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segunda-feira, 19 de março de 2012

Nem tudo é bullying!

O QUE É BULLYING? QUAIS AS MANEIRAS DE PREVENÇÃO E COMBATE A ESTE CONFLITO?
Por Carolina Giannoni Camargo

Bullying é uma situação de agressão física e/ou psicológica entre pares e possui características que o diferencia de outros tipos de violência existentes dentro das escolas, tais como: intencionalidade, freqüência nas agressões, gratuidade e conseqüência.

O autor de bullying, aquele que comete as agressões, possui a intenção clara de se destacar e, para isso, escolhe o caminho da violência para ser o valentão da turma.

O fenômeno é repetitivo, a criança que sofre com o bullying vivencia tais situações constantemente e quando ocorre na escola, a freqüência das agressões pode ser diária.

O alvo, aquele que recebe as agressões, não precisa ter provocado o autor para que este se sinta no direito de agredi-lo fisicamente e moralmente, portanto o bullying é uma violência gratuita.

Não existe bullying sem conseqüências. Podemos dizer que a diferença está na gravidade entre elas, uma vez que existam conseqüências que vão desde a desconcentração nas atividades escolares até mesmo a assassinatos e suicídios.

Como prevenir?

Por meio de projetos eficazes: as escolas devem capacitar seus educadores e funcionários, envolver os alunos dentro do projeto para que se sintam parte e responsáveis por ele, fazer palestras constantemente, convidar os pais para participarem, passar dicas de como os pais devem agir em casa evitando que seus filhos se envolvam com o fenômeno, convidar profissionais capacitados e experientes com o fenômeno bullying como apoio durante o projeto.

Como combater?

Caso existam pessoas já envolvidas com o bullying é preciso unir pais e escola, para que juntos possam decidir quanto ao encaminhamento psicológico, estratégias pontuais e a implantação do projeto de prevenção, para assim evitar que outros casos apareçam.

Podem copiar, mas não esqueçam de colocar a referência:
"Camargo, Carolina Giannoni. O que é bullying? Quais as maneiras de prevencao e cobate a este conflito? Em: . Acessado em: dia de acesso."

