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Escola de Valdevez - Portugal



Olá amigos ... escrevo para divulgar um trabalho, muito bem sucedido, realizado em Portugal por um grupo de alunos e professores. O projeto cresceu, gerou bons frutos, e hoje podemos adotá-lo como exemplo para o desenvolvimento dos nossos projetos de prevencao ao bullying em nossas escolas.
Segue uma matéria sobre o assunto ...


Bullying na escola – um trabalho do Agrupamento de Escolas de Valdevez
(site educacao.te.pt)
A turma do 6.º F do Agrupamento de Escolas de Valdevez (ano lectivo 2007/08), inserido na Área de Projecto, desenvolveu um trabalho muito interessante sobre o tema "Bullying na escola".

Este trabalho foi desenvolvido com tal entusiasmo que levou um grupo de professores e alunos a assegurarem a sua existência no Agrupamento, no presente e no futuro, através da criação de um site.

Professores e alunos disponibilizaram-se para trabalhar de forma sistemática e em articulação com todos os agentes da comunidade, os vários órgãos da escola e todas as entidadades com responsabilidades na Educação.

No site do projecto podemos aceder ao trabalho final, cuja principal finalidade consiste em “dar a conhecer uma realidade bem presente entre nós e bastante conhecida, apesar de nem sempre ser reconhecida como tal. Falaremos da agressão física, verbal e psicológica que é exercida, individualmente ou em grupo, na comunidade educativa e na sociedade em geral.”

O trabalho do 6.º F é “também uma forma de dar a conhecer e alertar os educadores e os pais, que os seus discentes e educandos podem estar a ser vítimas de bullying, sem que se apercebam”.

O texto alerta: “o bullying pode marcar a personalidade de uma pessoa para sempre ou torná-la débil na capacidade de comunicação, ou torná-la incapaz de se afirmar em termos sociais, profissionais e amorosos.”

Descrevendo as consequências deste problema, os autores do trabalho alertam par o facto de “quando não há intervenções efectivas, dos Conselhos Executivos e docentes, contra o bullying, no ambiente escolar, este torna-se totalmente contaminado e viciado de rotinas graves e perigosas.

Todas as crianças, sem excepção, são afectadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Alguns alunos que testemunham situações de bullying, quando se apercebem que este tipo de comportamento agressivo não traz nenhuma consequência ou punição a quem o pratica, poderão achar por bem adoptá-lo, tornando-se assim em futuros agressores.

Muito úteis são também as indicações dos investigadores que este trabalho divulga nos temas “Como Prevenir o Cyberbullying”, "Como Detectar o Cyberbullying" ou "Como Fazer Frente ao Cyberbullying".

Os alunos afirmam ter presenciado na escola “em cerca de uma hora, vinte e um casos de bullying. Ficámos chocados com uma realidade que, a maior parte das vezes passa despercebida, pois além da impunidade dos agressores, as vítimas sentem-se, na maioria das vezes, impotentes para deixarem de ser violentadas.”

Os alunos expressam o desejo de diminuição destas “práticas, que por serem bastante penosas para os envolvidos, não devem passar despercebidas, nem serem consideradas com naturalidade, como que fazendo parte do crescimento e amadurecimento do ser humano” e de uma reflexão nas escolas sobre esta temática, local “onde estes acontecimentos se iniciam e ocorrem com mais frequência”.

Os alunos concluem: “uma das causas facilitadoras e promotoras deste fenómeno é a excessiva passividade dos Conselhos Executivos, corpo docente e não docente e dos encarregados de educação, à forma como reagem e enfrentam estas situações, considerando-as normais e não como um problema sério e com consequências futuras extremamente penosas, quer para as vítimas, quer para os agressores.”

Saliente-se ainda que a turma do 6.º F organizou e está a preparar um conjunto de iniciativas e a promover o projecto junto do maior número possível de escolas, de forma a seguirem estratégias semelhantes e comuns, promovendo a partilha de experiências, informação e formas de atuação.

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