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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Bullying no quintal de casa!

Você está em casa tranquilo e acha que seu filho brinca lá fora seguro, longe do perigo. Quem mora em prédio ou em condomínios de casa deve estar atento com a postura de seus filhos ao chegarem em casa depois da brincadeira. 

Observar o comportamento deles é o primeiro passo pra identificar se seus filhos estão envolvidos com o bullying, seja como autor ou alvo desse fenômeno.

Segue um cartaz sobre o bullying no condomínio, que vocês podem imprimir e colocar no mural de avisos ou na portaria de onde moram.

Mais dúvidas, entrem em contato!!!



Novas postagens!!!

Oi pessoal!!!
Estou de volta com as publicações!!
Foram tantas mudanças! Mudei de cidade, de país, meu terceiro filhote nasceu, enfim, foram muitos momentos que exigiram uma dedicação total da minha parte.
Mas estudar sobre o bullying é uma das partes que mais gosto em minha vida e contribuir com aqueles que precisam de ajuda é uma satisfação enorme para mim.
Obrigada a todos pelo carinho, pelas mensagens, emails, e mesmo sem escrever no blog nos últimos 18 meses, descobrir que vocês estão aqui, presentes, buscando ajuda ou material para o trabalho escolar, é algo animador! Afinal, são mais de mil acessos diários! Juro que não esperava... Mais uma vez obrigada.
Então vamos lá! Vamos juntos combater esse mal que não tem graça nenhuma!

Bully: no Bullying!


quinta-feira, 14 de junho de 2012

Entrevista com o Professor Neemias Moretti Prudente - JR

Olá Pessoal

Nesta semana, posto uma entrevista exclusiva sobre Justiça Restaurativa, que o professor Neemias Moretti Prudente fez para o Blog Bully No Bullying. 
Agradeço ao professor esta oportunidade de esclarecer e divulgar este assunto tão importante para as escolas!
Segue a entrevista:


  NEEMIAS MORETTI PRUDENTE
  Mestre em Direito Penal pela Universidade Metodista de Piracicaba (UNIMEP/SP). Especialista em Direito Penal e Criminologia pelo Instituto de Criminologia e Política Criminal e Universidade Federal do Paraná (ICPC/UFPR). Especializando em Direito Penal e Processo Penal pelo Instituto Paranaense de Ensino (IEP/PR). Professor de Ciências Criminais. Estagiário do MP/PR. Membro de vários institutos ligados a Ciências Criminais. Membro do Corpo Editorial da Revista SÍNTESE de Direito Penal e Processual Penal, entre outros. Palestrante em Congressos e Universidades em todo o país. Autor de diversos artigos em revistas e jornais especializados nacionais e estrangeiros. É coautor dos livros: “Cultura de paz: restauração e direitos” (UFPE, 2010) e “Justiça restaurativa e mediação: políticas públicas no tratamento dos conflitos sociais” (Unijuí, 2011). É organizador e coautor do livro: Monitoramento Eletrônico em Debate (Lumen Juris, 2012). É autor do livro “Introdução aos Fundamentos da Vitimologia” (Atlas, 2012, no prelo). E-mail: neemias.criminal@gmail.com. Acompanhe meus Blogs: infodireito.blogspot.com e justicarestaurativaemdebate.blogspot.com; Siga-me no Twitter: @neemiasprudente e me encontre no Facebook: facebook.com/neemiasprudente



1.Bully No Bullying: O que é Justiça Restaurativa?

A Justiça Restaurativa é uma forma pacifica de resolução de conflitos, onde as próprias partes afetadas/interessadas por um conflito (vítima, infrator e, quando apropriado, membros da comunidade) participam ativamente na resolução deste conflito, geralmente com a ajuda de um facilitador capacitado.

2.Bully No Bullying: Quando o bullying deve se tornar um caso de polícia?

