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quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Existe bullying na Educação Infantil?


Existe bullying na educação infantil? Podemos encontrar um autor de bullying ainda na primeira infância? Como agir quando a criança sabe que determinada situação é errada, porém, mesmo assim a faz?

O bullying é revelado por ações agressivas. A agressividade está presente em qualquer série, ciclo, faixa etária, sendo notada até mesmo, na educação infantil.
Para identificar e prevenir o fenômeno bullying ainda cedo, é muito importante conhecer as esferas da agressividade na educação infantil e saber discernir o que é, e também o que não é, de fato, esperado para determinada faixa etária, sexo e fase de desenvolvimento cognitivo que a criança se encontra.
A agressividade, nesta fase, tende a sofrer mudanças em sua forma, freqüência e na motivação para esta ação.
Ao longo dos anos, a agressividade tende a diminuir ou modificar-se conforme a criança passa pelas etapas do seu desenvolvimento cognitivo; vivencia experiências construtivas; socializa-se e encontra na professora, no professor ou nos pais, um mediador para as suas ações.
Para mediarmos os conflitos e as situações de agressividade ocorridos em nossa sala de aula de maneira assertiva e construtiva, primeiro é preciso entendê-los. E nada melhor do que começarmos dando atenção aos envolvidos nestes episódios.
É importante pensarmos que todo conflito envolvendo agressividade entre as crianças, durante a educação infantil, deve ser uma ponte que os leva a um caminho de autoconfiança e construção.
Ao pensarmos em uma situação no qual, como conseqüência de um atrito, uma criança de dois anos bate ou morde um colega da sua turma, não podemos dizer que esta é uma criança agressiva e que possui um transtorno de conduta.
Com esta idade o seu melhor e mais rápido mecanismo para alcançar o seu objetivo é por meio da linguagem corporal e pode utilizar-se da mordida com essa finalidade. A criança não entende que está machucando, pois o seu estágio atual do desenvolvimento cognitivo não permite que esta se coloque no lugar do outro.
Por volta dos cinco anos de idade, a criança já é capaz de agredir intencionalmente e, também, é capaz de inventar apelidos, formar panelinhas e, até mesmo, fazer “brincadeiras” de mau gosto mesmo sabendo ser errado.
É nesta fase que os comportamentos de agressões físicas e morais e a baixa auto estima devem ser trabalhados evitando que tais características se acentuem.
A personalidade da criança é construída nos primeiros anos de vida e coincide com sua passagem pela educação infantil. Por isso, o papel e o exemplo dos pais e dos professores e, também, a forma com que eles resolvem os conflitos do dia a dia, ajudam a formar a base da educação da criança, evitando até mesmo que se envolvam com o fenômeno no futuro, seja como alvo ou autores de bullying.
A agressividade existe na educação infantil e pode ser desencadeada pela falta de limites, ausência de carinho e atenção, acontecimentos passageiros na vida da criança, transtorno comportamental ou, até mesmo, por não saber interagir com o outro senão, por meio da agressão.
O educador deve mostrar para a criança outras maneiras de resolver os conflitos sem a utilização da violência, evitando encaminhar ao especialista, crianças que não possuem transtorno de conduta. 
È importante saber que a educação infantil é o período ideal para o início das práticas de prevenção ao bullying. 

Autora Carolina Giannoni Camrgo.
 

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

Bullying ou assédio moral?


Quais as diferenças e semelhanças existentes entre bullying e assédio moral? Acontece bullying no trabalho? Um aluno que pratica bullying pode praticar assédio moral no futuro?

