Compre Aqui

https://www.chiadobooks.com/livraria/bullying-a-violencia-mascarada
Mostrando postagens com marcador Casos de Bullying. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Casos de Bullying. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 7 de novembro de 2017

Foi bullying. Um breve comentário sobre o caso de Goiânia.

O caso chocou o país. No dia mundial de Combate ao bullying, um aluno atirou em seus colegas dentro da escola deixando mortos e feridos. A história se repete, os noticiários também, e aquela sensação de insegurança na escola volta a deixar docentes, coordenadores e pais preocupados.

O dia 20 de outubro de 2017 deixou marcas e também possibilitou uma série de pessoas a escreverem sobre bullying sem analisar corretamente o que é essa violência. Li textos muito bem escritos dizendo que "não foi bullying", que "agora tudo é bullying", etc. e tal. Achei super interessante ler estes textos para poder refletir mais e entender se de fato foi bullying ou não.



Minha conclusão é que sim, e agora vou explicar brevemente porquê o caso de Goiânia foi Bullying: 

"Bullying é uma situação de agressão física e/ou psicológica entre pares e possui características que o diferencia de outros tipos de violência existentes dentro das escolas, tais como: intencionalidade, frequência nas agressões, gratuidade e consequência." Carolina Giannoni Camargo

O garoto que atirou em seus colegas era chamado de Fedorento, conforme relatos de alunos da sua classe. É preciso entender que por trás de um apelido pode existir uma brincadeira e pode existir também uma violência. Então, como distinguir isso?

Quando o apelido é uma brincadeira, não há intenção de agredir ninguém e não existe consequências negativas. Um dos meus melhores amigos só atende pelo apelido, por exemplo.
Agora quando o apelido é violência, existe a intenção de ofender, e a repetição do apelido acontece justamente porque há evidências de que o alvo do apelido não gostou de ser chamado assim. Nestes casos os apelidos são pejorativos e a frequência desta agressão psicológica agrava as consequências para o alvo de bullying.

Quais seriam essas consequências?
Desinteresse pela escola, ansiedade, fobia social, transtornos alimentares, queda no rendimento escolar, pensamentos suicidas, estresse, depressão, assassinatos e suicídios são algumas das consequências sofridas por aqueles que são alvos de bullying na escola.

No caso do aluno que atirou na escola Goyases, em Goiânia, eu não possuo informações sobre o rendimento do aluno na escola, alterações comportamentais, tentativas de ajuda, etc.. O que gostaria de alertar é que o bullying é uma violência silenciosa e mascarada, que acontece debaixo de nosso nariz e precisa ser vista com mais atenção e responsabilidade. 


A Influência da família e seu papel na formação de autores e alvos de bullying.
Sobre esse tema, eu li que o jovem atirador era de uma família de policiais e que os assassinatos poderiam ser resultado de uma educação agressiva e autoritária. Não posso escrever nada sobre isso pois não possuo informações oficiais sobre a família. Mas quero dizer que não existe apenas um motivo para transformar alguém em alvo ou autor dessas agressões. Nós somos a soma de inúmeros fatores internos e externos e estamos sempre em transformação. Esse conjunto pode tirar o peso de culpar alguém pelo ocorrido, mas não tira a responsabilidade dos pais, educadores e da escola em estar atentos e agir contra o bullying.   
Sobre este aspecto - o que leva alguém a ser alvo ou autor de bullying? - temos muitos textos aqui no blog e  deixo 3 links para vocês iniciarem uma leitura: 




Para concluir eu posso dizer que o caso ocorrido em 20 de outubro de 2017, em Goiânia, foi bullying pois:

"Bullying é uma situação de agressão física e/ou psicológica
Foi bullying porque ocorreu violência psicológica;

"entre pares"
Foi bullying porque foi entre pares, ou seja, entre pessoas de igual hierarquia, no caso entre alunos de uma mesma escola;

"e possui características que o diferencia de outros tipos de violência existentes dentro das escolas, tais como: intencionalidade,"
Foi bullying porque o apelido "Fedorento" é pejorativo e o alvo de bullying demonstrou que não gostava dessa situação. A frequência desse apelido a intenção de provocar, ferir, chacotear, etc.;

"frequência nas agressões,
Foi bullying porque conforme relatos de seus colegas ele era chamado frequentemente de "Fedorento";

"gratuidade e"
Foi bullying porque o apelido Fedorento não surgiu após uma briga;


 "consequência."
Foi bullying porque como consequência ocorreram assassinatos, e o alvo de bullying dificilmente pensa de imediato nessa opção para resolver o problema, ou seja, já existiam consequências que não foram percebidas pelos seus pais ou professores.

Que fique o alerta:
·         Os autores de bullying precisam refletir suas ações e para isso precisam da ajuda de um adulto.
·  Os alvos de bullying precisam de amparo e ajuda para se fortalecerem psicologicamente, e para isso também precisam da ajuda de um adulto.
·         Os pais precisam saber identificar o envolvimento dos seus filhos com o bullying.
·         A escola precisa se capacitar e ter em mente que o bullying se previne e se combate diariamente. 

Queridos leitores do blog, já somos quase 900.000 por aqui, agradeço muito e de coração... juntos somos mais fortes!!! Divulguem nosso blog, nossa missão é ajudar!!! Quer saber como? O Blog está cheinho de artigos e dicas sobre o bullying. Mas tem mais aqui:
Instagran @bully_no_bullying

www.bullyingconsultoria.com (nesse site você pode encontrar apostilas e materiais sobre bullying)

terça-feira, 4 de novembro de 2014

O bullying que sofri e a pessoa que me tornei: relatos de quem foi vítima

Oi amigos,  

Achei interessante essa matéria que li no site www.campograndenews.com.br e resolvi compartilhar com vocês. É do dia 17 de outubro deste ano.


Alex na infância, fase adulta e agora, com o corpo em forma. (Foto: Arquivo Pessoal)
Alex na infância, fase adulta e agora, com o corpo em forma. (Foto: Arquivo Pessoal)


Elverson Cardozo

Você já foi vítima de bullying ou conhece alguém que enfrentou essa violência? O termo é relativamente novo, mas a prática, caracterizada por atitudes agressivas, verbais ou físicas, intencionais ou não, vem de anos e, para vítima, é extremamente dolorosa.