O bullying deve tornar-se um caso de polícia quando não resolvido por meios alternativos ao sistema tradicional de justiça. Quando a justiça restaurativa (ou outras medidas alternativas) não conseguir resolver o conflito, deve-se recorrer à velha e necessária justiça tradicional. Todavia, embora as respostas repressoras/punitivas (como a expulsão de alunos agressores ou recorrer ao judiciário) são válidas, nem sempre (ou, na maioria das vezes) é a solução mais adequada, por isso devem ser evitadas, tanto quanto possível. Agora, o bullying existe, é danoso e não pode ser admitido – necessita de respostas, e a justiça restaurativa é uma delas (e não somente).

3.Bully No Bullying: Quando a Justiça Restaurativa pode ajudar nos casos de bullying?

O bullying é uma forma de conflito que ocorre no ambiente escolar, e como qualquer conflito, a justiça restaurativa se apresenta como um mecanismo eficaz para a resolução de tal conflito. Nos casos envolvendo bullying, as práticas restaurativas (v.g. mediação, conferências familiares, círculos) proporcionam a vítima, agressor e outros afetados/interessados no caso (testemunhas, familiares, amigos, comunidade escolar), a oportunidade de se reunirem, exporem os fatos, dialogarem sobre os motivos e consequências do ato, visando identificar as necessidades e obrigações de ambos. A vítima pode dizer que a atitude a incomoda e que está mal com isso. O agressor é levado a entender o que ocorreu, conscientizando-se dos danos que causou a vítima (v.g. material, psicológico) e, a partir daí, tende a assumir a responsabilidade por sua conduta, reparando o dano (lato sensu), inclusive cessando a agressão. Em seguida, firma-se, então, um acordo/compromisso. Em muitos casos é possível o arrependimento, a confissão, o perdão e a reconciliação entre as partes. O encontro é acompanhado por um facilitador capacitado para esta prática (v.g. professor, aluno, assistente social, psicólogo), que tem como objetivo ajudar as partes a se entenderem, refletirem e chegarem a uma solução para o caso. Enfim, com a justiça restaurativa, escolas aprendem que, em vez de punir, é melhor dialogar para solucionar os conflitos. 
Imagina a cena. Um aluno ofende um colega de sala com um apelido humilhante, repetidamente. Pouco tempo depois, a pedido da vítima, os dois se reúnem na presença de outras pessoas (famílias, professores etc.) e, após das devidas desculpas, é feito um acordo para que o confronto não volte a acontecer. Sem mágoas. Isso é possível? Sim, com a Justiça Restaurativa (caso real).

4.Bully No Bullying: Você acredita que as escolas possuem recursos para resolver os casos de bullying?

De forma alguma, as escolas não estão preparadas nem possuem recursos (v.g. físicos e materiais) para resolver os casos de bullying. Mais triste ainda é saber que a maioria das escolas dizem que “aqui não há bullying”. Na verdade, a escola (em sua maioria) não conhece o assunto, e quando conhece não desenvolve programas antibullying. Inclusive e infelizmente, as escolas que afirmam que lá não ocorre bullying é provavelmente aquela onde há mais incidência desta prática.

5.Bully No Bullying: O que acha das leis que surgem para punir autores destas agressões?

As respostas repressivas/punitivas não são as melhores, principalmente para os casos de bullying, onde a maioria dos agressores são crianças e adolescentes (partindo do princípio que o bullying ocorre tão e somente no ambiente escolar). Todavia, não há ainda, no ordenamento jurídico brasileiro, norma específica para punir os casos de bullying. O que há é legislação (civil, criminal, administrativa) que pode ser aplicada aos casos de bullying (por exemplo: na área cível, podemos falar em ação de danos morais e matérias; Na área administrativa, podemos falar em expulsão; Na área criminal, podemos falar em injúria, difamação, ameaça, lesão corporal, homicídio, extorsão, furto, roubo, estupro, constrangimento ilegal, entre outros). Condutas estas que estão previstas na legislação em regência e podem, também, ser aplicadas em casos de bullying.
De acordo com o anteprojeto do Novo Código Penal (em tramitação na Câmara dos Deputados), a prática de bullying pode virar crime. A prática de bullying, que será considerada no anteprojeto “intimidação vexatória”, terá pena de um a quatro anos de prisão. Pela proposta, pratica o crime quem “intimidar, constranger, ameaçar, assediar sexualmente, ofender, castigar, agredir ou segregar “criança ou adolescente “valendo-se de pretensa situação de superioridade. O crime pode ser realizado por qualquer meio, inclusive pela internet (cyberbullying). Se o crime for praticado por menores, em caso de condenação, lhes serão aplicadas medidas sócio-educativas, previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).
Também, podemos citar o Projeto de Lei n.º 3036/2011, que obriga as escolas a instituir comissão antibullying (atualmente tramitando na Câmara dos Deputados).
Por fim, embora nota-se um avanço no trato da matéria, é preciso comprometimento das autoridades para com o bullying, bem como políticas públicas e investimentos em sua contenção e prevenção. Além de ser imprescindível para tudo isso, a criação de uma legislação especifica que trate do bullying.

