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segunda-feira, 24 de maio de 2010

Bullying relacionado a agressividade, jura?

Estudos associam o bullying a comportamento agressivo

Notícia retirada do site mulher.terra.com.br, na data 24/05/2010 às 22:00

“A condenação de um aluno da 7ª série de um colégio particular de Belo Horizonte, em Minas Gerais, em um caso de bullying, mostra que a Justiça brasileira está cada vez mais propensa a encarar como agressão brincadeiras de mau gosto.

A família do estudante foi condenada a pagar R$ 8 mil a uma colega que recebia apelidos maldosos. Pois, não é só na Justiça que os praticantes de bullying (atos de violência física ou psicológica, que humilham, constrangem ou descriminam uma pessoa) são considerados agressores. 

Duas pesquisas recentes associam a prática à agressividade.Um deles, realizado pela Universidade George Mason, em Washington D.C., nos Estados Unidos, associa o comportamento dos praticantes de bullying ao dos adultos diagnosticados com fobia social.

Batizado de The Darker Side of Social Anxiety: When Aggressive Impulsivity Prevails Over Shy Inhibition (O Lado Escuro da Ansiedade Social: Quando Impulsividade Agressiva Prevalece sobre a Timidez). 

A tese dos psicólogos Todd Kashdan e Patrick E. McKnight, publicada na edição de maio da revista Current Directions in Psychological Science, é a de que a fobia social encobre na verdade um comportamento potencialmente violento que tem origem no medo.

"Para pessoas com fobia social parece fazer sentido a estratégia de atacar e rejeitar os outros antes que eles tenham a chance de fazer o mesmo contra eles", disse Todd Kashdan ao jornal The New Times.

A pesquisa, que estudou o comportamento de 1.822 pessoas, aponta que um em cada cinco adultos que apresentam o problema demonstra comportamento agressivo.

Medo : o medo de ser rejeitado pelo grupo também aparece como fator motivador para o bullying numa pesquisa escocesa feita com 481 estudantes entre nove e 12 anos pela Universidade de Groningen.

Os alunos foram submetidos a um questionário por um time de sociólogos e responderam às perguntas sobre seus sentimentos em relação aos colegas de classe. Outras perguntas se referiam especificamente a episódios de agressão e pediam para identificar se já tinham sido vítimas ou praticante de bullying.

Segundo os pesquisadores, praticantes de bullying tendem a dividir os colegas entre fontes de afeição e alvos de dominação. Entre esses últimos, predominam os que já foram atacados por seus colegas.

Os agressores buscam aprovação apenas de colegas do mesmo sexo e geralmente atacam quem já é atacado. O estudo também aponta que eles não se importam com a opinião das meninas. O mesmo acontece com as garotas agressoras, que não estão preocupadas com o que pensam os meninos em geral.

"Praticantes de bullying são muito estratégicos em suas ações. Buscam atenção e afeto do seu próprio grupo", disse um dos autores, René Veenstra, ao jornal The New York Times.

Em grupos de ambos os sexos, crianças obesas estão entre os principais alvos das agressões, não importando raça, status social ou desempenho acadêmico.”

Muitas pesquisas, no Brasil e no mundo, nos mostram o quanto o bullying está presente em nossas relaçoes sociais. Conversando com amigos, muitos já me disseram "puxa, agora eu sei que, o que eu vivi na escola, era bullying ; e hoje eu penso, será que sou assim (tímido, inseguro, Durão, etc. ...) por causa dele?" Ora, o bullying deixa conseqüências, ás vezes irreversíveis, na vida de seus envolvidos. A atenção que o mundo tem dado a esta causa, nos últimos anos, é muito importante para que este sofrimento diminua e para que sejam construídas relaçoes interpessoais mais sadias.
Abraços, Carol.

 


sábado, 22 de maio de 2010

Filme da Semana!

Boa Noite!!!

O filme da Semana é .... na verdade, um curta brasileiro chamado: "A peste da Janice".

