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sexta-feira, 16 de março de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
domingo, 15 de janeiro de 2012
Perguntas e Respostas sobre bullying
E quando acho que já não é possível sair daqui?
Por vezes é-nos difícil perceber a forma como poderemos fazer frente aos outros e sentirmo-nos bem, mas essa é uma capacidade que todos nós temos e que, por algum motivo; nalgum momento, foi-nos retirada. É então necessário trabalhar na sua reposição…
É importante que procures ajuda especializada, que fales com os pais familiares mais próximo e que em conjunto trabalhem formas de minimizar os efeitos sentidos.
Por vezes é-nos difícil perceber a forma como poderemos fazer frente aos outros e sentirmo-nos bem, mas essa é uma capacidade que todos nós temos e que, por algum motivo; nalgum momento, foi-nos retirada. É então necessário trabalhar na sua reposição…
É importante que procures ajuda especializada, que fales com os pais familiares mais próximo e que em conjunto trabalhem formas de minimizar os efeitos sentidos.
Serei vítima, agressor ou simplesmente espectador?
Por vezes poderemos ser de tudo um pouco. Há alturas em que deixamos que os outros incomodem os que estão à nossa volta sem sequer intervirmos, mas há alturas outras em que somos nós mesmo alvo de tais insultos, gozações, humilhações… o efeito produzido/causado desencadeia em nós uma imensa zanga, que nalguns casos provoca a saída de uma situação de vítima para uma de agressor. Mas ambas as posturas evidenciam dificuldades na gestão dos próprios conflitos internos, que merecem uma atenção especializada…
Por vezes poderemos ser de tudo um pouco. Há alturas em que deixamos que os outros incomodem os que estão à nossa volta sem sequer intervirmos, mas há alturas outras em que somos nós mesmo alvo de tais insultos, gozações, humilhações… o efeito produzido/causado desencadeia em nós uma imensa zanga, que nalguns casos provoca a saída de uma situação de vítima para uma de agressor. Mas ambas as posturas evidenciam dificuldades na gestão dos próprios conflitos internos, que merecem uma atenção especializada…
Não sei o que fazer, pois não me largam na escola!
Quando sentes que estás encurralado, quando achas que nada resulta, que mesmo com as tuas tentativas de auto-defesa te sintas impotente, não desistas. Estás no bom caminho, apenas precisarás de algum tipo de ajuda para te fazer ver que ainda possuis capacidade para te defender e que conseguirás argumentar contra os demais. Por vezes, como nos sentimos sozinhos é mais difícil conseguirmos dar a volta à situação, mas será que estás realmente sozinho? Procura à tua volta em quem poderás confiar e de alguma forma sentir-te-ás melhor, pensa também na hipótese de partilhar alguma das coisas com os teus familiares. Fazer parte de um grupo onde somos constantemente humilhados não é fazer parte de um grupo. De certeza que existem outro tipo de amigos, ou então terás de fazer valer a sua posição, só assim ganharás respeito e auto-confiança…
Tenho tanta raiva que às vezes só me apetece gritar!
Por vezes estas coisas da nossa vida são tão complicada e à nossa volta ninguém nos entende que acabamos por não confiar em ninguém e não nos mostrar na realidade para ninguém. Mas também não podemos mostrar a nossa fraqueza, assim assumimos uma relação pelo poder, em que mandamos nos outros, humilhamo-los e fazemo-los sentir que estão sob a nossa alçada, só assim conseguiremos assumir algum papel de destaque e sentirmo-nos bem. Mas essa sensação é complexa e envolve tantas outras coisas que às vezes nem queremos pensar porque se faz, pois é penoso demais para nós…
Quando sentes que estás encurralado, quando achas que nada resulta, que mesmo com as tuas tentativas de auto-defesa te sintas impotente, não desistas. Estás no bom caminho, apenas precisarás de algum tipo de ajuda para te fazer ver que ainda possuis capacidade para te defender e que conseguirás argumentar contra os demais. Por vezes, como nos sentimos sozinhos é mais difícil conseguirmos dar a volta à situação, mas será que estás realmente sozinho? Procura à tua volta em quem poderás confiar e de alguma forma sentir-te-ás melhor, pensa também na hipótese de partilhar alguma das coisas com os teus familiares. Fazer parte de um grupo onde somos constantemente humilhados não é fazer parte de um grupo. De certeza que existem outro tipo de amigos, ou então terás de fazer valer a sua posição, só assim ganharás respeito e auto-confiança…
Tenho tanta raiva que às vezes só me apetece gritar!