1ª parte - Era uma vez uma história de bullying

Quem continua a história?
Envie para carolina_giannoni@yahoo.com.br ou deixe um comentário! Mais detahlhes no link:

"Sou aluna da quinta série e gosto de estudar na minha escola. A turma é legal, minhas amigas são demais, tem uns meninos bobos, que ficam zoando e mexendo com a classe, mas eu nem ligo. Quem liga para isso, acaba se dando mal.
Um dia me candidatei a representante de sala, e ganhei. Eu não sabia que essa responsabilidade poderia mudar a história de muita gente.
Tudo começou quando...”

Escreva!

quarta-feira, 9 de maio de 2012

Projeto: Era uma vez... Uma história de bullying

Olá pessoal, a partir da próxima sexta, iniciarei o projeto. "Era uma vez... uma história de bullying". E você pode participar!

Qual objetivo?
O objetivo é criarmos uma história que contenha um ou mais casos de bullying e, é claro, soluções para o caso.

Por que criaRmoS? 
Porque faremos isso juntos! Você, eu e todos os interessados em participar dessa grande história!

Como funciona?
A cada semana (toda sexta feira) a história será aumentada e você poderá postar as suas ideias aqui no Blog Bully: No Bullying (através do comentário) e/ou, também, poderá enviá-las para o email carolina_giannoni@yahoo.com.br.

E o resultado?
O resultado será uma história escrita por pessoas de diversas partes do mundo, com o mesmo intuito: prevenir e combater os casos de bullying nas escolas.

Quem pode participar?
Todo o mundo! Alunos, professores, pais, funcionários da escola, todos aqueles envolvidos com o processo de educação e, também, aqueles que de alguma forma conhecem um caso de bullying.

E quando a história ficar pronta?
Quanto tudo estiver pronto, o blog fará a divulgação do texto (*Importante: Não se esqueçam de se identificarem - email) e dos respectivos autores, ou seja, todos aqueles que ajudaram a construir a história!

Sorteio:
Será realizado um sorteio entre todos os participantes e o ganhador receberá de presente o livro: "Brincadeiras" que fazem chorar,  e também, uma camiseta contra o bullying.

Curtiu? Então divulgue esta ideia na sua escola!!

*todos os que desejam participar receberão por email uma ficha a ser preenchida, afim de garantir os direitos autorais de cada participante. 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

Bullying sem bla bla bla


“Bullying é uma situação de agressão física 
e/ou psicológica entre pares ocorrida de 
forma intencional, repetida, sem motivo  
aparente que justifique tal atitude,  
gerando 
uma conseqüência.”

Carolina Giannoni Camargo 



(imagem retirada do site http://estereotipodaperfeicao.blogspot.de/2011/06/bullying-provocacoes-sem-limites.html)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Violência presente nas escolas do país.