Vocês podem assisti-lo, o link é: http://www.portacurtas.com.br/Filme.asp?Cod=5124

Caso queiram dar uma olhadinha, no dia 3 de maio, eu postei aqui no blog Bully: No Bullying, o trailer do curta e informações sobre prêmios, atores, autor, festivais, etc...
O curta tem duração de 15 minutos.

Não esqueçam que, quarta feira que vem, farei uma reflexão sobre o curta!!! Beijos e até lá!
(Desculpem a demora!!!) 

Carol.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

10 Características do Bullying!

Anônimo disse...
"queria saber 10 características do bullying.........."
Olá Pessoal... Um leitor aqui do blog BULLY: NO BULLYING! quer saber 10 características do bullying, então, aqui estão elas:

1) Agressão física e/ou psicológica: existem dois tipos de agressões no bullying, a direta (física) e a indireta (psicológica e verbal).
A agressão direta envolve contato físico, sendo, por isso, mais evidente. Acontece por meio de socos, pontapés, beliscões, empurrões ou outros tipos de comportamento, como prender uma pessoa em um armário ou em um cômodo.
A agressão indireta é mais sutil e, por isso, difícil de identificar. Ela ocorre normalmente sem contato físico, através de fofocas, difamações, rotulações pejorativas e exclusão social.

2) Entre pares: o bullying acontece dentro de um contexto no qual os envolvidos se encontram no mesmo patamar de força. Não existe uma função hierárquica que possa impedir ou incentivar determinada atitude, no que se refere a agredir ou ser agredido.

3) Intencionalidade: o autor de bullying possui clareza de seus atos e sabe que o alvo das suas agressões não gosta de suas atitudes, mas, mesmo assim, as faz. Agride para ganhar o destaque na turma, os seus pares.

4)Repetição, freqüência: É comum, no bullying, que os alvos sejam agredidos ou ridicularizados todos os meses, semanas ou, até mesmo, várias vezes ao dia. Essas agressões ocorrem no intervalo das aulas, na entrada e saída do colégio e em outros espaços escolares como, a própria sala de aula.

5)Violência gratuita: o alvo de bullying não precisa motivar as agressões sofridas. O autor agride porque quer se aparecer e, para isso, diminui e menospreza o outro gratuitamente, sem motivação aparente.

6) Violência Velada: outra característica do bullying é que ele acontece escondido, propositalmente, dos adultos. Por isso, difícil de ser identificada.

7) Local: O bullying não acontece somente na escola, ele pode aparecer nos clubes, faculdades, igrejas, quartéis, na pópria família, ou seja, em qualquer lugar onde existam relacoes interpessoais.

8) Agressão silenciosa: na maior parte dos casos, o bullying acontece dentro da sala de aula com a presença do professor. E é porque o fenômeno possui como uma das suas características a agressão psicológica que, esta, se apresenta de forma quieta, silenciosa, através de um olhar, um sorrisinho irônico, ou até mesmo, um bilhete no caderno. 

9) Uso de tecnologias: o bullying pode apresentar-se por meio das tecnologias como mensagem de celulares e páginas na internet. Quando isso ocorrre damos o nome de cyberbullying.

10) Conseqüências: dificilmente alguma pessoa consegue passar pelo bullying sem levar marcas para toda a vida. Todos os envolvidos, sejam eles alvos ou autores de bullying, sofrem conseqüências e, às vezes, elas são irreversíveis. Esta é uma das principais razões que nos leva a crer em uma política de combate e prevenção ao fenômeno em todas as escolas.

Espero ter ajudado, 
Grande Abraço!!
Carolina.

Mais sobre o caso de Belo Horizonte ...


