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Rindo contra o bullying...

Riso nas escolas ajuda a combater o bullying

Especialista do riso explica como a prática da gargalhada pode melhorar o rendimento escolar, as relações entre alunos e até a vida familiar.

Como seria melhor começar um dia escolar: com aulas de matemática ou com sessões de riso em grupo? Se o seu filho prefere a segunda opção, ele não está sozinho. É o que pensa o fundador do Espaço do Riso e do Clube da Gargalhada de São Paulo, Marcelo Pinto, também conhecido como Dr. Risadinha e criador do programa "InseRIR nas Escolas". 


iG: Quais as atitudes que os professores devem ter com seus alunos para que o riso ajude a melhorar o relacionamento em sala de aula?
Marcelo Pinto: O riso não tem cor, não tem sexo ou classe social, então ele nivela aluno e professor também. Quando você ri junto com o professor, está todo mundo no mesmo nível. O que é um desafio neste programa é que algumas escolas ainda cobram uma postura autoritária dos professores, para não perder o respeito. Mas a partir do momento em que o professor entende que é justamente o contrário, por que não se divertir com as crianças enquanto elas recebem conhecimento? O que ele precisa é saber estabelecer os limites, a hora do silêncio e do estudo, e as crianças vão se relacionar melhor com os professores mais bem-humorados. O professor nunca deve obstruir o riso: quando a criança ri, ele não pode ceifar isso. Ele deve entender e aceitar que o riso faz bem e aprender a estabelecer os limites de maneira adequada, sem inibir a postura da criança. Então, se eu faço sessões de gargalhada, o professor tem que estar rindo junto das crianças. Estamos habituados a entender a sala de aula como um lugar de silêncio e seriedade, mas isso está ultrapassado e se mostra ineficaz muitas vezes.
iG: Você acha que o riso pode diminuir a ocorrência do bullying? 
Marcelo Pinto: O bullying é algo muito abrangente e não está ligado somente ao psicológico. Mas o riso pode, sim, ajudar a reduzi-lo. O problema, na verdade, sempre esteve presente, mas o termo acabou ficando famoso e as pessoas estão tomando mais conhecimento dele atualmente. O bullying nada mais é do que uma violência gratuita e repetitiva para com quem não sabe se defender. Mas é possível fazer com que a criança perceba o mal que determinadas brincadeiras podem causar. O riso, dependendo de como é demonstrado, pode ser também uma forma de bullying: é aquele riso depreciativo, malicioso. Quando tratamos essa relação, conseguimos lançar um dos valores do Espaço do Riso: é preciso rir com as pessoas, e não das pessoas. Também devemos refletir sobre a questão de rir de si mesmo. Quando isso acontece, conseguimos nos distanciar do problema que está acontecendo. Tanto que vira e mexe falamos: "a gente ainda vai rir muito disso". Se a criança que for alvo de bullying tiver a oportunidade de fazer essa reflexão, de que é importante rir de si mesma também, ela vai entender a atitude dos que tiram sarro dela como algo desprezível e sem caráter, o que fará com que ela aumente sua autoestima e saiba que as pessoas são diferentes umas das outras. E elas precisam ser mesmo diferentes enquanto cada um deve respeitar as diferenças dos outros: é com grupos diferentes que podemos ter uma diversidade muito rica de atitudes e ideias.
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Leia a entrevista completa em:
http://www.midianews.com.br/?pg=noticias&cat=7&idnot=42 236

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