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segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Lei Municipal de Campinas

De autoria do Vereador Biléo Soares, a lei municipal de combate ao bullying nº 13680 de 18/09/2010 garante o direito dos alunos das escolas municipais de Campinas de estudarem em um instituição de ensino que possui um projeto de prevenção a este tipo de violência.
Aline Isabela Archangelo e Carolina Giannoni Camargo propuseram algumas mudanças na lei, e estas foram aceitas pelo vereador Biléo Soares que se mostrou preocupado e interessado em fazer mais para acabar com o bullying no nosso município. 
Gostaríamos de agradecer ao vereador por facilitar nosso trabalho que, afinal, possui um único objetivo: Levar mais paz, bem estar e qualidade de vida para os alunos, por meio da prevenção ao bullying.



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

16% dos internautas brasileiros temem o cyberbullying



 

A prática do cyberbullying, ou intimidação virtual, representa um dos maiores riscos da internet para 16% dos jovens brasileiros conectados à rede. Isso é o que mostra uma pesquisa realizada em fevereiro de 2010 pela Safernet, ONG de defesa dos direitos humanos na internet, envolvendo 2.160 internautas do país com idades entre 10 e 17 anos.
 Esse mesmo estudo indica que 38% dos jovens reconhecem ter um amigo que já foi vítima de cyberbullying – quando sofrem atitudes agressivas, intencionais e repetitivas no universo virtual, vindas de uma pessoa ou de um grupo. Os números mostram, no entanto, que apenas 7% dos entrevistados já ouviram o desabafo de seus amigos sobre a vivência de situações de agressão e humilhação na internet.
Uma pesquisa global, da empresa de segurança Trend Micro, indica que um terço dos jovens ativos na internet já passou por situações semelhantes. Também por conta dessa prática agressiva, o Dia da Internet Segura, realizado em 55 países nesta terça-feira (9), teve o tema “pense antes de postar”, com um alerta sobre os perigos das informações que são divulgadas de forma irresponsável na web.

Consequências extremas
Um
exemplo bastante conhecido sobre as conseqüências negativas e extremas do cyberbullying é o da jovem Megan Meier, que se suicidou nos Estados Unidos em 2006, aos 13 anos. A responsável pela intimidação virtual da jovem foi Lori Drew, de 49 anos. Ela criou um perfil falso no MySpace de um jovem de 16 anos para humilhar Megan, que teria espalhado boatos sobre sua filha. Ambas eram vizinhas e frequentavam a mesma escola em St. Louis, no Estado do Missouri.
Megan tinha histórico de depressão e passou a trocar mensagens com o "rapaz", que dizia ter acabado de se mudar para o mesmo bairro. Meses depois, o falso jovem rompeu a amizade virtual com Megan, em uma mensagem que dizia que "o mundo ficaria melhor sem ela". Em seguida, a jovem se enforcou.

Brasil
O Brasil não tem casos tão emblemáticos, mas a prática do cyberbullying também é comum por aqui. Comunidades e perfis falsos no Orkut, contas fraudulentas no Twitter e blogs anônimos são algumas das formas encontradas pelos agressores virtuais para atormentar suas vítimas.
Na comunidade “Sofro ou já sofri bullying”, no Orkut, por exemplo, é possível encontrar o depoimento anônimo de uma pessoa que diz ser agredida virtualmente por colegas de sua escola, em Salvador. “Ultimamente algumas meninas (mesmo eu mudando de sala, elas ainda me atormentam) andam me chamando de vaca pelo Orkut. Pelos comentários de fotos da minha melhor amiga. Ela já tentou apagar, mas sempre botam de novo”, escreveu a vítima, descrevendo em seguida algumas frases de suas agressoras. 
O caso da ex-estudante de Turismo Geisy Arruda, que em novembro do ano passado foi hostilizada por ir à universidade usando um vestido curto, poderia ter se tornado um caso de cyberbullyng se a jovem não tivesse revertido a situação a seu favor. Depois de ser escoltada por policiais para sair da Uniban, em São Bernardo do Campo (SP), o vídeo dos estudantes xingando Geisy foi parar no YouTube e o link passou a ser twittado por diversos internautas brasileiros, contribuindo assim para a fama repentina da loira. A primeira reação de muitos internautas foi xingar e criticar a então estudante.
No meio do turbilhão, ela participou de diversos programas de TV, reportagens para os maiores veículos de comunicação nacionais e chegou a aparecer no “New York Times”. Passada a confusão, Geisy aproveita o lado bom da fama: terá destaque em desfiles no Carnaval, fez cirurgias estéticas pagas por simpatizantes e atraiu um público virtual de mais de 7 mil pessoas no bate papo da UOL, no final de janeiro.