Garoto multado por bullying xingou vítima de prostituta
"Tábua", "prostituta", "sem peito" e "sem bunda". Estas eram as ofensas disparadas pelo adolescente condenado por praticar bullying contra uma colega de classe, em uma escola particular de Minas Gerais. A história ganhou repercussão nesta terça (19), com a publicação da sentença pela 27ª Vara Cível, de Belo Horizonte. O magistrado Luiz Artur Rocha Hilário, que julgou o caso, entendeu que a ação, movida pela família da garota, era procedente e determinou o pagamento de indenização por danos morais, fixada no valor de R$ 8 mil.
As agressões verbais ocorreram em 2008, quando os envolvidos tinham 13 anos e cursavam a 7ª série do Ensino Fundamental, mas só ontem começou a se desenhar um desfecho para o caso. De acordo com Marconi Bastos Saldanha, advogado contratado pelos pais da vítima, hoje com 15 anos, os xingamentos provocaram um processo de depressão na adolescente.
-Ele fazia críticas ao corpo dela, dizendo que ela não tinha peito, bunda. Chamava a menina de prostituta. Falava que ela era uma tábua. Tentou cortar o cabelo dela em plena sala de aula. A menina estava disposta a não voltar mais à escola. Ficou deprimida em função disso e precisou de tratamento psicológico. Teve muita dificuldade naquele semestre.
O advogado contou que o colégio foi informado sobre o que vinha acontecendo, mas teria custado a tomar uma providência.
- Os pais conversaram com a escola no sentido de tirar o aluno da sala e colocá-lo em outra turma. Como a instituição não tomou a providência, os pais decidiram pela ação na Justiça.
Segundo Saldanha, a vítima conviveu com o problema por cerca de cinco meses.
- Depois de proposta a ação, o garoto mudou a conduta dele. No semestre seguinte, a escola transferiu o menino de sala. Em 2009, os dois já não eram mais colegas de classe.
O advogado Rogério Vieira Santiago, que defende o adolescente, adiantou que entrará com recurso na Justiça por entender que não ficou configurado o bullying.
- O conjunto das provas não conduz à essa conclusão. A figura do bullying em si não é um mero aborrecimento. Um mero aborrecimento não gera um dano moral. O bullying é o comportamento agressivo dos adolescentes. Iniciou-se nos Estados Unidos, onde menores se digladiavam em escolas, humilhavam uns aos outros. Isso não é a realidade brasileira. E não ocorreu neste caso - afirmou, evitando revelar detalhes do processo.
Segundo a assessoria de comunicação do Tribunal de Justiça, o juiz Luiz Artur Rocha Hilário entendeu que "o dano moral decorreu diretamente das atitudes inconvenientes do menor estudante, no intento de desprestigiar a estudante no ambiente colegial, com potencialidade de alcançar até mesmo o ambiente extra-colegial".
O magistrado, conforme a assessoria, classificou de "brincadeiras de mau gosto" as atitudes do menino e concluiu que elas geraram problemas à vítima. Por essa razão, considerou que os pais do garoto deveriam ser responsabilizados, "nos termos da lei civil". Rocha salientou que a discussão envolvendo o bullying é peculiar e nova no âmbito judicial.
Para Santiago, o debate precisa ser amplificado.
- No mínimo se algo aconteceu, foi dentro dos muros da escola, sob a responsabilidade dos educadores da escola. Se houvesse qualquer responsabilidade dos meus cliente, acredito que não há, a escola teria que ter mais ainda.
O advogado da vítima, por sua vez, informa que não houve ação de dano moral contra o colégio.
- A escola só foi envolvida, porque mesmo com a reclamação dos pais, a instituição deixou que os dois permanecessem juntos até o fim do ano. Em nenhum momento foi pedida indenização ao colégio. Solicitamos apenas que a escola desse uma orientação especial ao garoto, o que foi julgado improcedente.
Notícia retirada do site Terra Magazine, escrita por Ana Cláudia Barros e postada na data: Quinta, 20 de maio de 2010, às 08h16

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Juiz condena família por causa de BULLYING

Juiz de MG condena família de estudante a indenizar colega por bullying. Pais do adolescente terão de pagar R$8 mil. Cabe recurso da decisão na primeira instância.

O juiz Luiz Artur Rocha Hilário, da 27ª Vara Cível de Belo Horizonte, condenou um estudante de 7ª série a indenizar uma colega de classe em R$ 8 mil pela prática de bullying, segundo informações do Tribunal de Justiça de Minas Gerais. Cabe recurso da decisão.