Por vezes estas coisas da nossa vida são tão complicada e à nossa volta ninguém nos entende que acabamos por não confiar em ninguém e não nos mostrar na realidade para ninguém. Mas também não podemos mostrar a nossa fraqueza, assim assumimos uma relação pelo poder, em que mandamos nos outros, humilhamo-los e fazemo-los sentir que estão sob a nossa alçada, só assim conseguiremos assumir algum papel de destaque e sentirmo-nos bem. Mas essa sensação é complexa e envolve tantas outras coisas que às vezes nem queremos pensar porque se faz, pois é penoso demais para nós…
Fonte: portal bullying http://www.portalbullying.com.pt/index.php?option=com_content&view=article&id=48&Itemid=34
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Bullying entre animais?
Bullying entre animais: Panda urina para cima de companheiro (video)
| Rola na Net | ||
| Autor: Redação | Leitores: 175 | ||
| Quinta-feira, 03 Novembro 2011 12:36 | ||
À semelhança do que acontece com as pessoas, agora parece que os animais também praticam o ato de gozar e fazer mal aos outros. Imagens captadas na China mostram um panda a urinar para cima do companheiro, que dormia tranquilamente. Tudo parece normal no zoológico, com o animal se dirige para a base de um tronco. Se soube da presença do seu companheiro em baixo ou não, não se sabe. O que é certo é que, à primeira vista, parece na realidade uma brincadeira de mau gosto. O panda, atingido com a urina do seu colega, acordo de imediato claro. Ali ao lado, dezenas de pessoas riam da situação, o que terá levado o animal a pensar “mas afinal o que se passa aqui?”. Feitas as necessidades, o panda maior afasta-se do local e o outro, parecendo ainda meio atordoado com a situação, volta ao seu sono profundo. Veja as imagens: Esta não é a primeira vez que animais deste género fazem furor na Internet. No passado mês do outubro, dois ursos bebé foram estrelas na Internet, depois de uma luta no meio da estrada. Também em outubro, um urso perdeu-se na região montanhosa do Alasca, nos Estados Unidos, e andou a vaguear numa banca de fruta de um supermercado. Comentários: Não existe bullying entre animais. Tal informação compromete o entendimento e a proliferação de equívocos sobre o tema. Fonte: Cleo Fante (pioneira do bullying no Brasil) Abraços, Carolina Giannoni Camargo. | ||
Denuncie - Disque 100
Não sofra sozinho...
Caso você seja alvo do bullying ou conheça alguém que passe por estas situações de agressão física e psicológica, não deixe de denunciar, nenhuma criança ou adolescente deve ficar sem ajuda!
A Secretaria de direitos humanos da Presidência da República e a subsecretaria de Promoção dos direitos da criança e do adolescente, juntamente com o programa nacional de enfrentamento da violência sexual contra crianças e adolescentes, criaram um serviço de denúncia: o Disque 100.
Você liga, faz a denuncia e pode acompanhar o andamento do caso pelo site www.disque100.gov.br
Ficou sabendo de um caso? Ligue! Você não será descoberto, fique tranqüilo e, ainda, ajudará ou receberá ajuda.
sexta-feira, 16 de setembro de 2011
Pequena Miss Sunshine
Olá Pessoal,
Primeiramente, peco desculpas pela falta de postagens. Estou em viagem, fazendo cursos e descobrindo coisas interessantes sobre projetos contra o bullying aqui na Europa. Em breve postarei coisas bacanas sobre essa experiência.
Bom, mas coloco hoje um texto muito bom. Não é sobre bullying, mas vale a pena a reflexão. Afinal, trata-se de moralidade, futuro, educação, enfim, retrata uma realidade. Parabéns ao autor do texto!!
Espero que gostem!
Carolina Giannoni Camargo.
Segue o texto!