O bullying e o assédio moral são situações de violência próximas, uma vez que suas características e conseqüências são bastante semelhantes, porém são fenômenos distintos. 
O bullying é uma situação de agressão física e/ou psicológica – também chamada de agressão verbal ou moral - que acontece de forma freqüente, intencional, gratuita e velada. Resulta em uma série de conseqüências aos envolvidos, dentre elas, sofrimento psicológico e dores físicas e, quando ocorrido com alunos, podemos notar a existência da queda no rendimento escolar.
O assédio moral é a exposição a situações humilhantes, constrangedoras e vexatórias a longo prazo. È muito comum no trabalho e causa a diminuição do rendimento operacional e, também, prejuízos emocionais e psicológicos.
Como dito, ambas se parecem. A diferença está na relação entre pares existente no bullying e inexistente no assédio moral.
No bullying a violência acontece entre pares, entre “iguais”. Ocorre, por exemplo, de aluno para aluno, de professor para professor, entre irmãos e primos. Há uma desigualdade de poder, mas não de hierarquia.   
Já no assédio moral, principalmente no trabalho, há o abuso da hierarquia. Freqüentemente encontramos casos de relações autoritárias, em que chefes utilizam justamente a sua condição hierárquica para humilhar, diminuir e, até mesmo, causar desconforto no ambiente de trabalho. Acontece, por exemplo, nas relações entre chefe e funcionário, professor e aluno.
Diferente do bullying, em que quase sempre o alvo não reage por causa da sua condição psicológica, no assédio moral, o alvo, que também se encontra abalado por causa das agressões verbais, não reage, inicialmente, por medo de ser mandado embora do trabalho, ou expulso da sala de aula, por exemplo.
Portanto, podemos encontrar ambos - bullying e assédio moral - na escola, assim como no trabalho.
Um aluno que comete bullying possui características como, por exemplo: dificuldade de aceitar as regras e de se colocar no lugar do outro, não gosta de ser contrariado, adora mandar, humilhar e levar vantagem em tudo.
Em síntese, dificilmente um autor de bullying deixará de agir, conforme suas características, apenas porque conseguiu o diploma da escola. Muito provável, continuará sendo autor de bullying mesmo depois de se formar.
E ainda, caso torne-se uma chefe no futuro, poderá vir a praticar assédio moral, a menos que passe por uma intervenção educativa, pedagógica e, muitas vezes, psicológica que o faça mudar o jeito de agir, pensar e se relacionar.

Autoria: Carolina Giannoni Camargo.
Data: 08 de outubro de 2010.

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Bullying: brincadeira de mau gosto?


Boa Tarde Pessoal, segue a primeira pergunta conforme combinado no post do dia 19 de outubro! Grande Abraço ...

Qualquer brincadeira de mau gosto, briga na escola ou apelido pode ser considerado bullying? Quais são as características deste fenômeno?

A escola é um local de inúmeros conflitos. Crianças e adolescentes encontram-se, cada qual com sua formação cultural, com os valores e costumes familiares aprendidos, com tipos diferentes de educação recebidos, e lá, na escola, devem conviver, dividir espaços, amigos e objetos.
Sim, os conflitos aparecem. As brigas existem. Os apelidos também. Então, como diferenciar o bullying dos outros atritos existentes dentro dos espaços escolares?
Este fenômeno possui características próprias que nos permite detectá-lo, para assim, podermos combatê-lo. Um apelido pode ou não ser considerado bullying, precisamos apenas analisar as seguintes características:
·                    Entre pares: o bullying é uma situação de agressão física e/ou psicológica entre pares. Acontece de aluno para aluno, de professor para professor, entre irmãos.
·                    Intencionalidade: o autor de bullying, aquele que comete a agressão, não as comete sem querer. Ele tem a intenção de agredir, menosprezar, humilhar o seu alvo, para assim, poder destacar-se perante os seus pares.
·                    Freqüência: o bullying acontece insistentemente. É diferente de uma piada que foi feita uma única vez sobre determinada pessoa, causando-lhe constrangimento, e que nunca mais foi feita, justamente pela dor causada. No bullying a agressão é repetida, acontece toda semana, todo mês e, em alguns casos, pode ocorrer diariamente.
·                    Gratuidade: o fenômeno é uma violência gratuita, não existe a necessidade do alvo ter provocado as situações agressivas recebidas. Ou seja, o autor escolhe seu alvo sem a necessidade de ter sido provocado.
·                    Violência velada: no bullying as agressões acontecem com a presença de espectadores, no caso da escola, o restante da turma, que se torna uma platéia para a violência. Porém, uma das características desse fenômeno é o fato de, propositalmente, acontecer longe dos adultos, daqueles que poderiam mediar o conflito.
Como vimos, o bullying acontece por meio da violência física - socos, chutes, empurrões - que é mais fácil de identificarmos, por ser mais visível aos olhos e, também, pela violência psicológica, que se dá por meio da difamação, exclusão e apelidos pejorativos.
Por isso, há necessidade de ficarmos atentos e identificarmos, o quanto antes, os casos de bullying, diminuindo assim, a possibilidade das conseqüências tornarem-se irreversíveis.
Um apelido ou uma brincadeira de mau gosto pode tornar-se bullying quando a pessoa que as recebeu não gostou e a pessoa que as cometeu fez de maneira intencional, gratuita e freqüente.
Ou seja, a brincadeira só existe quando todos os envolvidos se divertem, caso exista algum integrante seja forçado a participar, então, não é mais brincadeira.
Portanto, devemos analisar caso a caso para verificar se determinada criança cometeu ou sofreu o bullying. Assim, diminui o risco de ocorrer a banalização desta violência que merece destaque devido gravidade de suas conseqüências. 