(Notícias do site Uol de 10 de fevereiro de 2010, publicada por Juliana Carpanez)

 

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Bullying ou assédio moral?

Boa tarde Pessoal, 

O bullying está na mídia, e isso é muito bom porque quanto mais pessoas souberem o que é o fenômeno, mais pesssoas serão ajudadas. Será? 

Ontem recebi vários emails de pessoas perguntando se o bullying vai até os 18 anos de idade. Isso porque foi dito, em um determinado programa, que o bullying acontece até os 18 anos e que depois é assédio moral. Disserem que o bullying acontece na escola e que o assédio moral acontece no trabalho.

Veja bem pessoal, o bullying e o assédio moral são agressões muito parecidas, mas possuem uma diferença. Vejam só:

Bullying:
é uma situação de agressão física e/ou psicológica, com características próprias, que acontece entre pares.  Portanto, o bullying pode ocorrer entre alunos, entre professores, entre funcionários, não importa a idade em que ocorre. Não existe uma relação hierárquica nesta relação, pois os envolvidos são do mesmo grupo. O que existe é uma relação de forca maior, por isso que um agride e o outro não reage.

Assédio Moral:
Já no assédio moral muda um pouco, pois a agressão - neste caso quase sempre verbal, psicológica, moral - acontece entre pessoas de hierarquias diferentes. Ou seja, do professor para o aluno, do chefe para com seus subordinados. E nesta relação entre desiguais, um agride e o o outro não reage justamente por causa da sua relação hierárquica inferior, ora se o alvo reage, por exemplo, ele é demitido, recebe nota baixa ou é mandado para fora da sala de aula, depende de quem for ele (aluno ou funcionário, como no exemplo).

Portanto, o bullying pode acontecer no trabalho e na escola, assim como o assédio moral. Depende se ele é entre pares ou não, ok? E também, pessoas maiores de 18 anos podem sofrer bullying...

Espero ter esclarecido algumas dúvidas e obrigada por participarem ....

Carolina.
contato.bullying@yahoo.com.br

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Lançamento na Bienal 2010

Olá amigos!
O blog Bully: No Bullying e a autora Carolina Giannoni Camargo convidam vocês para o lançamento da segunda edição do livro:
"Brincadeiras" que fazem chorar. Introdução ao Fenômeno Bullying.

Não percam! Será dia:
20 de Agosto, às 17:00 h, no Anhembi em São Paulo (estande 44 rua L).


Grande Abraço!
Equipe Bully: No Bullying.

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Bullying na Mídia 1...

