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quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Escola de Valdevez - Portugal



Olá amigos ... escrevo para divulgar um trabalho, muito bem sucedido, realizado em Portugal por um grupo de alunos e professores. O projeto cresceu, gerou bons frutos, e hoje podemos adotá-lo como exemplo para o desenvolvimento dos nossos projetos de prevencao ao bullying em nossas escolas.
Segue uma matéria sobre o assunto ...


Bullying na escola – um trabalho do Agrupamento de Escolas de Valdevez
(site educacao.te.pt)
A turma do 6.º F do Agrupamento de Escolas de Valdevez (ano lectivo 2007/08), inserido na Área de Projecto, desenvolveu um trabalho muito interessante sobre o tema "Bullying na escola".

Este trabalho foi desenvolvido com tal entusiasmo que levou um grupo de professores e alunos a assegurarem a sua existência no Agrupamento, no presente e no futuro, através da criação de um site.

Professores e alunos disponibilizaram-se para trabalhar de forma sistemática e em articulação com todos os agentes da comunidade, os vários órgãos da escola e todas as entidadades com responsabilidades na Educação.

No site do projecto podemos aceder ao trabalho final, cuja principal finalidade consiste em “dar a conhecer uma realidade bem presente entre nós e bastante conhecida, apesar de nem sempre ser reconhecida como tal. Falaremos da agressão física, verbal e psicológica que é exercida, individualmente ou em grupo, na comunidade educativa e na sociedade em geral.”

O trabalho do 6.º F é “também uma forma de dar a conhecer e alertar os educadores e os pais, que os seus discentes e educandos podem estar a ser vítimas de bullying, sem que se apercebam”.

O texto alerta: “o bullying pode marcar a personalidade de uma pessoa para sempre ou torná-la débil na capacidade de comunicação, ou torná-la incapaz de se afirmar em termos sociais, profissionais e amorosos.”

Descrevendo as consequências deste problema, os autores do trabalho alertam par o facto de “quando não há intervenções efectivas, dos Conselhos Executivos e docentes, contra o bullying, no ambiente escolar, este torna-se totalmente contaminado e viciado de rotinas graves e perigosas.

Todas as crianças, sem excepção, são afectadas negativamente, passando a experimentar sentimentos de ansiedade e medo. Alguns alunos que testemunham situações de bullying, quando se apercebem que este tipo de comportamento agressivo não traz nenhuma consequência ou punição a quem o pratica, poderão achar por bem adoptá-lo, tornando-se assim em futuros agressores.

Muito úteis são também as indicações dos investigadores que este trabalho divulga nos temas “Como Prevenir o Cyberbullying”, "Como Detectar o Cyberbullying" ou "Como Fazer Frente ao Cyberbullying".

Os alunos afirmam ter presenciado na escola “em cerca de uma hora, vinte e um casos de bullying. Ficámos chocados com uma realidade que, a maior parte das vezes passa despercebida, pois além da impunidade dos agressores, as vítimas sentem-se, na maioria das vezes, impotentes para deixarem de ser violentadas.”

Os alunos expressam o desejo de diminuição destas “práticas, que por serem bastante penosas para os envolvidos, não devem passar despercebidas, nem serem consideradas com naturalidade, como que fazendo parte do crescimento e amadurecimento do ser humano” e de uma reflexão nas escolas sobre esta temática, local “onde estes acontecimentos se iniciam e ocorrem com mais frequência”.

Os alunos concluem: “uma das causas facilitadoras e promotoras deste fenómeno é a excessiva passividade dos Conselhos Executivos, corpo docente e não docente e dos encarregados de educação, à forma como reagem e enfrentam estas situações, considerando-as normais e não como um problema sério e com consequências futuras extremamente penosas, quer para as vítimas, quer para os agressores.”

Saliente-se ainda que a turma do 6.º F organizou e está a preparar um conjunto de iniciativas e a promover o projecto junto do maior número possível de escolas, de forma a seguirem estratégias semelhantes e comuns, promovendo a partilha de experiências, informação e formas de atuação.

Trailer do filme "Odd Girl Out"


Pessoal, segue trailer do filme. No you tube da para vê-lo quase inteirinho. No dia 19 de maio deste ano postei uma reflexão sobre o filme, para quem quiser dar uma olhadinha ...

Carol.

Bienal ... que legal!!!

Pessoal, boa tarde!