 Autoria: Carolina Giannoni Camargo

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Conselho Nacional de Justiça lança cartilha sobre bullying

Bullying pode começar em casa, diz cartilha do CNJ

Exemplo dos pais é fundamental para atitude dos filhos, segundo texto.

Escola é apontada como corresponsável nos casos de violência.
 
 
Cartilha do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) com dicas para o combate ao bullying nas escolas, lançada nesta quarta-feira (20) em Brasília, afirma que, muitas vezes, o fenômeno começa em casa. A escola é apontada como corresponsável nos casos de violência.
  
"Os pais, muitas vezes, não questionam suas próprias condutas e valores, eximindo-se da responsabilidade de educadores", diz o texto.

A cartilha traz em forma de perguntas e respostas várias orientações sobre como identificar o fenômeno, quais são suas consequências e como evitar.

De acordo com o texto, o bullying é cometido pelos meninos com a utilização da força física e pelas menina com intrigas, fofocas e isolamento das colegas. As formas podem ser verbais, física e material, psicológica e moral, sexual, e virtual, conhecida como ciberbullying. Segundo a cartilha, características de comportamento podem mostrar que uma criança é vítima de bullying.

Na escola, elas ficam isoladas ou perto de adultos, são retraídas nas aulas, mostram-se tristes, deprimidas e aflitas. Em casos mais graves, podem apresentar hematomas, arranhões, cortes, roupas danificadas ou rasgadas.

Em casa, a criança se queixa de dores de cabeça, enjôo, dor de estômago, tonturas, vômitos, perda de apetite e insônia, de acordo com a cartilha. Outros indicadores são mudanças de humor repentinas, tentativas de faltar às aulas.

Segundo o texto, a escola é corresponsável nos casos de bullying. A cartilha orienta a direção das escolas a acionar os pais, conselhos tutelares, órgãos de proteção à criança e ao adolescente. “Caso não o faça poderá ser responsabilizada por omissão”, diz a cartilha.

O texto afirma ainda que, em casos de atos infracionais, a escola tem o dever de fazer uma ocorrência policial. “Tais procedimentos evitam a impunidade e inibem o crescimento da violência e da criminalidade infantojuvenil”, diz o texto.

No Brasil, de acordo com a cartilha, predomina o uso de violência com armas brancas. Em escolas particulares, vítimas são segregadas, principalmente, devido a hábitos ou sotaques.
A cartilha orienta os pais a observar o comportamento dos filhos e a manter diálogo franco com eles.

“Os pais não devem hesitar em buscar ajuda de profissionais da área de saúde mental, para que seus filhos possam superar traumas e transtornos psíquicos”, diz o texto.
Além disso, os pais devem estimular os filhos a desenvolver talentos e habilidades inatos, para resgatar a autoestima e construir sua identidade social.

Bullying com filhos, violência entre PAIS...

Assistam a esse vídeo, é muito chocante ver como os pais resolvem seus conflitos. A covardia deste pai, ao bater em uma mulher, na frente de seu filho impressiona, se ele age assim, como é que ensinará seu filho a se relacionar com o outro, a resolver seus problemas senão por meio da violência? Depois do vídeo, segue a reportagem tirada do site G1 portal de notícias:  