Pesquisa realizada pela Universidade Federal Fluminense em 13 escolas do Rio de Janeiro e 40 de Niterói e São Gonçalo, dentre estaduais, municipais e federais, constatou que 68% delas mencionaram casos de violência em suas instituições. Ao lado disso, a pesquisa constatou também que em 85% delas não havia psicólogos, ainda que 73% dos profissionais entrevistados reconhecessem ser desejável a ajuda de um psicólogo atuando em auxílio à educação.
O trabalho e seus resultados serão apresentados pela autora, professora Marília Etienne Arreguy, do Departamento de Fundamentos Pedagógicos da Faculdade de Educação da UFF, durante o 3º Ciclo Internacional de Conferências e Debates: “Crises na Esfera Educativa - Violências, Políticas e o Papel do Pesquisador”, dias 23 e 24 de abril, das 9h às 17h, no Auditório Florestan Fernandes da Faculdade de Educação da UFF, Campus do Gragoatá, Bloco, D, São Domingos, Niterói.
Segundo Marília Arreguy, os professores se sentem desamparados nessas situações, o que evidencia a necessidade de inclusão de profissionais como psicólogos e assistentes sociais na rede pública, para mediação dessas relações conflituosas com crianças, jovens e suas famílias, antes que resultem em casos como o da escola de Realengo, que também é analisado pela pesquisadora. E, ainda, pode estar havendo uma medicalização excessiva de crianças, em casos diagnosticados apressadamente como de Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) e “bullying”, mas que na verdade seriam comportamentos decorrentes mais das situações de risco em que vivem e são educadas essas crianças e jovens.
Dentre as instituições pesquisadas, 45% eram estaduais, 35% municipais, 3% federais e 17% particulares. A pesquisadora lamentou a ausência de profissionais de psicologia e de assistência social dentro das escolas, sobretudo nas públicas, e concluiu que a violência crescente nessas instituições de ensino é acentuada pela falta de apoio aos alunos, na sua maioria, pobres. "Alguns funcionários riram quando perguntados se havia psicólogos nas escolas e respondiam que, se faltava professor, ainda mais psicólogos. Apenas uma escola pública, no Rio, tinha um contingente minimamente razoável de psicólogos."
Segundo Marília Arreguy, a maioria dos alunos considerados violentos é encaminhada para o serviço público de saúde e muitos parentes acabam não levando os filhos para a consulta com um psicólogo, por variados motivos, como falta de meios para pagar a condução, falta de tempo, por preconceito, filas de espera enormes para atendimento, falta de profissionais, entre outros.
"A violência é fundamentalmente social, contextual e humana. Essa agressividade inerente ao humano precisa ser trabalhada nas escolas para que ela não se transforme em violência e ajude o aluno a viver melhor. Esse trabalho não está sendo feito ou está sendo feito de modo ineficiente. Essas crianças estão sem assistência e acabam, muitas vezes, sendo medicadas, como se esse fosse apenas um problema do indivíduo."
O encontro faz parte de um projeto de cooperação entre pesquisadores e profissionais brasileiros e franceses das áreas de saúde e educação. A pesquisadora francesa Sophie de Mijolla-Mellor, da Universidade de Paris Diderot, abre o encontro falando da responsabilidade política dos intelectuais. Serão discutidos ainda as dimensões da violência na educação contemporânea, a (in)segurança nas escolas e o problema do “bullying”, dentre outros temas.

(Fonte: Universidade Federal Fluminense)

terça-feira, 24 de abril de 2012

Revista Veja - semanalmente "pisando na bola"

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Revista Veja: três centímetros de bom senso em 90 kg de conjecturas

Capa desta semana abusa de estereótipo e chancela preconceito com base em leitura rasa da chamada "evolução tecnofísica"