Hoje o Lado B conta a história de três pessoas que passaram por isso, mas cresceram, mudaram, deram a volta por cima e, agora, são capazes de surpreender seus agressores porque, de tanto “apanhar”, se tornaram mais fortes.
Alex Ferreira Machado passou a infância, adolescência e parte da vida adulta sendo chamado de Alencão, gordo, gordão, bola, bolota e tantos outros apelidos cruéis. E tudo isso por conta do peso, da obesidade.
O supervidor de vendas chegou a pesar, em sua pior fase, 147 quilos, mas agora tem 83 e um corpo em forma. A mudança, que o deixou irreconhecível, veio depois de uma cirurgia de redução do estômago, realizada há mais de dois anos.
Mas, antes disso, dos 13 aos 28 anos, ele enfrentou todo tipo de preconceito, inclusive o bullyng. “Eu me sentia para baixo, me sentia diferente. As pessoas me viam como um cara fracassado, frustado, sem perspectiva de vida, que não tinha sucesso com as mulheres. Sempre ficava de escanteio. Eu era sempre o último. Era ponto de referência”, conta.
Transformado, ele viu a vida e as relações mudar. Magro, o supervisor teve a oportunidade de reencontrar, anos mais tarde, alguns de seus agressores. “Eles ficaram sem graça. Tem gente que me vê na rua e abaixa a cabeça, finge que nem me conhece, mas minha autoestima vai lá em cima”, relata.
De toda essa experiência, que ele não deseja para ninguém, Alex tirou uma lição. “São pessoas ignorantes, que querem julgar os outros pela aparência, mas o mundo da voltas. Eu calei a boca de muita gente que duvidou da minha capacidade”.

O engenheiro mecânico Douglas Lino sofreu bullying na adolescência. (Foto: Alcides Neto)
O engenheiro mecânico Douglas Lino sofreu bullying na adolescência. (Foto: Alcides Neto)

O engenheiro mecânico Douglas Lino de Oliveira Santos, de 23 anos, também conseguiu deixar muita gente de bico fechado e, por isso, pensa de maneira semelhante. “Não importa de onde a pessoa vem. Você não sabe o dia de amanhã. Você não sabe aonde ela vai estar. Você pode precisar dela”, ensina.
Ele diz issso porque, aos 16 anos, quando se mudou para os Estados Unidos, enfrentou rejeição. Lá, conheceu o bullying e, também, a xenofobia. Na escola onde estudava, era o único brasileiro.
“Eu não falava nada de inglês. Era magricelinho, orelhudinho... Não conhecia ninguém. Era difícil fazer amigos. Passava muita humilhação”, relata.
No primeiros meses, sem saber nada do idioma, Douglas foi vítima dos próprios colegas de sala. “Me chamavam de nomes racistas. Jogaram até comida em mim. Isso aconteceu uma vez”, relembra.
Mas, em um ano, a situação mudou. Dominando o inglês, Douglas passou a se dedicar, também, ao espanhol. Hoje, considerando o português, sua língua materna, ele é trilíngue.

À esquerda, Douglas um mês antes de ir para os Estados Unidos. À direita, ele lá, anos depois, pronto para o trabalho. (Foto: Arquivo Pessoal)
À esquerda, Douglas um mês antes de ir para os Estados Unidos. À direita, ele lá, anos depois, pronto para o trabalho. (Foto: Arquivo Pessoal)
O rapaz, que antes era motivo de piada, passou a ser visto com outros olhos. “Trabalho em uma empresa de tecnologia da informação que tem aproximadamente 40 funcionários. No meu time só eu falo três idiomas”.
A cantora cristã Nandah Marcondes é outro exemplo de alguém que também enfrentou o problema, mas deu a volta por cima. “Sofri bullying quando era pequena, por ser magrela e por ter uma cabeleira um tanto quanto desajeitada. Não tinha amigos e era bem excluída. Muitos nem sequer dançavam comigo”, conta.
O mais ouvia? “Que eu era esquista”, ela responde, em meio a risadas. O riso rola solto porque, hoje, parece engraçado, mas, no passado, a “brincadeira” incomodava e, mais que isso, machucava.

Nandah (de branco) com as amigas, ainda na adolescência. (Foto: Arquivo Pessoal)
Nandah (de branco) com as amigas, ainda na adolescência. (Foto: Arquivo Pessoal)

Mas a menina desajeitada da escola encontrou forças para vencer. “Com o tempo as coisas foram mudando. Eu vi que podia fazer as pessoas começarem a prestar atenção no que tinha a dizer. Foi lá que percebi que eu era líder e que não poderia ser bonita, mas tinha o que dizer”, relata.

Nandah quando recebeu o título de melhor interprete feminina no "Troféu Louvemos ao Senhor", o maior da música católica. (Foto: Arquivo Pessoal)

Tinha o que dizer e o que cantar. Nandah, que hoje mora em Belo Horizonte, é uma cantora premiada a nível nacional e, além disso, liderança jovem. Quando começou a mudar, ela também teve, assim como Alex e Douglas, a oportunidade de reencontrar antigos “amigos”. “Alguns falaram que hoje me tirariam para dançar”.
O bullying a feriu, mas Nandah sobreviveu às “torturas” e virou uma mulher de garras, determinada. “Não importa como as pessoas a classificam. Você sempre tem que saber quem você é. Eu fui me descobrindo com o tempo quem eu era e, no final das contas, percebi que era um tanto esquisita, que não segui nenhum padrão. Essa sou eu”.
A cantora não tem mais a “cabeleira um tanto quanto desajeitada”, mas as madeixas continuam rebeldes, só que agora com muito mais estilo. A ousadia externa só reflete a interna.
“Sou mais forte por ter conseguido enfrentar esse tipo de situação, mas confesso que por muito tempo tive dificuldade em assumir quem eu sou e a minha identidade”, revela.
(Atualizada às 13h26)


sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Menino sofre bullying e se mata; pais postam foto na internet como alerta. Opine!