A agressão veio justamente de quem deveria dar o exemplo. Eu fico imaginando o exemplo que esse pai deu ao filho e que esse menino não vai esquecer para o resto da vida. E a reação da mãe também faz parte desse mundo que, na ausência de argumento, se apela para a agressão física. E a escola não pode lavar as mãos em um episódio assim. Ignorar um episódio assim está fugindo da sua responsabilidade.
E a propósito, hoje é Dia do Professor. É bom a gente lembrar de outra vítima nas escolas. Os mestres, volta e meia, são agredidos pelos alunos. Na capital do país, em Brasília, há pouco mais de um ano, um professor chegou a ser morto a tiros por alunos drogados na frente da escola pública.
Faz tempo que esse tipo de agressão existe, só que não tinha nome em inglês. Eu vivi isso no grupo escolar, onde fiz o curso primário. O menino que usasse óculos, que fosse obeso ou que fosse todo bem arrumadinho, era vítima. E não resolveram até hoje. Ganhou nome estrangeiro, a violência subiu aos pais, os pais aderiram à violência. E volta e meia, há a pancadaria.
Ou seja, há 60 anos, o que acontecia: os pais, em casa, acalmavam os ânimos. O tempo acabava por resolver essas questões. Hoje, parece que há muito mais gente à beira de um ataque de nervos. Se há adultos que passam essa violência aos filhos e se há escolas que fingem ignorar o que acontece, então, estão contrariando o bordão do momento: há o risco de ficar pior.
Eu fico perguntando, quantas vezes, nessa edição do Bom Dia Brasil, hoje, foi ouvida a palavra ‘medo’.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

I Fórum Internacional de Ed. Infantil

Olá pessoal,

Eu ministrei, no dia 1 de outubro de 2010, um mini curso sobre bullying durante o I Fórum Internacional de Educação Infantil, realizado na Unicamp.
Foi muito bacana e muitas perguntas interessantes foram feitas. Por isso, durante este mês, colocarei aqui no blog as perguntas e darei uma resposta a elas, assim vocês podem tirar mais dúvidas sobre o fenômeno e usá-las em trabalhos...

Grande abraço,
Carol! 

 

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Bieber em campanha contra o bullying

Depois de ver seu nome envolvido em uma confusão sem tamanho, por questões homofóbicas e de bullying, o astro teen Justin Bieber pretende promover campanhas de combate ao preconceito.
 
Matéria retirada do Portal Terra, no dia 18 de outubro de 2010, às 15:51.
 


 
O novo ídolo teen Justin Bieber foi alvo de diversas acusações e viu seu nome expostos em artigos de jornais do mundo todo. Tudo isso pelo fato de que teria agredido um menino de 12 anos durante uma partida de jogos eletrônicos, em uma casa especializada, nessa sexta-feira, 15.

Mas, de acordo com o site de celebridades TMZ, testemunhas que presenciaram a cena confirmam que, na verdade, a agressão verbal e tentativa de agressão física partiu do outro garoto e não de Bieber. Segundo frequentadores do estabelecimento, o cantor fora chamado de 'bicha' uma centena de vezes e ainda se defendera de um soco que o 'adversário' tentara lhe acertar.

A queixa contra Bieber foi registrada pelo pai do garoto, mas além das investigações ainda não terem sido encerradas pela polícia, algumas pessoas que testemunharam a cena disseram que Bieber não golpeou o garoto.

Independentemente do parecer da polícia, a história pode gerar um bom resultado, já que Justin pretende 'emprestar' seu belo rostinho para campanhas anti-bullying e agressões de cunho homofóbico.

sexta-feira, 15 de outubro de 2010

Projeto de Lei de Combate ao Bullying é apresentado na Assembléia Legislativa

Mais de 100 crianças e adolescentes de quatro escolas públicas municipais de São Luís e São José de Ribamar participaram das discussões para a implantação do Programa Educar para a Paz nas escolas do Maranhão, que prevê a inserção de medidas sócio-educativas para prevenir e combater o bullying.
Aconteceu na última quarta-feira, dia 1º de setembro, no Plenarinho da Assembléia Legislativa do Maranhão, das 15h às 18h, a primeira audiência pública para discussão e apreciação do Projeto de Lei Estadual de Combate ao Bullying Escolar.   
 

                                         

Os trabalhos foram conduzidos pelo presidente da Comissão de Educação da AL, deputado Alberto Franco, e pela deputada Eliziane Gama, autora da proposta. O Diretor Nacional da Plan Brasil, Moacyr Bittencourt, e a vereadora Rose Sales, entre outros, também acompanharam as discussões.

Nas apresentações, falas e depoimentos dos presentes – especialmente de crianças, adolescentes, pais e professores das escolas incluídas no Projeto Educar para a Paz, que a Plan Brasil desenvolve desde abril em quatro escolas públicas municipais de São Luís e São José de Ribamar – destaque para a preocupação em unir esforços no sentido de prevenir e combater a violência nas escolas do Maranhão, com ênfase nos comportamentos repetitivos e agressivos (de uso da força física ou apenas de ameaça, opressão e/ou intimidação), que têm feito muitas vítimas, causando traumas e prejuízos tanto físicos quanto psicológicos.
 