A edição desta semana da revista Veja mal chegou às bancas e já virou polêmica. Mas, a despeito do repertório de sempre, não traz nenhuma especulação bombástica sobre os bastidores da política brasileira. Nem por isso, entretanto, abriu mão do tom especulador, descontextualizado e sensacionalista, acrescentando a esses ingredientes um olhar generalista e estereotipado apoiado em uma teoria nada consensual.
Opondo um elegante e feliz homem alto a outro baixinho com expressão rabugenta, a revista estampa a manchete "Do alto tudo é melhor", que detalha dizendo que "A 'evolução tecnofísica' explica por que as pessoas mais altas são mais saudáveis e tendem a ser mais bem-sucedidas". A capa deixou muita gente estarrecida e, tão logo, caiu nas redes sociais e blogs, gerando, obviamente, inúmeras críticas e intensos debates, que ainda devem se prolongar por alguns dias.
A capa é, de fato, um grande equívoco. A foto associada à manchete reflete e reforça um olhar preconceituoso, que vai na contramão de todas as tentativas de quebrar velhas visões e banir absurdos que ainda vemos cotidianamente, como – para ficarmos com um exemplo que está muito em voga atualmente – o bullying praticado contra quem não atende aos padrões estéticos da sociedade contemporânea (como o baixinho gordinho da foto). Antes de vender exemplares e ganhar mídia espontânea com a polêmica, uma publicação do porte da Veja – a maior do Brasil – precisa saber que deveria ter a responsabilidade de não fomentar coisas desse tipo. Jornalismo irresponsável faz mal e transforma mentiras, estereótipos e preconceitos em verdades absolutas. E os exemplos que temos disso no passado não são nada bons.


Mas isso não é tudo. Além de deixar sua imensa contribuição negativa aos esforços por uma sociedade sem preconceitos (e quando digo imensa não é exagero, já que a revista é a mais lida do Brasil e forma opinião de muita gente), pregando uma visão, no mínimo, questionável, a Veja se apoia em uma interpretação rasa e incompleta de uma teoria que, além de não ser consensual, não é o que a manchete tenta fazer com que seja. E isso fica claro na própria matéria, que não fornece nenhuma referência para a ideia de que os mais altos tendem a ser mais bem-sucedidos, reforçando a impressão de que a afirmativa é apenas conjectura da própria revista.
Quando a matéria diz que as pessoas altas "tendem a ser mais bem-sucedidas", nenhuma fala do economista citado como principal fonte e criador da tal "evolução tecnofísica" (apresentada como "nova teoria", mas que já nem é tão nova assim) – o Nobel de Economia Robert W. Fogel – é transcrita na reportagem ratificando-a, bem como não se consegue encontrar menção a essa visão em artigos do pesquisador sobre o assunto, inclusive neste aqui, do qual há grandes chances de que tenham sido retiradas algumas de sua falas citadas na reportagem (trechos idênticos constam nos dois textos), embora ele seja apresentado como "entrevistado".
A revista, inclusive, não se estende muito no assunto polêmico, que de tão enxuto no texto não justifica o destaque na capa. Nas 15 páginas do especial, a reportagem apresenta informações até interessantes, como os perigos da obesidade para a saúde e a importância da boa nutrição para as crianças em seus primeiros anos de vida (embora não apresente nenhuma novidade). E em poucas frases, bem depois da metade da reportagem, resume tudo que anuncia na manchete (até lá, o leitor se pergunta o que a matéria tem a ver com a barulhenta chamada na capa).
Tão rasa quanto a concepção de que os mais altos se saem melhor que os baixinhos, é a explicação dada sobre tal tese, tirada sabe-se lá de onde. Sem fontes claras – fossem elas estudiosos ou mesmo uma pesquisa quantitativa das que renderam a Fogel boa parte da relevância que tem hoje – a revista limita-se a exibir um quadro intitulado "Por que alguns centímetros a mais fazem diferença", citando relações mirabolantes entre altura e sucesso, e ao seguinte parágrafo, de autoria da própria redação da revista:

"A altura está associada também à produtividade, ao poder e ao sucesso. Pessoas mais altas são consideradas mais inteligentes e conseguem aumento de salário com maior facilidade do que as mais baixas. Medir 5 centímetros a mais do que os colegas de trabalho garante um salário 1,5% maior, ou 950 dólares suplementares no fim do ano. A altura é um quesito crucial até para a liderança. Entre 1789 e 2008, 58% dos candidatos mais altos à Presidência dos Estados Unidos ganharam as eleições. Barack Obama tem 1,85m. O republicano Mitt Romney, 1,88 metro".