terça-feira, 19 de julho de 2011

Quando a escola é o espaço do inferno

Quando a escola é o espaço do inferno

Ruth de Aquino
Época
RUTH DE AQUINO
é colunista de ÉPOCA
raquino@edglobo.com.br
Quase 1.000 alunos são punidos, suspensos ou expulsos por dia nas escolas. Quase 1.000 por dia, alguns com 5 anos de idade! Por abusos verbais e físicos. No ano passado, 44 professores foram internados em hospitais com graves ferimentos. Diante do quadro-negro, o governo decidiu que professores poderão “usar força” para se defender e apartar brigas. E poderão revistar estudantes em busca de pornografia, celulares, câmeras de vídeo, álcool, drogas, material furtado ou armas.
Achou que era no Brasil? É na Grã-Bretanha.
Os dados são de um relatório governamental. “O sistema escolar entrou em colapso”, diz Katharine Birbalsingh, demitida do Departamento de Educação depois de criticar a violência nas escolas públicas inglesas. “Os professores acabam sendo culpados pela indisciplina. A diretoria da escola estimula essa teoria, os alunos a usam como desculpa e até os professores começam a acreditar nisso. Eles não pedem ajuda com medo de parecer incompetentes.”
Os alunos jogam a cadeira no mestre, chutam a perna do mestre, empurram, xingam. Ou furam o mestre com o lápis, fazem comentários obscenos, estupram, ameaçam com facas. Alguns são casos extremos pinçados pela imprensa. Os números na Grã-Bretanha preocupam. Mostram que as escolas precisam restaurar a autoridade perdida. Muitos professores abandonaram a profissão por se sentir impotentes. Educadores mais rigorosos pregam tolerância zero com alunos bagunceiros e que não fazem seu dever de casa.
As reflexões de lá são iguais às de cá. A violência nas escolas seria uma continuação do lado de fora, na rua e nos lares. A hierarquia cai em desuso. Valores e limites, que quer dizer isso mesmo? Crianças e adolescentes não respeitam ninguém. Nem os pais, nem as autoridades, nem os vizinhos, os porteiros, os pedestres, os colegas, as namoradas. Há uma falta de cerimônia, pudor e educação no sentido mais amplo.
E aí a culpa é jogada nos pais. Por não mostrarem o certo e o errado. Não abrirem um tempo de qualidade com os filhos. Esquecê-los em frente a um computador ou televisão. O de sempre. O aluno que peita o professor também xinga os pais. Aric Sigman, da Royal Society of Medicine, em Londres, autor do livro The spoilt generation (A geração mimada) , afirma que, hoje, até criancinhas nas creches jogam objetos e cadeiras umas nas outras. “Há uma inversão da autoridade. Seus impulsos não são controlados em casa. É uma geração mimada que ataca especialmente as mães”, diz ele.
Muitos professores abandonam o ensino por se sentir impotentes diante da violência dos alunos
E o que o governo britânico faz? Manda o professor revidar. Até agora, ele era proibido de tocar no aluno, mesmo ao ensinar um instrumento numa aula de música. A nova cartilha promete superpoderes aos professores. Mestres, usem “força razoável”, vocês agora têm a última palavra para expulsar um aluno agressivo, revistem mochilas suspeitas. Dará certo? Não acredito. Sem diálogo e consenso entre famílias, escolas, educadores e psicólogos, esse pesadelo não tem fim.
No Brasil, a socióloga Miriam Abramovay, da Faculdade Latino-Americana de Ciências Sociais (Flacso), admite que os professores passaram a ter medo. Numa pesquisa para a Unesco em Brasília, em 2002, um depoimento a chocou: “Um professor me disse que ia armado para a escola. Como se fosse uma selva. Isso mostra total descrença no sistema”. Ela acha que o Brasil está investindo dinheiro demais em bullying, mas esquece todo o resto: “Nossa escola é de dois séculos atrás”. Os ataques aos professores não se limitam à sala de aula. Carros dos mestres são arranhados, pneus são furados. Eles não têm apoio nem ideia de como reagir. Muitos trocam de escola ou abandonam a profissão.
Quando Cristovam Buarque era ministro de Lula, tinha, com Miriam, um projeto nacional de “mediação escolar” para prevenir conflitos, melhorar o ambiente e estimular o aprendizado. “Paulo Freire dizia que a escola era o espaço da alegria, do prazer, mas assim ela se torna o espaço do inferno”, diz Miriam. O projeto não vingou. Cristovam abandonou o barco por sentir que Educação não era prioridade nos investimentos. E continua não sendo. Deveria ser nossa obsessão.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/1,,EMI249495-15230,00.html

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Vídeos de Wellington

Wellington explica a tragédia:


É difícil entender. Porém, mais uma vez, o que desencadeou todo esse episódio foi uma cadeia de fatos, não apenas o bullying. Assistam aos vídeos:



segunda-feira, 11 de abril de 2011

Por que o vilão às vezes vira ídolo?

Caso Wellington...

Nos últimos 3 dias, após o massacre ocorrido em Realengo, estive pesquisando na internet e encontrei o que parece absurdo: seguidores de Wellington. 
São jovens que apóiam a atitude do garoto, comunidades no orkut dizendo que ele, o assassino de 12 crianças, é "o cara"! 

Pessoas que não conseguem refletir sobre a atitude do rapaz, as conseqüências de seus atos, e a besteira que é resolver seus problemas desta maneira: matando inocentes. Sim, me assusta ver que são centenas de pessoas, e de JOVENS que apóiam essas idéias sangrentas. 

Mais uma vez me disponibilizo para ajudar quem quer que seja a passar pelo bullying ou qualquer outro problema, sem apelar para suicídios e assassinatos. 
Existem alternativas!

Por favor, vamos construir a paz!

Grande Abraço,
Carolina Giannoni Camargo.

Vejam a matéria baixo retirada agorinha mesmo do site Terra:

RJ: 4 dias após massacre, ex-aluno ameaça atirar em estudantes
11 de abril de 2011 

Quatro dias após o massacre em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, um ex-aluno de uma escola municipal de Campos dos Goytacazes, no norte do Estado, ameaçou atirar em estudantes e na diretora da instituição. Segundo a Polícia Militar, uma viatura da corporação foi enviada à Escola Municipal Fernando de Andrade, no distrito de Guarus, para atender à ocorrência.
De acordo com a PM, o ex-aluno entrou na escola no início da manhã e teria feito ameaças à diretora da unidade. Em seguida, deixou o prédio dizendo que iria em casa buscar uma arma para atirar contra os estudantes.
Por precaução, a diretora acionou a Polícia Militar, que enviou uma viatura para o local. Até as 11h15, o suspeito - cuja identidade não foi divulgada - não havia sido localizado.