De acordo com o processo, a estudante ganhou apelidos e começou a ouvir insinuações do colega logo no início do convívio escolar. A menina disse ainda que as “incursões inconvenientes” passaram a ser mais freqüentes com o passar do tempo. Segundo a decisão, os pais da garota chegaram a conversar na escola, mas não obtiveram resultados satisfatórios.

Além de indenização por danos morais, a estudante pediu a prestação, pela escola, de uma orientação pedagógica ao adolescente, o que o juiz considerou desnecessário. “O
exercício do poder familiar, do qual decorre a obrigação de educar, segundo o artigo 1.634, inciso I, do Código Civil, é atribuição dos pais ou tutores”, disse na decisão.

Ainda de acordo com o processo, o representante do colégio declarou que todas as medidas consideradas pedagogicamente essenciais foram providenciadas.

No processo, os responsáveis pelo estudante disseram que brincadeiras entre jovens não podem ser confundidas com a prática do bullying e afirmaram que o adolescente, após o ajuizamento da ação, começou a ser chamado de “réu” e “processado”, com a pior conotação possível.

Pelas provas, o juiz considerou comprovada a existência do bullying. “O dano moral decorreu diretamente das atitudes inconvenientes do menor estudante, no intento de desprestigiar a estudante no ambiente colegial, com potencialidade de alcançar até mesmo o ambiente extra colegial”, disse na decisão.

Analisando as atitudes do estudante, o juiz destacou que, apesar de ser um adolescente e estar na fase de formação física e moral, há um limite que não deve ser excedido.

Para ele, as atitudes do estudante “parecem não ter limite”, considerando que, mesmo após ser repreendido na escola, prosseguiu em suas atitudes inconvenientes com a estudante e com outras colegas.

“As brincadeiras de mau gosto do estudante, se assim podemos chamar, geraram problemas à colega e, conseqüentemente, seus pais devem ser responsabilizados, nos termos da lei civil”, concluiu o juiz.

19/05/2010, 16h14 – Matéria retirada do G1/Educação.


Reflexão sobre o filme: Odd Girl Out




Filme: Odd Girl Out

Tradução: Garota Fora do Jogo

Elenco: -  Alexa Veja (como Vanessa),
       - Lisa Vidal (como Barbara),
       - Leah Pipe (como Stacye).

Rodado nos Estados Unidos e dirigido por Tom McLoughlin, é uma adaptação do livro de Raquel Simonn, traduzido como “Garota fora do jogo: a cultura oculta da agressão às meninas.


O filme mostra um alvo de bullying, no caso, uma menina chamada Vanessa. Vanessa era uma das garotas populares da escola e passa a ser agredida psicologicamente durante o filme. 

Quem mais a agride é a sua ex melhor amiga, Stacye. Esta espalha difamações, gozações, chacotas e apelidos pejorativos por meio de mensagens de celulares, internet e, às vezes, pessoalmente.

Quem assistiu ao filme viu como é difícil a vida de um alvo de bullying e, também, como é ineficaz a ajuda daqueles que querem o bem da pessoa, mas que não possuem informação sobre o fenômeno e maneiras corretas sobre como agir diante aos casos de bullying.

No filme, Vanessa recebe o apoio de uma amiga que também é alvo de bullying. Esta diz que: AUTORES DE BULLYING SÃO COMO TORNADOS: POR ONDE PASSAM DESTRÓEM TUDO!

Em Odd Girl Out, o bullying quase destruiu a vida da adolescente Vanessa, que passou a sofrer depressão, tristeza, angústia, transtornos comportamentais e, até mesmo, tentativa de suicídio. Essas conseqüências também acontecem na vida real, uma vez não existente uma intervenção eficaz no combate ao bullying.

A escola não propôs nenhuma ação para a resolução do caso no filme. A amiga Stacye, assim como o seu grupinho de meninas autoras, fazia páginas na internet induzindo que Vanessa era gorda e feia; mandava mensagem no celular de Vanessa dizendo que ninguém gostava dela; riam dela e a isolavam nos espaços escolares.