Mais um caso de bullying que termina em tragédia. Desta vez, os pais do garoto Dylan Stewart, que cometeu suicídio com apenas 12 anos de idade, publicaram na internet uma foto do garoto após a sua morte. Ele estava no hospital há 8 dias em decorrência do lamentável episódio.

O Objetivo?
Segundo informações do tablóide "The Mirror", o objetivo seria alertar a população sobre o resultado que as constantes provocações provocam em alguém. Ou seja, mostrar que o bullying não é brincadeira.

Dylan Stewart sofria ameaças e agressões contínuas na escola onde estudava, em Telford, na Inglaterra. Ele começou a ter aulas em janeiro deste ano. O  jovem mudou-se para a escola nova vindo de outra cidade chamada Stoke-on-Trent, do condado de Staffordshire. Os colegas de classe do adolescente o agrediam constantemente e o xingavam de "Downey", uma referência à Síndrome de Down, que Dylan não tinha.

Até quando, meu Deus? Penso eu. E perdida em meus pensamentos ressalto a importância dos profissionais da escola de levarem a sério as denúncias feitas pelos alunos. Inúmeros casos chegam até os professores, diretores e coordenadores, mas estes acreditam se tratar de "brigas normais".

O motivo seria despreparo, falta de interesse, medo? Cada caso é um caso, mas enquanto os profissionais de educação não estiverem preparados para diferenciar o bullying de outros conflitos existentes nas escolas, ainda sim veremos muitas notícias como essa, infelizmente.

Aos pais, digo que prestem mais atenção em seus filhos, afinal você pode ter em casa um alvo ou um autor de bullying, mesmo sem perceber. Uma das características do bullying é o silêncio.

Aos alunos alvos, tenham força e busquem ajuda. Façam acreditar em você!

Abraços,

Carolina. 

quinta-feira, 29 de março de 2012

Bullying e Religião

Professora evangélica prega em aula e aluno sofre bullying na escola

 
Adolescente e seus pais em casa (Foto: Tiago Silva/DGABC) 

Adolescente de 15 anos passou a ser vítima de bullying e intolerância religiosa como resultado de pregação evangélica realizada pela professora de História Roseli Tadeu Tavares de Santana. Aluno do 2º ano do Ensino Médio na Escola Estadual Antonio Caputo, no Riacho Grande, em São Bernardo, o garoto começou a ter falta de apetite, problemas na fala e tiques nervosos.

Ele passou a ser alvo de colegas de classe porque é praticante de candomblé e não queria participar das pregações da professora, que faz um ritual antes de começar cada aula: tira uma Bíblia e faz 20 minutos de pregação evangélica aos alunos. O adolescente, que no ano passado começou a ter aulas com ela, ficava constrangido. Seu pai, o aposentado Sebastião da Silveira, 64 anos, é sacerdote de cultos afros. Neste ano, por não concordar com a pregação, decidiu não imitar os colegas. Eles perceberam e sua vida mudou.

Desde janeiro, ele sofre ataques. Primeiro, uma bola de papel lhe atingiu as costas. Depois, ofensas graves aos pais, que resolveram agir. "Ficamos abalados", disse Silveira. "A própria escola não deu garantias de que meu filho terá segurança."

O garoto estuda na unidade desde a 5ª série. Poucos sabiam de sua crença. E quem descobria se afastava.Da professora, ouviu que pregação religiosa fazia parte do seu método. Roseli não quis comentar sobre o caso.

A Secretaria Estadual da Educação promete que a Diretoria de Ensino de São Bernardo irá apurar a história e reconhece que pregar religião é proibido pela Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional.
Na escola, os alunos reclamam da prática. "Não aprendi nada com ela. Só que teria de ter a mesma religião que ela", disse um menino de 16 anos.

O que acha disso?
Escreva para nós! 

terça-feira, 20 de março de 2012

Denúncia de mais um caso - O desabafo de um alvo

"Oi, meu nome é Ricardo (nome fictício), tenho 15 anos e estudo na escola estadual onofre pires em santo angelo -RS comecei a estudar lá esse ano no primeiro ano do ensino médio, desde que comecei a estudar lá venho sofrendo bulling por quase toda a turma e inclusive por parte de alguns professores, quando perguntei a minha professora de geografia porque ela não fazia nada enquanto eu sofria agressões verbais ela disse "a aula é uma democracia", eu venho sendo agredido desde que me assumi gay, alguns alunos estavam simulando sexo oral e anal em um ursinho de pelúcia e me chamando de viado,viadinho,gayzinho,chupa rola,pau no cú entre todas as ofensas posiveis, e hoje durante a aula de física um colega de classe veio me xingando e perguntando se eu queria apanhar porque era viado, e eu respondi: eu não tenho medo de você, e na saida ele disse "se você não tem medo de mim, vai levar facada pra aprender", no final da aula eu falei pra minha professora pra ficar um tempo a mais durante a aula, ela nem fez conta, eu não levei a serio, e sai da escola normalmente fiz uma menção a ficar mais tempo pra ajudar a professora(mas ela me ignorou e fez que não ouviu), eu sofri bulling na outra escola que eu estudei pelo mesmo motivo CORAGEM DE DIZER QUEM SOU, na saída ele veio em minha direção e gritou VOCÊ NÃO TEM MEDO DE MIM! e fez que ia tirar uma faca do bolso e eu peguei uma lapis da minha mochila pra me defender(agora eu percebi que foi uma ideia idiota), e le deu uma rasteira e me derrubou no chão(era no asfalto) e quebrou meu lapis, depois ele me segurou e comecou a me chutar e a me dar socos, metade da turma viu e ninguem fez nada, isso foi de dia a tarde e no centro, muita gente viu e saiu do comercio pra me ajudar e para separar a briga(não sei se fariam o mesmo se soubessem o que eu sou) a diretora estava chegando e ela viu eu apanhando e ela me ajudou(tem professoras que são legais, mas tem algumas que são maldosas) ela me acudiu e também outras professoras do turno da tarde(que não sabiam que eu era gay) viram e me ajudaram, e me levaram para delegacia para eu fazer B.O eu cheguei muito assustado e nem disse que eu sou gay (SEI QUE TALVES SE EU TIVESSE DITO NINGUEM TERIA DADO ATENÇÃO), cheguei lá chorando e humilhado, eu tenho medo que aconteça alguma coisa comigo, eu queria que alguém me ajudasse! antes que eu virasse mais nas estatísticas de LGBT mortos, as vezes eu sinto que ninguém gosta de mim e que a unica solução pra mim é me matar, POR FAVOR ALGUEM ME AJUDA!"