É necessário dizer mais alguma coisa?

(Texto extraído do link: http://www.administradores.com.br/informe-se/artigos/revista-veja-tres-centimetros-de-bom-senso-em-90-kg-de-conjecturas/63088/ do site http://www.administradores.com.br/academico/ Nao é de minha autoria.)

quinta-feira, 29 de março de 2012

Bullying e Religião

Professora evangélica prega em aula e aluno sofre bullying na escola

 
Adolescente e seus pais em casa (Foto: Tiago Silva/DGABC) 

Adolescente de 15 anos passou a ser vítima de bullying e intolerância religiosa como resultado de pregação evangélica realizada pela professora de História Roseli Tadeu Tavares de Santana. Aluno do 2º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Antonio Caputo, no Riacho Grande, em São Bernardo, o garoto começou a ter falta de apetite, problemas na fala e tiques nervosos.

Ele passou a ser alvo de colegas de classe porque é praticante de candomblé e não queria participar das pregações da professora, que faz um ritual antes de começar cada aula: tira uma Bíblia e faz 20 minutos de pregação evangélica aos alunos. O adolescente, que no ano passado começou a ter aulas com ela, ficava constrangido. Seu pai, o aposentado Sebastião da Silveira, 64 anos, é sacerdote de cultos afros. Neste ano, por não concordar com a pregação, decidiu não imitar os colegas. Eles perceberam e sua vida mudou.

Desde janeiro, ele sofre ataques. Primeiro, uma bola de papel lhe atingiu as costas. Depois, ofensas graves aos pais, que resolveram agir. "Ficamos abalados", disse Silveira. "A própria escola não deu garantias de que meu filho terá segurança."

O garoto estuda na unidade desde a 5ª série. Poucos sabiam de sua crença. E quem descobria se afastava.Da professora, ouviu que pregação religiosa fazia parte do seu método. Roseli não quis comentar sobre o caso.

A Secretaria Estadual da Educação promete que a Diretoria de Ensino de São Bernardo irá apurar a história e reconhece que pregar religião é proibido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Na escola, os alunos reclamam da prática. "Não aprendi nada com ela. Só que teria de ter a mesma religião que ela", disse um menino de 16 anos.

O que acha disso?
Escreva para nós! 

quarta-feira, 21 de março de 2012

Trabalho sobre Bullying


Oi pessoal,

Para quem precisa de ideias para fazer o trabalho escolar sobre bullying, deixo aqui a minha sugestão. Façam um estudo de caso, analisando três ou quatro situações de conflito. A pergunta é: neste caso existe bullying ou não?

Analisem cada situação e para verificar a presença do fenômeno observem as suas características: agressão física e psicológica entre pares, que ocorre de maneira intencional, frequente, sem motivação, causando uma consequência.

Aqui no blog Bully: No bullying você encontra, detalhadamente, a explicação de cada característica do bullying e, dessa forma, você poderá analisar os casos identificando quando ocorre bullying ou não!

A professora vai adorar!

Fica a dica!

Abraços, Carol! 


terça-feira, 20 de março de 2012

Reforma - Organizando o blog

Oi Pessoal!

Estou organizando o blog e colocando marcadores em todo o conteúdo aqui do Bully: No Bullying!

O trabalho vai longe, afinal são 3 anos de Blog e isso rendeu, e ainda rende, muito assunto. Agora, as postagens serão divididas em reportagens, vídeos, matérias, entrevistas, imagens, casos, características, etc... Tudo para facilitar a pesquisa de vocês sobre bullying

Portanto, ao fazer sua busca aqui no blog, não se prenda, ainda, ao índice do marcador. Leia também a seção "Arquivo do Blog", ok?

E desculpe-me pelo transtorno!

Carol!!!

1000000 de visitantes!

Hoje o Blog comemora 1.000.000 de visitas! 1 milhão de pessoas que chegaram até aqui em busca de informações sobre bullying. Obrigada po...