Pequena miss sunshine
Por Walter Hupsel | On The Rocks –8 horas atrá
Todos os pais acreditam ser a sua prole o suprassumo da humanidade. São os filhos mais bonitos do mundo, inteligentes demais para idade, talentosos com a bola. É normal, chama-se corujice, e lá no começo da humanidade deve ter sido importante para proteger os filhos e garantir a existência da espécie.
Até aí tudo bem. Até é fofo ver os pais babarem por seus filhos e nos bares enaltecerem as qualidades deles, como já declinam verbos de maneira correta, como a meleca é mais verdinha. Mas tenho a impressão que isso vem passando dos limites do razoável. Já tinha me chocado com um programa sobre concursos infantis que passa em um canal de TV a cabo. As meninas se vestem, desfilam, respondem a perguntas como se fossem verdadeiras mulheres, candidatas a miss universo em potencial. Tem até concurso de talentos.
Desde o primeiro instante aquilo me chocou. Achei bizarro como mães e pais projetam nos seus filhos sonhos que povoaram as suas mentes quando eram jovens. A criança, parece, passa a ter o mesmo sonho dos pais, procura corresponder às expectativas nela depositada.
A cada episódio, chororôs e acusações de manipulação de resultados. Frustrações, muitas frustrações. A esta altura já não se sabe mais quem é a pessoa mais triste, a mãe — ao tomar contato com a realidade de que algumas pessoas (tolas, claro) não acham a filha dela a mais bonita, talentosa, simpática e inteligente de todo o mundo — ou a criança, que de tanto elogio parental, passou a acreditar nas mesmas coisas que a mãe.
Até aqui tudo bem, diria um filme. Mas, segundo a velha e pétrea Lei de Murphy, nada é tão ruim que não possa piorar.
Ao depositarem seus sonhos e desejos nas costas dos filhos, os adultizam precocemente. Acham, por exemplo, normal seios postiços em crianças de quatro anos. Querem as transformar em verdadeiras mulheres de 4 anos de idade. Ou, ainda, pôr botox na belezura de 8 anos de idade e dar cirurgias plásticas de presente para adolescentes.
Não se questionam padrões, se submetem a eles. Não se questionam padrões, submetem a eles suas lindas filhas. Temos, assim, toda uma geração de crianças hipersexualizadas (correspondendo aos desejos dos pais) e extremamente frustradas por não conseguirem correspndê-los.
Jogadas desde cedo num mundo brutal e hipercompetitivo, o que serão delas? O que, de fato, estamos criando?
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
Ato Público contra o bullying em SP
Dia 27 de agosto acontece ato público contra bullying e a violência infantil na Av. Paulista
Fonte: http://bagarai.com.br/dia-27-de-agosto-acontece-ato-publico-contra-bullying-e-a-violencia-infantil-na-av-paulista.html
Ação marca o lançamento da campanha nacional que há 10 anos luta contra a violência à mulher, ao idoso e à criança. Em 2011, o projeto Quebrando o Silêncio enfatiza o combate ao bullying.
23 de agosto de 2011, Atitude
A ação será feita por centenas de jovens voluntários, envolvendo flash mob, um mural manifesto e a distribuição, para quem interessar, de revistas com orientações, pesquisas e entrevistas sobre o tema. O projeto Quebrando o Silêncio acontece em parceria com a rede de Colégios Adventistas em São Paulo, envolvendo milhares de professores, pais e alunos das escolas no combate ao bullying.
Dados da pesquisa Bullying escolar no Brasil, publicada em 2010 pela ONG Plan Brasil, mostram que no país cerca de 70% dos estudantes dizem já terem presenciado cenas de violência em suas unidades de ensino. Ainda de acordo com o levantamento, quase metade dos estudantes do Sudeste do País (47%) já viu algum colega sofrer bullying, definido como uma agressão feita de forma sistemática, praticada pelo menos três vezes contra a mesma pessoa num mesmo ano.
Mural Manifesto
Um mural de 30 metros será exposto próximo ao Trianom Masp, onde vai acontecer a ação. Em apoio ao projeto, as pessoas poderão deixar a marca de sua mão, formando um grande símbolo contra a violência.Autoridades civis, membros dos conselhos tutelares de São Paulo e especialistas no assunto foram convidados para participarem do manifesto.