Esta é a carta de um alvo de bullying pedindo ajuda.
Uma rádio da cidade abordou o pedido de socorro e o município de 75 mil habitantes na Região das Missões, a 459 km de Porto Alegre, próximo à fronteira com a Argentina, conheceu mais este caso de homofobia e agressão. O menino, aluno do primeiro ano do ensino médio, denuncia que sobre preconceito pelos alunos do colégio onde estuda e até de professores. Que ao ser ameaçado por outros alunos pediu socorro aos professores que o ignoraram. Ele era xingado em plena sala de aula e chegou a ser ameaçado de morte. Tudo isso por ser homossexual assumido. Ele chegou a ser perseguido fora do horário de aula e foi agredido por outros alunos com socos e pontapés até que a diretora e outros transeuntes o socorreram. O fato aconteceu no último dia 13 e dois dias depois o menino denunciou o ocorrido.

Com a repercussão do caso, foi feito um boletim de ocorrência e os agressores serão punidos, garantiu o coordenador regional da 14ª CRE, Adelino Seibt, em entrevista no programa Rádio Visão. Os pais dos alunos foram chamados e foi registrado o caso em ata. A punição pode chegar de suspensão a transferência do agressor. O incidente levou a secretaria estadual de Educação a ver a importância do debate do tema bullying nas escolas.

Por sorte, o rapaz conta com uma família que o dá suporte, mesmo assim, pelo relato do rapaz, é possível ver como é difícil o combate ao bullying sem apoio institucional – seja da família, seja da Escola. Deste modo, urge a necessidade de um programa como o Escola sem Homofobia, que não resolve por si só, mas dá ferramentas para alunos, pais e professores possam identificar e intervir em momentos críticos e decisivos.

Apesar da rápida solução do caso, os pais do garoto decidiram transferi-lo para uma escola particular, onde entendem que o filho estará mais seguro.
"Fonte: Santo Angelo-RS"

(Foto: "O amor é mais alto do que .... a pressão para ser perfeito". Demi Lovato)

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Bullying no quartel



Fonte:http://www.revistaladoa.com.br/ retirado em 21.07.2011 às 3:48

"Um rapaz de 19 anos foi violentado por outros quatro soldados no quartel do Parque Regional de Manutenção de Santa Maria, Rio Grande do Sul, na noite do dia 17 de maio. O rapaz que cumpria detenção por não se apresentar em um plantão foi agarrado, teve a boca tapada e foi violentado por outros quatro soldados, que o ameaçaram para não contar o ocorrido. Na manhã seguinte, após passar mal, o rapaz denunciou o ocorrido a um sargento e foi conduzido ao Hospital de Guarnição de Santa Maria, onde ficou internado por seis dias. Os militares negam que houve violência e pediram mais 20 dias para finalizar o inquérito militar que será apresentado em agosto. Tendo havido violência ou não, os militares serão julgados segundo o Código Militar, que proíbe sexo na caserna, informou o General Etchegoyen, segundo relatório do parlamentar Jeferson Fernandes (PT).

Quando o soldado estava internado, um militar que fazia sua escolta chegou a dizer que ele iria “se ferrar” por conta da repercussão do caso. Por vergonha, o jovem não contou a família do ocorrido, sua mãe foi informada por terceiros dos fatos e procurou um advogado. Os advogados da defesa denunciaram à Assembléia Legislativa do Rio Grande do Sul (ALRS) sobre a violência e silêncio por parte dos militates. A Comissão de Direitos Humanos da ALRS denunciou o fato e emitiu relatório escrito pelo deputado petista.

Segundo versão de KPK, o jovem violentado, ele cumpria o primeiro dos 10 dias de detenção por ter faltado a uma vigília na semana anterior. O rapaz alegou que freqüentemente era vítima de bullying por outros soldados e não sabe o que motivou a agressão. Apenas um dos quatro agressores não participou do ato sexual contra o rapaz que nega ser homossexual. O fato ocorreu no alojamento, e o crime foi de conhecimento de ao menos outros 15 militares que estava no local e não socorreram o rapaz. Um tenente teria dito à família que o jovem era homossexual, enquanto os pais visitavam o filho no hospital. Agora, KPK está sob licença médica e não participou da cerimônia de entrega da boina – quando um soldado é incorporado ao corpo do exército.
O crime está sendo julgado pelos militares, por ter ocorrido dentro de um quartel. A família teme que os militares neguem e a violência. O laudo médico do rapaz aponta a presença de escoriação anal mas os militares negam que isto seja suficiente para dizer que houve violência e chegam a dizer que a relação foi consensual. O inquérito militar preliminar chegou a apontar o ocorrido como uma “brincadeira corporal entre colegas”.
Com a denúncia na Assembléia Legislativa gaúcha, outros casos de violência sexual dentro de instituições militares começaram a aparecer, segundo assessoria do deputado Jeferson Fernandes."
 Olá Pessoal!

 "O rapaz alegou que freqüentemente era vítima de bullying por outros soldados e não sabe o que motivou a agressão."
 Uma das características do bullying é a gratuidade. Esta é ligada diretamente a uma segunda característica: a intencionalidade.
Vamos entender melhor?
Bullying é uma violência gratuita e isso significa que o alvo não precisa ter feito nada para que o autor sinta-se no direito de agredi-lo, umas vez que este, o autor, tem a intenção clara de se destacar perante aos demais. O objetivo do autor de bullying é sempre se destacar e ele faz isso rebaixando o outro, o seu par.
Abraços,
Carolina Giannoni Camargo. 