Carta do Atirador de Realengo

domingo, 10 de abril de 2011

Tragédio no Rio: Foi Bullying?

Olá Amigos do blog Bully No Bullying...

Esta semana assistimos a um episódio muito triste ocorrido em Realengo, Rio de Janeiro.No dia 7 de abril, logo no início das aulas matinais na escola municipal Tasso da Silveira, um homem de 23 anos, ao entrar na escola, dispara contra os estudantes e mata mais de dez alunos. Logo após, comete suicídio.

É verdade que nenhum caso de bullying acaba bem, principalmente quando não há nenhuma intervenção educativa, pedagogia e psicológica presente para se combater o caso.
Muitos episódios terminam em grandes tragédias, e envolvem muitas mortes. Porém, será que podemos considerar o episódio de Realengo um caso de bullying?

Vamos analisar os fatores que envolvem o caso:

Wellington Menezes de Oliveira:
Wellington foi quem cometeu o ataque a escola em realengo, deixando como rastro várias mortes e pessoas feridas.
Sua mãe biológica sofria transtornos mentais, e entregou Wellington a uma família adotiva quando o garoto possuía mais ou menos 10 meses de vida. O rapaz chegou a conhecer a mãe biológica e alguns parentes de sangue.
Trabalhou como encarregado de serviços gerais e, dois anos depois foi promovido a auxiliar de almoxarifado em uma empresa de produtos alimentícios.
Ele morreu com 23 ou 24 anos, as informações ainda são dúbias, morava sozinho na casa em que seus pais biológicos, já falecidos, haviam deixado a ele como herança. A mudança para esta casa ocorreu logo após a sua mãe biológica falecer.
Nos meses que antecederam a tragédia, o garoto considerado apático estava desempregado.

Família Adotiva:
Wellington morava com uma mãe adotiva e alguns irmãos, embora se saiba que há alguns meses a família não tinha muito contato com o rapaz, pois este foi morar sozinho.
A mãe de criação levou o garoto a psicólogo, inclusive por indicação da própria escola na época em que estudava lá em Realengo, porém ao completar 18 anos, o rapaz decidiu não continuar o tratamento.
Um dos irmãos adotivos de Wellington disse: “Minha mãe o levou ao psicólogo. Na própria escola foi pedido que o levassem ao psicólogo. Ele começou a ir, mas quando fez 18 anos, parou. Minha mãe o tratava melhor do que aos próprios filhos”.

O que pensavam os vizinhos?
O rapaz viveu no bairro de Realengo por mais de 20 anos, e os vizinhos o consideravam quieto, tímido, sem amigos, estranho e muito inteligente. Uma vizinha conta que na rua onde morava Wellington, ele era motivo de chacotas e que as meninas pegavam muito em seu pé. Disse também que a mãe adotiva contou várias vezes que Wellington era calmo, tranqüilo, mas que as vezes batia com a cabeça na parede.
Outro morador do bairro, dono de um bar, conta que Wellington sempre passava por lá e comprava refrigerante. Andava sozinho, com muitos livros, e gostava de jogos e computador. Este vizinho diz que Wellington nunca bebeu e nem comprou nada alcoólico e que achou estranho seu comportamento nos últimos meses.

Histórico de Wellington na escola:
O rapaz tinha as notas médias e baixas, sempre quieto, pensativo e com poucos amigos. Não gostava de esportes, não compareceu a formatura da oitava série e não era visto com namoradas.
Possuía o apelido de “Sherman”, em referência a um personagem “nerd” do filme “Americam Pie” e de “Suingue”, pois andava mancando. Vejam alguns depoimentos de conhecidos e ex-colegas de turma:
“O jeito estranho e esquisito dele. Na época da escola, as pessoas sacaneavam, botavam apelidos, principalmente sobre sua forma de andar vestido. As meninas eram as que mais zombavam dele”.
Assistam ao vídeo:
O rapaz era ex aluno da escola em que entrou atirando no dia 7 de abril de 2011.