Projeto de Lei de igual teor também foi discutido em audiência pública, na noite do dia 30 de agosto, por professores, gestores, alunos, pais, e vereadores da Câmara Legislativa de Timbiras. O evento também contou com a presença de representantes das secretarias de Assistência Social e Educação daquele município, e do Conselho Tutelar da cidade.

As crianças e adolescentes, acompanhados de seus pais, tiveram a oportunidade de falar sobre os conflitos que têm acontecido diariamente nas escolas de Timbiras. Alguns adolescentes tiveram a coragem de falar publicamente, e pela primeira vez, como eles mesmos frisaram, de situações terríveis que vivenciam diariamente em suas escolas - xingamentos, apelidos, ameaças, agressões físicas, etc.

Existe ainda um Projeto de Lei de Combate ao Bullying em tramitação na Câmara de Vereadores de Codó e outro no município de São José de Ribamar. Todos esses projetos de lei surgiram a partir das reuniões e atividades desenvolvidas pela ONG Plan no Maranhão, por meio do Projeto Educar para a Paz e da Campanha Aprender Sem Medo.

O BULLYING é um termo inglês utilizado para descrever atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo (bully - tirano ou valentão) ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz (es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de bullying pela turma.

Fonte: www.plan.org.br

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

Indaiatuba contra o bullying

Prefeito sanciona lei sobre medidas de combate ao bullying

  • Publicação: 24/09/2010 - 08:05h
  • Redatores: Isabella Haddad
  • Release N.º: 1917
O prefeito Reinaldo Nogueira (PDT) sancionou a lei n° 5.792 de 20 de setembro de 2010, que dispõe sobre a inclusão de medidas de conscientização, prevenção e combate ao bullying escolar, no projeto pedagógico elaborado pelas escolas públicas e privadas de Educação Básica (Educação Infantil, Ensino Fundamental e Ensino Médio) de Indaiatuba. O projeto de lei é de autoria do vereador Hélio Alves Ribeiro e foi aprovado em segunda votação na 22ª sessão ordinária de 2010, em 23 de agosto, na Câmara Municipal pelos parlamentares. A lei entra em vigor nesta sexta-feira (24), quando será publicada na Imprensa Oficial do município.
Considera-se bullying qualquer prática de violência física ou psicológica, intencional e repetitiva, entre pares, que ocorra sem motivação evidente, praticada por um indivíduo ou um grupo, contra uma ou mais pessoas. No bullying o objetivo é intimidar, agredir fisicamente, isolar, humilhar, ou ambos, causando dor e angústia à vítima, em uma relação de desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas. A fim de incentivar a política antibullying, o município poderá contar com o apoio de entidades, sociedade e especialistas no tema para realizar seminários, palestras, debates, orientações aos pais, alunos e professores com cartilhas.
Constituem práticas de bullying sempre que repetidas: ameaças e agressões físicas como bater, socar, chutar, agarrar, empurrar; submissão de outro, pela força, à condição humilhante; furto, roubo, vandalismo e destruição proposital de bens alheios; extorsão e obtenção forçada de favores sexuais; insultos ou atribuição de apelidos vergonhosos ou humilhantes; comentários racistas, homofóbicos ou intolerantes quanto às diferenças econômico-sociais, físicas, culturais, políticas, morais, religiosas, entre outras; exclusão ou isolamento proposital do outro, pela intriga e disseminação de boatos ou de informações que deponham contra a honra e a boa imagem das pessoas; envio de mensagens, fotos, ou vídeos por meio de computador, celular ou assemelhado, bem como sua postagem em “blogs” ou “sites”, cujo conteúdo resulte em sofrimento psicológico a outrem – também conhecido por cyberbullying.
De acordo com a lei, os objetivos a serem atingidos são prevenir e combater a prática do bullying nas escolas; capacitar docentes e equipe pedagógica para a implementação das ações de discussão, prevenção, orientação e solução de problema; incluir regras contra o bullying no regimento interno da escola; orientar as vítimas visando à recuperação de sua autoestima para que não sofram prejuízos em seu desenvolvimento escolar; orientar os agressores, por meio da pesquisa dos fatores desencadeantes de seu comportamento, sobre as consequências de seus atos, visando torná-los aptos ao convívio em uma sociedade pautada pelo respeito, igualdade, liberdade, justiça e solidariedade; envolver a família no processo de percepção, acompanhamento e crescimento da solução conjunta.