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Cyberbullying no Facebook

14/07/2011 10h45 - Atualizado em 14/07/2011 10h47 - G1 

Americana de 12 anos é condenada por perseguir colega no Facebook

Ela roubou senha de vítima e postou conteúdo sexual.
Menina foi condenada a liberdade condicional nos EUA.

Do G1, em São Paulo
Usuário testa serviço de desconto em lojas do Facebook no lançamento do serviço na Europa. (Foto: Suzanne Plunkett/Reuters)Meninas roubaram senha do Facebook de
colega e postaram conteúdo pornográfico
(Foto: Suzanne Plunkett/Reuters)
Uma menina de 12 anos foi condenada a liberdade condicional nos Estados Unidos por perseguir uma colega de classe no Facebook.
Segundo reportagem da rede “NBC”, a americana foi condenada por invasão de computador ao roubar a senha da vítima para entrar na sua conta no Facebook. Ela e outra colega de apenas 11 anos postaram conteúdo sexual explícito na página da vítima.

“Quero pedir desculpas por fazer as pessoas passarem por isso”, disse a jovem de 12 anos no tribunal na quarta-feira (13). “Eu me sinto muito mal e se eu pudesse voltar atrás eu mudaria tudo”.

Além de postarem conteúdo pornográfico na página da colega, as duas também enviaram mensagens para meninos para marcar encontros sexuais. A mãe da vítima chamou a polícia depois de encontrar mensagens vulgares na página da filha no Facebook, incluindo montagens com fotos da menina.

Segundo os promotores do caso, a vítima esteve na casa de uma das acusadas em março, onde ela teria se logado no Facebook. Suas informações foram armazenadas no computador da colega

terça-feira, 10 de maio de 2011

Bullying em distrito de Mogi das Cruzes

Pais denunciam caso de bullying
As mudanças no comportamento do estudante foram os princípios indícios de que algo estava errado
Cleber Lazo - Da reportagem local
Guilherme Bertti

Pais denunciaram caso na escola do Estado em César de Souza; o filho está relutando em ir às aulas
Os pais de um estudante de apenas 10 anos denunciam que a criança sofre bullying dos alunos mais velhos na Escola Estadual Doutor Rubens Mercadante de Lima, em César de Souza. Desde o início do ano letivo, o garoto já foi agredido duas vezes de forma grave. Na última, bateu a cabeça depois de ser empurrado.
O menino se recusa a ir para a escola com medo de novos atos de violência. Os pais comunicaram o caso à direção da escola e à Diretoria Regional de Ensino, mas nenhuma providência foi tomada. As agressões ocorrem dentro do banheiro.
A mãe da vítima, Elaine Cristina de Oliveira, 29 anos, disse que o filho estudou durante os últimos anos em uma escola municipal e em 2011, quando passou para a 5ª série, foi transferido à instituição de ensino que iria se transformar no palco de mais um caso de bullying. "Ele estranhou a mudança, mas como alguns amigos dele também foram para lá, não nos preocupamos com a adaptação, até os problemas começarem", disse.
As mudanças no comportamento do estudante foram os princípios indícios de que algo estava errado. "Ele passou a reclamar das brincadeiras que aconteciam no banheiro. Dias depois apareceram as primeiras lesões no peito", disse a mãe. Os ferimentos tiveram origem porque os alunos da 7ª série, mais velhos que a vítima, apertavam o peito do aluno, imitando os personagens do programa Pânico na TV, da Rede TV!.
Com o aparecimento dos machucados, que tiveram como saldo uma grave inflamação, os pais procuraram a diretoria da escola. "Conversamos com eles e a promessa foi que o caso seria analisado e os agressores repreendidos, porém, os dias passaram e meu filho continuou sendo alvo dessas brincadeiras violentas", lembrou Elaine.
A segunda agressão grave, o empurrão e a lesão na cabeça, levaram os pais a procurarem a Diretoria de Ensino. "Fomos pedir a transferência para qualquer escola da cidade e a resposta foi que não havia vaga", contou a mãe da vítima. A situação preocupa os pais do aluno, que passaram a monitorá-lo ainda mais. "O medo de ir para escola é constante, porque as brincadeiras no banheiro continuam. Orientamos para ele ficar sempre próximo de um professor ou funcionário da escola e tentamos convencê-lo a ir às aulas, porém, não é fácil", descreveu Elaine. Ela contou que mesmo com os problemas, as notas do garoto continuam altas.
A Secretaria de Estado da Educação informou que a direção da escola por diversas vezes tentou reunir-se com os responsáveis, porém, somente na última quinta-feira foi procurada pelo pai do estudante. Após relatar o ocorrido, ele solicitou a transferência. Enquanto a direção providenciava, o pai desistiu do pedido. Uma equipe da diretoria regional enviará na próxima segunda-feira um supervisor até a escola a fim de reunir-se com os alunos envolvidos e funcionários para apurar o caso e tomar providências.


http://www.moginews.com.br/materias/matimp.aspx?idmat=92392

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Casey e Justin

Justin Bieber se apresenta com vítima de bullying

FAMOSIDADES

Justin Bieber não para de surpreender os fãs. O cantor convidou o estudante australiano Casey Heynes para subir ao palco durante um show em Melbourne, na Austrália.

O menino ficou famoso na internet graças a um vídeo em que aparece se defendendo do bullying escolar. Conhecido como "Zangief Kid"  (menção a um personagem do jogo "Street Fighter"), Casey Heynes virou o herói de muita gente. E como Bieber é totalmente contra o bullying, chamou o garoto para se apresentar com ele antes da música "Never Say Never".
"Quero todo mundo aplaudindo este garoto. Só quero dizer que ele é muito inspirador. Ele mostrou para outras pessoas que elas deveriam defender o que acreditam", declarou o astro teen para o público.
Logo depois do show, Justin Bieber continuou elogiando Heynes. "Um garoto que soube se defender do bullying. Um herói da vida real. Encontramos Casey e sua família e trouxemos todos de avião para o show. Obrigado, Casey", escreveu o cantor em seu Twitter.