Manifesto público
27 de agosto às 15hAv. Paulista – Trianom Masp
Ações no semáforo
22 e 23/08 das 9h às 10h e das 15h às 16hAv. Paulista – em frente ao Trianom Masp
Voluntários divulgando a campanha com a camiseta: “Bullying. Acabe agora com isso!”
Para participar
Os paulistanos também são convidados a juntarem-se ao grupo nesta manifestação. Basta vestir uma camiseta branca, levar os amigos e dizer não à violência. Mais informações podem ser encontradas no site da campanha.Crimes na Internet - Leis
Lei de cibercrimes causa divergências em seminário na Câmara
24 de agosto de 2011 • 17h17 • atualizado às 17h21Sitte: Terra
Foto: Beto Oliveira/Agência Câmara
A Aprovação de uma lei que puna crimes cometidos na internet voltou a causar polêmica em um seminário promovido pela Comissão de Ciência e Tecnologia, Comunicação e Informática sobre o PL 84/99, projeto de lei do deputado Eduardo Azeredo (PSDB-MG) que tipifica os crimes na rede. Para os chamados ativistas da internet livre, os crimes já podem ser punidos por meio da legislação atual. Eles defendem que primeiro seja aprovado o anteprojeto de marco civil da internet, que estabelece direitos e deveres de usuários e provedores de acesso - o qual deve ser enviado pelo governo ao Congresso nos próximos dias. Para advogados, juristas e delegados, porém, a nova lei é necessária, na medida em que a legislação atual não abarca os chamados "crimes de alta tecnologia". As informações são da Agência Câmara.
O desembargador do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJ-MG), Fernando Botelho, destacou que crimes comuns cometidos por meio da internet - contra a honra, pedofilia e "ilícitos matrimoniais", por exemplo - não demandam nova legislação. Atualmente, "99% dos crimes comuns já recebem punição; já os crimes de alta tecnologia têm recebido muitas vezes absolvição por dúvida", informou o desembargador. "Os tipos penais têm que ser precisos para que haja punição; é inaplicável a analogia", complementou.
O mestre em Direito Paulo Rená criticou a redação do projeto. "Em vez de "difusão de código malicioso em sistema informático", como está na proposta, melhor seria escrever "difusão de vírus por meio de computador". Para Rená, "a tipificação no projeto é vaga e pode abarcar outras condutas, causando sensação de insegurança nos internautas", afirmou. O presidente do Instituto Brasileiro de Direito da Informática (IBDI), Omar Kaminski, também considera os tipos de pena "excessivamente abertos", causando insegurança jurídica e desestímulo à inovação.
Guarda de logs
O deputado Newton Lima (PT-SP) saudou a chegada ao Congresso do anteprojeto de marco civil da internet. "Isso coloca ordem na discussão", disse. O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, anunciou ontem que o marco civil será encaminhado à Câmara nos próximos dias. Já o relator do PL 84/99 na Comissão de Ciência e Tecnologia, deputado Eduardo Azeredo, afirmou que o marco civil não é um contraponto a essa proposta, mas um complemento. "O único ponto de choque entre as propostas é o tempo de guarda de dados de conexão pelos provedores", informou.
A guarda dos dados de conexão dos usuários por um período de três anos voltou a gerar polêmica no seminário. O professor da Fundação Getúlio Vargas (FGV) Luiz Fernando Moncau criticou a extensão do prazo previsto para a guarda de logs pelos provedores. Segundo ele, a União Europeia determina a guarda dos dados por prazo de seis meses a dois anos. "Para termos segurança, não precisamos abrir mão da privacidade", afirmou. As informações são da Agência Câmara.
O deputado Emiliano José (PT-BA) informou que, na Alemanha, a guarda de dados foi considerada inconstitucional. Segundo ele, dados mostram que a apuração dos crimes naquele país melhorou depois que a guarda de logs cessou. O parlamentar também criticou a extensão do prazo para a guarda previsto no na proposta. "Se houver guarda de dados no prazo, que seja por seis meses", disse. Por outro lado, o chefe da Unidade de Repressão a Crimes Cibernéticos da Polícia Federal, Carlos Eduardo Sobral, afirma que esses dados seriam essenciais para a investigação. "Sem esses dados, sequer é possível iniciar o procedimento investigatório", disse. Segundo ele, a guarda de dados de conexão (data de acesso e endereço de IP do usuário) não deve ser confundida com o monitoramento do tráfego do usuário.