Arma do crime:
A arma do crime foi comprada por ele com a ajuda do chaveiro Charleston Sousa Lacerda, de 38 anos, este falou com um amigo, o desempregado Isaías de Sousa, de 48 anos, e conseguiram um revólver calibre 32 para Wellington.
Apesar de terem recebido 110 euros pela arma, que estava desaparecida desde que fora roubada há 15 anos na zona rural, eles ficaram com muito pouco desse dinheiro.
Wellington usou no massacre também uma outra arma, mais poderosa, um revólver calibre 38, que tinha a numeração de série raspada, o que dificulta o seu rastreamento.
Ontem, ao serem apresentados à imprensa, Charleston e Isaías declararam-se arrependidos de terem vendido a arma a Wellington. Isaías afirmou a jornalistas que se sente culpado em parte pelo massacre, pois forneceu uma das armas ao criminoso, e que chorou muito ao ver a notícia na televisão, pois tem uma filha e uma enteada com idades próximas às das alunas que morreram.

A segurança da escola:
O Wellington entrou na escola facilmente sem que fosse pedido uma identificação. Inúmeras vezes a Aline e eu entramos nas escolas dessa maneira! Basta falar que é palestrante e pronto, está lá dentro. Atenção governantes!  Atenção escolas! Em que época vivem? Muitas ainda estão paradas no tempo da revolução industrial...

Os últimos meses:
Wellington nos últimos meses passou a vestir apenas roupas pretas, deixou a barba crescer até o peito e parece ter se envolvido com o islamismo. Um primo disse que ele se dizia fundamentalista e que queria jogar um avião no cristo redentor.
A polícia encontrou em sua casa computadores queimados, e dez bíblias. Depois da morte da mãe biológica testemunhas contam que ele passou a fumar, beber e ficava o dia inteiro na internet.
Passou os últimos dias da sua vida planejando a tragédia, cortou a barba cinco dias antes para não levantar suspeitas ao entrar na escola e escreveu uma carta de despedida.

A carta de despedida nos mostra o quanto Wellington estava envolvido com seitas religiosas. Fanático, aponta com detalhes como deve ser seu enterro. Na carta, a única referência que nos faz pensar em bullying é a seguinte frase: “Ninguém que no passado não tenha se dado bem comigo deve me beijar, visitar ou se despedir de mim.” No mais, vemos que Wellington, de fato, era perturbado.
A perturbação não está apenas no fato de ter sido alvo de bullying. Talvez a herança genética de sua mãe portadora de esquizofrenia tenha ajudado, assim como o fato da morte dos pais, do desligamento prematuro entre sua mãe biológica e ele, do auto-isolamento, da falta de amor próprio e objetivo em sua vida serem um complemento ao conjunto de fatores que nos ajudam a entender os motivos que o levaram a cometer este crime.

Desta vez, não podemos dizer que a culpa é a apenas do bullying. Que foi por ter sofrido bullying que Wellington fez isso. Há uma série de acontecimentos na vida do rapaz que o levou a cometer esta injustiça tão grande contra aquelas crianças.

Fonte:  
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/arma-do-massacre-do-realengo-custou-110-euros
http://aceveda.com.br/blog/?p=27797
http://www.sidneyrezende.com/noticia/127644+irmao+de+wellington+afirma+que+tratamento+psicologico+foi+interrompido
http://aceveda.com.br/blog/?p=27892

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tragédia No Rio!!!

Pessoal, estou em estado de choque ainda, e tento entender o que houve. As informacoes estão desencontradas mas estou atenta e vou postar ao longo do dia.

O certo é que ele, Welinton Meneses de Oliveira, tinha 24 anos, era ex aluno da escola municipal de Realengo. Matou 12 alunos até o momento e se matou.

Não se pode confirmar ainda bullying mas é o que tudo indica. 

Quem for do Rio, por favor o Hemo Centro do Rio pede doação de sangue na Rua Frei Caneca, telefone: 
21 23328629

Carolina Giannoni Camargo

1000000 de visitantes!

Hoje o Blog comemora 1.000.000 de visitas! 1 milhão de pessoas que chegaram até aqui em busca de informações sobre bullying. Obrigada po...