FAMOSIDADES
Por FAMOSIDADES

Assista ao vídeo:



Lembrando que a melhor maneira de resolver um conflito não começa por meio da violência, antes peçam ajuda! 
Carolina.
contato.bullying@yahoo.com.br 

terça-feira, 19 de abril de 2011

Caso Rafael Fonseca

Estudante da PB que chegou a ameaçar colegas em 2008, luta hoje contra o Bullying

Em fevereiro de 2008 a cidade de João Pessoa foi sacudida por ameaças publicadas na internet contra estudantes do colégio Motiva, onde um aluno encapuçado, que se autodenominava Bulicida, exibia armas e se dizia disposto a cometer um atentado. O caso felizmente teve um fim diferente da tragédia de Realengo, onde 12 crianças foram executadas por um jovem que também sofreu bullying na escola. Hoje, o ex-aluno do Motiva, Rafael Fonseca, usa a rede mundial e computadores para conscientizar os internautas sobre um problema que afeta milhões de crianças no planeta.

Rafael conta em novos vídeos, publicados no You Tube, que chegou a tomar medicamentos de tarja preta para combater a depressão que sofria desde a época em que estudou com colégio Pio XI, também na capital paraibana, e revela que comprou os medicamentos pela internet, sem o uso de receitas médicas.

O jovem elogiou a atuação do Ministério Público da Paraíba, entre as quais: o serviço “Disque 100”, que recebe denúncias de Bullying, a Lei 8.538/2008 (Lei trata do enfrentamento ao Bullying, de ação interdisciplinar e de participação comunitária nas escolas públicas e privadas do Estado da Paraíba) e trabalhos de divulgação e conscientização sobre Bullying e Violência Escolar em universidades e escolas.

Em seu canal no You Tube, Rafael se apresenta da seguinte forma: “Meu nome é Rafael Fonseca, fui vítima de Bullying e atualmente discuto e falo abertamente sobre este problema, que afeta milhões de crianças e jovens no Brasil e no mundo”. E completa: “Meus vídeos depoimentos conto meus relatos sobre o bullying que sofri dentro da escola e também falo sobre o "Caso Motiva" ou "Caso Bulicida", no qual ameacei realizar um falso ‘atentado’ armado e com explosivos dentro de uma escola particular na cidade de João Pessoa, capital do estado da Paraíba, no ano de 2008. Na época eu tinha 17 anos de idade. O objetivo único desse Canal, é expor a aqueles que sofreram bullying que não estão sós nessa luta. E aqueles que causam/causaram bullying, vejam o desastre que podem ocasionar”.

Rafael conta que no colégio Pio XI teve problemas com uma professora e diz que esta chegou a influenciar estudantes contra ele, fato que teria resultado em agressões, que normalmente ocorriam antes da aula de educação física. “Hoje eu tenho mais informações sobre isso e entendo que o Colégio Motiva foi vítima do meu pós-bullying, ou seja, o problema estourou no Motiva, como poderia ter estourado em qualquer colégio que eu entrasse”, revelou em depoimento.

Apesar de a imprensa divulgar na época que a revolta do então estudante do ensino médio tinha sido provocada por apelidos, Rafael diz que tal fato só foi responsável por 2% de sua ação. Após revelar sua identidade, Rafael disse ter sido submetido a realizar um trabalho comunitário, sendo acompanhado por uma psicóloga, mas chateado com o fato de ter que pagar por um “erro” que entendia não ser seu. Rafael faz questão de destacar que o “grupo bulicida” que assinou alguns vídeos jamais existiu e que tudo foi produto da sua imaginação para chamar a atenção para o fato.

Um dos fatos mais surpreendentes narrados pelo jovem é um falso sequestro forjado por ele, onde chegou a pensar em atear fogo ao próprio corpo, mas acabou desistindo pelo desconforto causado pela grande quantidade de gasolina que jogou em si mesmo, tendo revelado a farsa após oito horas de depoimento. 
http://www.clickpb.com.br/artigo.php?id=20110411044040&cat=paraiba&keys=estudante-pb-chegou-ameacar-colegas-luta-hoje-contra-bullying

Parte 1 


Parte 2


Parte 3

 

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Vídeos de Wellington

Wellington explica a tragédia:


É difícil entender. Porém, mais uma vez, o que desencadeou todo esse episódio foi uma cadeia de fatos, não apenas o bullying. Assistam aos vídeos:



segunda-feira, 11 de abril de 2011

Por que o vilão às vezes vira ídolo?

Caso Wellington...

Nos últimos 3 dias, após o massacre ocorrido em Realengo, estive pesquisando na internet e encontrei o que parece absurdo: seguidores de Wellington. 
São jovens que apóiam a atitude do garoto, comunidades no orkut dizendo que ele, o assassino de 12 crianças, é "o cara"! 

Pessoas que não conseguem refletir sobre a atitude do rapaz, as conseqüências de seus atos, e a besteira que é resolver seus problemas desta maneira: matando inocentes. Sim, me assusta ver que são centenas de pessoas, e de JOVENS que apóiam essas idéias sangrentas. 

Mais uma vez me disponibilizo para ajudar quem quer que seja a passar pelo bullying ou qualquer outro problema, sem apelar para suicídios e assassinatos. 
Existem alternativas!

Por favor, vamos construir a paz!

Grande Abraço,
Carolina Giannoni Camargo.

Vejam a matéria baixo retirada agorinha mesmo do site Terra:

RJ: 4 dias após massacre, ex-aluno ameaça atirar em estudantes
11 de abril de 2011 

Quatro dias após o massacre em Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, um ex-aluno de uma escola municipal de Campos dos Goytacazes, no norte do Estado, ameaçou atirar em estudantes e na diretora da instituição. Segundo a Polícia Militar, uma viatura da corporação foi enviada à Escola Municipal Fernando de Andrade, no distrito de Guarus, para atender à ocorrência.
De acordo com a PM, o ex-aluno entrou na escola no início da manhã e teria feito ameaças à diretora da unidade. Em seguida, deixou o prédio dizendo que iria em casa buscar uma arma para atirar contra os estudantes.
Por precaução, a diretora acionou a Polícia Militar, que enviou uma viatura para o local. Até as 11h15, o suspeito - cuja identidade não foi divulgada - não havia sido localizado.