Sexta Feira estarei na Bienal, com o livro:

"Brincadeiras" que fazem chorar. Introdução ao fenômeno Bullying.

Vocês estão convidados! 

Dia 20 às 17:00 no estante 44 rua L,
no Anhembi em São Paulo.
Os ingressos custam R$10,00 e estudantes (com carteirinha) pagam meia entrada!

Ah, e tem mais ....  

PROMOÇÃO ESPECIAL! Entrada gratuita para quem comparecer ao evento fantasiado do seu personagem favorito. Para validar a sua entrada na Bienal do Livro é obrigatório apresentar uma foto do personagem representado.

 

Espero vocês lá para batermos um papo sobre BULLYING e, juntos, acabarmos com essa prática violenta nas escolas!

Até lá ... Carolina.

Filme: Odd Girl Out

Olá pessoal!

Gostaria de agradecer pelos comentários que vocês deixam aqui no blog. È muito bacana ver que gostam do conteúdo daqui e que, de alguma forma, posso colaborar com os trabalhos de escolas, tcc (s), casos na família, enfim, é super gratificante contribuir um pouquinho com vocês!

Tem muita gente perguntando sobre o filme Odd Girl Out. Puxa,eu baixei no meu computador, mas não consigo mais achar o site no qual consegui o filme. Tentarei deixar, de alguma forma, trechos dele aqui no blog, pelo menos até eu consiguí-lo inteirinho para vocês ... 

Ah! Quem souber onde encontrá-lo, pode compartilhar conosco também, ok?

Grande abraço, Carol.
Blog Bully: No Bullying

Assessoria em bullying?

contato.bullying@yahoo.com.br

terça-feira, 10 de agosto de 2010

Estudo em andamento ...


Escolas que sofrem com bullying têm menor rendimento

Escolas em que se observaram mais atitudes agressivas entre os alunos estão entre aquelas que apresentaram as avaliações mais baixas em Português e Matemática na Prova Brasil de 2007. A relação foi identificada pelo cruzamento de uma pesquisa com os resultados do teste que afere anualmente a evolução da qualidade do ensino básico. As informações são da Agência Senado.

O tema foi abordado pelo pesquisador José Batista de Albuquerque em audiência nesta quarta-feira na Comissão de Educação, Cultura e Esportes (CE). Da lista de comportamentos agressivos, constam o bullying e preconceitos.

O pesquisador disse, após a audiência, que os dados não permitem estabelecer uma relação de causa e efeito entre os dois problemas - ou seja, não é possível dizer que o preconceito é a causa determinante do baixo desempenho. No entanto, mesmo isolando outros elementos, ele disse ser ainda possível atribuir as variações dos resultados em provas a atitudes, crenças e valores dos atores do ambiente escolar. Da mesma forma, influem aspectos como a distância social e o conhecimento de situações de bullying em que professores e funcionários são vítimas.

"Essa pesquisa consegue apreender esse fenômeno, quantificando estatisticamente um desempenho negativo influenciado por esses elementos", disse. Ainda em fase de tratamento de resultados, a pesquisa envolveu consulta a mais de 15 mil estudantes do ensino básico em todo o país, além de professores, funcionários de escolas, diretores e pais envolvidos nos conselhos escolares. O objetivo foi levantar atitudes em relação a questões de gênero, raça e etnia, orientação sexual e deficiência física, entre outros temas.

(Reportagem do Terra, de 04 de agosto de 2010 às 18h35)

segunda-feira, 9 de agosto de 2010

Paródia sobre Bullying


Boa Noite Pessoal!
Sábado aconteceu uma coisa muito legal. Enquanto fazíamos uma palestra no colégio Júlio Chavaliér, em Campinas, um professor fazia anotaçoes o tempo todo. No final, para minha surpresa, ele cantou uma música sobre o tema da palestra, bullying, e emocionou toda a platéia.Fiquei muito contente e a música ficou muito bacana!
O professor que fez a música, Elcio Arestides de Mattos da Silva, nos autorizou colocar aqui no blog. É um oportunidade para os professores levarem para seus alunos. Peço apenas que não deixem de colocar a autoria (nome do professor) da paródia pois, o professor, foi muito bacana em disponibilizar sua letra para todos nós!
É isso aí. Todos contra o bullying. Todos pela Educação! E ...
MUITO OBRIGADA, PROFESSOR ELCIO, SEGUE SUA PARÓDIA:

 
BULLYNG

Música : Asa Branca
Versão/letra: Profº Elcio Arestides de Mattos da Silva

Entre pares acontece
Sempre é intencional
São várias vezes / e sem motivos
Agir assim / não é legal

O autor é quem pratica
É impulsivo até demais
Atrás de um “bode / expiatório”
Se tem platéia, / “ele é demais”

Quem recebe é o alvo
Submisso e passivo (nem sempre)
Baixa autoestima / pode ser frágil (fisicamente)
E no futuro / ser agressivo

A platéia acha graça
Para não ser vitimada
São coniventes / o tempo todo
Sendo omissa / não fazem nada

A ação é camuflada
Pra depois poder negar
Longe de adultos / ninguém está vendo
Os que acusam / têm que provar

Ele quer ser popular (o autor)
Pois precisa ser aceito (socialmente)
Buscando status / dentro do grupo
Destrata os outros / não tem respeito

Hoje a permissividade (na família)
Deixam todos sem limites (as crianças)
O filho manda / decide tudo
Em casa ele / dá os palpites

Escutar, / dialogar (no interior da família)
Alimenta a relação (pais e filhos)
Corrigir sempre / quem ama educa
Esse é o caminho / da Educação

Obs: Esses símbolos ( / ) que aparecem nas estrofes da paródia, equivalem a pausa para respiração durante a execução da mesma; as referências que estão entre parêntese, não são cantadas.

Lei Municipal de Campinas

De autoria do Vereador Biléo Soares, a lei municipal de combate ao bullying nº 13680 de 18/09/2010 garante o direito dos alunos das escolas municipais de Campinas de estudarem em um instituição de ensino que possui um projeto de prevenção a este tipo de violência.
Aline Isabela Archangelo e Carolina Giannoni Camargo propuseram algumas mudanças na lei, e estas foram aceitas pelo vereador Biléo Soares que se mostrou preocupado e interessado em fazer mais para acabar com o bullying no nosso município. 
Gostaríamos de agradecer ao vereador por facilitar nosso trabalho que, afinal, possui um único objetivo: Levar mais paz, bem estar e qualidade de vida para os alunos, por meio da prevenção ao bullying.



quinta-feira, 5 de agosto de 2010

16% dos internautas brasileiros temem o cyberbullying



 

A prática do cyberbullying, ou intimidação virtual, representa um dos maiores riscos da internet para 16% dos jovens brasileiros conectados à rede. Isso é o que mostra uma pesquisa realizada em fevereiro de 2010 pela Safernet, ONG de defesa dos direitos humanos na internet, envolvendo 2.160 internautas do país com idades entre 10 e 17 anos.
 Esse mesmo estudo indica que 38% dos jovens reconhecem ter um amigo que já foi vítima de cyberbullying – quando sofrem atitudes agressivas, intencionais e repetitivas no universo virtual, vindas de uma pessoa ou de um grupo. Os números mostram, no entanto, que apenas 7% dos entrevistados já ouviram o desabafo de seus amigos sobre a vivência de situações de agressão e humilhação na internet.
Uma pesquisa global, da empresa de segurança Trend Micro, indica que um terço dos jovens ativos na internet já passou por situações semelhantes. Também por conta dessa prática agressiva, o Dia da Internet Segura, realizado em 55 países nesta terça-feira (9), teve o tema “pense antes de postar”, com um alerta sobre os perigos das informações que são divulgadas de forma irresponsável na web.

Consequências extremas
Um
exemplo bastante conhecido sobre as conseqüências negativas e extremas do cyberbullying é o da jovem Megan Meier, que se suicidou nos Estados Unidos em 2006, aos 13 anos. A responsável pela intimidação virtual da jovem foi Lori Drew, de 49 anos. Ela criou um perfil falso no MySpace de um jovem de 16 anos para humilhar Megan, que teria espalhado boatos sobre sua filha. Ambas eram vizinhas e frequentavam a mesma escola em St. Louis, no Estado do Missouri.
Megan tinha histórico de depressão e passou a trocar mensagens com o "rapaz", que dizia ter acabado de se mudar para o mesmo bairro. Meses depois, o falso jovem rompeu a amizade virtual com Megan, em uma mensagem que dizia que "o mundo ficaria melhor sem ela". Em seguida, a jovem se enforcou.