Abaixo-assinado
Organizações sociais representadas pelo Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) entregaram aos deputados Eduardo Azeredo (PSDB-MG) e Luiza Erundina (PSB-SP) um abaixo-assinado com 350 mil nomes repudiando o PL 84/99, que, segundo eles, é uma grave ameaça aos direitos e liberdades na internet.
Eduardo Azeredo disse que toda discussão é válida, mas que a tendência como relator é deixar o texto como está. "O projeto já está na fase final. A Câmara aprovou em 2003, o Senado em 2008. Estamos discutindo apenas as alterações feitas pelo Senado. Pelo Regimento Interno, nesta altura só é possível fazer exclusões", afirmou, segundo a Agência Câmara.
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Justiça Restaurativa: aposta certa!
Justiça restaurativa é alternativa para lidar com bullying
Na visão de pesquisadores, evitar medidas socioeducativas convencionais e punitivas nesse tipo de caso mostra resultados mais positivos
Por: Luiz Braz, para a Rede Brasil Atual
Publicado em 07/08/2011, 15:55
Última atualização em 08/08/2011, 00:09
Detalhe da capa do folder de orientação sobre práticas de prevenção ao bullying escolar (©Divulgação)
São Paulo – Um grupo de estudantes e professores de uma escola da capital paulista, descontentes com o comportamento agressivo de um aluno, solicitou à direção que organizasse um encontro entre os colegas de classe, os pais e até os avós do jovem, para uma conversa de esclarecimento.
O que pareciam atitudes gratuitas tinham, como pano de fundo, a própria vida do protagonista dos atos violentos, filho de casal separado, que cresceu sem contato com o pai. A conversa sincera e aberta teve um caráter catártico e até terapêutico, que permitiu a reorganização do núcleo familiar e até mesmo a reaproximação com os colegas.
A história, narrada por Neemias Prudente, membro e fundador do Instituto Brasileiro de Justiça Restaurativa (IBJR), é um caso bem sucedido do tipo de intervenção buscado pela organização. Trata-se de um grupo de advogados voltada ao estudo de temas de Direito comparado e políticas públicas na área de cidadania e justiça.
Prudente explica que a forma como se conduz a situação é determinante para que o agressor não volte a cometer as agressões. "A justiça restaurativa é a oposição à justiça tradicional, porque trabalha com a reconstrução das relações", conceitua. "Todos têm voz – vítima, infrator e a comunidade – e participam do processo restaurativo e do seu resultado. A vítima percebe a reparação do dano e o agressor tem a oportunidade de restaurar o dano ao máximo, de mudar de comportamento, e ambos de restabelecerem relações."
Diferentemente das medidas socioeducativas convencionais, nas quais a finalidade é punir, a justiça restaurativa tem o intuito de promover uma reflexão sobre a atitude e a agressividade. Por isso, a prática pode ser crucial para lidar com casos de bullying (assédio moral, físico ou psicológico) no espaço escolar. A justiça restaurativa já é aplicada em algumas capitais, como Brasília e São Paulo. Na cidade de Campinas, interior paulista, já foi aplicada com sucesso em mais de 50 casos.
Esse tipo de situação, segundo pesquisadores, costuma estar mais associada a problemas sociais ou de relacionamento; não precisa ser entendido como crime. Uma das situações mais recorrentes de prática de bullying é protagonizada por crianças que vivem situações traumatizantes no ambiente familiar, o que inclui serem vítimas ou testemunhas de violência doméstica.
Análise feita pela pesquisadora Fernanda Pinheiro, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo, aponta que entre as meninas vítimas de assédio moral nas escolas, 14% eram ou foram agredidas em casa ou estariam presentes durante episódios de violência entre membros da família, contra 7,5% dos meninos. Os responsáveis pelas agressões eram os pais com 60% dos casos, contra 85% dos casos em que as vítimas contaram ter sido agredidas pela mãe. Ainda segundo a pesquisa, a probabilidade de um aluno ser alvo ou ator de bullying triplica se houver agressão por parte da mãe e quadriplica se tiver sido vítima do pai.