Carta do Atirador de Realengo

domingo, 10 de abril de 2011

Tragédio no Rio: Foi Bullying?

Olá Amigos do blog Bully No Bullying...

Esta semana assistimos a um episódio muito triste ocorrido em Realengo, Rio de Janeiro.No dia 7 de abril, logo no início das aulas matinais na escola municipal Tasso da Silveira, um homem de 23 anos, ao entrar na escola, dispara contra os estudantes e mata mais de dez alunos. Logo após, comete suicídio.

É verdade que nenhum caso de bullying acaba bem, principalmente quando não há nenhuma intervenção educativa, pedagogia e psicológica presente para se combater o caso.
Muitos episódios terminam em grandes tragédias, e envolvem muitas mortes. Porém, será que podemos considerar o episódio de Realengo um caso de bullying?

Vamos analisar os fatores que envolvem o caso:

Wellington Menezes de Oliveira:
Wellington foi quem cometeu o ataque a escola em realengo, deixando como rastro várias mortes e pessoas feridas.
Sua mãe biológica sofria transtornos mentais, e entregou Wellington a uma família adotiva quando o garoto possuía mais ou menos 10 meses de vida. O rapaz chegou a conhecer a mãe biológica e alguns parentes de sangue.
Trabalhou como encarregado de serviços gerais e, dois anos depois foi promovido a auxiliar de almoxarifado em uma empresa de produtos alimentícios.
Ele morreu com 23 ou 24 anos, as informações ainda são dúbias, morava sozinho na casa em que seus pais biológicos, já falecidos, haviam deixado a ele como herança. A mudança para esta casa ocorreu logo após a sua mãe biológica falecer.
Nos meses que antecederam a tragédia, o garoto considerado apático estava desempregado.

Família Adotiva:
Wellington morava com uma mãe adotiva e alguns irmãos, embora se saiba que há alguns meses a família não tinha muito contato com o rapaz, pois este foi morar sozinho.
A mãe de criação levou o garoto a psicólogo, inclusive por indicação da própria escola na época em que estudava lá em Realengo, porém ao completar 18 anos, o rapaz decidiu não continuar o tratamento.
Um dos irmãos adotivos de Wellington disse: “Minha mãe o levou ao psicólogo. Na própria escola foi pedido que o levassem ao psicólogo. Ele começou a ir, mas quando fez 18 anos, parou. Minha mãe o tratava melhor do que aos próprios filhos”.

O que pensavam os vizinhos?
O rapaz viveu no bairro de Realengo por mais de 20 anos, e os vizinhos o consideravam quieto, tímido, sem amigos, estranho e muito inteligente. Uma vizinha conta que na rua onde morava Wellington, ele era motivo de chacotas e que as meninas pegavam muito em seu pé. Disse também que a mãe adotiva contou várias vezes que Wellington era calmo, tranqüilo, mas que as vezes batia com a cabeça na parede.
Outro morador do bairro, dono de um bar, conta que Wellington sempre passava por lá e comprava refrigerante. Andava sozinho, com muitos livros, e gostava de jogos e computador. Este vizinho diz que Wellington nunca bebeu e nem comprou nada alcoólico e que achou estranho seu comportamento nos últimos meses.

Histórico de Wellington na escola:
O rapaz tinha as notas médias e baixas, sempre quieto, pensativo e com poucos amigos. Não gostava de esportes, não compareceu a formatura da oitava série e não era visto com namoradas.
Possuía o apelido de “Sherman”, em referência a um personagem “nerd” do filme “Americam Pie” e de “Suingue”, pois andava mancando. Vejam alguns depoimentos de conhecidos e ex-colegas de turma:
“O jeito estranho e esquisito dele. Na época da escola, as pessoas sacaneavam, botavam apelidos, principalmente sobre sua forma de andar vestido. As meninas eram as que mais zombavam dele”.
Assistam ao vídeo:
O rapaz era ex aluno da escola em que entrou atirando no dia 7 de abril de 2011.

Arma do crime:
A arma do crime foi comprada por ele com a ajuda do chaveiro Charleston Sousa Lacerda, de 38 anos, este falou com um amigo, o desempregado Isaías de Sousa, de 48 anos, e conseguiram um revólver calibre 32 para Wellington.
Apesar de terem recebido 110 euros pela arma, que estava desaparecida desde que fora roubada há 15 anos na zona rural, eles ficaram com muito pouco desse dinheiro.
Wellington usou no massacre também uma outra arma, mais poderosa, um revólver calibre 38, que tinha a numeração de série raspada, o que dificulta o seu rastreamento.
Ontem, ao serem apresentados à imprensa, Charleston e Isaías declararam-se arrependidos de terem vendido a arma a Wellington. Isaías afirmou a jornalistas que se sente culpado em parte pelo massacre, pois forneceu uma das armas ao criminoso, e que chorou muito ao ver a notícia na televisão, pois tem uma filha e uma enteada com idades próximas às das alunas que morreram.

A segurança da escola:
O Wellington entrou na escola facilmente sem que fosse pedido uma identificação. Inúmeras vezes a Aline e eu entramos nas escolas dessa maneira! Basta falar que é palestrante e pronto, está lá dentro. Atenção governantes!  Atenção escolas! Em que época vivem? Muitas ainda estão paradas no tempo da revolução industrial...

Os últimos meses:
Wellington nos últimos meses passou a vestir apenas roupas pretas, deixou a barba crescer até o peito e parece ter se envolvido com o islamismo. Um primo disse que ele se dizia fundamentalista e que queria jogar um avião no cristo redentor.
A polícia encontrou em sua casa computadores queimados, e dez bíblias. Depois da morte da mãe biológica testemunhas contam que ele passou a fumar, beber e ficava o dia inteiro na internet.
Passou os últimos dias da sua vida planejando a tragédia, cortou a barba cinco dias antes para não levantar suspeitas ao entrar na escola e escreveu uma carta de despedida.