Brasil
O Brasil não tem casos tão emblemáticos, mas a prática do cyberbullying também é comum por aqui. Comunidades e perfis falsos no Orkut, contas fraudulentas no Twitter e blogs anônimos são algumas das formas encontradas pelos agressores virtuais para atormentar suas vítimas.
Na comunidade “Sofro ou já sofri bullying”, no Orkut, por exemplo, é possível encontrar o depoimento anônimo de uma pessoa que diz ser agredida virtualmente por colegas de sua escola, em Salvador. “Ultimamente algumas meninas (mesmo eu mudando de sala, elas ainda me atormentam) andam me chamando de vaca pelo Orkut. Pelos comentários de fotos da minha melhor amiga. Ela já tentou apagar, mas sempre botam de novo”, escreveu a vítima, descrevendo em seguida algumas frases de suas agressoras. 
O caso da ex-estudante de Turismo Geisy Arruda, que em novembro do ano passado foi hostilizada por ir à universidade usando um vestido curto, poderia ter se tornado um caso de cyberbullyng se a jovem não tivesse revertido a situação a seu favor. Depois de ser escoltada por policiais para sair da Uniban, em São Bernardo do Campo (SP), o vídeo dos estudantes xingando Geisy foi parar no YouTube e o link passou a ser twittado por diversos internautas brasileiros, contribuindo assim para a fama repentina da loira. A primeira reação de muitos internautas foi xingar e criticar a então estudante.
No meio do turbilhão, ela participou de diversos programas de TV, reportagens para os maiores veículos de comunicação nacionais e chegou a aparecer no “New York Times”. Passada a confusão, Geisy aproveita o lado bom da fama: terá destaque em desfiles no Carnaval, fez cirurgias estéticas pagas por simpatizantes e atraiu um público virtual de mais de 7 mil pessoas no bate papo da UOL, no final de janeiro.

(Notícias do site Uol de 10 de fevereiro de 2010, publicada por Juliana Carpanez)

 

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Bullying ou assédio moral?

Boa tarde Pessoal, 

O bullying está na mídia, e isso é muito bom porque quanto mais pessoas souberem o que é o fenômeno, mais pesssoas serão ajudadas. Será? 

Ontem recebi vários emails de pessoas perguntando se o bullying vai até os 18 anos de idade. Isso porque foi dito, em um determinado programa, que o bullying acontece até os 18 anos e que depois é assédio moral. Disserem que o bullying acontece na escola e que o assédio moral acontece no trabalho.

Veja bem pessoal, o bullying e o assédio moral são agressões muito parecidas, mas possuem uma diferença. Vejam só:

Bullying:
é uma situação de agressão física e/ou psicológica, com características próprias, que acontece entre pares.  Portanto, o bullying pode ocorrer entre alunos, entre professores, entre funcionários, não importa a idade em que ocorre. Não existe uma relação hierárquica nesta relação, pois os envolvidos são do mesmo grupo. O que existe é uma relação de forca maior, por isso que um agride e o outro não reage.

Assédio Moral:
Já no assédio moral muda um pouco, pois a agressão - neste caso quase sempre verbal, psicológica, moral - acontece entre pessoas de hierarquias diferentes. Ou seja, do professor para o aluno, do chefe para com seus subordinados. E nesta relação entre desiguais, um agride e o o outro não reage justamente por causa da sua relação hierárquica inferior, ora se o alvo reage, por exemplo, ele é demitido, recebe nota baixa ou é mandado para fora da sala de aula, depende de quem for ele (aluno ou funcionário, como no exemplo).

Portanto, o bullying pode acontecer no trabalho e na escola, assim como o assédio moral. Depende se ele é entre pares ou não, ok? E também, pessoas maiores de 18 anos podem sofrer bullying...

Espero ter esclarecido algumas dúvidas e obrigada por participarem ....

Carolina.
contato.bullying@yahoo.com.br

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

Lançamento na Bienal 2010

Olá amigos!
O blog Bully: No Bullying e a autora Carolina Giannoni Camargo convidam vocês para o lançamento da segunda edição do livro:
"Brincadeiras" que fazem chorar. Introdução ao Fenômeno Bullying.

Não percam! Será dia:
20 de Agosto, às 17:00 h, no Anhembi em São Paulo (estande 44 rua L).


Grande Abraço!
Equipe Bully: No Bullying.

1000000 de visitantes!

Hoje o Blog comemora 1.000.000 de visitas! 1 milhão de pessoas que chegaram até aqui em busca de informações sobre bullying. Obrigada po...