Bullying preocupa pais e autoridades 
Por Maurício Tambasco (matéria retirada da internet às 14:00 do dia 26/07/2010)
Agressões verbais e psicológicas repetidas vezes, sem qualquer motivo aparente, são classificadas com um termo inglês: bullying, proveniente de Bully (valentão ou tirano). Ocorre, geralmente, em instituições de ensino. Um dos casos mais graves no Brasil aconteceu com um menino de 12 anos, aluno do 6º ano de uma escola municipal em Oswaldo Cruz, na zona norte do Rio de Janeiro. O garoto foi espancado a golpes de porrete por um estudante da 8ª série, de 16 anos, no dia 5 de julho último.
Por questão de segurança, os nomes das vítimas de bullying não são divulgados. O menor de Osvaldo Cruz sofreu ferimentos na cabeça, braço esquerdo, nas costas e na orelha direita, chegando a vomitar e ficar tonto por mais de 4 horas. O suspeito das agressões prestou depoimento e o caso foi registrado como lesão corporal.
De acordo com o pai do menino, o espancamento ocorreu a uns 150 metros do colégio público. Ele acredita que se algumas pessoas não tivessem interferido e tomado o porrete do agressor, seu filho teria morrido naquele local. “Enquanto um batia, outros quatro mandavam ele bater ainda mais”, disse o garoto. Ele conta que o grupo atacou por trás, puxando a mochila dele. Foi quando ele empurrou um dos agressores, tentando se soltar. E foi este adolescente que pegou o porrete e iniciou a violência brutal.
A Secretaria Municipal de Educação divulgou uma nota informando que o fato ocorreu fora das dependências da escola. “Ao tomar conhecimento do ocorrido, a direção encaminhou os estudantes de volta à escola e convocou os responsáveis para reunião. O aluno do 8º ano, acusado de agressão, mora com a avó e, de acordo com ela, será providenciada a sua transferência, pois ele voltou a viver com os pais na cidade de Araruama”.
Responsabilidade das escolas
Médicos especialistas em bullying alertam que este problema deve ser prevenido e combatido pelas escolas. A responsabilidade é de toda a instituição e precisa envolver funcionários, professores, diretoria, pais e alunos. Eles acreditam que não se resolve o bullying escolar na polícia ou na Justiça, que são as últimas instâncias a serem procuradas, se todo o resto tiver falhado.
O combate ao bullying no Rio de Janeiro está previsto na Lei 5.089, sancionada pelo prefeito Eduardo Paes em outubro do ano passado. O texto ressalta que as unidades de ensino devem incluir nos projetos pedagógicos ações antibullying.
‘Brincadeira’ entre alunos
Desde o ano passado, um adolescente de 12 anos (aqui tratado como R.) vinha sofrendo ameaças de outro aluno do colégio onde estuda, na zona oeste do Rio. Ele havia recebido, inclusive, alguns tapas na cabeça. “Eu já havia reclamado na coordenação do colégio, mas nada foi resolvido. Notei que meu filho não queria dar queixa na secretaria ou diretoria para não ser chamado de dedo-duro”, conta a mãe do menino, uma jornalista que prefere não se identificar. Segundo ela, R. não estava mais disposto a estudar. “As notas dele até despencaram”.
Um dia, o estudante chegou em casa com o olho roxo, rosto arranhado e óculos quebrados. “Aí foi a gota d’água. Perguntei o que havia acontecido, mas ele não falava. Quando falou, descobri que havia sido o mesmo valentão que batia nele e em outros colegas”, diz ela. A coordenadora colégio ligou para a mãe de R. e disse que tudo não havia passado de uma brincadeira entre os alunos. Mas R. se abriu e contou que foi vítima de uma agressão gratuita.
No final das contas, os responsáveis pelo adolescente agressor foram obrigados a pagar o prejuízo dos óculos quebrados. “Dinheiro é importante, mas a integridade física da criança, mais ainda. E o pior é que os pais do agressor acreditam nele, que contou uma história diferente. Disse que meu filho tropeçou no pé dele e caiu”, critica. 
A situação é considerada pela mãe de R. como grave. “Mas pode se tornar gravíssima se ninguém tomar providência”, ressalta. O adolescente perdeu uma semana de aula após ter sido agredido e deixou de fazer duas provas. “Ele ficou com trauma, nem queria voltar a estudar. E já foi provocado por outro colega, que atirou seu material ao chão, danificando um dos cadernos. Não sinto meu filho seguro nesse lugar, que não tem detector de metais. E se algum desses rapazes estiver armado?”, questiona, preocupada.      
Para concluir, a jornalista explica que tem medo do filho se tornar agressivo. “Ele sabe artes marciais. Outro dia deu uma gravata num colega porque precisou se defender”. Ela pensa em levar o filho a um psicólogo. “Fica um trauma nele, que não foi educado para isso”, observa.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Os perigos na internet

Reportagem do site Terra, de 21.07.2010, escrita por Ana Cláudia Barros e Mariana Desidério. Retirada às 15:30, com o título:

Intimidação é violência que mais vitima crianças na web

Após falar sobre a popularização do sexting entre jovens brasileiros e discutir a pornografia infantil na rede, Terra Magazine completa a sequência de reportagens sobre infância, adolescência e internet, tratando de um problema cada vez mais recorrente no país: o cyberbullying ou intimidação online. De acordo com a organização não-governamental SaferNet, esta versão virtual do bullying - termo em inglês usado para descrever agressões físicas ou psicológicas, ocorridas reiteradamente, sem motivação aparente - figura, hoje, entre as violações que mais vitimam crianças e adolescentes na internet.
O psicólogo e diretor de prevenção da Ong, Rodrigo Nejm, destaca que esse tipo de violência, quando praticado na rede, ganha contornos ainda mais cruéis e devastadores, em função do alcance que pode atingir.
- O que antes era uma "brincadeira", que já era ofensiva, mas ficava restrita a 20, 30 amiguinhos do colégio, agora, vai para o mundo todo. Outra: fora do contexto da escola, ela tem muito mais um caráter de agressão, porque o porteiro vai rir daquela criança, o amigo do outro prédio vai ver, os amigos de outra cidade vão ter acesso. Uma coisa é fazer uma brincadeira mais agressiva com o colega de classe, por exemplo. Outra coisa é pegar esse momento, filmar, fotografar e publicar online, disponibilizando isso para milhões de pessoas estranhas. Você eterniza a violência, que deixa de ser algo contextual e passa a ser atemporal. É como se fosse um fantasma. A qualquer momento, aquela piadinha, aquela humilhação pode voltar a aparecer na vida do sujeito.
Rodrigo explica que muitos adolescentes não se dão conta de que estão praticando cyberbullying. "Eles acham que é apenas uma piada. Mas é importante lembrar que é exatamente equivalente à calúnia e difamação, injúria. Como não são adultos, não cometem crime, mas cometem ato infracional. O que procuramos mostrar nas nossas campanhas de orientação é que a internet não é uma terra sem lei. Ou seja, tudo que você fizer, que fira o direito de alguém, é tão errado quanto realizar o mesmo ato em uma praça pública, em um shopping, em qualquer lugar".
Apesar de considerar que a educação é melhor do que a punição, Nejm vê com bons olhos a iniciativa de tribunais que têm condenado, por danos morais, pais de menores de 18 anos, apontados como autores de bullying, tanto no mundo real quanto virtual. Ele, entretando, faz uma ponderação:
- Embora tenha um efeito pedagógico, a punição dos juizes às famílias não adianta, se não tivermos um trabalho anterior. A escola tem papel central na questão. Ela precisa interferir no processo, para que a a garotada saiba das consequências antes de pagar o preço. O índice de cyberbullying diminuiria muito se os colégios tratassem o tema com mais seriedade e se colocassem como agentes de promoção do uso responsável da internet.
No segundo semestre do ano passado, a Safernet Brasil ouviu 2345 estudantes, com idades entre 5 e 18 anos, em São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia, Paraíba, Maranhão e Pará. Trinta e quatro por cento dos entrevistados (797 alunos) afirmaram que tiveram algum amigo agredido, humilhado ou chantageado pela internet.
 
Dor silenciosa
A mesma sondagem mostrou que apenas 21,49% comunicam aos pais, quando se sentem agredidos ou em perigo na internet. A maioria (38,89%) somente bloqueia o contato e denuncia virtualmente. Cerca de 14% disseram que desligam o computador e tentam esquecer. O restante procura soluções, como pedir ajuda a amigos ou irmãos e tentar descobrir o autor da agressão para tirar satisfação.
- Do ponto de vista psicológico, o cyberbullying é muito sério. Há adolescente que tira a própria vida após ser vítima desse tipo de humilhação. Alguns estudos revelam que grande parte dos atiradores nas escolas - algo que acontece muito nos Estados Unidos - era vítima de intimidação, online ou offline. Isso gera uma série de problemas. Bombardeada por tanta violência, a vítima tem, por exemplo, dificuldade de estabelecer novos relacionamentos. Começa a incorporar aquela humilhação. "Ah, realmente, sou o mais chato da escola, sou o mais feio, não sirvo para nada, sou um perdedor".
Nejm volta a destacar que, nos casos de cyberbullying, a perseguição ainda é mais intensa.
- A vítima vai para casa e encontra e-mail na caixa postal com a humilhação. Abre o site de relacionamento e tem um perfil falso com aquela humilhação. Olha o celular e tem uma mensagem com uma foto humilhante. Ou seja: não tem para onde escapar. Não adianta mudar de colégio e de cidade. Isso pode comprometer todo desenvolvimento da sociabilidade, dos estudos, além de apresentar dificuldade para falar em público, insônia, depressão.
Pesquisadora do Laboratório de Análise e Prevenção da Violência (Laprev) da Universidade Federal de São Carlos, Eliane Aparecida Camoanha Araujo, recomenda que a família acompanhe as crianças e os adolescentes de perto e saibam como eles se relacionam pela web. Ela participa de um projeto financiado pelo Ministério da Educação, cujo objetivo é capacitar professores de escolas públicas, ensinando-os a identificar maus-tratos, como bullying.
- Os pais devem saber o que é acessado e, se possível, bloquear alguns conteúdos. Também é importante conhecer a rotina dos filhos, o grupo de amigos e como lidam com problemas, para tentar ver se eles estão se envolvendo com o ciberbullyng, seja como autores ou como vítimas.
Para explicar um comportamento agressivo do filho, o pai e a mãe devem antes olhar sua própria postura, de acordo com Eliane. "Um lar violento acaba ensinando que a violência é uma forma de resolução de problemas ou mediação de conflitos", diz a pesquisadora.