A carta de despedida nos mostra o quanto Wellington estava envolvido com seitas religiosas. Fanático, aponta com detalhes como deve ser seu enterro. Na carta, a única referência que nos faz pensar em bullying é a seguinte frase: “Ninguém que no passado não tenha se dado bem comigo deve me beijar, visitar ou se despedir de mim.” No mais, vemos que Wellington, de fato, era perturbado.
A perturbação não está apenas no fato de ter sido alvo de bullying. Talvez a herança genética de sua mãe portadora de esquizofrenia tenha ajudado, assim como o fato da morte dos pais, do desligamento prematuro entre sua mãe biológica e ele, do auto-isolamento, da falta de amor próprio e objetivo em sua vida serem um complemento ao conjunto de fatores que nos ajudam a entender os motivos que o levaram a cometer este crime.

Desta vez, não podemos dizer que a culpa é a apenas do bullying. Que foi por ter sofrido bullying que Wellington fez isso. Há uma série de acontecimentos na vida do rapaz que o levou a cometer esta injustiça tão grande contra aquelas crianças.

Fonte:  
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/internacional/mundo/arma-do-massacre-do-realengo-custou-110-euros
http://aceveda.com.br/blog/?p=27797
http://www.sidneyrezende.com/noticia/127644+irmao+de+wellington+afirma+que+tratamento+psicologico+foi+interrompido
http://aceveda.com.br/blog/?p=27892

sábado, 9 de abril de 2011

Colégio do Rio indenizará alvo

Colégio terá que indenizar família por bullying de alunos

http://odia.terra.com.br/portal/rio/html/2011/4/colegio_tera_que_indenizar_familia_por_bullying_de_alunos_156623.html


Rio - A Sociedade de Ensino e Beneficiência Nossa Senhora da Piedade foi condenada a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 35 mil à família de uma ex-aluna. A estudante, representada por seus pais Ellen Bionconi e Rubens Affonso, entrou com ação na 7ª Vara Cível do Méier, na Zona Norte da cidade, contra a escola relatando que, desde o início de março de 2003, vinha sofrendo agressões físicas e verbais por parte de colegas de classe.

Na época, a menor tinha apenas 7 anos de idade e foi arrastada, espetada na cabeça por um lápis, sofreu arranhões, além de socos, chutes, gritos no ouvido, palavrões e xingamentos. Em virtude desses acontecimentos, configurados como bullying, a criança acabou adquirindo fobia de ir à escola, passou a ter insônia, terror noturno e sintomas psicossomáticos, como enxaqueca e dores abdominais, tendo que se submeter a tratamento com antidepressivos e, no fim do ano letivo, mudou de escola.

A entidade de ensino defendeu-se alegando ter tomado todas as medidas pedagógicas merecidas pelo caso, porém não entendeu ser conveniente o afastamento dos alunos da escola, sendo os mesmos acompanhados por psicólogos, bem como os responsáveis chamados ao colégio. Documentos comprovam reclamações formuladas não só pelos pais da menina como de outros alunos, que também sofriam o bullying.

Para a 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio, o dano moral ficou configurado e a responsabilidade é da escola, pois, na ausência dos pais, a mesma detém o dever de manutenção da integridade física e psíquica de seus alunos.

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Tragédia No Rio!!!

Pessoal, estou em estado de choque ainda, e tento entender o que houve. As informacoes estão desencontradas mas estou atenta e vou postar ao longo do dia.

O certo é que ele, Welinton Meneses de Oliveira, tinha 24 anos, era ex aluno da escola municipal de Realengo. Matou 12 alunos até o momento e se matou.

Não se pode confirmar ainda bullying mas é o que tudo indica. 

Quem for do Rio, por favor o Hemo Centro do Rio pede doação de sangue na Rua Frei Caneca, telefone: 
21 23328629

Carolina Giannoni Camargo

Violência em Universidade - Bullying

Vítima de bullying deve deixar curso em instituição


Agressora, segurança e representante da Barão de Mauá serão chamados a falar sobre o caso na DDM


Jucimara de Pauda

Ana Claudia teve ferimentos no rosto


A estudante que foi vítima de bullying e agredida por uma colega de classe na última sexta-feira (1), em frente ao Centro Universitário Barão de Mauá, prestou depoimento nesta quarta-feira (6) na DDM (Delegacia da Defesa da Mulher). A aluna Ana Claudia Karen Sauler, de 20 anos, disse que vai deixar o curso de enfermagem, na universidade.
Ana Claudia contou à delegada Lucia Bocardo Batista Pinto, em depoimento de duas horas, que desde o início do ano é vítima de bullying, que é o constrangimento físico ou moral por parte de colegas.
"Contei a ela que eles me excluíam de tudo e que, depois que reclamei para a coordenadora do curso, fui agredida por uma das alunas", disse Ana Claudia.
A estudante afirmou que um dia após reclamar, três meninas resolveram tirar satisfações e uma delas a agrediu com um capacete.
"Eu estava sangrando e os seguranças da universidade não me socorreram. Eles se omitiram", disse.
Ela confirmou que vai prosseguir com o curso em outra instituição de ensino. "Não tenho clima para ficar lá. Passei a ir ao psiquiatra e ao psicólogo e estou tomando remédios para dormir e para me manter acordada, porque tenho medo de tudo", afirmou.
A delegada afirmou que vai convocar para prestar depoimentos nos próximos dias a agressora, um representante da universidade e o segurança da instituição.
"A vítima apontou apenas uma agressora. Ela informou que fez raio-X e não tem fratura no nariz, mas sofreu lesão no dente. Vamos aguardar os laudos."
Segundo ela, a tipificação do crime depende da gravidade dos ferimentos. Em caso de condenação, a pena para lesão corporal leve é de três meses a um ano de detenção e, para grave, de um a cinco anos.

1000000 de visitantes!

Hoje o Blog comemora 1.000.000 de visitas! 1 milhão de pessoas que chegaram até aqui em busca de informações sobre bullying. Obrigada po...