Vejam como o bullying acontece silenciosamente... As mensagens de celulares eram enviadas na sala de aula, com a presença da professora. O isolamento sempre passa despercebido. Identificar o bullying não é fácil!

Vejam, também, como o alvo também precisa ser “trabalhado” num projeto anti bullying. Vanessa se importava muito com as ameaças das autoras. É preciso sempre elevar a autoestima do alvo de bullying e trabalhar nele a autoconfiança.

Por fim, o filme mostra bullying direto, indireto e cyberbullying e pode ser passado no ensino fundamental e médio, para que, estas séries iniciem uma discussão sobre bullying. Saber que ele existe é o primeiro passo para combatê-lo e preveni-lo!!!

Abraços,
Carol. 

  

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Radio Brasil Campinas 1270


Aline Isabela Archangelo e Carolina Giannoni Camargo, da Semeare Assessoria Pedagógica, participaram do programa do Fabiano Fachini, na Radio Brasil Campinas. No dia 27 de abril, elas deram entrevista sobre bullying.

É isso aí!! O primeiro passo para se combater e prevenir o bullying é a informaçao!!

Grande abraço! 
Equipe Semeare... 


Casos de bullying em Campinas!

DIJ registra a média de um caso a cada 2 dias; silêncio das vítimas e da família dificulta punição ao agressor



Uma rotina de humilhações, ofensas e violência psicológica sistemática. Assim foram os últimos quatro anos da vida escolar de F.P.M., de 15 anos.

As perseguições começaram na 5ª série, quando o garoto resolveu fazer uma apresentação musical na escola onde estudava. “Nunca gostei de futebol e desses esportes que todo mundo pratica. Sempre gostei de atuar, mas os outros alunos nunca entenderam e começaram a me perseguir”, disse.

Ele conta que passava os recreios sozinhos e os demais colegas se afastaram com medo de também serem motivo de zombaria.

“O mais triste foi quando minha melhor amiga se afastou com medo de também ser discriminada.” Atualmente, o adolescente estuda em outra escola e as agressões passaram, mas as marcas da violência psicológica deixaram cicatrizes. “Ainda tenho medo de que tudo isso volte a acontecer”, disse.

O drama de F.P.M. não chegou a ser denunciado à polícia e mostra que os números da violência nas escolas podem ser muito mais graves do que mostram as estatísticas.

A Delegacia da Infância e Juventude de Campinas tem registrado cerca de 15 casos por mês de violência dentro das escolas da cidade, entre crimes classificados como bullying ou não.

Segundo o delegado titular, Carlos Semionatto, a maior parte das ocorrências sequer chegam ao conhecimento da polícia e os dados estão subdimensionados.

“A polícia costuma ser procurada só em última instância. Achamos incorreto isso porque muitas vezes o agressor já vinha cometendo outras infrações e só denunciam quando a situação é extrema”, afirmou.

A preocupação do delegado é acompanhada pela advertência da promotora da Vara da Infância e Juventude Elisa Divittis Camuzzo.

Ela afirma que, embora o Ministério Público (MP) não possua estatísticas oficiais, os casos de violência escolar vêm aumentando. “Sou promotora há 13 anos em Campinas e percebo que a situação tem se agravado. Vivemos um conflito constante e isso me preocupa. Na cidade, existem algumas iniciativas que procuram tratar os conflitos, mas no momento não tenho percebido resultados, talvez a longo prazo”, disse.

Os casos que correm na Vara da Infância e Juventude ficam sob segredo de Justiça, mas a reportagem teve acesso ao processo de um aluno de 13 anos, de uma escola particular da cidade, que está sendo investigado pelo crime de tráfico de drogas.

Prevenção

A coordenadora da Taba, uma organização social sem fins lucrativos de Campinas, Kelly Vanessa Kirner, realiza um trabalho de prevenção à violência nas escolas municipais da cidade e acredita que a maior exposição dos casos pela imprensa tem ajudado no combate à violência escolar.