Compactuar também é agredir
Na avaliação do diretor de prevenção da SaferNet, é preciso mudar a concepção dos adolescentes, fazendo com que entendam que compactuar com o cyberbullying é tão pernicioso quanto praticar a violência.
- O ideal seria ter os próprios jovens vigiando, mas isso ainda está distante. As pessoas recebem o conteúdo por e-mail e acham graça. Ficam até com dó, mas pensam: "Não fui eu que fiz" e repassam a mensagem. Quem abre, quem repassa, também está agredindo. Quando você repassa o e-mail ou divulga o site em que alguém está sendo humilhado, você também ajudou a promover a violência porque mais pessoas vão ver, causando mais danos à vitima.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Bullying no condomínio, o que fazer?


Olá amigos, muito trabalho por aqui... vejo que vocês participam do blog e isso é muito gratificante! Continuem mandando emails, mensagens e comentários, é muito bom compartilharmos experiências!! 
E por falar nisso, recebi um comentário aqui no blog muito interessante e resolvi escrever este breve texto sobre ele, lá vai:

O que fazer quando o bullying acontece dentro do seu próprio condomínio?

O lugar onde o bullying mais acontece é na escola. E esta, cada vez mais, se prepara para enfrentá-lo, tomando medidas de prevenção e combate. Na escola, o bullying pode ser trabalhado por meio de palestras, dinâmicas envolvendo alunos e pais, capacitação de educadores, projetos e muitas outras ações que resultam na queda do fenômeno. 

Afinal, é dever da escola, como profissional de educação, formar alunos e cidadãos, cuidando do bem estar físico e psicológico de seus alunos.

Mas e quando o bullying acontece dentro do seu próprio condomínio residencial? 

Isso é possível, visto que o bullying acontece em qualquer lugar onde existam relações interpessoais, portanto na escola, trabalho, clubes recreativos, faculdades, quartéis e, até mesmo, nos condomínios.

As seguintes medidas podem ser tomadas para a prevenção do fenômeno nas residências:
* conscientização por meio de cartazes
* constar na pauta da reunião de condomínio o item bullying, para ser discutido com os pais
* panfleto com sugestões de livros sobre o assunto
* cada pai e mãe deve conversar com seus filhos sobre o tema
* colocar uma caixinha na portaria para denúncias anônimas
* reunir outros condomínios para uma palestra com especialista

Agora, seguem as medidas para o combate, uma vez identificado uma suspeita ou um caso de bullying:
* denúncia aos pais do caso ou da suspeita
* comunicar ao síndico e chamar uma reunião com todos os pais e mães do condomínio para que, SEM acusar ninguém, o bullying seja esclarecido para que todos possam evitar que seus filhos se envolvam com o fenômeno
* Lembrar sempre que o autor de bullying também precisa ser ajudado e não punido
* Solucionarem o caso imediatamente com ações decididas pelos pais dos envolvidos e o síndico como mediador da conversa
* O encaminhamento psicológico quase sempre é necessário para todos os envolvidos (a escola pode dar uma dica de profissional especializado)

Essas dicas são importantes e devemos sempre ficar ligados em todas as ações dos nossos filhos, eles sempre nos dão dicas e pistas que nos permitem uma identificação do bullying se estiverem, de fato, envolvidos. 

Grande abraço a todos,
Carolina.
contato.bullying@yahoo.com.br


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Hoje o Blog comemora 1.000.000 de visitas! 1 milhão de pessoas que chegaram até aqui em busca de informações sobre bullying. Obrigada po...