De acordo com Ana Carina, a necessidade de capacitar professores decorre da ausência de preparo para lidar com questões como o assédio moral e a violência entre alunos. "Há uma falha na pedagogia, que não permite que o professor discuta questões relacionadas a direitos humanos. Não há espaço para um diálogo entre o professor e os colegas sobre os problemas de cada sala de aula", analisa.
Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2011/08/justica-restaurativa-e-alternativa-para-lidar-com-bullying
O que pareciam atitudes gratuitas tinham, como pano de fundo, a própria vida do protagonista dos atos violentos, filho de casal separado, que cresceu sem contato com o pai. A conversa sincera e aberta teve um caráter catártico e até terapêutico, que permitiu a reorganização do núcleo familiar e até mesmo a reaproximação com os colegas.
A história, narrada por Neemias Prudente, membro e fundador do Instituto Brasileiro de Justiça Restaurativa (IBJR), é um caso bem sucedido do tipo de intervenção buscado pela organização. Trata-se de um grupo de advogados voltada ao estudo de temas de Direito comparado e políticas públicas na área de cidadania e justiça.
Prudente explica que a forma como se conduz a situação é determinante para que o agressor não volte a cometer as agressões. "A justiça restaurativa é a oposição à justiça tradicional, porque trabalha com a reconstrução das relações", conceitua. "Todos têm voz – vítima, infrator e a comunidade – e participam do processo restaurativo e do seu resultado. A vítima percebe a reparação do dano e o agressor tem a oportunidade de restaurar o dano ao máximo, de mudar de comportamento, e ambos de restabelecerem relações."
Diferentemente das medidas socioeducativas convencionais, nas quais a finalidade é punir, a justiça restaurativa tem o intuito de promover uma reflexão sobre a atitude e a agressividade. Por isso, a prática pode ser crucial para lidar com casos de bullying (assédio moral, físico ou psicológico) no espaço escolar. A justiça restaurativa já é aplicada em algumas capitais, como Brasília e São Paulo. Na cidade de Campinas, interior paulista, já foi aplicada com sucesso em mais de 50 casos.
Esse tipo de situação, segundo pesquisadores, costuma estar mais associada a problemas sociais ou de relacionamento; não precisa ser entendido como crime. Uma das situações mais recorrentes de prática de bullying é protagonizada por crianças que vivem situações traumatizantes no ambiente familiar, o que inclui serem vítimas ou testemunhas de violência doméstica.
Análise feita pela pesquisadora Fernanda Pinheiro, da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), no interior de São Paulo, aponta que entre as meninas vítimas de assédio moral nas escolas, 14% eram ou foram agredidas em casa ou estariam presentes durante episódios de violência entre membros da família, contra 7,5% dos meninos. Os responsáveis pelas agressões eram os pais com 60% dos casos, contra 85% dos casos em que as vítimas contaram ter sido agredidas pela mãe. Ainda segundo a pesquisa, a probabilidade de um aluno ser alvo ou ator de bullying triplica se houver agressão por parte da mãe e quadriplica se tiver sido vítima do pai.
Formação
A conscientização da problemática do bullying é um dos objetivos da psicóloga Ana Carina Stelko Pereira, doutoranda pela UFSCar, que em parceria com o Laboratório de Análise e Prevenção da Violência (Laprev) daquela instituição apresentou uma série de materiais ao Ministério da Educação (MEC). Ela defende a necessidade de preparo para os docentes lidarem com a questão. Um livro, um vídeo e um folder tratam de alertar para formas de prevenção do bullying nas escolas. A expectativa é de que o folder seja aprovado pelo MEC até o fim do ano.De acordo com Ana Carina, a necessidade de capacitar professores decorre da ausência de preparo para lidar com questões como o assédio moral e a violência entre alunos. "Há uma falha na pedagogia, que não permite que o professor discuta questões relacionadas a direitos humanos. Não há espaço para um diálogo entre o professor e os colegas sobre os problemas de cada sala de aula", analisa.
Fonte: http://www.redebrasilatual.com.br/temas/cidadania/2011/08/justica-restaurativa-e-alternativa-para-lidar-com-bullying
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