“Antes, a maioria dos casos eram velados, agora não. Infelizmente, as escolas da rede pública são as que mais sofrem por causa da falta de infraestrutura, mas sabemos que ocorrem casos na rede privada. O problema é que muitos pais de alunos em locais mais pobres não costumam enxergar a escola como meio de transformação social. A ausência de acompanhamento desses pais do dia a dia dos alunos agrava o quadro”, explicou.

A reportagem da Agência Anhanguera de Notícias (AAN) esteve na Escola Estadual Elvira de Pardo Meo Muraro, localizada no bairro Jardim Florence 1, periferia de Campinas e conversou com pais e alunos.

Durante a saída da escola, a reportagem flagrou dois menores empinando motos na frente do local, enquanto outras crianças saíam da escola.

O aposentado Miguel Jair, é pai de uma aluna da escola e reclamou bastante da segurança no lugar. “A segurança aqui é precária, policiamento não tem, aí essa molecada aproveita aqui”, disse.

O motorista de uma van escolar que não quis se identificar afirmou que a desorganização é comum no local. “Isso aqui é uma baderna, não tem polícia”, disse.

A 2ª Companhia do 47ª Batalhão de Polícia Militar, responsável pela área, informou que a unidade possui apenas duas viaturas para atender cerca de 80 escolas estaduais da região do Campo Grande até a Vila Padre Anchieta e que não tinha conhecimento do problema em frente à escola.

Ameaças e vandalismo

A diretora da escola, Zilda Aparecida Lyra, informou que, na última semana, um aluno de 16 anos chegou a ameaçar um professor de agressão, caso ele não mudasse sua nota. Na ocasião, a ronda policial foi acionada e um boletim de ocorrência foi registrado.

“Temos casos de vandalismos, ameaça a professores e entre alunos, mas a situação vem melhorando. Nossa escola tem 2 mil alunos em três turnos e identificamos que o maior problema é a falta de respeito mútuo. Procuro ser firme no dia a dia para controlar a situação, mas muitas vezes o problema parte de casa. Tem pais que acham que pelo fato de a escola ser pública é terra de ninguém, os filhos apenas reproduzem seu comportamento”, afirmou.

Uma das alternativas encontradas para enfrentar o problema e muito difundida no Brasil é a Justiça restaurativa. A psicóloga Leni Massei trabalha na Vara da Infância e Juventude e foi capacitada no programa. A iniciativa, que reúne as partes envolvidas nos conflitos dentro das escolas, tenta resolver o problema sem a intervenção da Justiça.

“É toda uma ideia de compreensão mútua . Colocamos ofensor e ofendido para conversar e juntos tentarem se entender, é uma ótima iniciativa”, afirmou. Segundo a psicóloga, o trabalho interrompe a ação de criminalização dos desentendimentos dentro das escolas.

(Reportagem de Henrique Beirangê) 

Pessoal, vale lembrar que o autor de bullying precisa de ajuda também!!! Por isso, a necessidade de um trabalho SÉRIO, com ESPECIALISTAS no assunto. 

Abraços, 
Carol! 


sexta-feira, 14 de maio de 2010

Filme da Semana!


A partir de hoje, estarei divulgando um filme por semana que fala sobre o bullying. Isso ocorrerá toda sexta, e começa por hoje!  

Na quarta feira seguinte, farei um comentário sobre o filme. Mandem dúvidas, opiniões, comentários e perguntas, que responderei neste dia! Beijos.
*************
 
O filme desta sexta feira chama-se "Odd Girl Out", traduzido para o Brasil como "Garota fora do jogo". 
É uma adaptação de um livro que possui o mesmo título, e foi escrito por Rachel Simmons. Neste filme, o bullying acontece entre meninas, e é interessante ver como o bullying é, mesmo, uma violência velada! Aparece cyberbullying também! Vale a pena assistir para entender melhor o bullying...
Quarta comentaremos um pouquinho mais sobre ele!

Beijos...
 


1000000 de visitantes!

Hoje o Blog comemora 1.000.000 de visitas! 1 milhão de pessoas que chegaram até aqui em busca de informações sobre bullying. Obrigada po...