Fonte: http://www.indaiatuba.sp.gov.br/governo/imprensa/noticias/12114/

sábado, 2 de outubro de 2010

Bullying ou uma simples brincadeira?

Olá Amigos...

Qualquer apelido pode ser caracterizado como bullying? Não posso mais chamar meu amigo por seu apelido porque senão estarei cometendo bullying? Não posso mais brincar com um amigo?

Essas são algumas perguntas que freqüentemente me fazem, então, como diferenciar o bullying de uma simples brincadeira?

Primeiro: a brincadeira só existe caso todos os envolvidos se divertem. Se não há diversão para uma das partes, não há brincadeira. Isso vale para apelidos também. 

Segundo: quando cometo alguma brincadeira de mau gosto ou, até mesmo, invento algum apelido a um amigo, e este não gosta, tenho duas opções: 

1ª- parar com o apelido e/ou brincadeira, já que percebi que não foi uma atitude legal da minha parte, ou percebi que mesmo sendo legal para mim, o meu amigo não gostou...

2ª- continuar e praticar o bullying, já que há a intenção da minha parte, há a freqüência nas minhas ações e, logo, haverão conseqüências para meus atos...

É importante lembrar que todos possuem o direito de não gostar de determinada pessoa. porém, ninguém possui o direito de agredi-la por conta da sua opnião, gosto, características, etc...

Os autores de bullying e cyberbullying e, aqueles que pensam em praticar este crime devem refletir sobre algumas questões:
·      
        *  E se alguém inventasse algum apelido para você, aquele apelido que te faria ficar humilhado, constrangido, doente, e publicasse na net e/ou espalhasse para escola inteira... Como se sentiria?
·       
        * Por que você precisa ridicularizar alguém perante seus amigos para assim poder se destacar? Você não consegue se destacar sozinho? Será que não está na hora de pedir ajuda?
·       
        * As suas palavras podem levar uma pessoa à morte ou a um sofrimento terrível. Como se sentiria ao saber que você destruiu alguém?
·       
        * Mandar e humilhar a galera da escola é fácil para você, mas será sempre assim? E no seu trabalho como será que vai ser?
·        
        * Por que você não utiliza a sua fama de “popular” para fazer algo de bom para a escola? Aposto que terá mais amigos de verdade ao seu lado e não pessoas que fingem ser amigas para não tornarem-se seus futuros alvos...

Vamos lá pessoal... todos contra o bullying! 
Quem precisar de ajuda:
contato.bullying@yahoo.com.br ou deixe seu depoimento aqui no Blog!

Abraços,
Carolina.

Cyberbullying faz mais uma vítima

Olá Amigos, estive fora por alguns dias, mas tenho novidades e postarei em breve aqui no blog Bully: No Bullying!

Infelizmente, inicio com uma triste notícia: mais uma morte devido ao terrível cyberbullying, vejam a notícia...

O jovem Tyler Clementi, de 18 anos, morava em um dormitório de universidade, no estado de Nova Jersey. Ele dividia o quarto com o colega Dharum Ravi, para quem pediu um pouco de privacidade. Ravi saiu, porém deixou uma webcam ligada, gravando tudo o que acontecia no quarto. As imagens gravadas mostravam Tyler beijando outro homem.

O ministério público acusa Ravi e outra estudante de jogarem as imagens na internet sem permissão. Em uma rede social, Ravi contou que tinha ligado a câmera para gravar o encontro.

Tyler era tímido e nunca falou com a família sobre sua orientação sexual. Ele ameaçou pela internet que iria se jogar de uma ponte e se matou.

Os dois estudantes envolvidos no cyberbullying podem ser punidos com cinco anos de cadeia. Promotores afirmam que a divulgação do vídeo esteja relacionada ao suicídio.





As pessoas, principalmente nossos jovens, precisam entender que a internet, mais do que um rede de computadores, é uma rede de pessoas, e que suas ações, palavras, "brincadeiras", possuem conseqüências.
Palavras podem levar uma pessoas a morte. 

Carolina Giannoni Camargo.

1000000 de visitantes!

Hoje o Blog comemora 1.000.000 de visitas! 1 milhão de pessoas que chegaram até aqui em busca de informações sobre bullying. Obrigada po...