimula essa teoria, os alunos a usam como desculpa e até os professores começam a acreditar nisso. Eles não pedem ajuda com medo de parecer incompetentes.”
Os alunos jogam a cadeira no mestre, chutam a perna do mestre, empurram, xingam. Ou furam o mestre com o lápis, fazem comentários obscenos, estupram, ameaçam com facas. Alguns são casos extremos pinçados pela imprensa. Os números na Grã-Bretanha preocupam. Mostram que as escolas precisam restaurar a autoridade perdida. Muitos professores abandonaram a profissão por se sentir impotentes. Educadores mais rigorosos pregam tolerância zero com alunos bagunceiros e que não fazem seu dever de casa.
As reflexões de lá são iguais às de cá. A violência nas escolas seria uma continuação do lado de fora, na rua e nos lares. A hierarquia cai em desuso. Valores e limites, que quer dizer isso mesmo? Crianças e adolescentes não respeitam ninguém. Nem os pais, nem as autoridades, nem os vizinhos, os porteiros, os pedestres, os colegas, as namoradas. Há uma falta de cerimônia, pudor e educação no sentido mais amplo.
E aí a culpa é jogada nos pais. Por não mostrarem o certo e o errado. Não abrirem um tempo de qualidade com os filhos. Esquecê-los em frente a um computador ou televisão. O de sempre. O aluno que peita o professor também xinga os pais. Aric Sigman, da Royal Society of Medicine, em Londres, autor do livro The spoilt generation (A geração mimada) , afirma que, hoje, até criancinhas nas creches jogam objetos e cadeiras umas nas outras. “Há uma inversão da autoridade. Seus impulsos não são controlados em casa. É uma geração mimada que ataca especialmente as mães”, diz ele.
Muitos professores abandonam o ensino por se sentir impotentes diante da violência dos alunos
E o que o governo britânico faz? Manda o professor revidar. Até agora, ele era proibido de tocar no aluno, mesmo ao ensinar um instrumento numa aula de música. A nova cartilha promete superpoderes aos professores. Mestres, usem “força razoável”, vocês agora têm a última palavra para expulsar um aluno agressivo, revistem mochilas suspeitas. Dará certo? Não acredito. Sem diálogo e consenso entre famílias, escolas, educadores e psicólogos, esse pesadelo não tem fim.
No Brasil, a socióloga Miriam Abramovay, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), admite que os professores passaram a ter medo. Numa pesquisa para a Unesco em Brasília, em 2002, um depoimento a chocou: “Um professor me disse que ia armado para a escola. Como se fosse uma selva. Isso mostra total descrença no sistema”. Ela acha que o Brasil está investindo dinheiro demais em bullying, mas esquece todo o resto: “Nossa escola é de dois séculos atrás”. Os ataques aos professores não se limitam à sala de aula. Carros dos mestres são arranhados, pneus são furados. Eles não têm apoio nem ideia de como reagir. Muitos trocam de escola ou abandonam a profissão.
Quando Cristovam Buarque era ministro de Lula, tinha, com Miriam, um projeto nacional de “mediação escolar” para prevenir conflitos, melhorar o ambiente e estimular o aprendizado. “Paulo Freire dizia que a escola era o espaço da alegria, do prazer, mas assim ela se torna o espaço do inferno”, diz Miriam. O projeto não vingou. Cristovam abandonou o barco por sentir que Educação não era prioridade nos investimentos. E continua não sendo. Deveria ser nossa obsessão.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI249495-15230,00.html

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